O que diferencia um rato de um servidor público?
simples: o rato protege o seus, enquanto o servidor idiotizado puxa-saco e apenas faz o que lhe manda
imagine um rato humanizado a roer um queijo que não lhe pertence
assim é o servidor público traidor: ele fica com as migalhas de quem o odeia
mas por ser MEDÍOCRE e por perseguir seus próprios companheiros de trabalho, torna-se então escravo de sua própria dignidade.
O vento leva a maldade e a traz de volta com outros ares e um novo comando
um rato solidário observa o rato idiotizado pelo tempo e pela não leitura
prevê, o rato honesto, o futuro reservado aos traidores e já o vê onde estará brevemente este que agora o entrega ao gatunos
sim, o entrega e não o reconhece como um dos seus
um rato também, mas rato sem o pé preso
a pedir desculpas e abaixar a cabeça, implorar um
favor de quem, ontem, em seu jornal vagabundo atacava
esse rato não serve mesmo para nada
nem deveria ser chamado de rato ou verme porque trata-se de uma afronta a esses seres que possuem muito mais que ele, a noção de respeito entre o seus
o idiota puxa saco de quem ri dele noutras conversas e persegue seus colegas de trabalho com bastante diligência, uma vez que lhe falta inteligência e competência
esse lixo com o qual, infelizmente convivo, não sabe que projetos são feitos para o município e não para uma gestão a qual até ontem atacava.
pobre criatura que vive à margem e não se reconhece por apenas reconhecer-se como puxa-saco
miado esquisito no saco, um resto de gente que ninguém respeita
hoje você me persegue, em 2017 te dou o troco.
lixo humano que lê a bíblia e não entende
traidor deve ser punido exemplarmente
basta ver o que acontece aos ratos para ver o que dele pode-se esperar
sua hora vai chegar!
traidor dos servidores! Vais aprender na dor a dor que hoje causas.
segunda-feira, 31 de março de 2014
quinta-feira, 27 de março de 2014
FRIDA
A dor de ser faz de nós todos escravos da existência
presos, arrastados atados como ratos dilacerados sobrevivemos
e fazemos de nossa alegria uma confortável antítese de casos passados por vezes visitados, sabores, amores vãos, amores que se vão
em uma nova grande estação.
A alegria vence a ferida trágica, mas saber-se alegre é conhecer-se, tanto como é maneira de estar, ainda que estranho, fridakaliano no rebanho das aceitações o diferente é o outro na visão do outro, que é distinto das fáceis aceitações e nas quais cria outros gados que riem em um pasto cruel.
uma estrela cantou-me da esperança como matéria de nossos dias e de todas as preocupações
das gerações das feras ações da primeira da gerações
da vida, do tom maior do amor à terra ao amar da vida ou de uma opaca esfera que nos ocupa
como se a coisa dissesse de si a todo momento velazqueano ou suburbano
jaz em você, em mim, a tristeza do simplesmente existir, como que alimentos da fadiga que nos dá ideia da não existência.
mas a alegria sufoca essa tristeza e a faz jorrar em outro quintal
um supremo sorriso de quem diz que está vivo
uma alegre comoção por atos pequenos, cotidianos
nos faz mais felizes e humanos como que inundados de felicidade
a traçar caminhos e criar trilhos para respostas de perguntas novas
O dia anuncia imensa primavera, subir a montanha, concordar com a espera, ser amor, inundado de cordialidade
imenso de pensamento, não falar de pessoas, mas de ideias com base em fatos
sonhar, e reestruturar arquiteto essa nova engenharia
a da existência essa nossa urgência
a certeza de que é fabuloso viver nos alimenta a preservação
inda que doa, amo amar minha existência, estranha, cotidiana, quase pouco, mais de um só, nota em dó
só minha.
presos, arrastados atados como ratos dilacerados sobrevivemos
e fazemos de nossa alegria uma confortável antítese de casos passados por vezes visitados, sabores, amores vãos, amores que se vão
em uma nova grande estação.
A alegria vence a ferida trágica, mas saber-se alegre é conhecer-se, tanto como é maneira de estar, ainda que estranho, fridakaliano no rebanho das aceitações o diferente é o outro na visão do outro, que é distinto das fáceis aceitações e nas quais cria outros gados que riem em um pasto cruel.
uma estrela cantou-me da esperança como matéria de nossos dias e de todas as preocupações
das gerações das feras ações da primeira da gerações
da vida, do tom maior do amor à terra ao amar da vida ou de uma opaca esfera que nos ocupa
como se a coisa dissesse de si a todo momento velazqueano ou suburbano
jaz em você, em mim, a tristeza do simplesmente existir, como que alimentos da fadiga que nos dá ideia da não existência.
mas a alegria sufoca essa tristeza e a faz jorrar em outro quintal
um supremo sorriso de quem diz que está vivo
uma alegre comoção por atos pequenos, cotidianos
nos faz mais felizes e humanos como que inundados de felicidade
a traçar caminhos e criar trilhos para respostas de perguntas novas
O dia anuncia imensa primavera, subir a montanha, concordar com a espera, ser amor, inundado de cordialidade
imenso de pensamento, não falar de pessoas, mas de ideias com base em fatos
sonhar, e reestruturar arquiteto essa nova engenharia
a da existência essa nossa urgência
a certeza de que é fabuloso viver nos alimenta a preservação
inda que doa, amo amar minha existência, estranha, cotidiana, quase pouco, mais de um só, nota em dó
só minha.
