Eu vou assistir ao final dos tempos com a mesma ternura de um verdugo medieval
eu vou sair da linha da vida e tornar-me história sob uma cosmologia própria natural
um anterior brilho pessoal
Eu sou uma terça-feira sem grana e sem grama
eu sou seu único sorriso torto ressacado do final de semana, eu sou apenas uma banana caída na rua
eu sou meu, não sou seu, nem sua;sou um esgar no meio da rua
eu estou com muita vontade de cama para ficar bem, para seduzir, dormir em rama, para dormir e acordar bacana
Eu tento ser outro diferente do que fui até ontem, eu tento ser o inútil amanhã do hoje
mas me perco nessa forçosa e fantasmagórica pressão sobre o despatalado ego
eu sou uma lua repleta de mistérios novos, aéreos, estelares, vindo do fundo de seus olhos algares
eu sou um nada enorme que almeja ser apenas vida, mesmo que com medo, mesmo que com gelo, mesmo que repleto de dedos ,sozinho, mesmo que pouco tranquilo, mesmo que desabafado, mesmo que todo errado, mesmo que esperantado, mesmo que monlevantado, mesmo que essa dor que me invade , mesmo cedo, mesmo ainda antes que tarde, mesmo essa arma a disparar em mim, eu sou a bala
mesma que covarde... eu sou o espelho, mesmo que reflexo, eu sou você mesmo que me deteste
eu sou a vacina, eu sou o bom teste, eu sou esta figura que já se repete
presencio o final de meus dias, vou morrer de tristeza, por não ver mais beleza em volta
não mais me interesso por quase nada, eu almejo ser de ar pessoa, eu almejo ser uma coisa toda que não essa
eu queria não ser eu, eu queria ser qualquer coisa jogada na estrada, pisada por todos
eu queria ser da moralidade lodo, um imenso rio caudaloso de mediocridade
doi em mim essa vontade de vida, mesmo que por aqui reprimida
essa criatividade presa na garganta
esse poema é um desabafo que me faz ir ao encontro de mim
mesmo doído, me amo dividido, me amo fragmentado
eu recolho e colo os cacos.saio de manhã e não mais me calo.
terça-feira, 29 de abril de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
NIVER DE MONLÉ
Esta mistura do frio e de seus dentes que sorriem absurdos na linda do ponto de ônibus
faz-me lembrar de Monlevade, quando nos vimos , naquela rodoviária
o sol praticante de sua imensa forma de abarcar o mundo
você e eu , nus de pensamentos e sozinhos
vestidos de cultura e prontos para cada caminho
Esta imensa e pedrada cidade, de um povo hostil e por outro lado hospitaleiro
cidade buraco, vale mineiro
Faz-me doer os olhos antes de aparecer-me o choro, faz-me pedir que se melhore a vida desta gente trabalhadora e carente, pois de si mesmo só sós veem contentes
triste cidade descrente de si e de suas infinitas, mecânicas possibilidades
O tetratovô do meu bisavô manda avisar para seus heptanetos que hoje por aqui já se pode respirar
sem ter que dar explicação alguma a um familiar desconhecido
viver aqui, para mim, torna-se belo, porque envole, lendas, mistérios alados como que gerados por um outro tempo, noveladamente, assim como desfaz a linha e sigo do caminho das músicas e das pessoas, estas o grande valor que a cidade carrega
mas não nega o brilho quem sabe-se de ti filho e vê sua mãe adoentada por descrédito de quem com o lugar possui o comprometimento nada
somente cimento,muitos carros, gritaria e buzinas roucas de tanta correria em loucas tardes
com muitos desafios, o clima mais quente que outrora,, a vida cara, a solidariedade muito mais que rara
muitas formas de ser um futuro brilhante com um presente ofuscante
entre seus olhos e os meus, muitos anos se passaram, e feliz fico quando em um dia banal em uma estação rodoviária, em um feriado nacional, nos vimos e juntos estamos, quando lado a lado olhamos nossa cidade natal, você para a bahia ia, eu de um belo horizonte vinha
sentimos a nós mesmos monlevadamente à vontade, entre nosso caminhos reais ,nossas estradas, entre esse tudo menos e esse imenso devorador do nada..
