terça-feira, 31 de dezembro de 2013

ano novo ano-novo

todo ano-novo é todo igual  a todo velho  peido de natal
ano-novo quando nasce se esparrama pelo som
quando dança de novo de fato bem vestido
quando amanhece tudo igual...

canta o pássaro, voa o dia
o ano novo dá-me bom-dia
esse ano que velho que agor
a já não existia
assa tristeza de saber-se velho quando da imposição da cultura

a ideia de mudança é pura sepultura
porque não faz o caminho porque não há caminho a ser feito
há somente o cheiro de peido

e um velhinho chato com cara de coca-cala
a maioria ignara
barulho, funk, dançarinas, suor e cerveja
há que não veja o verdadeiro fundamento.

corre cão, voa assanhaço
saia por aí e conte a todos os pássaros
que do peido
nasceu  amor
sim, um ano-novo sim, senhor
filhote da cultura
vai se esbaldar de tanto comer chocolate
e dormir na barriga da fritura
 tudo a mesma coisa o tempo todo
o home  precisa repetir seus rituais
o ano-novo acorda o corpo
a ano-novo abusa do hífen
a ano-novo acsabou de enterrar o ano morto.




sábado, 28 de dezembro de 2013

Nossa Senhora dos caminhoneiros

dói na minha carne a história que pede para ser contada, pois faz parte deste imenso baú que carrego comigo e que sumirá quando eu não mais houver por aqui, ou então  quando eu for poeira de estrada, no meio do inclemente sol de agosto. tudo perecerá, até esta vontade de sumir e esse não sei o que que me devora e me faz escrever de desabafo palavras, de sonhos imagens revividas e agora recontadas com cara de ideia. com cara de revividas ante esquecidas por mim ou por joão. Bem, mas quem é José? Alguém como você e eu que luta por um caminho seu , e, naquela tarde, mal sabia eu, que o encontro com a divindade estava marcado , só não saberia que se tratava de um br mal cuidada e um caminhoneiro dentro da barca de caronte.
Eu esperava o momento exato em que o carro ou caminhão pararia e me levaria à cidade grande. Eu estava debaixo de um sol que beirava os 40 e uma vontade de estudar, ser alguém para longe de minha aldeia. Os carros não paravam ao perceberem meu aceno, um, dois, trẽs, passaram vários, e então quando era um apessoa de minha aldeia, esta fazia gestos incompreessíveis para me lembrar de que não iria pelo mesmo caminho que o meu, eu assim,  parado com o sol já a ameaçar cair de seu maior Pêndulo. Ia desistir da carona , quando a surpresa aconteceu....

coleópteros

subir na merda e voraz voar
descer na queda e cantar
morrer na areia sem lamento
viver decididamente sem mente.

saber-se pouco a pouco sermente
viver no coração da gente
viver mais e mais no ar que pode
subir artropode
descer convulsão
para a formiga avião
para mim pinta no chão
para outros  um irmão

domingo, 15 de dezembro de 2013

amor

não sei porque não me encontras
se olho para ti e me vejo em ti
parece que o mundo inteiro não me dá atenção
quando falo de ti, coração
quando canto essa canção peno em esse não ter a ti
esse querer ser mais sem mim
sete p´raças eu corri
sete igrejas me benzi
sete freiras em mim passaram com seus véus de anáforas
sete cadelas em mim sorriram
passei por tudo na vida
e morri assim... assim...
nem mesmo como existi
não dá mais para te celebrar romanticamente
seminha eterna,mente pensa
e não pena quando percebe que amor novo nunca será breve
que amor de fato é privilégio de que grita com a bníblia
amor de fato é homofóbico e populista
amor meu só o destino
mas pelo passado não haverá
com isso me acostumo
e sigo até onde será...

tudo

Todo dia pegar ônibus. chuva e grito
todo dia ser palhaço para ser aceito
todo dia de idiota ser o eleito
toda hora em casa toda sem deleite

todo mundo canta e ri e finge tudo
todo mundo é  muito mundo para pouco todo
todo caso de amor é um vapor no tédio do sono
todo beijo é um romance sem início

todo dia é todo dia para quem resiste
toda hora é hora de ouro nos olhos
farois espetaculares
todo sábado casa, cinema e amigos
todo namorado para sempre sumido
tudo de mim encarcerado e resumido
todo domingo início e fim de  tudo
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