A QUEDA DA LEI 100 2
Davi não venceu Golias?
o andar trêmulo dos que no dormem a noite tranquila
Marta venceu o medo e deu nota vermelha o ao marido, o expulsou de casa
minha tia derrubou o câncer e está feliz
um povo unido derrubou o muro de Berlim
eu sou o exército de um homem só, as batalhas estão em meu sangue
a guerra do guerreiro do cotidiano.
Aquela borboleta venceu o cansaço e visitou uma flor
a comunicação entre o serres da vida difícil faz de nossa luta objeto de vitória
a comunicação se dava por tambor, hoje acontece no derrubar da maldade
desde os imemoriais tempos africanos de nossos ascendentes
até a última fala deste dia que precede este
até o último suspiro de alivio e de justiça
a lei caiu mas a falta de respeito ainda reina
o trabalho é maior quando se tem de vencer quem sempre te humilhou com cara de bacana
vencemos a lei 100 pro uma questão eleitoral
vento que sopra deste litoral e nos faz sentir novos inda que velhos de tanto sofrer
quem nos faz sofrer há de pagar por tanta covardia
não há lei 101, há o povo, o direito meu que começa quando seu acaba
o seu ontem acabou,o meu hoje começa
o andar trêmulo dos que no dormem a noite tranquila
Marta venceu o medo e deu nota vermelha o ao marido, o expulsou de casa
minha tia derrubou o câncer e está feliz
um povo unido derrubou o muro de Berlim
eu sou o exército de um homem só, as batalhas estão em meu sangue
a guerra do guerreiro do cotidiano.
Aquela borboleta venceu o cansaço e visitou uma flor
a comunicação entre o serres da vida difícil faz de nossa luta objeto de vitória
a comunicação se dava por tambor, hoje acontece no derrubar da maldade
desde os imemoriais tempos africanos de nossos ascendentes
até a última fala deste dia que precede este
até o último suspiro de alivio e de justiça
a lei caiu mas a falta de respeito ainda reina
o trabalho é maior quando se tem de vencer quem sempre te humilhou com cara de bacana
vencemos a lei 100 pro uma questão eleitoral
vento que sopra deste litoral e nos faz sentir novos inda que velhos de tanto sofrer
quem nos faz sofrer há de pagar por tanta covardia
não há lei 101, há o povo, o direito meu que começa quando seu acaba
o seu ontem acabou,o meu hoje começa
A QUEDA DA LEI 100
Eu atirei em toda forma de covardia
a bala ricocheteou e desceu do muro a covardia continuava lá
lancei cães enormes e alados em sua direção, disse do prazer de viver, ser
Eu desferi um golpe de justiça na lei 100
sem vergonha na cara de quem rouba trabalho de concursado
eu desferi golpes de amor maior onde só resistia a dor
eu venci o medo quando proferi o pior dos segredos eu disse que ainda poderia ser eu na minha triste solitária companhia
eu volvei ,eu voltei a ser o que nunca fui[
eu voltei a ser o projeto inacabado de um homem novo
novas ideias, idas e vindas e tropeços na terra, eu desejo sempre uma nova era
com um povo feliz em uma nova terra
sem companhia desagradáveis por não serem legítimas, companhias de quem trabalha
felicidade que não se acaba
mesmo que nunca efetivo sei que foi feita a justiça
a Constituição não foi escrita a lápis
o meu desejo de conhecimento invade o dia e me faz pensar em novas possibilidades
maldita lei que beneficiou pobres servidores agora órfãos de um agrado governamental
por outro lado, os guerreiros de concurso, agradecem este novo momento
pois sabem o que d=ficar sem dormir para a vida melhorar
lei 100 deve cair como toda forma de opressão e injustiça
a coroa brilha em um ano de muitas mudanças
um gesto na rua denuncia a esperança de dias melhores
sem privilégios, sem lei falsa, sem imagem falsa
educação não é caridade, é algo sério para ser tratado como cabedal de empregos de um bando de incompetentes puxa-sacos
a lei sem vai tarde e construir um novo momento é a grande vontade
sem tucanada mentirosa, sem falsas promessas, sem perseguições desnecessárias.