faz-me lembrar de Monlevade, quando nos vimos , naquela rodoviária
o sol praticante de sua imensa forma de abarcar o mundo
você e eu , nus de pensamentos e sozinhos
vestidos de cultura e prontos para cada caminho
Esta imensa e pedrada cidade, de um povo hostil e por outro lado hospitaleiro
cidade buraco, vale mineiro
Faz-me doer os olhos antes de aparecer-me o choro, faz-me pedir que se melhore a vida desta gente trabalhadora e carente, pois de si mesmo só sós veem contentes
triste cidade descrente de si e de suas infinitas, mecânicas possibilidades
O tetratovô do meu bisavô manda avisar para seus heptanetos que hoje por aqui já se pode respirar
sem ter que dar explicação alguma a um familiar desconhecido
viver aqui, para mim, torna-se belo, porque envole, lendas, mistérios alados como que gerados por um outro tempo, noveladamente, assim como desfaz a linha e sigo do caminho das músicas e das pessoas, estas o grande valor que a cidade carrega
mas não nega o brilho quem sabe-se de ti filho e vê sua mãe adoentada por descrédito de quem com o lugar possui o comprometimento nada
somente cimento,muitos carros, gritaria e buzinas roucas de tanta correria em loucas tardes
com muitos desafios, o clima mais quente que outrora,, a vida cara, a solidariedade muito mais que rara
muitas formas de ser um futuro brilhante com um presente ofuscante
entre seus olhos e os meus, muitos anos se passaram, e feliz fico quando em um dia banal em uma estação rodoviária, em um feriado nacional, nos vimos e juntos estamos, quando lado a lado olhamos nossa cidade natal, você para a bahia ia, eu de um belo horizonte vinha
sentimos a nós mesmos monlevadamente à vontade, entre nosso caminhos reais ,nossas estradas, entre esse tudo menos e esse imenso devorador do nada..
sábado, 12 de abril de 2014
REFLUXO
Refluxo : o primeiro beijo no parque e o acanhamento na memória
Refluxo um rio que precisa ser nomeado e veloz volta em seu curso às avessas para que se lembrem e pronunciem seu nome
Refluxo: a dança do corpo ao vomitar todas as banalidades e sofrimentos passados para receber água noiva do pensamento
Refluxo: A volta dos que foram e viram e se revoltaram
Refluxo: a nova capa do forro o forró dançado e novo e for se isto for para ser será de novo
Refluxo: a cópia da cópia da cópia da cópia da novela das oito em seus olho semimorto.
Refluxo: fluxo invertido de todas as sensações. o êxtase ao contrário, a pequena morte agora estendida
Refluxo: nadar no mesmo rio dia após dia, sem vir a ser a mas estar lá o tempo todo, ser em si o recomeçar
Refluxo; engolir água ao nadar, comida pelo nariz e boca e olhos outros de esgar
Refluxo: menstruação em céus de nuvens de seis horas, arrebol bendito reproduzido no céu
Refluxo: refutar e dizer o porquê de se ter refutado, encontrar-se em toda hora em todo local e com toda pessoa marcados
Refluxo: ver novamente quem está sempre a seu lado, mas agora outro porque o instante presente também o é,
Presentificar erro, comover-se com a verdade não renomeada mentira,
não renovar contrato algum com o sofrimento e que me falte a coragem para em canetas vermelhas disparar esse de ja vi em mim
Refluxo; dar voltas infindas e voltar ao mesmo lugar como se nada em você tivesse se movido, ou concertado com o que espera de uma nova palavra, um gesto automatizado porque então repetido por convenção, sem afeto, refluxo da falta de coração, coração apertado uma vez mais, mais uma vez abandonado
Refluxo: receber duas bofetadas como se tivesse toda a moral para conhecer apenas uma na pálida cara
Refluxo: ver duzentas vezes a Escrava Isaura e encantar-se ainda com o vestuário da época, refluxada com olhar de agora, tão revisitado como ler folhas de daninhas ervas de nosso tempo
Um livro feito com folhas de março agora querem então ser refluxo e voltar ao jardim para fazer companhia á morte presente em tudo, pode voltar a ser solo, sem ser ornamentos para humanos
Refluxo: o luxo do fim da tarde nessa imensa vida em mim que agora arde sedenta de mais vida, mais amores, mais silêncios e palavras sem raiva, menos espera, mas desejo de novas serras, que me inventem, refluxo novo do tempo.
