Nunca a maldade humana secará as árvores da estrada
nem mesmo seu sorriso de bichano majestade
Escorregadia certeza do que faz a sombra das copas do campo
estiveste conosco por poucos e intensos meses , no entanto,
A mão da ignorância te levou para além dos muros, dos mimos, dos pulos
para além dos miados de felina criança, minha precária pequena miada minguada esperança
teu coração tremia junto ao meu quando pulsando de medo e corrias das covardias cobertas de certezas vazias.
Vai,minha Fênix pular casas de chuva!
correr e assustar-se com o novo que por aqui já esquecemos por vermos a verdade e por não conhecê-la sem capas,verdadeiramente nua, tal qual tua imagem descascada
Coração com coração, minha canção faz meus dedos te pedirem perdão
porque também sou gente e faço parte desta pestilenta raça
que reza, grita nos falsos púlpitos e depois massacra os mais fracos como uma
descarga das frustrações acumuladas.
O seu dia é novo, minha amiga de bigodes de ouro
seu pulo, seus olhos, seus sagrados óleos, meus passos cansados de tantas falsas verdades
meu primeiro recado na terra, outras eras, outros rios,outros dias a cobrir minha liberdade etérea.
A verdade nos libertará!
Sua mão amiga a encontrar em nosso estranho vocabulário de miados correntezas do amor
Porque um homem não pode ser amigo de uma gata em uma sexta-feira 13 ou quinta ou qualquer dia do ano. Por que tão rude assim encomendada tua morte treme no calendário da parede remota?
Tristeza humana coberta de covardia cria um bolo, redemoinho de cimento
em tua estrada, em tua frágil vida
vieste ao mundo e te agradeço por me fazer menos gente dono das certezas e mais humano de minhas imensas fraquezas
mais sensível em suas asas felinas
Morreste,é verdade, foste assassinada por somente seres gata
mas suas cinzas não serão em vão pois dela nascerão novo dia, novos gatos que arranharão covardias
vá em paz, minha amiga ,e espero que quando reencontramos possamos dizer um ao outro que o amor supera a lógica dos roucos, dos loucos, dos donos dos livros de couro.
O maior amor dos animais a miar em nosso mundo , aqui, ali em todos os verdes quintais.
O que não me mata me fortalece, minha irmã felina, minha alegria campestre
já não quero poetizar, quero calado lembrar de nosso recado, nosso imenso amor censurado, por ora calado, mas que jamais acabará!