um novo tempo em que há o que de direito ser,
a bala ricocheteou e desceu do muro a covardia continuava lá
lancei cães enormes e alados em sua direção, disse do prazer de viver, ser
Eu desferi um golpe de justiça na lei 100
sem vergonha na cara de quem rouba trabalho de concursado
eu desferi golpes de amor maior onde só resistia a dor
eu venci o medo quando proferi o pior dos segredos eu disse que ainda poderia ser eu na minha triste solitária companhia
eu volvei ,eu voltei a ser o que nunca fui[
eu voltei a ser o projeto inacabado de um homem novo
novas ideias, idas e vindas e tropeços na terra, eu desejo sempre uma nova era
com um povo feliz em uma nova terra
sem companhia desagradáveis por não serem legítimas, companhias de quem trabalha
felicidade que não se acaba
mesmo que nunca efetivo sei que foi feita a justiça
a Constituição não foi escrita a lápis
o meu desejo de conhecimento invade o dia e me faz pensar em novas possibilidades
maldita lei que beneficiou pobres servidores agora órfãos de um agrado governamental
por outro lado, os guerreiros de concurso, agradecem este novo momento
pois sabem o que d=ficar sem dormir para a vida melhorar
lei 100 deve cair como toda forma de opressão e injustiça
a coroa brilha em um ano de muitas mudanças
um gesto na rua denuncia a esperança de dias melhores
sem privilégios, sem lei falsa, sem imagem falsa
educação não é caridade, é algo sério para ser tratado como cabedal de empregos de um bando de incompetentes puxa-sacos
a lei sem vai tarde e construir um novo momento é a grande vontade
sem tucanada mentirosa, sem falsas promessas, sem perseguições desnecessárias.
um novo tempo em que há o que de direito ser,
segunda-feira, 24 de março de 2014
OI
Eu declinei da esteira e fui até onde mora o ódio
eu o vi como velho companheiro nos olhos de um que me insultava
agora representado por uma birrenta criança
quer destruir a ventura do conhecimento quer nos matar de barulho
que nado no fundo do silêncio e requeiro silêncio
Em sua vida de pobre amargura todo insultado quer ver o sofrimento de seu docente, mas se engana quando escolhe
nem todos se curvam e são ratos covardes
a vida do contato com a raiva do outro já premeditada do outro triste do outro
o dia se mostra sol e clarividente desejo o melhor para esta semente ingrata
ignara e destituída de carinho
tem que se saber quando tem de ser gente para não sofrer de inocência
mas cansa e muito, penso em abandonar maldito trabalho
ser mais eu e mandar tudo ao caralho
e viver somente viajar, ver novas versões do vento e saber -se em outros ambientes[
sinto que este enforcar cotidiano pode me levar ao absurdo do grito
o grito do inaudito
o grito que se possa gritar
o grito no ato de amar e de ver novos mundos em sonhos
livre da tristeza, livre destes demônios de amoníaco
livre de você, na paz, na raiz de cal, no momento fatal
em mim mesmo genjial por sinal
eu o vi como velho companheiro nos olhos de um que me insultava
agora representado por uma birrenta criança
quer destruir a ventura do conhecimento quer nos matar de barulho
que nado no fundo do silêncio e requeiro silêncio
Em sua vida de pobre amargura todo insultado quer ver o sofrimento de seu docente, mas se engana quando escolhe
nem todos se curvam e são ratos covardes
a vida do contato com a raiva do outro já premeditada do outro triste do outro
o dia se mostra sol e clarividente desejo o melhor para esta semente ingrata
ignara e destituída de carinho
tem que se saber quando tem de ser gente para não sofrer de inocência
mas cansa e muito, penso em abandonar maldito trabalho
ser mais eu e mandar tudo ao caralho
e viver somente viajar, ver novas versões do vento e saber -se em outros ambientes[
sinto que este enforcar cotidiano pode me levar ao absurdo do grito
o grito do inaudito
o grito que se possa gritar
o grito no ato de amar e de ver novos mundos em sonhos
livre da tristeza, livre destes demônios de amoníaco
livre de você, na paz, na raiz de cal, no momento fatal
em mim mesmo genjial por sinal
domingo, 23 de março de 2014
SOFRANET
viveria-se mal se somente se visse na tela da vitrine espacial
vive-se bem sem que lhe avisem da beleza do existir
Pequenos seres de inteligência artificial tiram nossa atenção fundamental
prometem-nos conhecimentos, entregam-nos alienação.
máquinas decantadas nunca então por homem das letras cantadas
versos como um ruflar de casas
sob a agitação desta nova forma de comunicação.bairral bairrista,. do universo artista
A nos incendiar de uma sincera ilusão ,de um novo tempo que não chegará
luzes de cybersvagalumes a inventar o egoísta da noite
música de acoite e toda a cena do game maquiada
a internet não é somente janela do mundo, mais que nada , e não existe tal qual fora de casa
Mas que isso: http é;você.
sua noção de tempo é errada
ela nos induz ao abandono de quem amamos por minutos segundos ou na eternidade
eternet quando cortada, brilhanet quando nos casa, porcanet quando enlameada
savanet quando pesquisada, encrenquenet quando toda obrigada
destrunet quando da lâmpada queimada, intrutinet quando bem usada amorete para quem de amores da
tela se perdeu,
que nas luzidias lanternas que enfeitiçam nossas mentes bárbaras, tal qual ouro por espelho não me vejo, nem prevejo outras hist´rias e sabores da vida e daenseada do medo
a tela agora é nosso desenredo, nosso drama social, por tentar ver no outro mais que animal
e por não fugir do individualismo fatal
novos tempos e termos e seu avô não pode entrar, pois a luz da sabedoria não brilha tanto como as luzes de neon.