Refluxo: a dificuldade em renomear o que volta a acontecer, ademais, revisita nossos dias e nossas faltas e nossas esperanças de novos laços que, deste modo, nos unam e não nos desfaçam em apenas sórdidos momentos, mas novos, mesmo que idênticos, pois o mesmo na forma e o distinto na emoção
não faz regurgitar nada em seu coração e vontade
o pior refluxo é o da volta do que não se conhece, há de brilhar com espectros do som
o melhor refluxo é o que vem acompanhado de uma gargalhada dos olhos, em lágrimas convertido
refluxo é tristeza em nós povoada, mas agora dista, porque não em mim se instalou
antes instei com ela e a me abandonou, tristeza não combina com gargalhada
refluxo que nada, mais vale a vida que porca miséria dada.
Refluxo um rio que precisa ser nomeado e veloz volta em seu curso às avessas para que se lembrem e pronunciem seu nome
Refluxo: a dança do corpo ao vomitar todas as banalidades e sofrimentos passados para receber água noiva do pensamento
Refluxo: A volta dos que foram e viram e se revoltaram
Refluxo: a nova capa do forro o forró dançado e novo e for se isto for para ser será de novo
Refluxo: a cópia da cópia da cópia da cópia da novela das oito em seus olho semimorto.
Refluxo: fluxo invertido de todas as sensações. o êxtase ao contrário, a pequena morte agora estendida
Refluxo: nadar no mesmo rio dia após dia, sem vir a ser a mas estar lá o tempo todo, ser em si o recomeçar
Refluxo; engolir água ao nadar, comida pelo nariz e boca e olhos outros de esgar
Refluxo: menstruação em céus de nuvens de seis horas, arrebol bendito reproduzido no céu
Refluxo: refutar e dizer o porquê de se ter refutado, encontrar-se em toda hora em todo local e com toda pessoa marcados
Refluxo: ver novamente quem está sempre a seu lado, mas agora outro porque o instante presente também o é,
Presentificar erro, comover-se com a verdade não renomeada mentira,
não renovar contrato algum com o sofrimento e que me falte a coragem para em canetas vermelhas disparar esse de ja vi em mim
Refluxo; dar voltas infindas e voltar ao mesmo lugar como se nada em você tivesse se movido, ou concertado com o que espera de uma nova palavra, um gesto automatizado porque então repetido por convenção, sem afeto, refluxo da falta de coração, coração apertado uma vez mais, mais uma vez abandonado
Refluxo: receber duas bofetadas como se tivesse toda a moral para conhecer apenas uma na pálida cara
Refluxo: ver duzentas vezes a Escrava Isaura e encantar-se ainda com o vestuário da época, refluxada com olhar de agora, tão revisitado como ler folhas de daninhas ervas de nosso tempo
Um livro feito com folhas de março agora querem então ser refluxo e voltar ao jardim para fazer companhia á morte presente em tudo, pode voltar a ser solo, sem ser ornamentos para humanos
Refluxo: o luxo do fim da tarde nessa imensa vida em mim que agora arde sedenta de mais vida, mais amores, mais silêncios e palavras sem raiva, menos espera, mas desejo de novas serras, que me inventem, refluxo novo do tempo.
