segunda-feira, 28 de novembro de 2016
domingo, 30 de outubro de 2016
PAZ FAMILIAR
Chegou resoluto para a família e disse:
- Não vamos mais falar sobre política, religião e futebol. Isso nos faz tagarelas, briguentos e nada podemos fazer mesmo!.
Todos concordaram bovinamente e nunca mais ninguém teve notícias daquela família. Deixaram de viver para somente obedecer!
- Não vamos mais falar sobre política, religião e futebol. Isso nos faz tagarelas, briguentos e nada podemos fazer mesmo!.
Todos concordaram bovinamente e nunca mais ninguém teve notícias daquela família. Deixaram de viver para somente obedecer!
CRASE SEM ASSENTO E SEM MÉDIA
Chegou loira e nervosa do clube, disse à família:
--Genten, os comunistas querem invadir o Brasil!
Todos concordaram bovinamente. Quando Glória, a empregada semialforriada gritou :
- Só tem angu na geladeira porque cortaram o décimo terceiro e congelaram nossos salários. O que vou fazer para hoje, patroa
(Silêncio geral e todos voltaram às suas maquininhas de alienação)
A patroa macérrima responde à leal servidora:
-- Glória, faça ar com fumaça, essa é última modinha em Orlando.
E todos viveram enfumaçados e alienados até o próximo pato, Nada fazendo e somente esperando!
--Genten, os comunistas querem invadir o Brasil!
Todos concordaram bovinamente. Quando Glória, a empregada semialforriada gritou :
- Só tem angu na geladeira porque cortaram o décimo terceiro e congelaram nossos salários. O que vou fazer para hoje, patroa
(Silêncio geral e todos voltaram às suas maquininhas de alienação)
A patroa macérrima responde à leal servidora:
-- Glória, faça ar com fumaça, essa é última modinha em Orlando.
E todos viveram enfumaçados e alienados até o próximo pato, Nada fazendo e somente esperando!
CHAPEUZINHO
Chapeuzinho pergunta ao lobo.
Para que esse pré-sal aqui
O lobo saxônico responde: é para te escravizar melhor!
Para que esse aquífero aqui
É para você tomar urina reciclada!
Para que esse minério aqui
É para fazer um buraco no seu quintal!
Para que essa mata aqui
É para você viver em um deserto!
( aponta para o smartphone) -- para que esse aparelhinho aqui
É para você também achar que é LOBO.
Para que esse pré-sal aqui
O lobo saxônico responde: é para te escravizar melhor!
Para que esse aquífero aqui
É para você tomar urina reciclada!
Para que esse minério aqui
É para fazer um buraco no seu quintal!
Para que essa mata aqui
É para você viver em um deserto!
( aponta para o smartphone) -- para que esse aparelhinho aqui
É para você também achar que é LOBO.
sábado, 29 de outubro de 2016
PORTO DAS ILUSÕES
Se eu mandasse sinais de fogo para o além
eu não mais te veria, luz do sol que irradia meu dia.
transforma em claridade a escuridão de minha arlequinal fantasia
Espectro sombrio eu rondo combatente a noite para te procurar entre os olhos dos outros
Almas que são ilusões, pedaços da noite que beijam pacientemente a carcaça das paixões
Se eu mandasse dentes-de-leão para a sombra das copas das árvores
Se eu me retirasse e pedisse seu calor em oração
Eu seria semente para o futuro, seria essa viela, esse porto que não mas se chama solidão...
eu não mais te veria, luz do sol que irradia meu dia.
transforma em claridade a escuridão de minha arlequinal fantasia
Espectro sombrio eu rondo combatente a noite para te procurar entre os olhos dos outros
Almas que são ilusões, pedaços da noite que beijam pacientemente a carcaça das paixões
Se eu mandasse dentes-de-leão para a sombra das copas das árvores
Se eu me retirasse e pedisse seu calor em oração
Eu seria semente para o futuro, seria essa viela, esse porto que não mas se chama solidão...
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
GERAÇÃO QUE ENTREGOU O PAÍS
A geração dos analfabetos funcionais, a geraçao que odeia ler e tem raiva de quem pensa
A geraçao mimada e estacionada no sofá da sala
A geraçao sem dinheiro para a passagem,mas que elogia o rico que os detesta
Uma geraçao inteira de covardes que não criam e
aaaplaudem a morte da arte
Uma geraçao feita para vencer,mas que já nasceu perdida
Uma geraçao que nao pede, grita
Milhoes de seguidores da imbecilidade coletiva
Sao fascistas e os pais morrem de vergonha
Geraçao sem grana e sem vontade de trabalhar
Veem seu futuro afundar e só querem jogar
Sao brasileiros querendo ser ingleses
E porque nao têm felicidade não sabem como conquistar
Pensam que já nasceram com direito a ela
Culpam pais, humilham professores, batem nas namoradas
Uma geraçao que tudo quer quando nao têm de seu nada
Grupos inteiros de alienados a procura de um lugar ao sol
Paquidermes que sonham com falsos girassois
Uma geraçao de cretinos a destruir tudo o que foi construído com luta
Uma geraçao que não luta
A geraçao mimada e estacionada no sofá da sala
A geraçao sem dinheiro para a passagem,mas que elogia o rico que os detesta
Uma geraçao inteira de covardes que não criam e
aaaplaudem a morte da arte
Uma geraçao feita para vencer,mas que já nasceu perdida
Uma geraçao que nao pede, grita
Milhoes de seguidores da imbecilidade coletiva
Sao fascistas e os pais morrem de vergonha
Geraçao sem grana e sem vontade de trabalhar
Veem seu futuro afundar e só querem jogar
Sao brasileiros querendo ser ingleses
E porque nao têm felicidade não sabem como conquistar
Pensam que já nasceram com direito a ela
Culpam pais, humilham professores, batem nas namoradas
Uma geraçao que tudo quer quando nao têm de seu nada
Grupos inteiros de alienados a procura de um lugar ao sol
Paquidermes que sonham com falsos girassois
Uma geraçao de cretinos a destruir tudo o que foi construído com luta
Uma geraçao que não luta
Geraçao xis, geraçao que odeia idosos e cultuam a beleza imposta
Geraçao que pouco se importa.
Vão pagar caro por abandonar um país
Vao pagar caro por somente ela querer ser feliz
Vao sofrer na pele, multidäo de teleguiados imbecis.
Geraçao que pouco se importa.
Vão pagar caro por abandonar um país
Vao pagar caro por somente ela querer ser feliz
Vao sofrer na pele, multidäo de teleguiados imbecis.
sábado, 10 de setembro de 2016
eu
Eu eu arrebento feito névoa,moinhos de vento,
eu sou aquele que você deixou na estrada, no pensamento
eu sou essa coisa estranha, viva, pedra lascada de vida
eu que berro no espelho da minha face entortada
eu sou ar entre meu nariz e o teu nada
eu sou um abismo e em meus lábios montanhas de gritos
eu primaverando, eu em mais um ano, eu senha do acaso
eu me encontrando, eu tiozinho, eu quarentão que me desfaço
eu sou a flor do rosário de Maria
eu com minha fala e falo de todos os dias
eu estou a me ver agora, você um enigma
quando em mim eu não te vejo
a vida traz em mim o contrário da calmaria!
eu sou aquele que você deixou na estrada, no pensamento
eu sou essa coisa estranha, viva, pedra lascada de vida
eu que berro no espelho da minha face entortada
eu sou ar entre meu nariz e o teu nada
eu sou um abismo e em meus lábios montanhas de gritos
eu primaverando, eu em mais um ano, eu senha do acaso
eu me encontrando, eu tiozinho, eu quarentão que me desfaço
eu sou a flor do rosário de Maria
eu com minha fala e falo de todos os dias
eu estou a me ver agora, você um enigma
quando em mim eu não te vejo
a vida traz em mim o contrário da calmaria!
domingo, 21 de agosto de 2016
ne número 1
Quando bateste a porta na minha cara
eu chorei tua presença, tua imagem ali rara
O mundo das telas não mais te mostrava em minhas teias
O tempo venceu a ilusão do laço de sangue a bater em nossas veias .
Quase morri, varei noites a carpir o despir em mim de tua presença.
Sou outro, baby! Aprendi a gostar de mim
Prefiro hoje o meu quarto, meu silêncio ali tão caro
as batidas do violão e o sorriso maravilhoso de minha mãe
gostar de mim é tão legal que mantenho essa ideia atual.
