domingo, 21 de agosto de 2016

ne número 1

Quando bateste a porta na minha cara
eu chorei tua presença, tua imagem ali rara
O mundo das telas não mais te mostrava em minhas teias
O tempo venceu a ilusão do laço de sangue a bater em nossas veias .
Quase morri, varei noites a carpir o despir em mim de tua presença.
Sou outro, baby! Aprendi a gostar de mim
Prefiro hoje o meu quarto, meu silêncio ali tão caro
as batidas do violão e o sorriso maravilhoso de minha mãe
gostar de mim é tão legal que mantenho essa ideia atual.
Para você, baby, um abraço e um tchau!

sábado, 6 de agosto de 2016

pois é

E renascerei nas velhas pedras do caminho...
como mel na firme e seca árvore , como navalha de sal que corta a carne
Eu levarei o tal despejo de mim mesmo, qualquer coisa imensa e repleta de medo
E deixarei de ser la petit noir dos desejosos dias
A vontade virará pedra qual Górgona que em mim os olhos de seta doce em forma sublime de um tresloucado plano de guerra.
Se a primavera me der a chance de vida hei depois disso de queimar-me todo no âmbar do verão desafiador da ardente mente que pulsará a vida que sente.