Refluxo: a dificuldade em renomear o que volta a acontecer, ademais, revisita nossos dias e nossas faltas e nossas esperanças de novos laços que, deste modo, nos unam e não nos desfaçam em apenas sórdidos momentos, mas novos, mesmo que idênticos, pois o mesmo na forma e o distinto na emoção
não faz regurgitar nada em seu coração e vontade
o pior refluxo é o da volta do que não se conhece, há de brilhar com espectros do som
o melhor refluxo é o que vem acompanhado de uma gargalhada dos olhos, em lágrimas convertido
refluxo é tristeza em nós povoada, mas agora dista, porque não em mim se instalou
antes instei com ela e a me abandonou, tristeza não combina com gargalhada
refluxo que nada, mais vale a vida que porca miséria dada.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
elisaudades
Ouço Elis e sonhos novos mundos não por alguém experimentados e que
aparecem em meus desnortes que teimo constante em colecionar, canção nova a limpar todo o fonema dilema
Penoso na vida, sensibilidade que arde com a canção e que lembra de quem não tem no mundo marcado sua inscrição.
Penso em Maria das Dores que ninguém conhece, ou se viu não notou, que sorriu quando todos lhe viraram a cara, penso nos milhões que não são sequer página de jornal, penso nesse lamaçal chamado desconhecimento
passou de sa percebida na vida, gostava do curintia, radinho de pilha, afazeres, a televisão a falar-lhe de outras línguas, para que gastar de entender o mundo sabia, é isso e pronto
maria de todas as dores cotidianas, que é emblema de uma modernidade morta, pobre operária
só para refrescar o rosto à tarde em um sórdido e sujo bar,
eu mando um abraço imenso para todos aqueles que não foram convidados para o jantar celestial e lhes digo que a redenção dos que não vistos, mas que são todos os precisos quando para trabalhar são chamados,
em uma rua não notada maria e maria em tamancos a correr quando já o dia raia e o sol ensaia seus
primeiro beijos na amada terra
Em carros que passos metálicos cortam da manhã o vento vejo minhas irmãs trabalhadoras aladas, insisto no tom de poesia local da vida de uma pessoa vista por ninguém, então espectro sem ser pois ali está e é
aquela mesma que quando o pano caiu, descobriu sem querer todos os segredos de uma família, guardados por gerações de hipocrisia empoeirados, traiçoeiros emblemas agora por ninguém desvendados
o dia acaba e nós todos milhões de ausentes da vida recolhemo-nos e procuramos no outro uma evidência de dor para que tenhamos dó, Maria da Glória já se cala
E em um teatro novo , a voz potente da cantora maior como voz eterna do povo
das marias e josés que desconhecidos embarcam em estações, condutores dos frios da alma
Eu reclamo esse anonimato que apara a vida de fardo e nos dá a dimensão de nós mesmos naquilo que observamos ao longe, distanciamos quando não temos valor social, mas ganhamos porque registramos da espécie a evolução,
guardamos sim, ela e eu, o segredo da família e nem contamos nada para aquela única enfermeira que ficará no quarto e assistitrá á noosa morte, nem essa saberá
esse orgulho de ser alguém prreenche as viedas vazias de afeto
mesmo que em um círuculo pequeno todos nós a todo momento fazemos história
seja na explosão em forma de música qeu chega a todo mundo, seja num mísero laço de fita vagabundo
em minha não existência sou mais que aquele que viveu o sol em todas as vinte e quatro horas da terra
essa lembrança deserta, esse fantasma espectra e eu me calo no sono.
aparecem em meus desnortes que teimo constante em colecionar, canção nova a limpar todo o fonema dilema
Penoso na vida, sensibilidade que arde com a canção e que lembra de quem não tem no mundo marcado sua inscrição.