Para você, baby, um abraço e um tchau!
eu chorei tua presença, tua imagem ali rara
O mundo das telas não mais te mostrava em minhas teias
O tempo venceu a ilusão do laço de sangue a bater em nossas veias .
Quase morri, varei noites a carpir o despir em mim de tua presença.
Sou outro, baby! Aprendi a gostar de mim
Prefiro hoje o meu quarto, meu silêncio ali tão caro
as batidas do violão e o sorriso maravilhoso de minha mãe
gostar de mim é tão legal que mantenho essa ideia atual.
Para você, baby, um abraço e um tchau!
sábado, 6 de agosto de 2016
pois é
E renascerei nas velhas pedras do caminho...
como mel na firme e seca árvore , como navalha de sal que corta a carne
Eu levarei o tal despejo de mim mesmo, qualquer coisa imensa e repleta de medo
E deixarei de ser la petit noir dos desejosos dias
A vontade virará pedra qual Górgona que em mim os olhos de seta doce em forma sublime de um tresloucado plano de guerra.
Se a primavera me der a chance de vida hei depois disso de queimar-me todo no âmbar do verão desafiador da ardente mente que pulsará a vida que sente.
como mel na firme e seca árvore , como navalha de sal que corta a carne
Eu levarei o tal despejo de mim mesmo, qualquer coisa imensa e repleta de medo
E deixarei de ser la petit noir dos desejosos dias
A vontade virará pedra qual Górgona que em mim os olhos de seta doce em forma sublime de um tresloucado plano de guerra.
Se a primavera me der a chance de vida hei depois disso de queimar-me todo no âmbar do verão desafiador da ardente mente que pulsará a vida que sente.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
ar
Eu sou você, ar que da vaporosa manhã é o
doce estar sem ir , ser sem se notar
o peso do espectro das sombras esféricas
aprendiz do nada, corredor do vento
me abre e fecha nas artérias asas internas
passa em mim sem me notar!
doce estar sem ir , ser sem se notar
o peso do espectro das sombras esféricas
aprendiz do nada, corredor do vento
me abre e fecha nas artérias asas internas
passa em mim sem me notar!
quarta-feira, 6 de julho de 2016
vento
Redemoinhos ao vento
Para teres, para melhor enlaçar-te em teus saberes
nas luzes a no girar da roda humana
da fortuna o melhor dos objetos signatários do tempo
Que há no vale do vaso vazado não me kalo como em caracóis de palavras gritadas no fonema, telas novas de cinema,
o corpo a girar a montanha da vida
numa inversão divina das carapuças das sedas
a volta dos que se fossem iriam, a retrogradar o tempo
desde o primeiro instante
do primeiro brilho em círculo do primeiro ser vivo que brotou na terra do primeiro espirro em forma de luz giroflex a dançar e que nos criou a melhor das eras.
nas luzes a no girar da roda humana
da fortuna o melhor dos objetos signatários do tempo
Que há no vale do vaso vazado não me kalo como em caracóis de palavras gritadas no fonema, telas novas de cinema,
o corpo a girar a montanha da vida
numa inversão divina das carapuças das sedas
a volta dos que se fossem iriam, a retrogradar o tempo
desde o primeiro instante
do primeiro brilho em círculo do primeiro ser vivo que brotou na terra do primeiro espirro em forma de luz giroflex a dançar e que nos criou a melhor das eras.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Não pense, trabalhe!
Não pense em crise, trabalhe!
não pense, trabalhe!
não pense!
A crise sumiu como por encanto por debaixo do assoalho
Não Pense sem crise, só trabalho
O trabalho deu as mãos com a crise e foi para a casa do caralho
Não trabalhe, abaixe a cabeça e chore no asfalto
Não pense em crise, trabalhe
não pense no amor, otáre
não seja você mesmo, seja um réplica que trabalha
Um número que fura buracos, um assistente do assistente que só pensa em nádegas
Uma coisificação exposta ao ridículo, um grito no congelador escondido
Um substituto do substituto quando não mais há substitutos
Não pense em crise, trabalhe
Não seja gente, seja um boneco nas mãos dos que não trabalham
Não vire a casaca, viagem em seu quarto escuro, use óculos escuros, veja sua manhã nublada, feita toda de nada!
Não pense em crise, Trabalhe!
não pense, trabalhe!
não pense!
A crise sumiu como por encanto por debaixo do assoalho
Não Pense sem crise, só trabalho
O trabalho deu as mãos com a crise e foi para a casa do caralho
Não trabalhe, abaixe a cabeça e chore no asfalto
Não pense em crise, trabalhe
não pense no amor, otáre
não seja você mesmo, seja um réplica que trabalha
Um número que fura buracos, um assistente do assistente que só pensa em nádegas
Uma coisificação exposta ao ridículo, um grito no congelador escondido
Um substituto do substituto quando não mais há substitutos
Não pense em crise, trabalhe
Não seja gente, seja um boneco nas mãos dos que não trabalham
Não vire a casaca, viagem em seu quarto escuro, use óculos escuros, veja sua manhã nublada, feita toda de nada!
Não pense em crise, Trabalhe!
domingo, 15 de maio de 2016
O PARECER
Eu preciso mandar um parecer
Eu preciso mandar um parecer
ser não pode, apenas mandar um parecer
Ser dói na alma, causa revoada de pombas
ser é ficar calado com mil toneladas de bombas
Eu prefiro o parecer
pois me deixa livre para julgar quem desnudo é.
Posso tomar café a apontar o dedo:
Olha lá , ela é... olha este aqui , ele não é!
enquanto eu só pareço
Eu preciso mandar uma imagem ao japão
rindo dos porcos e comendo um leitão
para inventar minha digna falsa vida, inventariar essa acolhida
Eu preciso mandar um parecer, mesmo que não ser
um faz-de-conta longínquo, tão perto dos dedos
que risca o céu e o infinito por mim findo..
Melhor parecer do que sofrer
Coloco no correio e recebo a etiqueta
código de barras na minha careta
eu preciso mandar um parecer para resistir ao vento
e desafiar a verdade da vida
Eu preciso mandar um parecer.
Eu preciso mandar um parecer
ser não pode, apenas mandar um parecer
Ser dói na alma, causa revoada de pombas
ser é ficar calado com mil toneladas de bombas
Eu prefiro o parecer
pois me deixa livre para julgar quem desnudo é.
Posso tomar café a apontar o dedo:
Olha lá , ela é... olha este aqui , ele não é!
enquanto eu só pareço
Eu preciso mandar uma imagem ao japão
rindo dos porcos e comendo um leitão
para inventar minha digna falsa vida, inventariar essa acolhida
Eu preciso mandar um parecer, mesmo que não ser
um faz-de-conta longínquo, tão perto dos dedos
que risca o céu e o infinito por mim findo..
Melhor parecer do que sofrer
Coloco no correio e recebo a etiqueta
código de barras na minha careta
eu preciso mandar um parecer para resistir ao vento
e desafiar a verdade da vida
Eu preciso mandar um parecer.
terça-feira, 3 de maio de 2016
VIRE HOMEM!
Todos os dias, recebia ameaças de surra
O pequeno fazia por onde e já sabia que a chinela cantaria
Então fez o que não podia: quebrou todos os vidros da vidraçaria da esquina.
A hora do golpe inevitável do pai, a hora do golpe
Preparou-se o pupilo para o pior, afinal merecia
O golpe não veio, seu herói abaixou a cabeça e chorou copiosamente, largou o prato na mesa e pranteou sem segredos
lágrimas de vidro caíram no chão, as do pai e as do menino.
Ali nascia a esperança, o senhor fez homem de verdade aquele que antes só era criança.
O pequeno fazia por onde e já sabia que a chinela cantaria
Então fez o que não podia: quebrou todos os vidros da vidraçaria da esquina.
A hora do golpe inevitável do pai, a hora do golpe
Preparou-se o pupilo para o pior, afinal merecia
O golpe não veio, seu herói abaixou a cabeça e chorou copiosamente, largou o prato na mesa e pranteou sem segredos
lágrimas de vidro caíram no chão, as do pai e as do menino.
Ali nascia a esperança, o senhor fez homem de verdade aquele que antes só era criança.
domingo, 1 de maio de 2016
RECEITA PARA ABREVIAR SUA ESTADA NA TERRA NO DIA DO TRABALHADOR
RECEITA PARA ABREVIAR TUA ESTADA NA TERRA NO DIA DO TRABALHADOR
Primeiro, elogie o indivíduo e faça-o acreditar que é imenso, de tamanho grande.