o dia nasce e na sala todos dormem sem terem de facto comunica o essencial o essencial amor
teremos que aprender novamente a virar a cabeça e dizer eu te amo
como sempre fizeram, na história da humanidade, não há softiuer diante da liberdade de uma descompromissada conversa
essa é verdadeiros poque de tela os olhos maiores são donos de nossa essencialidade, de nossa verdadeira vontade.
vive-se bem sem que lhe avisem da beleza do existir
Pequenos seres de inteligência artificial tiram nossa atenção fundamental
prometem-nos conhecimentos, entregam-nos alienação.
máquinas decantadas nunca então por homem das letras cantadas
versos como um ruflar de casas
sob a agitação desta nova forma de comunicação.bairral bairrista,. do universo artista
A nos incendiar de uma sincera ilusão ,de um novo tempo que não chegará
luzes de cybersvagalumes a inventar o egoísta da noite
música de acoite e toda a cena do game maquiada
a internet não é somente janela do mundo, mais que nada , e não existe tal qual fora de casa
Mas que isso: http é;você.
sua noção de tempo é errada
ela nos induz ao abandono de quem amamos por minutos segundos ou na eternidade
eternet quando cortada, brilhanet quando nos casa, porcanet quando enlameada
savanet quando pesquisada, encrenquenet quando toda obrigada
destrunet quando da lâmpada queimada, intrutinet quando bem usada amorete para quem de amores da
tela se perdeu,
que nas luzidias lanternas que enfeitiçam nossas mentes bárbaras, tal qual ouro por espelho não me vejo, nem prevejo outras hist´rias e sabores da vida e daenseada do medo
a tela agora é nosso desenredo, nosso drama social, por tentar ver no outro mais que animal
e por não fugir do individualismo fatal
novos tempos e termos e seu avô não pode entrar, pois a luz da sabedoria não brilha tanto como as luzes de neon.
o dia nasce e na sala todos dormem sem terem de facto comunica o essencial o essencial amor
teremos que aprender novamente a virar a cabeça e dizer eu te amo
como sempre fizeram, na história da humanidade, não há softiuer diante da liberdade de uma descompromissada conversa
essa é verdadeiros poque de tela os olhos maiores são donos de nossa essencialidade, de nossa verdadeira vontade.
DORES DE AMOR
folheio as páginas das dores de amor
em pétalas de papel eu prendi seu nome em versos
eu náuseas de hotel aguardei sua vinda aos tropeços pela escada tropeço e desmaios da cor da noite
Fechado para balanço total recordo da chama do amor e das vindas em noites claras de sua não mais presença rara
Recordo para não mais me fechar e amar como o céu ama no firmamento por estar
destruir tamboretes de ódio e construir casas de amor na linha da vida que recebe a passagem do tempo
a ingratidão virou névoa, não mais acontece lamento
A minha vida é uma passagem de ida sem caminho para que volte ou vote
colecionar flores de fotografias pardas em palavras novas
novas eras de verdade, verdades nuas, suas, nossas.
repensar e ler o mundo nas asas da borboleta
nos duros olhos caninos de ter dor e que exibem a maldade humana
essa cara matutina de susto quando o vento passa
este gesto em forma de espera, tudo conversa com o homem, de o homem, para o homem como se nada mais por si só se pertencesse,
mas este só escuta o sinal, só pensa no sinal, para que se apresente
e consiga consertar a vida, sem nem ao menos saber da sua a concertar-se aqui
eu encaro minha impossibilidade com brandura e vivaz aceitação
estar também é poder potencialmente, e ser é poder dizer a que vai ou a que veio sem receio
esse novo tempo de cuidar-se
há que durar para reinventar um tempo novo, maduro, especial, gostoso
um tempo de alergia à maldade e da esperança que nos invade
um tempo de conversas verdadeiras para os ricos e os sem eira nem beira
uma hora de repouso da crueldade do mundo
estar consigo é amar-se infindo.
em pétalas de papel eu prendi seu nome em versos
eu náuseas de hotel aguardei sua vinda aos tropeços pela escada tropeço e desmaios da cor da noite
Fechado para balanço total recordo da chama do amor e das vindas em noites claras de sua não mais presença rara
Recordo para não mais me fechar e amar como o céu ama no firmamento por estar
destruir tamboretes de ódio e construir casas de amor na linha da vida que recebe a passagem do tempo
a ingratidão virou névoa, não mais acontece lamento
A minha vida é uma passagem de ida sem caminho para que volte ou vote
colecionar flores de fotografias pardas em palavras novas
novas eras de verdade, verdades nuas, suas, nossas.