Penso em Maria das Dores que ninguém conhece, ou se viu não notou, que sorriu quando todos lhe viraram a cara, penso nos milhões que não são sequer página de jornal, penso nesse lamaçal chamado desconhecimento
passou de sa percebida na vida, gostava do curintia, radinho de pilha, afazeres, a televisão a falar-lhe de outras línguas, para que gastar de entender o mundo sabia, é isso e pronto
maria de todas as dores cotidianas, que é emblema de uma modernidade morta, pobre operária
só para refrescar o rosto à tarde em um sórdido e sujo bar,
eu mando um abraço imenso para todos aqueles que não foram convidados para o jantar celestial e lhes digo que a redenção dos que não vistos, mas que são todos os precisos quando para trabalhar são chamados,
em uma rua não notada maria e maria em tamancos a correr quando já o dia raia e o sol ensaia seus
primeiro beijos na amada terra
Em carros que passos metálicos cortam da manhã o vento vejo minhas irmãs trabalhadoras aladas, insisto no tom de poesia local da vida de uma pessoa vista por ninguém, então espectro sem ser pois ali está e é
aquela mesma que quando o pano caiu, descobriu sem querer todos os segredos de uma família, guardados por gerações de hipocrisia empoeirados, traiçoeiros emblemas agora por ninguém desvendados
o dia acaba e nós todos milhões de ausentes da vida recolhemo-nos e procuramos no outro uma evidência de dor para que tenhamos dó, Maria da Glória já se cala
E em um teatro novo , a voz potente da cantora maior como voz eterna do povo
das marias e josés que desconhecidos embarcam em estações, condutores dos frios da alma
Eu reclamo esse anonimato que apara a vida de fardo e nos dá a dimensão de nós mesmos naquilo que observamos ao longe, distanciamos quando não temos valor social, mas ganhamos porque registramos da espécie a evolução,
guardamos sim, ela e eu, o segredo da família e nem contamos nada para aquela única enfermeira que ficará no quarto e assistitrá á noosa morte, nem essa saberá
esse orgulho de ser alguém prreenche as viedas vazias de afeto
mesmo que em um círuculo pequeno todos nós a todo momento fazemos história
seja na explosão em forma de música qeu chega a todo mundo, seja num mísero laço de fita vagabundo
em minha não existência sou mais que aquele que viveu o sol em todas as vinte e quatro horas da terra
essa lembrança deserta, esse fantasma espectra e eu me calo no sono.
domingo, 6 de abril de 2014
ELA MERECE SER ESTUPRADA? MERECE?
Eu mereço ser estuprada? Quantas mulheres casadas todos os dias o são?
Eu mereço ser estuprado? Quantos carnavais antes em festa, depois em roupas que foram rasgadas sem permissão, o grito foi abafado , o corpo mutilado deixado de lado,e sobre ela a culapa foi colocada? quantos? Quantos medos propositadamente na mulher postados.
E números formatados, dissimulados para atender a uma classe média chocada, não precisamos de 65 ou 26,
a violência não tem números, antes os números são o resultado dela.
quanto serão mais as mulheres todos os dias em seus direitos violentadas para que nos covençamos que somos de facto lixo humano a procura de uma nova desculpa esfarrapada
Gays merecem morrer porque não aceitam ser do jeito que lhe disseram ser?
Negros merecem cadeia porque não passa de traficante no morro?
Mulheres merecem ser estuprada porque elas querem?
Nordestinos que pensam são aberrações?
Somos escravos de nossa ignorância nação e o tempo irá nos mostrar o quanto estamos errados quando atiramos pedras pesadas e não nos reconhecemos como um dia podemos ser também caça, mas apenas queremos ser caçadores da liberdade do outro
Se for preciso,para oprimido, que venha o aprendizado de uma arte marcial ou o do agudo alfinete no ônibus, no metrô, no tribunal, já neste o das palavras jogadas na cara do sem moral
fazer valer a lei, investir em prevenção, não deixar de falar sobre o assunto, porque:
Em casa de corpo não se encocha a hora e o que quer, trabalhador também é mulher, e mesmo se só fosse em corpo dos outros, há terra que ninguém toca.
meu corpo é minha morada, minha casa, e me visto do jeito que quiser, para quem quero e a hora em que quero, quero ver em mim nova mulher tocar.