Depois, misture ironia com bastante risadas em gotas de vinagre e sangue
Tire, devagar, suas férias com jeito, seus direitos, metade do seu salário e diga que isso é normal, que por aqui isso é perfeito, natural.
faça-o crer que hora extra é coisa de terceiro mundo
que por aqui trabalhar junto é tarefa de amigo, que ele deve vestir a camisa da empresa, esmerar-se profundo.
Pague a ele um vencimento de merda e coloque bastante medo junto a sua mesa, transforme seus sonhos em cratera.
Diga que passará fome e risco se não seguir à risca toda a tua orientação.
Mostre a ele toda a tua certeza, de como você chegou a ser o dono da empresa.
Identifique sempre paisagens que você nunca foi e diga que se ele ascender na vida poderá viajar e apreciar isso tudo com a sua triste famélica família
Prenda-o em em quarto escuro e faça-o ouvir vozes e gritos
irradie medo a seu redor e depois de semanas que o cara não conseguir fechar as suadas pestanas:
abra com força a porta e diga-lhe que enfim chegou o abençoado final de semana
Dê-lhe um abraço e um maço de cigarro
se você continuar vivo, poemas eu nunca mais faço!
Primeiro, elogie o indivíduo e faça-o acreditar que é imenso, de tamanho grande.
Depois, misture ironia com bastante risadas em gotas de vinagre e sangue
Tire, devagar, suas férias com jeito, seus direitos, metade do seu salário e diga que isso é normal, que por aqui isso é perfeito, natural.
faça-o crer que hora extra é coisa de terceiro mundo
que por aqui trabalhar junto é tarefa de amigo, que ele deve vestir a camisa da empresa, esmerar-se profundo.
Pague a ele um vencimento de merda e coloque bastante medo junto a sua mesa, transforme seus sonhos em cratera.
Diga que passará fome e risco se não seguir à risca toda a tua orientação.
Mostre a ele toda a tua certeza, de como você chegou a ser o dono da empresa.
Identifique sempre paisagens que você nunca foi e diga que se ele ascender na vida poderá viajar e apreciar isso tudo com a sua triste famélica família
Prenda-o em em quarto escuro e faça-o ouvir vozes e gritos
irradie medo a seu redor e depois de semanas que o cara não conseguir fechar as suadas pestanas:
abra com força a porta e diga-lhe que enfim chegou o abençoado final de semana
Dê-lhe um abraço e um maço de cigarro
se você continuar vivo, poemas eu nunca mais faço!
sábado, 23 de abril de 2016
NOVO TEMPO
Observou os olhos aflitos do rapaz e este se sentia então o mais importante homem que já viveu, desde as eras pretéritas. Disse ao mancebo::
-- Meu amor, sou mulher, não sorvete!
Então a tarde caiu e os pássaros fizeram nova revoada. Nascia assim um novo tempo.
-- Meu amor, sou mulher, não sorvete!
Então a tarde caiu e os pássaros fizeram nova revoada. Nascia assim um novo tempo.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
SEDE
Sabe, eu queria não me importar tanto
não me me emocionar tanto
não sorrir tanto
eu queria nem ser tanto
eu queria apenas e aproveitar a simples existência.
mas dói em mim essa vontade de não me calar
dói em mim aquilo que eu nunca vi e vivo sedento para olhar
dói em mim o que não posso resolver
não há como somente ser
Invejo as árvores, as calhas, a chuva que cai nas veredas calmas
invejo o que é reto e razão feito pedra
Eu não queria ser esse vulcão dos pés de Phedra
eu não me dispo e me corto nos espinhos
eu sozinho, eu coletivo choro por ansiar
por querer o que não há
por não existir no meu coração a saciedade
por ver que os olhos viram o mundo passar
por querer ser eu e descobrir apenas o que não sou
por ser mais inquieto que a batida do martelo
eu, sei, que a duras penas me acalmo
e hei de cantar então no momento final do existir
o hino tosco dos que sofreram e passaram sedentos por aqui.
não me me emocionar tanto
não sorrir tanto
eu queria nem ser tanto
eu queria apenas e aproveitar a simples existência.
mas dói em mim essa vontade de não me calar
dói em mim aquilo que eu nunca vi e vivo sedento para olhar
dói em mim o que não posso resolver
não há como somente ser
Invejo as árvores, as calhas, a chuva que cai nas veredas calmas
invejo o que é reto e razão feito pedra
Eu não queria ser esse vulcão dos pés de Phedra
eu não me dispo e me corto nos espinhos
eu sozinho, eu coletivo choro por ansiar
por querer o que não há
por não existir no meu coração a saciedade
por ver que os olhos viram o mundo passar
por querer ser eu e descobrir apenas o que não sou
por ser mais inquieto que a batida do martelo
eu, sei, que a duras penas me acalmo
e hei de cantar então no momento final do existir
o hino tosco dos que sofreram e passaram sedentos por aqui.
quinta-feira, 21 de abril de 2016
BELA, RECATADA E DO LAR
BELA,RECATADA E DO LAR
bela, recatada e do lar
Amélia com medo de apanhar
olhos tristes de tanto chorar
fantasmagórica na rodovia a girar
Desamparada por não saber gritar
estranha dentro de sua própria caverna, lar de todos menos dela, e pela qual luta como fera.
Estátua de cera dos parentes a zombar.
Corajosa no silêncio do quarto
Mito dos filhos, pocilga da madrugada do macho marido
Bela, bêbada de tanto não ser
Criada para servir e sorver
boba com o olhos no chão
alimenta a própria escuridão.
Recatada quer fugir do lar
parar em um bar e começar a dançar
Mas sozinha e sem se dar por si , vira-se para o lado e volta a dormir.
Bela, recatada e do lar
treinada para obedecer e calar
os filhos nunca mais a olhar
sozinha espera o abraço da morte a lhe confortar.
bela, recatada e do lar
Amélia com medo de apanhar
olhos tristes de tanto chorar
fantasmagórica na rodovia a girar
Desamparada por não saber gritar
estranha dentro de sua própria caverna, lar de todos menos dela, e pela qual luta como fera.
Estátua de cera dos parentes a zombar.
Corajosa no silêncio do quarto
Mito dos filhos, pocilga da madrugada do macho marido
Bela, bêbada de tanto não ser
Criada para servir e sorver
boba com o olhos no chão
alimenta a própria escuridão.
Recatada quer fugir do lar
parar em um bar e começar a dançar
Mas sozinha e sem se dar por si , vira-se para o lado e volta a dormir.
Bela, recatada e do lar
treinada para obedecer e calar
os filhos nunca mais a olhar
sozinha espera o abraço da morte a lhe confortar.
domingo, 17 de abril de 2016
POEMA DE AMOR AO OPRIMIDO QUE QUER SER OPRESSOR NO DIA EM QUE O MUNDO PAROU
POEMA DE AMOR AO OPRIMIDO QUE QUER SER OPRESSOR NO DIA EM QUE O MUNDO PAROU.
O lugar do abandono é um um lugar detestado por todos os homens
o pequeno-burguês cria então o ódio de selo no coração do povo
para assim, recolher as cinzas de milhares de ideias novas que abortadas antes de germinadas garantam ao poderoso covarde a morte da criatividade da massa teleguiada.
Exposto por covardia ao ridículo de existir, armas em punho , o oprimido investe contra seus irmãos excluídos na esperança de encontrar no sangue derramado a sua falsa redenção.
Então apropria-se do discurso de quem historicamente o odeia
Sente-se importante quando privado de educação, saúde, segurança, cultura e existência de qualidade primeira.
Pensa pertencer a uma classe que não é a sua, como se a que frequentasse não valesse nada
Ser financeiramente desprovido de dinheiro não é crime,mas dar bom-dia ao assassino de sonhos é a maior imbecilidade de todas as que todos os dias o reprime de inúmeras maneiras
Então mando um grito de amor ao oprimido para que assim e sempre :
O pobre veja valor em outro pobre
A mulher veja qualidades em outra mulher
O gay respeite a existência de outro gay
O índio não entre em guerra contra outro índio
O negro não queira forçosamente ter um ridículo e mascarado embranquecimento .
O branco caricato não veja valor somente em Miame e Orlando sem facto.
Que esse país seja uma nação de todos e para todos
Não somente para o maldito que grita de gozo em paraísos fiscais
Que o povo brasileiro não mais ache bonito ser tratado como lixo
Ademais, que se revolte organizada-mente e faça deste lugar uma seara de todas as pessoas e terra fértil de inclusas e dignas sementes..