repensar e ler o mundo nas asas da borboleta
nos duros olhos caninos de ter dor e que exibem a maldade humana
essa cara matutina de susto quando o vento passa
este gesto em forma de espera, tudo conversa com o homem, de o homem, para o homem como se nada mais por si só se pertencesse,
mas este só escuta o sinal, só pensa no sinal, para que se apresente
e consiga consertar a vida, sem nem ao menos saber da sua a concertar-se aqui
eu encaro minha impossibilidade com brandura e vivaz aceitação
estar também é poder potencialmente, e ser é poder dizer a que vai ou a que veio sem receio
esse novo tempo de cuidar-se
há que durar para reinventar um tempo novo, maduro, especial, gostoso
um tempo de alergia à maldade e da esperança que nos invade
um tempo de conversas verdadeiras para os ricos e os sem eira nem beira
uma hora de repouso da crueldade do mundo
estar consigo é amar-se infindo.
domingo, 16 de março de 2014
MEMÓRIA DOS VEGETAIS
No alto daquela serra há um pé de jabuticaba que sabe mais daquele lugar e do nosso do que qualquer anel falador na mão de qualquer especialista em felicidade
as árvores nos contam histórias, mas não as ouvimos porque perdemos essa sensibilidade
o pássaro nos confidencia, a abelha nos pergunta sobre a existência que na guerra se finda, tocar o outro é despedir-se da vida
E reinventá-la no instante seguinte ao desejar da água da liberdade do ser, do corpo que dança ao vento e
que sabe-se levante de um só tempo. de um homem só.
que sabe ser confusão, amor, praia, vida nova,invenção de nossas sensações... mas não sabe ser memória
as coisas todas guardam de nós nosso tempo e nossa memória
aquilo que esquecemos para lembrar outras ilusões e fatos
uma revoada de pombos anuncia o dia, me veem, eu os vejo, voam sobre mim como o milagre do dia que nasce novo, dia de encontro, despedida, dia de saber que as coisas todas se vingam porque por si permanecem
a vingança dos vegetais está em ficar no mundo quando a morte nos rouba a intransigência de sermos mortais
um cacaueiro me lembra que eu passo e que ele pode ficar
A memória como atributo de quem se lembrou deixa de existir em nome desta outra que nos é contada todos os dias por estes seres naturais
que são desconsiderados em nome de uma ordem estabelecida, imposta, que nos diz que um dia bom é um dia de humores maus
sofrer, viver, dançar, é principalmente sorrir dos erros, não levar-se tanto,. mas deizar-se levar, ser então como os seres naturais, sem adestramentos sociais
sem pensar o já pensado, sem fraquejar quando já fraquejado
consciência da imensa vulnerabilidade faz o homem memória de sua vontade
ser fraco é ser como os vegetais, imenso grande solto no ar e poder deixar de existir a qualquer momento, em um suspiro , uma tempestade, ou apenas um ai.que despetala o mundo e de novo o traz.
as árvores nos contam histórias, mas não as ouvimos porque perdemos essa sensibilidade
o pássaro nos confidencia, a abelha nos pergunta sobre a existência que na guerra se finda, tocar o outro é despedir-se da vida
E reinventá-la no instante seguinte ao desejar da água da liberdade do ser, do corpo que dança ao vento e
que sabe-se levante de um só tempo. de um homem só.
que sabe ser confusão, amor, praia, vida nova,invenção de nossas sensações... mas não sabe ser memória
as coisas todas guardam de nós nosso tempo e nossa memória
aquilo que esquecemos para lembrar outras ilusões e fatos
uma revoada de pombos anuncia o dia, me veem, eu os vejo, voam sobre mim como o milagre do dia que nasce novo, dia de encontro, despedida, dia de saber que as coisas todas se vingam porque por si permanecem
a vingança dos vegetais está em ficar no mundo quando a morte nos rouba a intransigência de sermos mortais
um cacaueiro me lembra que eu passo e que ele pode ficar
A memória como atributo de quem se lembrou deixa de existir em nome desta outra que nos é contada todos os dias por estes seres naturais
que são desconsiderados em nome de uma ordem estabelecida, imposta, que nos diz que um dia bom é um dia de humores maus
sofrer, viver, dançar, é principalmente sorrir dos erros, não levar-se tanto,. mas deizar-se levar, ser então como os seres naturais, sem adestramentos sociais
sem pensar o já pensado, sem fraquejar quando já fraquejado
consciência da imensa vulnerabilidade faz o homem memória de sua vontade
ser fraco é ser como os vegetais, imenso grande solto no ar e poder deixar de existir a qualquer momento, em um suspiro , uma tempestade, ou apenas um ai.que despetala o mundo e de novo o traz.
A UM GRANDE COLEGA DE PROFISSÃO.