A revolução cor-de rosa já não aguenta tanta covardia normatizada pelo sistema
mulher bonita ou não é muito bonito um corpo vivo, saudável em exposição, mas em alerta, frenético, audaz,
não um corpo manchado pela covardia de quem se trai e dono das verdades absolutas queima índio, discrimina, estupra, porque sabe que nada vai lhe acontecer
Quantas mulheres chegam ao orgasmo numa relação amorosa?
Quantos casais gays ? Quantas mulheres negras sem maridos e tidas por meretrizes?
mulher não merece ser estuprada, gay é gente e negro também
somos todos filhos de uma madrasta irmandade que nos faz seguir uma maldita cartilha de valores gastos
ultrapassados, caducos, velhos, nojentamente seguidos e orados
inverte-se a pergunta:
Quantos Playboys brancos assassinos merecem morrer?
quantos? Nenhum, porque o que de humano não trazem pode servir para dar dinheiro a toda classe que trabalha.
Prisões agrícolas e fechadas, prisões para aprender o que de educado nunca tiveram
prisão que os revele ao mundo como pessoas que são e aprendam que
em corpo alheio nunca mais encosta a mão.
Eu mereço ser estuprado? Quantos carnavais antes em festa, depois em roupas que foram rasgadas sem permissão, o grito foi abafado , o corpo mutilado deixado de lado,e sobre ela a culapa foi colocada? quantos? Quantos medos propositadamente na mulher postados.
E números formatados, dissimulados para atender a uma classe média chocada, não precisamos de 65 ou 26,
a violência não tem números, antes os números são o resultado dela.
quanto serão mais as mulheres todos os dias em seus direitos violentadas para que nos covençamos que somos de facto lixo humano a procura de uma nova desculpa esfarrapada
Gays merecem morrer porque não aceitam ser do jeito que lhe disseram ser?
Negros merecem cadeia porque não passa de traficante no morro?
Mulheres merecem ser estuprada porque elas querem?
Nordestinos que pensam são aberrações?
Somos escravos de nossa ignorância nação e o tempo irá nos mostrar o quanto estamos errados quando atiramos pedras pesadas e não nos reconhecemos como um dia podemos ser também caça, mas apenas queremos ser caçadores da liberdade do outro
Se for preciso,para oprimido, que venha o aprendizado de uma arte marcial ou o do agudo alfinete no ônibus, no metrô, no tribunal, já neste o das palavras jogadas na cara do sem moral
fazer valer a lei, investir em prevenção, não deixar de falar sobre o assunto, porque:
Em casa de corpo não se encocha a hora e o que quer, trabalhador também é mulher, e mesmo se só fosse em corpo dos outros, há terra que ninguém toca.
meu corpo é minha morada, minha casa, e me visto do jeito que quiser, para quem quero e a hora em que quero, quero ver em mim nova mulher tocar.
A revolução cor-de rosa já não aguenta tanta covardia normatizada pelo sistema
mulher bonita ou não é muito bonito um corpo vivo, saudável em exposição, mas em alerta, frenético, audaz,
não um corpo manchado pela covardia de quem se trai e dono das verdades absolutas queima índio, discrimina, estupra, porque sabe que nada vai lhe acontecer
Quantas mulheres chegam ao orgasmo numa relação amorosa?
Quantos casais gays ? Quantas mulheres negras sem maridos e tidas por meretrizes?
mulher não merece ser estuprada, gay é gente e negro também
somos todos filhos de uma madrasta irmandade que nos faz seguir uma maldita cartilha de valores gastos
ultrapassados, caducos, velhos, nojentamente seguidos e orados
inverte-se a pergunta:
Quantos Playboys brancos assassinos merecem morrer?
quantos? Nenhum, porque o que de humano não trazem pode servir para dar dinheiro a toda classe que trabalha.