O lugar do abandono é um um lugar detestado por todos os homens
o pequeno-burguês cria então o ódio de selo no coração do povo
para assim, recolher as cinzas de milhares de ideias novas que abortadas antes de germinadas garantam ao poderoso covarde a morte da criatividade da massa teleguiada.
Exposto por covardia ao ridículo de existir, armas em punho , o oprimido investe contra seus irmãos excluídos na esperança de encontrar no sangue derramado a sua falsa redenção.
Então apropria-se do discurso de quem historicamente o odeia
Sente-se importante quando privado de educação, saúde, segurança, cultura e existência de qualidade primeira.
Pensa pertencer a uma classe que não é a sua, como se a que frequentasse não valesse nada
Ser financeiramente desprovido de dinheiro não é crime,mas dar bom-dia ao assassino de sonhos é a maior imbecilidade de todas as que todos os dias o reprime de inúmeras maneiras
Então mando um grito de amor ao oprimido para que assim e sempre :
O pobre veja valor em outro pobre
A mulher veja qualidades em outra mulher
O gay respeite a existência de outro gay
O índio não entre em guerra contra outro índio
O negro não queira forçosamente ter um ridículo e mascarado embranquecimento .
O branco caricato não veja valor somente em Miame e Orlando sem facto.
Que esse país seja uma nação de todos e para todos
Não somente para o maldito que grita de gozo em paraísos fiscais
Que o povo brasileiro não mais ache bonito ser tratado como lixo
Ademais, que se revolte organizada-mente e faça deste lugar uma seara de todas as pessoas e terra fértil de inclusas e dignas sementes..
sábado, 2 de abril de 2016
SEM NOME
O meu sonho constrói navios oceanos de escuridão
perdido o rumo, tateio no porto do farol
encontrar-se é perder-se como uma nau sem destino
meu coração bate, fina linha do desalinho
faço da palavra contada meu primeiro medo
minha ficção, a invenção do meu degredo.
Eu quero pular nas pálpebras e dançar sem pejo
Eu cego melhor me vejo.
O futuro me alcança, o verbo é a minha lança
eu corro , eu beijo a água da desesperança
e torturo minhas lembranças na
caverna do dia, na escuridão do sol
o desejo como uma imensa nódoa de lençol
eu sempre aqui a tecer a linha do tempo
a rasgar lágrimas no assoalho do veneno
a soar o rito dos torturantes cascalhos
eu perdido mais me encontro, eu falho, eu me calho
eu sendo assim me dispo de ser o que de mim esperam
eu sou o futuro que não conhecerei
eu vivo nesse tempo um presente de grego
Eu quero de mim o mais berro grito a coser as feridas do que se fez do infindo rito na gravidade do mais sublime pensamento..
perdido o rumo, tateio no porto do farol
encontrar-se é perder-se como uma nau sem destino
meu coração bate, fina linha do desalinho
faço da palavra contada meu primeiro medo
minha ficção, a invenção do meu degredo.
Eu quero pular nas pálpebras e dançar sem pejo
Eu cego melhor me vejo.
O futuro me alcança, o verbo é a minha lança
eu corro , eu beijo a água da desesperança
e torturo minhas lembranças na
caverna do dia, na escuridão do sol
o desejo como uma imensa nódoa de lençol
eu sempre aqui a tecer a linha do tempo
a rasgar lágrimas no assoalho do veneno
a soar o rito dos torturantes cascalhos
eu perdido mais me encontro, eu falho, eu me calho
eu sendo assim me dispo de ser o que de mim esperam
eu sou o futuro que não conhecerei
eu vivo nesse tempo um presente de grego
Eu quero de mim o mais berro grito a coser as feridas do que se fez do infindo rito na gravidade do mais sublime pensamento..
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
DESPEDIDA NÚMERO UM
O vento que me trouxe é o mesmo que me levará
em suas barbas me resfolego.
Eu estou partido mais do que ao meio
Essa falta de ar, de bons amigos, de namoro, de com quem casar
Viver num mundo onde matam golfinhos
para sustentar uma aparência que não lhes cabe
viver em um mundo que o tenho a oferecer é objeto de piada.
Olorum, pai maior, me leve para as bandas do arco-íris
e me tire desse lugar...
me faça virar éter, para nunca mais sofrer com risos de cateter
Eu quero voar nos melhores redemoinhos
nada ser, muito mais que esse chão de lodo
engano dos que se acham todos
eu sou o papel velho que voa para as bandas de lá
eu vou sair daqui, fielmente eu vou voar...
e quando não mais ser nada
eu vou rir da falta de piada
da falta de gente
da falta que gera o amor sem cobranças
da falta que faz o abrir da flor
eu vou voar, eu vou sair do lodo para finalmente me encontrar..
em suas barbas me resfolego.
Eu estou partido mais do que ao meio
Essa falta de ar, de bons amigos, de namoro, de com quem casar
Viver num mundo onde matam golfinhos
para sustentar uma aparência que não lhes cabe
viver em um mundo que o tenho a oferecer é objeto de piada.
Olorum, pai maior, me leve para as bandas do arco-íris
e me tire desse lugar...
me faça virar éter, para nunca mais sofrer com risos de cateter
Eu quero voar nos melhores redemoinhos
nada ser, muito mais que esse chão de lodo
engano dos que se acham todos
eu sou o papel velho que voa para as bandas de lá
eu vou sair daqui, fielmente eu vou voar...
e quando não mais ser nada
eu vou rir da falta de piada
da falta de gente
da falta que gera o amor sem cobranças
da falta que faz o abrir da flor
eu vou voar, eu vou sair do lodo para finalmente me encontrar..
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
NAVEGADOR DOS ALECRINS
Nauta de outras plagas
vejo tudo e não te vejo em nada
não te vejo no azulejos, no piso e no coentro do desejo
Então nas montanhas dos rios secos, nas pernas de moça que viajo com graça
Navegador, não te encontro na praça!
no arco-íris das Medeias , das vilas sem pastores,
dos cânticos, dos mosaicos das flores
pastor do bravio mar, não te encontro em algum lugar
por mais que tente, minha lente não é toda sapiente.
Sou moreno desde o berço e não te vejo
Jasão reinventado a pular das cordas dos telhados
nesse violão que flameja o chão
O bravo mar que desafia teu coração
tuas peles de carneiro em alecrim doirado
seu semblante pelos Portugais calados
daqui das terras tupiniquins, mando um abraço cor de lácio
do traço da escrita que faço
ó navegador, leve para o alto do mar tanta dor
e faça do dia a felicidade que em mim arde à procura de ti
Ó navegador, Escafandro preso , melhor apareceres por aqui
e fazermos deste rio brasileiro imenso, a morada dos Deuses sobre as peles deste nosso novo Tejo.
vejo tudo e não te vejo em nada
não te vejo no azulejos, no piso e no coentro do desejo
Então nas montanhas dos rios secos, nas pernas de moça que viajo com graça
Navegador, não te encontro na praça!
no arco-íris das Medeias , das vilas sem pastores,
dos cânticos, dos mosaicos das flores
pastor do bravio mar, não te encontro em algum lugar
por mais que tente, minha lente não é toda sapiente.
Sou moreno desde o berço e não te vejo
Jasão reinventado a pular das cordas dos telhados
nesse violão que flameja o chão
O bravo mar que desafia teu coração
tuas peles de carneiro em alecrim doirado
seu semblante pelos Portugais calados
daqui das terras tupiniquins, mando um abraço cor de lácio
do traço da escrita que faço
ó navegador, leve para o alto do mar tanta dor
e faça do dia a felicidade que em mim arde à procura de ti
Ó navegador, Escafandro preso , melhor apareceres por aqui
e fazermos deste rio brasileiro imenso, a morada dos Deuses sobre as peles deste nosso novo Tejo.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
SUBSAARIANO
Eu tenho uma vontade em mim de
um tempo que não vivi, um tempo que não é este
Eu tenho uma saudade do futuro
Como um carro sem sair do lugar, taciturno
Eu subi no alto da montanha eu corri contra o vento
o lenço sobre mim, Tuareg moderno, a mim mesmo assim mesmo venço
o deserto que separa o silêncio e o dia férreo.
Eu tenho uma esperança como leve brinquedo de criança crescida e esquecida pelo vão da vida
Um futuro nas hortas, nas maçãs criadas das passadas tortas
Eu procuro o oásis, eu me vejo como eu mesmo quase
eu sou a lembrança de um tempo que não mais arde
Um pequeno abandono, de mim mesmo agora dono.
