domingo, 20 de outubro de 2013

hoje

meus olhos cachoeira
meu peito tristezas
minha face incertezas
minha idade com certeza
minha felicidade maneira
sua estrda estreita.
Em um rio de lama jorrar fel
de mim
e nele cair e seguir pro mar
quando lá chegar será água seca
se tão molhado estar

minha esperança ilusão
meu desejo coração
minha sopa com limão
tua barriga em feijão
teu carnaval um senão.

minha boca seca
minha terra seca
meu maior seco
é ser seco de dinheiro
angústia imensa por inteiro....

sábado, 12 de outubro de 2013

o dia pasta nos dentes sob o efeito da pasta
o dia escolhe o melhor tom
para ser noite e dia de manhã
nas pedras chover flores amalgamadas

a tarde dança nos intervalos rasos de uma música leve
que me lave e leve perfaça a linha nova que do destinho traça
que se abra dona nova em leque
e durma liras noites no meio da praça.

a noite  encontra o dia  e diz de uma nova alegria nada
no escuro da vida da vasta avenida do ser
ter  a  noite bela partir de uma imagem desfocada no copo de Whisky
na ingratidão da madrugada

o dia nasce novamente e sorrii banquelo de tão eloquente

senhora K

eu corro atrás de mim , à frente do sim, flerto com o som  dos carros altos que
reverberam em meu corpo movimento.
ao lado de quem caminha para o futuro, assim,
eu sorrio colado em mim
não perder-me
por não ser todo em mim
mas estar conectado,plugado no sim, então
restrições demais dói nalma
fazer o que a natureza faz em seus tempos preteriais
ver-se também  no movimento das folhas
no coração de uma mulher
e todos os dias a serem os  primeiros dias

eu corro e talvez me ache.

morte

No dia em que eu gritar o que não se grita
pássaros vão ensaiar o que não se gralha
e silvos chilrearão o que não se cobra
assovios o não som do segredo da noite
silêncio...abraço diáspora do medo

eu vou te berrar um velho óbvio segredo
eu vou lutar mesmo com medo
eu vou reprimir mais uma vez meu desejo
eu sou um quarto de despejo
um lampejo que logo se apaga
uma crista nova em velha paga
eu sou mesmo nada

no dia que eu gritar o que não se sussurra
nem de brincadeira
minha missão vai estar inteira
minha alma na liteira...

sábado


esta viagem anulada não pode nublar o dia de alma
esta falta de precisão e de estrada
não coloca-me em disposição do nada irritado
antes um sorriso aberto de afeto sabadao
antes via tela verde de imagem de t.v
antes minha boca era você
hoje minha alegria saturnal não depende do sair
mas do ficar em mim,em tudo e todos em qualquer lugar
a melhor viagem é estar
parecer alguém que acabou de sair
tal qual você que acabou de chegar em mim
para inaugurar a alegria imensa
em qualquer padaria,rua, dispensa
a tristeza partiu e venha cantar
é vivo, grita e chora,mas ri de ter sentido tristeza e implora
que a alegria continue


domingo, 6 de outubro de 2013

nada

não me canso de acordar para nada
de sair, de renovar meu estoque e de gastar energia..inutilmente
como se a vida parasse de repente
ou num relance novo ou na retidão do pente.
a cortar finas flores cores da alma
o domingo  debalde em toma
e fora de seu alcance saio do lugar
vejo névoas de luar
numa anágua de a
 estrelinhas a despontar à margem
novo ser de que cobrar já merecera
assim, a princípio
para nada.


prefiro não falar sobre isso agora,assim,,,

eu sou um  ovo choco
eu sou um porco torto
eu sou um pouco fosco
eu sou um tanto misantropo

eu sou novo
eu sou velho de raposa
eu sou sua túnica verde e vermelha na peleja do inferno
eu sou o ar de ó
de ar
ar
par
de saber-se
novo e recomeço o que  de mim saí
o que se destraí
o que de ligeiro se tornou parente
o que de tristeza já se faz distante
o que de uma novo prima a vera  a de um amplo romance
um grito de esperança
uma triste lânguida lembrança
seus pés nas minhas  ancas
dos teus lábios nos meus
de seu peito de Prometeu.

queijo

pávida lua
cada pedaço seu contínuo
cobre-me de paixão

eu 2

eu vaio-me a toda hora
um desejo de ser menor quando ganhado de grande riqueza
uma fria saudades de um tempo ausente
eu vaio-me a aplaudir-me...

eu valho nada na vale
eu valoroso vale
eu passeio de barco
eu mesmo eu mim descontente

eu vaio´me e caio no abismo e no nada
eu quero conjugar valorar
ainda que some
que sem novo nome
eu quero a mim mesmo vida
eu te quero na arábia-saudita
de mineiro de ferro e bauxita

eu valho o que de mim se estrai
final de semana que da semana distrai
conto do congo
mem´ria em mim desapreceidamente reencarnada
domingo de pedra, amor, mães boas e lagartas
domingo de senina de pequnas sardas
e cantigas

eu valho o que é de minério mineiro ,eu sou do interior...

mudou?

Claro que mudou quarenta não é trinta vinte menos setenta e senta e espera o amanhã... claro que mudou, clareou escureceu,o mundo sou be de ti e de mim, família modela apocalíptica sim mudou no espaço de inscrição tumular modelar nc velho sopro do mundo arcaico mundou porque muda a muda com o chão. batidas novas no tamborim do meu coração. édipos novos pouco cheirosos manis velhas de viar futuro aqui te mando um beijo da tela da net da loucura do presente da visda de não que agora pra covardia diz também não claro que mudou, na maior parte das familias agora se tarefa mais e em conjunto claro que mudou de planeta evidente cambiado esquema