O desagradável de vê-lo só não é pior que a azia de sábado
a inveja passeia por sua carnes que sobram em seus lados
maldita língua alada que lhe fecha portas e que agora ousa,em sua boca e, a despeito de seu fracassos, ou que imagina assim
maltratar os transeuntes com sua presença nauseabunda
mais bunda que náusea na pessoa com fundo rasa
Sorri como um sagui e têm a moral cabeluda
por isso aponta o que de vício julga nos outros
é um aeroporto de falsidade porque sabe ou intenta
que sua maneira cambota lhe renderá boas apostas e futuro
tenho medo quando o vejo porque carrega em si o germe do amargurado
aquele que cria ilusões metafóricas e acredita em todas como uma verdade inquestionável
para se livrar de vez de sua verdade que em si grita por socorro
e de sua pessoa antes acreditada, agora só lhe resta a falsa aparência de quem é nada
tenho vontade de cuspir-lhe a cara, mas abro um abjeto para mim, dissimulado sorriso e conversamos sobre falsas impressões,pois para ele não há verdade que não seja ele o próprio proferidor
fofocas de velhas raposas e focas, tudo o que não lhe perguntei
quero sair mais não me deixa, quer me contar algo que não sei porque não me interessa
mas reza e nem perguntar ejacula uma ofensa em golpe de ar
eu lhe suplico que me deixe, não para, pois precisa em sua língua de puro fogo
destilam o veneno de uma geração inteira que aprendeu a receber ordens e se calar
odeia-me desde sempre porque não me calo e sou então sua denúncia, seu calo maior
tem a minha mesma profissão e é um ser sem luz, apagado mergulhado em um dique de pura inveja
tem um nome, casa, e é de nossa profissão file escudeiro do dinheiro não do chamado da vocação
é por ser, e reclama do que nunca será
é uma tristeza em formas de banha, que fala de deus e morte como quem não reconhece a diferença entre um tatu e uma borboleta
condenado a ser um mandado, eu grito que tenho que ir
estou livre de pessoa mesquinha, presa do tempo e filha de favores
louvo minha capacidade de superação, e saio a dizer-me que largo da profissão
a me tornar um destes que existe só por existir, que agrada aos patrões e faz da mentira calúnia seu escudo e fraca proteção.
a inveja passeia por sua carnes que sobram em seus lados
maldita língua alada que lhe fecha portas e que agora ousa,em sua boca e, a despeito de seu fracassos, ou que imagina assim
maltratar os transeuntes com sua presença nauseabunda
mais bunda que náusea na pessoa com fundo rasa
Sorri como um sagui e têm a moral cabeluda
por isso aponta o que de vício julga nos outros
é um aeroporto de falsidade porque sabe ou intenta
que sua maneira cambota lhe renderá boas apostas e futuro
tenho medo quando o vejo porque carrega em si o germe do amargurado
aquele que cria ilusões metafóricas e acredita em todas como uma verdade inquestionável
para se livrar de vez de sua verdade que em si grita por socorro
e de sua pessoa antes acreditada, agora só lhe resta a falsa aparência de quem é nada
tenho vontade de cuspir-lhe a cara, mas abro um abjeto para mim, dissimulado sorriso e conversamos sobre falsas impressões,pois para ele não há verdade que não seja ele o próprio proferidor
fofocas de velhas raposas e focas, tudo o que não lhe perguntei
quero sair mais não me deixa, quer me contar algo que não sei porque não me interessa
mas reza e nem perguntar ejacula uma ofensa em golpe de ar
eu lhe suplico que me deixe, não para, pois precisa em sua língua de puro fogo
destilam o veneno de uma geração inteira que aprendeu a receber ordens e se calar
odeia-me desde sempre porque não me calo e sou então sua denúncia, seu calo maior
tem a minha mesma profissão e é um ser sem luz, apagado mergulhado em um dique de pura inveja
tem um nome, casa, e é de nossa profissão file escudeiro do dinheiro não do chamado da vocação
é por ser, e reclama do que nunca será
é uma tristeza em formas de banha, que fala de deus e morte como quem não reconhece a diferença entre um tatu e uma borboleta
condenado a ser um mandado, eu grito que tenho que ir
estou livre de pessoa mesquinha, presa do tempo e filha de favores
louvo minha capacidade de superação, e saio a dizer-me que largo da profissão
a me tornar um destes que existe só por existir, que agrada aos patrões e faz da mentira calúnia seu escudo e fraca proteção.
quarta-feira, 5 de março de 2014
CINEMA AMERICANO
Olhos de lince no pano de fundo da tela imensa
retratos e retratos de atrizes japonesas
o painel se abre sobre a monumental noite de olhos a piscar o escuro
o kabuk moderno em asiáticas faces mostra em painel gigante sua beleza
O cinema eternizou palavras, fatos, beijos e gritos em um aceno de mão
trouxe-nos culturas outras, alteridades maiores e nos trouxe de brinde o totalitarismo,a tristeza e escravidão
juntou modismos, fez toda um geração beber coca-cola
disse o que era moda e hoje é a yanque decadência salvo exceções.
Do Iraniano ao mexicano, o monstro amerciano devorador de outras imagens diferentes da sua imposição; todo mundo no fundo tem um pouco desse jeito de falso salvador da pátria alheia, o cinema deles perpetua a covardia também deles democraticamente, insidiosamente deles.
esse outro pobre cinema meio teatral sem se achar na tela e no áudio, mais nacional, ainda insiste e tem dado bons saltos
inda que como só diversão.Nosso cinema é tão exagerado como nós próprios , perdido como nunca também nos achamos.Nosso cinema é nossa confusão.