Grita em mim todos os silêncios, verdadeiros venenos do tempo
do ser em mim e outras eras, recorte das vencidas feras do relógio .
O subsaariano que não aceita mais somente o óbvio
o sobresaariano de si para sempre dono daquilo tudo que nunca foi seu
das batidas do pêndulo, seus olhos, pestanas de cimento do adeus.
Eu sou o passado que olha para si e segue
Eu grito por entre as flores e o futuro tece aranha do passar das patas entranhas
eu sou este novo antigo , destro.incerto sem nada, sem data
Eu me amo mesmo quando me detesto na calada.
Um olhar sob o lenço, um camelo.
Um dia inteiro como um substantivo de um deserto verdadeiro.
um tempo que não vivi, um tempo que não é este
Eu tenho uma saudade do futuro
Como um carro sem sair do lugar, taciturno
Eu subi no alto da montanha eu corri contra o vento
o lenço sobre mim, Tuareg moderno, a mim mesmo assim mesmo venço
o deserto que separa o silêncio e o dia férreo.
Eu tenho uma esperança como leve brinquedo de criança crescida e esquecida pelo vão da vida
Um futuro nas hortas, nas maçãs criadas das passadas tortas
Eu procuro o oásis, eu me vejo como eu mesmo quase
eu sou a lembrança de um tempo que não mais arde
Um pequeno abandono, de mim mesmo agora dono.
Grita em mim todos os silêncios, verdadeiros venenos do tempo
do ser em mim e outras eras, recorte das vencidas feras do relógio .
O subsaariano que não aceita mais somente o óbvio
o sobresaariano de si para sempre dono daquilo tudo que nunca foi seu
das batidas do pêndulo, seus olhos, pestanas de cimento do adeus.
Eu sou o passado que olha para si e segue
Eu grito por entre as flores e o futuro tece aranha do passar das patas entranhas
eu sou este novo antigo , destro.incerto sem nada, sem data
Eu me amo mesmo quando me detesto na calada.
Um olhar sob o lenço, um camelo.
Um dia inteiro como um substantivo de um deserto verdadeiro.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
A PRINCESA AFRICANA
Eu vi uma princesa africana agonizar no corredor de um hospital público.
Meus olhos se encheram de lágrimas diante da tristeza em percebê-la agonizar diante da indiferença de um maligno véu social que a torturava.
Lindos Olhos,corpo imenso de deusa, ali nada era, como se não existisse, nunca tivesse sua imensa realeza desta e de outras eras..
Cheguei perto e uma enfermeira mensurava sua pressão,
do lado de fora gritos de uma multidão aflita e eu nada podia fazer diante da humana covardia
A mulher me disse que a infanta africana dali a minutos morreria e eu poderia por um momento ver o passado em seus lindos olhos de negra pérola
Nos olhamos e a luz se abriu diante de mim:
Risos,festas,alegrias, uma dinastia era mais bela que a nossa própria noção de vida e de terra.
Adultos e crianças brincavam em eterno baile e os dias não eram fardos, eram fatos de uma existência,de deuses que também riam e dançavam.
A festa imensa tomou conta de meus olhos nos seus então cravados e vi o verdadeiro que por séculos se perdeu no tempo.
Humanos livres então foram escravizados e trazidos em imundos navios
Aqui desumanizados e agora então transformados em bala de canhão de uma sociedade que há muito perdeu a noção do que é o seu próprio chão.
De dor em dor seu corpo machucado e seu olhos então devagar se fecharam
Bombas e o povo tomou para si o lugar e não se sabia de onde vinha a multidão faminta que já não mais aceitava simplesmente esmola por covardia e fétido pão.Agora queriam eternamente o não que lhes deram por sina.
O hospital começava a declinar, todos corriam e então acordei suado de um irado sonho malvado e cruel.
E então vi: quem dormia era o país que bocejava sem dó em seus filhos que assim padeceram em um miserável hospital que não lhes merecia desde a raiz.
Meus olhos se encheram de lágrimas diante da tristeza em percebê-la agonizar diante da indiferença de um maligno véu social que a torturava.
Lindos Olhos,corpo imenso de deusa, ali nada era, como se não existisse, nunca tivesse sua imensa realeza desta e de outras eras..
Cheguei perto e uma enfermeira mensurava sua pressão,
do lado de fora gritos de uma multidão aflita e eu nada podia fazer diante da humana covardia
A mulher me disse que a infanta africana dali a minutos morreria e eu poderia por um momento ver o passado em seus lindos olhos de negra pérola
Nos olhamos e a luz se abriu diante de mim:
Risos,festas,alegrias, uma dinastia era mais bela que a nossa própria noção de vida e de terra.
Adultos e crianças brincavam em eterno baile e os dias não eram fardos, eram fatos de uma existência,de deuses que também riam e dançavam.
A festa imensa tomou conta de meus olhos nos seus então cravados e vi o verdadeiro que por séculos se perdeu no tempo.
Humanos livres então foram escravizados e trazidos em imundos navios
Aqui desumanizados e agora então transformados em bala de canhão de uma sociedade que há muito perdeu a noção do que é o seu próprio chão.
De dor em dor seu corpo machucado e seu olhos então devagar se fecharam
Bombas e o povo tomou para si o lugar e não se sabia de onde vinha a multidão faminta que já não mais aceitava simplesmente esmola por covardia e fétido pão.Agora queriam eternamente o não que lhes deram por sina.
O hospital começava a declinar, todos corriam e então acordei suado de um irado sonho malvado e cruel.
E então vi: quem dormia era o país que bocejava sem dó em seus filhos que assim padeceram em um miserável hospital que não lhes merecia desde a raiz.
sábado, 23 de janeiro de 2016
PATRIARCA TUPINIQUIM
A sociedade brasileira quando cria nas falas,gestos, nos brinquedos ,nas brincadeiras, cores e atitudes infantis ( enfim, nos signos e símbolos da infância) a ideia de que existem "coisas de meninas" e " coisas de meninos" pretende reproduzir a tradição secular do machismo tupiniquim e fazer assim das garotas futuras esposas quase escravas , frustradas e verdadeiras serviçais sexuais e ideológicas do covarde macho brasileiro, aquele que pode tudo, que manda , desmanda e usufrui tão somente ele das benesses da liberdade seletiva.
Por isso que o machismo não acaba ou não diminui: as mulheres e homens são coisificados por uma tradição que jamais questionaram, reproduzem-na tão somente, e ainda batem no peito dizendo-se felizes. ( que horror , isso). Será que são felizes mesmo?
Os brasileiros têm horror à liberdade, porque sentem-se seguros quando controlados no seio do patriarcado castrador e limitador da verdadeira ideia de autonomia e autodeterminação do sujeito..
As pessoas deveriam ser livres e não marionetes de uma estúpida ideia de são donas de si mesmas.
Por isso que o machismo não acaba ou não diminui: as mulheres e homens são coisificados por uma tradição que jamais questionaram, reproduzem-na tão somente, e ainda batem no peito dizendo-se felizes. ( que horror , isso). Será que são felizes mesmo?
Os brasileiros têm horror à liberdade, porque sentem-se seguros quando controlados no seio do patriarcado castrador e limitador da verdadeira ideia de autonomia e autodeterminação do sujeito..
As pessoas deveriam ser livres e não marionetes de uma estúpida ideia de são donas de si mesmas.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
AMIZADE DE FACEBOOK
Me torno eu mesmo quando percebo que a amizade eletrônica só acontece do meu teclado
Tão bonita é nas frases da rede social que não resistiu à primeira foto impressa do jornal da tarde.
Melhor poucos amigos que inexistentes virtuais!
melhor essa quase esperança do que não haver verdadeiramente qualquer boa palpável lembrança.
Amizade de facebook é puro papel no ar em um teatro desconhecido com amigos que se conhece sem com eles verdadeiramente nunca ter tido.
Tão bonita é nas frases da rede social que não resistiu à primeira foto impressa do jornal da tarde.
Melhor poucos amigos que inexistentes virtuais!
melhor essa quase esperança do que não haver verdadeiramente qualquer boa palpável lembrança.
Amizade de facebook é puro papel no ar em um teatro desconhecido com amigos que se conhece sem com eles verdadeiramente nunca ter tido.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
POEMA SEM NOME
O imenso livro das páginas amareladas da vida nos torna mais humanos que terrestres
Nesse livro, cópias antigas, das páginas vividas si prestes emaranhados em nós.
hei de fazer a volta e virar a primeira para entendê-lo como luta,
rio caudaloso do que pequeno estava a sós e não mais se escuta.
