Teu quarto tal qual tua vida
Desarrumado perdes tudo o que fores capaz e desenha-te à sombra das peças esquecidas nos retratos de família
Arrumado encontras no coração a paz larga do dia lindo que sobre ti jazz. Tua tez, tua paz.
Abre tuas janelas e verá primaverar
Sente o frio do chão nadar contra cordas de um desafinado violão
Encontre o novelo de linha de sua seta-canção
não caia debaixo das tuas velhas cobertas
Abre a porta e cuide do teu sol
para que o amanhã estelar venha colorir-te em raios de caracol
Não se isole do desejo da convivência
nasce assim da experiência do gostar-se
e do espelho de gente, você no meio de todas as pessoas que são carentes incompletas, todas são e também
cantam, olham, choram, debocham, agradam e principalmente limpam todas seus respectivos quartos.
inventariaste todos os defeitos para melhor corrigi-los
listaste os melhores e os mais frívolos fantasmas
subiste caíste e no limbo aconchegante explodiste em um novo mundo, inda que retangulado.
Abrir a porta gsnhar o mundo voltando e dormiundo em um quanto iberiado do sefredo gruardado.
domingo, 26 de julho de 2015
sábado, 18 de julho de 2015
COMPANHIA DO GRITO
COMPANHIA DO GRITO
QUANDO ABRIRES A PORTA VERÁS ENTÃO QUE O DIA PASSOU E DEIXOU AMONTOADOS SONS NAS ANTIQUADAS JANELAS
QUANDO ROMPERES A NOITE, PERCEBERÁS O QUÃO SÓ ESTAVAS SENDO SÉRIO, O QUÃO TRISTE ÉS DO PÓ E DO TEMPO CARCOMIDO
DOS DIAS RISONHOS E TÃO POUCO VIVIDOS
QUANDO CHEGARES, O MUNDO JÁ SE DESPEDIU, QUANDO GRITARES, O GRITO, ESSE, JÁ NÃO TE OUVIU.
QUANDO ROMPERES A NOITE, PERCEBERÁS O QUÃO SÓ ESTAVAS SENDO SÉRIO, O QUÃO TRISTE ÉS DO PÓ E DO TEMPO CARCOMIDO
DOS DIAS RISONHOS E TÃO POUCO VIVIDOS
QUANDO CHEGARES, O MUNDO JÁ SE DESPEDIU, QUANDO GRITARES, O GRITO, ESSE, JÁ NÃO TE OUVIU.
ILUMINURA
LUMINURA
Durante séculos eu guardei para mim todos os orvalhados mistérios da escuridão
Eu, espectro que dança na noite fria, destituído de mim e de minha antiga fisionomia.
O grito rompe a canção do tempo e faz da monotonia um correr de praças, sons e abraços, as horas que compõem a imensidão do dia
eu sou o verbo colhido sem asco e que pousou na janela das piruetas toscas do teu divino telhado
eu sou pingo do sereno, o homem moreno pequeno diante do degredo da vida.
Diante de uma página amareladamente esquecida
eu sou a letra torta que ninguém repara
eu sou asas novas para essa vida rara, que tenho de engolir como rum... amargamente entristecida, ,aqui ali e em lugar algum...,
eu sou sozinho mesmo de mim a melhor das enfibraturas
as piores verdades contidas nos versos pospostos da melhor das iluminuras.
Eu, espectro que dança na noite fria, destituído de mim e de minha antiga fisionomia.
O grito rompe a canção do tempo e faz da monotonia um correr de praças, sons e abraços, as horas que compõem a imensidão do dia
eu sou o verbo colhido sem asco e que pousou na janela das piruetas toscas do teu divino telhado
eu sou pingo do sereno, o homem moreno pequeno diante do degredo da vida.
Diante de uma página amareladamente esquecida
eu sou a letra torta que ninguém repara
eu sou asas novas para essa vida rara, que tenho de engolir como rum... amargamente entristecida, ,aqui ali e em lugar algum...,
eu sou sozinho mesmo de mim a melhor das enfibraturas
as piores verdades contidas nos versos pospostos da melhor das iluminuras.
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