Amanhã já é ano que vem!
Este ano passou voando e pousou não sei onde
se esqueceu dos próprios filhos brasileiros
que vagaram por 365 dias inteiros desempregados
chorosos, com medo, com sede, com raiva
desamparados, revoltados, injustiçados e ainda tentando superar o medo.
E o ano voando por outras bandas sem ligar, diante de todo o aflito olho de seus filhos a marejar
mais rapidamente sobre a humildes casas.
Esqueceu-se também de valorizar sua gente
suas cores, seus desejos, suas asas
Esse ano foi amigo e cúmplice da madrasta má
correu muito e se esqueceu de dignificar sua gente
este ano foi menor do que palma da mão e maior que a flor da semente
nunca vi um povo sofrer tanto nas mãos de seus dias e semanas
nunca vi tamanha covardia dos donos da capital da grana
Esse ano vai tarde embrulhado no jornal
tanta tristeza de um pais inda rascunho, sem moral.
esse ano fez do coelho de Alice uma tartaruguinha sem punho
Passou com corcel vermelho e fez corar a pele ígnea, testemunho.
Definitivamente não foi bom,.Mas quando sair, tenho certeza, de que mais uma vez esquecerá a esperança para amanhã e
seus rebentos recomeçarão qual fênix incrédulas
a passagem de um novo ano de novas cobras e velhas cabras-cegas.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
sara
Dentro de mim dói um dente
dentro de mim outro ser existente
dentro de mim asneiras de criança
quando era eu a estourar em riso e grito, este siso agora tarde faz de mim pista em outra dança que arde
para quem tem carinho para quem sabe do amor
esse dente lascivo é da prova dos nove, o pior ,sim senhor!
Fico triste por perceber que algo em mim grita e no dia não ouço porque não me vem esse aviso a calo
parado, varado de tanto chorar,preso a uma vontade de em mim não mais estar, ouço o outro como flor no calabouço
quero viver sem saber dele,
essa dor corrói o corpo
esse osso aberto, esse branco castelo medieval na infinita boca
a beleza desaparece em tudo porque o todo dói
prefiro a dó do violão
ao dó das gentes, essa dor não é dor, assim já é indecente.
dentro de mim outro ser existente
dentro de mim asneiras de criança
quando era eu a estourar em riso e grito, este siso agora tarde faz de mim pista em outra dança que arde
para quem tem carinho para quem sabe do amor
esse dente lascivo é da prova dos nove, o pior ,sim senhor!
Fico triste por perceber que algo em mim grita e no dia não ouço porque não me vem esse aviso a calo
parado, varado de tanto chorar,preso a uma vontade de em mim não mais estar, ouço o outro como flor no calabouço
quero viver sem saber dele,
essa dor corrói o corpo
esse osso aberto, esse branco castelo medieval na infinita boca
a beleza desaparece em tudo porque o todo dói
prefiro a dó do violão
ao dó das gentes, essa dor não é dor, assim já é indecente.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Prazer Pérola
trovões rondam os céus
soltam raios novos
lá petit noir do bravo mundo
penso em você, relembro
os gozos dos feitos de nossos gritos imensos por um milésimo de segundo.
soltam raios novos
lá petit noir do bravo mundo
penso em você, relembro
os gozos dos feitos de nossos gritos imensos por um milésimo de segundo.
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