Nesse livro, cópias antigas, das páginas vividas si prestes emaranhados em nós.
hei de fazer a volta e virar a primeira para entendê-lo como luta,
rio caudaloso do que pequeno estava a sós e não mais se escuta.
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
VOCÊS VERÃO O PASSAR DO VERÃO
Pardal pula de galho em galho
Revela a alegria do apogeu do verão.
A festa imensa das cores da vida faz dos calangos sentinelas dragões.
O dia passa e as nuvens ensaiam o balé das moças novas diáfanas e que vivem pouco mas ressurgem da lama,do caos e do lodo, do aparente imenso nada.
Um verão se desenvolve pleno como voam os filhos insetos pequenos intrépidos e que nas manhãs criaram asas e invadiram assim os telhados das luzes das humildes portas e casas
Chuva, vento e mel a dilacerar nos humanos a baba de fel e
do mundo o ressurgir da vida
na palma da mão, na cor da canção, no bater de todos os corações.
O verão dignifica vida nova, a borboleta de asas lustrosas
os passos, o paço a receber a chuva ...
a alegria da saúva viúva a cavar a vida na cova da curva
o imenso grito do grilo a trazer sorte para todos no ecossistema. Assim gritante teorema, o mais importante de todos os mundos por sob os nervosos pés imundos ,
Vira nada pois do verão os humanos só xingam a alegria que jamais verão no orgulhoso e brilhante grito da poça dágua.
Revela a alegria do apogeu do verão.
A festa imensa das cores da vida faz dos calangos sentinelas dragões.
O dia passa e as nuvens ensaiam o balé das moças novas diáfanas e que vivem pouco mas ressurgem da lama,do caos e do lodo, do aparente imenso nada.
Um verão se desenvolve pleno como voam os filhos insetos pequenos intrépidos e que nas manhãs criaram asas e invadiram assim os telhados das luzes das humildes portas e casas
Chuva, vento e mel a dilacerar nos humanos a baba de fel e
do mundo o ressurgir da vida
na palma da mão, na cor da canção, no bater de todos os corações.
O verão dignifica vida nova, a borboleta de asas lustrosas
os passos, o paço a receber a chuva ...
a alegria da saúva viúva a cavar a vida na cova da curva
o imenso grito do grilo a trazer sorte para todos no ecossistema. Assim gritante teorema, o mais importante de todos os mundos por sob os nervosos pés imundos ,
Vira nada pois do verão os humanos só xingam a alegria que jamais verão no orgulhoso e brilhante grito da poça dágua.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
EU
Eu vou fazer tudo aquilo que me privaram a vida inteira
eu vou ser a pessoa que sempre fui, verdadeira
ninguém me mandará calar a boca
eu sou a boca que se abre enorme, sensual, inteira.
eu vou ser a pessoa que sempre fui, verdadeira
ninguém me mandará calar a boca
eu sou a boca que se abre enorme, sensual, inteira.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
NUNCA MAIS VOLTE
Vá e não olhe jamais tua imagem do passado
não volte a teus risos, gritos de bairro
revolva teu colchão de sonhos
e voe pelas asas de teu imenso abandono.
não volte a teus risos, gritos de bairro
revolva teu colchão de sonhos
e voe pelas asas de teu imenso abandono.
A COROAÇÃO DA SANTA
A coroação era o melhor momento do dia
toda a escola preparada, a semana inteira de flores uma a uma nos jardins decepadas, a imagem da misericórdia divina
a filha da filha da filha da neta da diretora iria coroar a santa
olhavam todos com alguma esperança quieta, de nada repleta.
Então
formariam as escolhidas um triângulo de luz em redor da imagem
e assim mais um ano aconteceria sem maiores problemas
novidade alguma havia e nunca maiores contendas, porque sempre foi assim e também seria naquela semana
As mágoas de longe arrebentam na boca a parir o grito
o rapaz pobre e quase descalço da turma última esquisito
esquecido da fila suportada lembrou que também
era mais que nada e poderia tentar
gritou a plenos pulmões: porque homem não coroaria de flores e botões a imagem de sua imensa devoção?
estrondo na escola como assim garoto a dizer tolices, uma santa tão linda coroada por aquela criatura sem chão
mas o grito cala torce o desespero, tritura.espezinha os pés primeiro e
eleva o espírito e faz de Deus pai de todos os filhos aflitos esquecidos seus.
E assim ocorreu naquela tarde e todos cantaram os louvores e distribuíram as flores e elevaram sua preces e améns...
No último dia ,, porém,
patio cheio de crianças
a diretora ao microfone anuncia o evento máximo de sua lembrança.
Sim, lá estava ele topo do algarismo romano a coroar com as garotas a santa de corpo inteiro, coroação e homenagem de humano, humildade de seu filho primeiro.
e todos perceberam que melhor momento da vida se dá quando se celebra o amor verdadeiro
ao se coroar de flores a vida e a coragem de um simples filho de um pobre e humilde pedreiro.
toda a escola preparada, a semana inteira de flores uma a uma nos jardins decepadas, a imagem da misericórdia divina
a filha da filha da filha da neta da diretora iria coroar a santa
olhavam todos com alguma esperança quieta, de nada repleta.
Então
formariam as escolhidas um triângulo de luz em redor da imagem
e assim mais um ano aconteceria sem maiores problemas
novidade alguma havia e nunca maiores contendas, porque sempre foi assim e também seria naquela semana
As mágoas de longe arrebentam na boca a parir o grito
o rapaz pobre e quase descalço da turma última esquisito
esquecido da fila suportada lembrou que também
era mais que nada e poderia tentar
gritou a plenos pulmões: porque homem não coroaria de flores e botões a imagem de sua imensa devoção?
estrondo na escola como assim garoto a dizer tolices, uma santa tão linda coroada por aquela criatura sem chão
mas o grito cala torce o desespero, tritura.espezinha os pés primeiro e
eleva o espírito e faz de Deus pai de todos os filhos aflitos esquecidos seus.
E assim ocorreu naquela tarde e todos cantaram os louvores e distribuíram as flores e elevaram sua preces e améns...
No último dia ,, porém,
patio cheio de crianças
a diretora ao microfone anuncia o evento máximo de sua lembrança.
Sim, lá estava ele topo do algarismo romano a coroar com as garotas a santa de corpo inteiro, coroação e homenagem de humano, humildade de seu filho primeiro.
e todos perceberam que melhor momento da vida se dá quando se celebra o amor verdadeiro
ao se coroar de flores a vida e a coragem de um simples filho de um pobre e humilde pedreiro.
domingo, 10 de janeiro de 2016
receita
Plante uma árvore e construa a sua casa
Fertilize o terreno novo de sua morada!
Distribua segredos ao vento
faça da sua vida seu principal alimento!
Fertilize o terreno novo de sua morada!
Distribua segredos ao vento
faça da sua vida seu principal alimento!
sábado, 9 de janeiro de 2016
A BELA DA NOITE
Bela que dançava na noite fria
bela que foi então minha bela primeira companhia.
Rosa reabriu todas as férreas e petrificadas entranhas
de uma gente para nós estranha,
Uma cadente debutante feliz da minha partícula estelar a brilhar por um átimo, um triz , assim tamanho nariz que beija nariz
Dançava o chão no imenso salão do estrangeiro moiro.
Rostos que se cruzaram na noite dançante dos peitos de ouro.
Olhos que se olharam nos beijos que não existiram dantes.
Coloquei assim a realeza de minha fonte presa a teus pés
todos os tons , todos os olhos metálicos nos inexistentes rodapés.
Nada na noite girava em nossa doce companhia, nossos pés.
Toda a festa no mundo para fora de nós gritando e saíamos imensos de nossa terra
e mesmo assim firmes inexatos permanecíamos nela.
O salão se abriu para nossas mãos
abertas caras, o corte de seda da melhor pane francesa rara
você em minha boca, nossos lábios celebravam a beleza de tudo aquilo que se beija
bela que me baton na pista
estrela que me confessava ser também da corte etérea da conquista.
Bebeu tudo o que se bebia enquanto o rito das cores vencia.
Nos lençóis nossos corpos entrecortados sob a meia-luz
o ritmo louco ainda em nossos ouvidos a nos rever enquanto dançantes nus
da semente do calor da estada nascia assim o melhor e mais fino vinho que nos fez despojadamente crus
Bela que gritava de tanto me beijar
me beijava até o suspiro do derradeiro respirar
Parava tudo e assim o mundo inteiro embasbacado nos via sem siso para sempre juntos e fitos, novos e ingênuos a beijar e sorridentes a bailar.
bela que foi então minha bela primeira companhia.