O canadense é moderno, o francês de tão noir quase não há
o japonês é limpo essencial, o italiano barroco, o espanhol absurdo, o argentino tenta um tango e contenta
o inglês frequenta as telas do mundo com sua habitual discrição crítica
ninguém se pergunta qual é o cinema produzido em Angola, Moçambique e Chile
Como se a falsa ideia estadunidense de civilidade nos desse um ilusão de que não há produção de imagem em cada local, todo lugar, colonizadores esganados pensam assim, mas agora mesmo em um tela imensa no meio selva subsaariana ou em um celular em diretora latino-africana, esse cinema resiste à imposição
Soberbo por outro, o gringo desdenha esse cinema poderoso fácil ri de outras narrativas e de outros povos
Não quero pois heróis diluídos transformados quando o plug da tomada os tira a vida
quero antes ver o cinema do Gabão, Coréia, e Nicarágua, quero ver novas versões de histórias por eles contadas
imagem que voam e se eternizam na memória na coletividade
latina, asiática, europeia, americana, africana , humana, o cinema é usado para manipular, mas pode ser o golpe de oxigênio de muitas culturas a se deixar na linha do tempo
essa imagem, esse momento, esse registro de um povo, suas contradições, embates e certezas
o cinema pode vencer a soberba e nos deixar um painel para quando nos visitarem nosso diretores amigos , possam então fotografarem em nós aqueles que nos filmam as vilezas..
domingo, 2 de março de 2014
PASSAGEIROS DA ILUSÃO
tarde nublada, invento da tarde de sóis tímidos e nuvens escancaradas
a folha perto de meus olhos recorta em ti o segredo do efêmero, porque inesgotável enquanto ali
o azul convulso perde espaço para o cinza metal noite em alta tarde sem arrebol predecessor dos mares maiores, furta do conde no pé e a certeza que há no nublado uma beleza que nos invade ou que nos resvala à ilusão.
meus olhos estão comovidos pois viram nuvens de tanto construir desenhos outros e que já se estão
desconstroem-se por serem parte o segredo da vida que arde em nós como nuvens que recortam o sol
aliviamo-nos em doces eternos passageiros, gastronômicos, econômicos amorosos e sexuais.
uma alienação de nossa dor diária comum opinião ou descarga da ilusão do facto direito concertada. vida feito piada. Besteira ou ilusão.
Tarde nova em Nova União e a vida ensina a folha que dormita no asfalto tão quente do chão
a receber em si a árvore que a habitava, vida feito fotografia de cinema de verão, flores da estação
rebuscadas maquiagens de televisão e outros ais que feito florais nos dizem do ser em meio ao jogo voraz da vida que nos ensina muito mais que tela a ser cidade em cada um de nós , de passagem, passageiros de nossa ilusão.
retornar em uma improvável tarde nublada, para casa das dúvidas a dar facadas em minha alma que se destaca na multidão,
enviar torpedos para o céu no negrume da estrada, essa possibilidade de não ser você, logo , nada, me anima
enviar mil beijos para o céu, se dono de sua liberdade em uma tarde de estrada, eterno corcel
meu coração explode como as britas pelo chão, minha alegria condutora do meu não
minhas alegrias, tristezas, novelas novas e antigas páginas, retratos de um dia de ilusão.
a folha perto de meus olhos recorta em ti o segredo do efêmero, porque inesgotável enquanto ali
o azul convulso perde espaço para o cinza metal noite em alta tarde sem arrebol predecessor dos mares maiores, furta do conde no pé e a certeza que há no nublado uma beleza que nos invade ou que nos resvala à ilusão.
meus olhos estão comovidos pois viram nuvens de tanto construir desenhos outros e que já se estão
desconstroem-se por serem parte o segredo da vida que arde em nós como nuvens que recortam o sol
aliviamo-nos em doces eternos passageiros, gastronômicos, econômicos amorosos e sexuais.
uma alienação de nossa dor diária comum opinião ou descarga da ilusão do facto direito concertada. vida feito piada. Besteira ou ilusão.
Tarde nova em Nova União e a vida ensina a folha que dormita no asfalto tão quente do chão
a receber em si a árvore que a habitava, vida feito fotografia de cinema de verão, flores da estação
rebuscadas maquiagens de televisão e outros ais que feito florais nos dizem do ser em meio ao jogo voraz da vida que nos ensina muito mais que tela a ser cidade em cada um de nós , de passagem, passageiros de nossa ilusão.
retornar em uma improvável tarde nublada, para casa das dúvidas a dar facadas em minha alma que se destaca na multidão,
enviar torpedos para o céu no negrume da estrada, essa possibilidade de não ser você, logo , nada, me anima
enviar mil beijos para o céu, se dono de sua liberdade em uma tarde de estrada, eterno corcel
meu coração explode como as britas pelo chão, minha alegria condutora do meu não
minhas alegrias, tristezas, novelas novas e antigas páginas, retratos de um dia de ilusão.
sábado, 1 de março de 2014
SE EU NÃO CONTAR, EU CHORO
No grande corredor a corredor um garoto quer saber
haverá carnaval em nossa escola professor?
O sujeito quarentão que ali estava desde a manhã e sabia que carnaval vespertinho não haveria
porque disciplina lhes faltava, o professor sabia que era aquela uma decisão correta, acordada.
