Beijava a terra a nuvem rara de si cheia
gorda então voltava e calma chorava sobre a serra
a formiga agradecida a nova folha do quintal
meu coração viu sua sombra nova fugidia nos umbrais
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Barro
Agora não vale a voz do vácuo sem a vala que a valha
sem a pena do perdão que penhora a dor dessa antiga Penha
desce desditosa e desalmada de danças em d'ânforas danadas
coração sem cór, coração sem dor na terra junto a serra do aluvião, antigo braço da noite a dormir no colchão de chão.
sem a pena do perdão que penhora a dor dessa antiga Penha
desce desditosa e desalmada de danças em d'ânforas danadas
coração sem cór, coração sem dor na terra junto a serra do aluvião, antigo braço da noite a dormir no colchão de chão.
domingo, 11 de outubro de 2015
O POLIGLOTA
Pode ser que eu pese,pode ser que eu pense, pode ser que eu passe.
Pode ser que eu grite para que me cale
Podem assim ser todos os danosos espinhos do calo.
Pode ser então o valor que merece a calha quando bebe o cavalo na velha montanha do Saara.
Pode ser manhã, pode ser explosão, lavas no sopro de um enfurecido bretão.
Pode ser caneta , pode não ser milico
pode ser o meu olhar porto-seguro da linha de pouso do mosquito..
Pode ser eu rico , pode ser eu nobre, pode ser eu pobre de tanto querer, de tanto não me perceber no riso que me cobre.
Pode ser este dia .
pode ser Ares ou Gaia em silenciosa companhia
O sorriso , potente arma de uma estranha fidalguia..
Pode ser íris de sol a nos olhar em nova era, passos de caminhante sobre brilhante rua etérea.
Pode ser tão triste, pode ser mente um instante.
Pode ser esse dia que inaugura a vontade do caminhante
Pode ser clara a nuvem de gelo que não late...
Pode ser o som do faminto prato quando na comida bate.
Pode ser futuro, pode ser passado, pode ser depois.
Pode ser amor diante do ato de morar um em dois.
Pode ser essa vontade de voar e voraz vociferar anedota
para que nunca mais se perca o poder na boca grande do formidável poliglota.
Pode ser que eu grite para que me cale
Podem assim ser todos os danosos espinhos do calo.
Pode ser então o valor que merece a calha quando bebe o cavalo na velha montanha do Saara.
Pode ser manhã, pode ser explosão, lavas no sopro de um enfurecido bretão.
Pode ser caneta , pode não ser milico
pode ser o meu olhar porto-seguro da linha de pouso do mosquito..
Pode ser eu rico , pode ser eu nobre, pode ser eu pobre de tanto querer, de tanto não me perceber no riso que me cobre.
Pode ser este dia .
pode ser Ares ou Gaia em silenciosa companhia
O sorriso , potente arma de uma estranha fidalguia..
Pode ser íris de sol a nos olhar em nova era, passos de caminhante sobre brilhante rua etérea.
Pode ser tão triste, pode ser mente um instante.
Pode ser esse dia que inaugura a vontade do caminhante
Pode ser clara a nuvem de gelo que não late...
Pode ser o som do faminto prato quando na comida bate.
Pode ser futuro, pode ser passado, pode ser depois.
Pode ser amor diante do ato de morar um em dois.
Pode ser essa vontade de voar e voraz vociferar anedota
para que nunca mais se perca o poder na boca grande do formidável poliglota.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Sonhava mundos novos impossíveis para ele
Sonhar. Ser aviador e voar sobre telhados.
Foi quando viu o pequenino ser. Ela mesma que o olhava e lhe dizia bom dia.
No primeiro dia a joaninha sorria e ele a pegou por entre os dedos.
Primavera castiga gente. O indivíduo e o bichinho fugiam por instantes do mundo dos seres inexistentes.
Pequenina todos os dias lutava mais que ele. Do vidro cá pessoas amarguradas pelo cansaço
Lá , turbulenta floresta a reclamar espaço.
Ele que pensava ser um lutador sentiu-se nada perto da fragilidade em coragem de sua pequena amiga em flores fechada..
Hoje o banco está vazio. Nem ele está nem ela desafiando o ar.
No dia anterior resoluto abriu a boca e bocejou. Na glote a joaninha entrou
E o que apenas namoro era agora tornou-se Amor.
A JOANINHA
A joaninha
Sempre que se sentava no banco do ônibus, humanos se levantavam.
Às vezes, veículo lotado ,a seu lado totalmente nada .
O sol inclemente sambava na tela de ar ,Infinita bola sem ventos, estranhamente bela. Governava o dia e
Sempre que se sentava no banco do ônibus, humanos se levantavam.
Às vezes, veículo lotado ,a seu lado totalmente nada .
O sol inclemente sambava na tela de ar ,Infinita bola sem ventos, estranhamente bela. Governava o dia e
a terra. Sozinho o ditador batia o martelo em sua mágica estratosfera de cor.
o rapaz sonhava em seu banco, amor tecedores
Sonhava mundos novos impossíveis para ele
Sonhar. Ser aviador e voar sobre telhados.
Foi quando viu o pequenino ser. Ela mesma que o olhava e lhe dizia bom dia.
No primeiro dia a joaninha sorria e ele a pegou por entre os dedos.
Primavera castiga gente. O indivíduo e o bichinho fugiam por instantes do mundo dos seres inexistentes.
Pequenina todos os dias lutava mais que ele. Do vidro cá pessoas amarguradas pelo cansaço
Lá , turbulenta floresta a reclamar espaço.
Ele que pensava ser um lutador sentiu-se nada perto da fragilidade em coragem de sua pequena amiga em flores fechada..
Hoje o banco está vazio. Nem ele está nem ela desafiando o ar.
No dia anterior resoluto abriu a boca e bocejou. Na glote a joaninha entrou
E o que apenas namoro era agora tornou-se Amor.
Sonhava mundos novos impossíveis para ele
Sonhar. Ser aviador e voar sobre telhados.
Foi quando viu o pequenino ser. Ela mesma que o olhava e lhe dizia bom dia.
No primeiro dia a joaninha sorria e ele a pegou por entre os dedos.
Primavera castiga gente. O indivíduo e o bichinho fugiam por instantes do mundo dos seres inexistentes.
Pequenina todos os dias lutava mais que ele. Do vidro cá pessoas amarguradas pelo cansaço
Lá , turbulenta floresta a reclamar espaço.
Ele que pensava ser um lutador sentiu-se nada perto da fragilidade em coragem de sua pequena amiga em flores fechada..
Hoje o banco está vazio. Nem ele está nem ela desafiando o ar.
No dia anterior resoluto abriu a boca e bocejou. Na glote a joaninha entrou
E o que apenas namoro era agora tornou-se Amor.
mimimi
Eu sou o sol e você a lua
Eu sou um surdo a soar no meio da rua
Eu sou o lobo e você minha chapeuzinho
Eu sou a boca e você, meu vinho.
Eu sou um surdo a soar no meio da rua
Eu sou o lobo e você minha chapeuzinho
Eu sou a boca e você, meu vinho.
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