Rosa reabriu todas as férreas e petrificadas entranhas
de uma gente para nós estranha,
Uma cadente debutante feliz da minha partícula estelar a brilhar por um átimo, um triz , assim tamanho nariz que beija nariz
Dançava o chão no imenso salão do estrangeiro moiro.
Rostos que se cruzaram na noite dançante dos peitos de ouro.
Olhos que se olharam nos beijos que não existiram dantes.
Coloquei assim a realeza de minha fonte presa a teus pés
todos os tons , todos os olhos metálicos nos inexistentes rodapés.
Nada na noite girava em nossa doce companhia, nossos pés.
Toda a festa no mundo para fora de nós gritando e saíamos imensos de nossa terra
e mesmo assim firmes inexatos permanecíamos nela.
O salão se abriu para nossas mãos
abertas caras, o corte de seda da melhor pane francesa rara
você em minha boca, nossos lábios celebravam a beleza de tudo aquilo que se beija
bela que me baton na pista
estrela que me confessava ser também da corte etérea da conquista.
Bebeu tudo o que se bebia enquanto o rito das cores vencia.
Nos lençóis nossos corpos entrecortados sob a meia-luz
o ritmo louco ainda em nossos ouvidos a nos rever enquanto dançantes nus
da semente do calor da estada nascia assim o melhor e mais fino vinho que nos fez despojadamente crus
Bela que gritava de tanto me beijar
me beijava até o suspiro do derradeiro respirar
Parava tudo e assim o mundo inteiro embasbacado nos via sem siso para sempre juntos e fitos, novos e ingênuos a beijar e sorridentes a bailar.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
A FEIA QUE ERA CONVIDADA
Sempre era a convidada
não entendia por que para eles moça feia era e mesmo assim faziam questão de sua presença
As amigas brancas e loiras por toda a noite beijavam os másculos esportistas do nado e ela , nada...
não sabia porque segurava bolsa e mesmo assim era a necessária,
era deles a pior descrença dada.
rock, rolé, drogas e sexo à vontade todos usufruíam
e ela num canto calada,, só ficava rindo da noite deles devassa.
Nem ela sabia porque ia, mas toda sexta lá estava.
Batia cartão naquele lugar de playboy sem-educação.
Não era mesmo assim maltratada, não era na frente dos caras alvo de piada
Era para eles simplesmente nada, pois não lhes incomodava
.. só a um canto ficava e via em toda a sua feiura de moça virgem as festas que os corpos balançavam
assim foi por um bom tempo.
Muito vinho ela passou a beber e nunca recebia nem um convite para um passo de dança, um arrocha que lhe aliviasse a alma.
um olá, um querer bem, nada disso, porém...
Ela talvez fosse a prova de que eles não tinham preconceito contra o horror em forma de mulher santa
E assim acreditou por meses a fio feito anta
que aqueles indivíduos tinham algo de bom em seus corações
pensou até mesmo que fosse uma delas, que também fosse branca e loira,pois não mesmo via beleza em si, quando na verdade , ela era a bela, a doçura da vida, a rainha da noite.
Qual não foi sua surpresa quando seu grito inundou de sua casa a sala
ela berrava um coice...,mas ela sempre a feia fria calada, aquela que falando não dizia nada
Gritava de dor porque grávida estava
foi embebedada e estuprada por meses a frio, quando bebia, apagava e num canto escorrendo sangue feito vinho em suas coxas encharcava
Hoje , ela passa com seu filho loirinho, e diz a si mesma que o
o mundo é cruel com quem precisa pedir licença para engolir dos vermes a baba do fel.
Suas amigas casadas e ela mal-falada enfrenta a vida como de mal-gosto é a pior e a mais velha e escrota piada.
não entendia por que para eles moça feia era e mesmo assim faziam questão de sua presença
As amigas brancas e loiras por toda a noite beijavam os másculos esportistas do nado e ela , nada...
não sabia porque segurava bolsa e mesmo assim era a necessária,
era deles a pior descrença dada.
rock, rolé, drogas e sexo à vontade todos usufruíam
e ela num canto calada,, só ficava rindo da noite deles devassa.
Nem ela sabia porque ia, mas toda sexta lá estava.
Batia cartão naquele lugar de playboy sem-educação.
Não era mesmo assim maltratada, não era na frente dos caras alvo de piada
Era para eles simplesmente nada, pois não lhes incomodava
.. só a um canto ficava e via em toda a sua feiura de moça virgem as festas que os corpos balançavam
assim foi por um bom tempo.
Muito vinho ela passou a beber e nunca recebia nem um convite para um passo de dança, um arrocha que lhe aliviasse a alma.
um olá, um querer bem, nada disso, porém...
Ela talvez fosse a prova de que eles não tinham preconceito contra o horror em forma de mulher santa
E assim acreditou por meses a fio feito anta
que aqueles indivíduos tinham algo de bom em seus corações
pensou até mesmo que fosse uma delas, que também fosse branca e loira,pois não mesmo via beleza em si, quando na verdade , ela era a bela, a doçura da vida, a rainha da noite.
Qual não foi sua surpresa quando seu grito inundou de sua casa a sala
ela berrava um coice...,mas ela sempre a feia fria calada, aquela que falando não dizia nada
Gritava de dor porque grávida estava
foi embebedada e estuprada por meses a frio, quando bebia, apagava e num canto escorrendo sangue feito vinho em suas coxas encharcava
Hoje , ela passa com seu filho loirinho, e diz a si mesma que o
o mundo é cruel com quem precisa pedir licença para engolir dos vermes a baba do fel.
Suas amigas casadas e ela mal-falada enfrenta a vida como de mal-gosto é a pior e a mais velha e escrota piada.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
EU NÃO SOU EU, EU SOU VOCÊ EM MIM
Você me diz que eu sou eu e não passo disso
eu te respondo que você se equivoca
porque eu não sou eu como nunca fui
Eu sou todas aquelas pessoas iguais a mim e que não conseguiram respirar o ar desse dia.
Todos que lutaram e perderam para a covardia estão em mim, aqui.
nos meus olhos, em minha garra
apontada para o sinal dos tempos
Eu não sou eu e tenho a responsabilidade de levar adiante o discurso de milhares que foram assassinados, suicidados pelo sistema, rebaixados da condição humana
Eu sou um mastro que carrega consigo toda a energia divina da bandeira.
Eu caio e levanto na matilha sagrada inteira
eu sou eu e também posso ser mais que nada
Diante da cega covardia eu uso e abuso da dignidade
eu sou um olho que chora, eu sou a chuva dessa cidade
Não paro, não calo, resolvo em mim todos os meus calos
e todos que agora em mim estão passaram por aqui e foram apedrejados,
gritaram e não foram ouvidos, pediram e foram humilhados
Cada um que se foi tentando lutar por ser gente está em mim como um lembrete da vida, como uma breve esperança perdida
Eu me ergo novamente e grito: eu também tenho valor
sou um guerreiro filho da vida, sim senhor!
eu te respondo que você se equivoca
porque eu não sou eu como nunca fui
Eu sou todas aquelas pessoas iguais a mim e que não conseguiram respirar o ar desse dia.
Todos que lutaram e perderam para a covardia estão em mim, aqui.
nos meus olhos, em minha garra
apontada para o sinal dos tempos
Eu não sou eu e tenho a responsabilidade de levar adiante o discurso de milhares que foram assassinados, suicidados pelo sistema, rebaixados da condição humana
Eu sou um mastro que carrega consigo toda a energia divina da bandeira.
Eu caio e levanto na matilha sagrada inteira
eu sou eu e também posso ser mais que nada
Diante da cega covardia eu uso e abuso da dignidade
eu sou um olho que chora, eu sou a chuva dessa cidade
Não paro, não calo, resolvo em mim todos os meus calos
e todos que agora em mim estão passaram por aqui e foram apedrejados,
gritaram e não foram ouvidos, pediram e foram humilhados
Cada um que se foi tentando lutar por ser gente está em mim como um lembrete da vida, como uma breve esperança perdida
Eu me ergo novamente e grito: eu também tenho valor
sou um guerreiro filho da vida, sim senhor!