Respondeu: não sei, meu filho, tudo pode acontecer
e foi à sua superiora pedir-lhe conselhos para ligar o som e fazer uma hora dançante
não há ter arte quando a barbárie invade
som desligado, justo recado para respeito ao próximo
já no quinto horário, fantasia rasgada, o garoto entra assustado
pois da festa não se veria resultado, ficou triste, abaixou a cabeça
o professor lhe falou de outros contentamentos: aviões, médicos ,mundos sem fronteiras, medo nas estribeiras
e no desenvolver de si para protagonizar o devir luzir
Então a velha canção de carnaval virou vento e saiu pelo quintal
onde poderia haver som e soul, há silêncio de final em pássaro voador
Os justos pagam pelos pecadores, assim tem sido desde que o homem é lobo do homem
desde sempre.
Um texto trabalhado em forma de máscara de carnaval revela a briga de ideias, atitudes comportamentais
uma segunda festa
Tudo por estas bandas fala, fala roça, fala moço, vento, casa ,fala temporal
só não fala em guerra boba, terrível guerra mamonal.
os dias são a sucessão do que faz o professor em seu lampejos de gênio
e os alunos e alunas neste fiat lux do conhecimento.
e da escala já se vê a máscara a derreter na pia, o vermelho, verde, azul invadem o dia
e ali da escola se vê o espetáculo do qual não vê a maioria
a vida se transformando em grandes reações químicas ou na busca do domínio da linguagem como arma contra a falta de dignidade e maldição da desigualdade
de esperança os coração são invadidos, uma terra nova, um verdadeiro carnaval,
em uma nova escola, escola nova com muitas festas e estudo
a representação do mundo e suas bondades e sutilezas.
quem n~qa
CANTO PARA FERIADO NACIONAL
Um grito invade o sol da manhã e me lembra do movimento do humano na terra
há no começo do dia a fantasia da representação das coisas
há um canto e violão para saudar ao senhor ou qualquer deus de todos os dias mortais
Eu penso na liberdade como limite do corpo e morada da utopia da alma
todos os sábados matutinos seriam então divinos se recheados de canto
para todos, em todos os cantos que invadam meu canto e os de todo mais
meu canto, minha voz que não se cala possui agora a que se equipar
que busco, tal qual o moço menestrel, um alento fonético de golpe de ar
e dizer ao mundo que aqui ainda se vive com voz para furar a camada da injustiça
chore por quem chore, se há um deus a quem se implore há vida que canta e essa vida soberana das horas
na hora da existência das coisas no crepúsculo da aurora
no calor que invade e a vida que nas árvores implora
rasteira, essa vida vegetal recebe o canto em seu quintal e o desfaz em pura seiva que se deixa
primeira ao sabor do destino natural
o canto matéria de sal e purificação da alma, dono e condutor da calma
desafinado ou não seu poder de persuasão convida os passarinhos a reconhecerem-se no próprio ninho.
esse canto é saudação da estrela matutina ou esperança que ainda nos ilumina
a vida que insiste em ser em meio à impessoalidade da tecnologia
e do desenfreado barulhento consumo exagerado, todo suado, que de vazio se fez
o canto revela minha tez morena
o canto de longe, de perto o canto Siriema
o quanto chora as éguas de pena
o quanto rí da noite a pessoa ingênua.
Esse grito deve então invadir todas as manhã como canto novo
e representativo dos desejos de renovação do mundo
este cantar imenso, astuto, agudo.
há no começo do dia a fantasia da representação das coisas
há um canto e violão para saudar ao senhor ou qualquer deus de todos os dias mortais
Eu penso na liberdade como limite do corpo e morada da utopia da alma
todos os sábados matutinos seriam então divinos se recheados de canto
para todos, em todos os cantos que invadam meu canto e os de todo mais
meu canto, minha voz que não se cala possui agora a que se equipar
que busco, tal qual o moço menestrel, um alento fonético de golpe de ar
e dizer ao mundo que aqui ainda se vive com voz para furar a camada da injustiça
chore por quem chore, se há um deus a quem se implore há vida que canta e essa vida soberana das horas
na hora da existência das coisas no crepúsculo da aurora
no calor que invade e a vida que nas árvores implora
rasteira, essa vida vegetal recebe o canto em seu quintal e o desfaz em pura seiva que se deixa
primeira ao sabor do destino natural
o canto matéria de sal e purificação da alma, dono e condutor da calma
desafinado ou não seu poder de persuasão convida os passarinhos a reconhecerem-se no próprio ninho.
esse canto é saudação da estrela matutina ou esperança que ainda nos ilumina
a vida que insiste em ser em meio à impessoalidade da tecnologia
e do desenfreado barulhento consumo exagerado, todo suado, que de vazio se fez
o canto revela minha tez morena
o canto de longe, de perto o canto Siriema
o quanto chora as éguas de pena
o quanto rí da noite a pessoa ingênua.
Esse grito deve então invadir todas as manhã como canto novo
e representativo dos desejos de renovação do mundo
este cantar imenso, astuto, agudo.
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