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
CÃES
Vinte minutos para partir e enlouquecer uma rodoviária
seus olhos tristes fitavam o nada debaixo dos olhos pretos que escorriam lágrimas.
gritaria, pessoas, flores, pasteis, zumbidos e toda sorte de tudo criavam uma alegria artificial
somente os cães e ele sentiam o peso da espera, matilha em novo quintal.
Uma bolha de lágrimas podia muito bem ser uma piscina
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no poço
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no imenso poço
Os minutos passavam, lembrava-se da pele de sua amada
ninguém ali o conhecia e ele só sabia do cheio que se perdeu
os olhos verdes que se foram e o deixaram ali
dez minutos para a partida e nada
os cães se enroscaram no chão e a algazarra tomou conta da cidade
Ele parado, escravo de uma sensação , do que mais não existia nele, na epiderme,, no coração.
chorava e suas lágrimas tomaram conta do terminal
os amimais caninos choravam também por ele e pelos minutos que definitivamente os separariam de sua querida
Então entrou no ônibus e estava desconsolado
Um estrondo logo se ouviu
e todos os falsos alegres viventes iludidos sem acreditar, então viram
um ônibus a sair de um lugar ermo
e cães a uivar barbaramente em coro
fazendo valer o amor novo que nascia no desterro
sua amada, mesmo não estando ali era o melhor cheiro que o amor produziu em um dia tarde de Abril.
seus olhos tristes fitavam o nada debaixo dos olhos pretos que escorriam lágrimas.
gritaria, pessoas, flores, pasteis, zumbidos e toda sorte de tudo criavam uma alegria artificial
somente os cães e ele sentiam o peso da espera, matilha em novo quintal.
Uma bolha de lágrimas podia muito bem ser uma piscina
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no poço
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no imenso poço
Os minutos passavam, lembrava-se da pele de sua amada
ninguém ali o conhecia e ele só sabia do cheio que se perdeu
os olhos verdes que se foram e o deixaram ali
dez minutos para a partida e nada
os cães se enroscaram no chão e a algazarra tomou conta da cidade
Ele parado, escravo de uma sensação , do que mais não existia nele, na epiderme,, no coração.
chorava e suas lágrimas tomaram conta do terminal
os amimais caninos choravam também por ele e pelos minutos que definitivamente os separariam de sua querida
Então entrou no ônibus e estava desconsolado
Um estrondo logo se ouviu
e todos os falsos alegres viventes iludidos sem acreditar, então viram
um ônibus a sair de um lugar ermo
e cães a uivar barbaramente em coro
fazendo valer o amor novo que nascia no desterro
sua amada, mesmo não estando ali era o melhor cheiro que o amor produziu em um dia tarde de Abril.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
PARA TODOS QUE TÊM CERTEZA DE TUDO O TEMPO TODO
Eu vivo em um mundo em que todos os dias se diz adeus.
Um novo mundo nos espera sem fila de espera
um momento a ser inaugurado em uma justa nova terra.
Um ciclo em que a religião será para unir os irmãos
não para fazê-los entrar em guerra.
Quando a palavra do outro valerá tanto quanto eu a tinha
e conseguirei me colocar no sofrimento alheio e perceber que a verdade não era somente minha
Mas também é reativa para quem veio não somente contemplar, estará de facto a degustar a vida e seus desejos.
Vai estar não para passear, mas para ver o sistema mudar, tornar-se céu de véu, vértice solar.
Minha língua ferina, minha angústia de aguilhão transformar-se ao em pombas o monte imenso das bobagens que ouço sobre o grande aluvião.
E voarão sobre a mediocridade imposta por quem se diz irmão e te trai com um sorriso nas costas ..., que não entende que você é o mesmo mas também é o outro que não olha somente , mas observa tudo durante uma fala torta.
Minha vida imensa de futuro, minha sede de justiça aqui ora posta
Se tornarão um novo tempo justo e que valerá para os viventes, dementes, indecentes, pouco crentes, mas todos verdadeiramente formados de carne, gente.
Janelas e portas abertas para uma nova seara com menos ódio dogmas, menos togas e menos crentes em si mesmos e torturadores de sua gente , então escravizada por tudo o que o sujeito pequeno sente.
Irmão não mais mata irmão, mas coroam a vida como obra da
terra, como algo bom que advirá..
Da mãe Gaia e de seus filhos novos, que nos abrigarão, que não quererão mais ver briga por própria estúpida briga
que entenderão que gente também respeita os demais seres existentes
que inaugurarão assim nova semente que contaminará e matará em todos nós o preconceito das pequenas gentes.
Um novo mundo nos espera sem fila de espera
um momento a ser inaugurado em uma justa nova terra.
Um ciclo em que a religião será para unir os irmãos
não para fazê-los entrar em guerra.
Quando a palavra do outro valerá tanto quanto eu a tinha
e conseguirei me colocar no sofrimento alheio e perceber que a verdade não era somente minha
Mas também é reativa para quem veio não somente contemplar, estará de facto a degustar a vida e seus desejos.
Vai estar não para passear, mas para ver o sistema mudar, tornar-se céu de véu, vértice solar.
Minha língua ferina, minha angústia de aguilhão transformar-se ao em pombas o monte imenso das bobagens que ouço sobre o grande aluvião.
E voarão sobre a mediocridade imposta por quem se diz irmão e te trai com um sorriso nas costas ..., que não entende que você é o mesmo mas também é o outro que não olha somente , mas observa tudo durante uma fala torta.
Minha vida imensa de futuro, minha sede de justiça aqui ora posta
Se tornarão um novo tempo justo e que valerá para os viventes, dementes, indecentes, pouco crentes, mas todos verdadeiramente formados de carne, gente.
Janelas e portas abertas para uma nova seara com menos ódio dogmas, menos togas e menos crentes em si mesmos e torturadores de sua gente , então escravizada por tudo o que o sujeito pequeno sente.
Irmão não mais mata irmão, mas coroam a vida como obra da
terra, como algo bom que advirá..
Da mãe Gaia e de seus filhos novos, que nos abrigarão, que não quererão mais ver briga por própria estúpida briga
que entenderão que gente também respeita os demais seres existentes
que inaugurarão assim nova semente que contaminará e matará em todos nós o preconceito das pequenas gentes.
domingo, 3 de janeiro de 2016
CHATICE
tempos difíceis
Se você fica quieto, é arrogante
se fala, é inconveniente,
se você sorri, tira sarro
se você ficar mal com o mundo, é intolerante
se você anda de bike, deve correr
se você toca violão, melhor calar-se
se você ouve um mantra, é macumbeiro
se você quer namorar, é viado
se você não quer namorar, tiram onda
se você não vai à igreja,. é demônio
se você vai à igreja, só olha etiqueta
se você se casar, choca uma cidade
se você não se casar, te arranjam por aí um filho
Se você pega ônibus, falso pobre
se você não pega ônibus, polui o mundo
se você gritar, é louco
se você não gritar, é rouco
se você maldizer, é capeta
se você não maldizer, é sem opinião
se você fizer as pazes, é frouxo
se você for pra guerra, é bala de canhão.
se você apenas respirar, irão reclamar do ar respirado e vão te pedir para economizar
Então, eu mando um belo de um foda-se a todos que cuidam da vida do outro e se esquecem de limpar a própria vidraça.
Sou o que quiser ser, grito o que quiser gritar, beijo a boca que eu quiser beijar
Existo e definitivamente acostumem-se com isso!
Se você fica quieto, é arrogante
se fala, é inconveniente,
se você sorri, tira sarro
se você ficar mal com o mundo, é intolerante
se você anda de bike, deve correr
se você toca violão, melhor calar-se
se você ouve um mantra, é macumbeiro
se você quer namorar, é viado
se você não quer namorar, tiram onda
se você não vai à igreja,. é demônio
se você vai à igreja, só olha etiqueta
se você se casar, choca uma cidade
se você não se casar, te arranjam por aí um filho
Se você pega ônibus, falso pobre
se você não pega ônibus, polui o mundo
se você gritar, é louco
se você não gritar, é rouco
se você maldizer, é capeta
se você não maldizer, é sem opinião
se você fizer as pazes, é frouxo
se você for pra guerra, é bala de canhão.
se você apenas respirar, irão reclamar do ar respirado e vão te pedir para economizar
Então, eu mando um belo de um foda-se a todos que cuidam da vida do outro e se esquecem de limpar a própria vidraça.
Sou o que quiser ser, grito o que quiser gritar, beijo a boca que eu quiser beijar
Existo e definitivamente acostumem-se com isso!
Assinar:
Postagens (Atom)