Prisões agrícolas e fechadas, prisões para aprender o que de educado nunca tiveram
prisão que os revele ao mundo como pessoas que são e aprendam que
em corpo alheio nunca mais encosta a mão.
O QUARENTÃO
Desceu aos infernos e dançou a dança do mundo nos cacos de vidros
subiu a montanha da existência como água que se desprende dos imensos lagos já suados de tanto castigados pelo sol
desceu quebrado, fragmento, subiu novo, inteiro sem tempo, enredo ou delicia
redescobriu-se aos quarenta, tanta energia de jovem, tanta incredulidade do tempo
A idade do jazz se abre no leque da imperatriz como um segredo na pedra de esmeralda
ser um lobo em busca de sua alcateia morada, busca de sua cara loba metade amada
rapaz solto envelhecido como vinho tinto, os primeiros cabelos brancos requeridos pela neve
os novos sorrisos que dizem até breve, as primeiras dores a dizer-lhe que a hora é certa
a certa hora nada mais que as pequenas descobertas que alimentam o mundo se lhe apresentam
a pia quebra, a água jorrada, a falsa cara amada, cadeira caiada, o veneno da madrugada
, meu amor não mais se distrai
envelhecer é para sempre e para nunca mais, não mais sol, não mais os ais, não mais arrebóis, não mais. Nada no não mais
Agora que é lobo também guardião de todo seu imenso corpo disposto no lugar
agora já pode amar pode conhecer a essência desta transitoriedade das esferas
sabe que já passou seu tempo de fera e reflete acerca da cerca que separa os seres, os encarecera
Ter quarenta e tais em país de quinta é como vencer na vida sem ter um centavo
pois que de miserável sobrevivente das ciladas sociais lançadas
quantos homens ao quarenta chegaram assim?
Tão donos do seu segredo, tão ignorantes de seu poder?
o lema é a vida, essa imensa que me eleva jogado como tinta que macha a parede de neve abrigada
como asas que se abrem ou que se aquecem no frio da outonada
chegou à estação derradeira, mas isso não é morte , ceifadeira, mas luz radiante instante
mas engolir da vida as possibilidades, ser senhor se sua for a vontade, uma alegria que a alma invade, uma necessidade de saber de outras verdades, uma insistência em viver noutras eras, uma nova idade
são novos voos, quebra de velhos muros em busca de um grito novo de amor
que se espalhe como novo baobá, ter quarenta, se sente como semente que semeia o dom de estar
que meu sorriso não me abandone
que minhas alegrias nunca se sequem
que minha dor seja minha eterna namorada
que meu país, minha idade, neste corpo seja então minha nova já conhecida morada.
são novos voos, quebra de velhos muros em busca de um grito novo de amor
que se espalhe como novo baobá, ter quarenta, se sente como semente que semeia o dom de estar
que meu sorriso não me abandone
que minhas alegrias nunca se sequem
que minha dor seja minha eterna namorada
que meu país, minha idade, neste corpo seja então minha nova já conhecida morada.
quinta-feira, 3 de abril de 2014
FILHOS, MELHOR NÃO TER
Que geração é essa que acredita ser a liberdade um direito
então mal-educados que são, enlouquecem os pais e exigem deles aquilo que nem mesmo eles sabem que existe
os pais os mimam e dão tudo o que querem, só não dão limites
isso parece que nem a vida mais pode fazer,ao mestre , um saco de pancadas
porque a tela do videogame virou o verdadeiro professor
e os pais, infantis, tanto quanto o adolescentes, se maravilham com as descobertas eletrônica
filhos, para que tê-los, sem que haja segurança de respeito
há que se considerar que não estamos em extinção, muito pelo contrário emporcalhamos nossa casa maior, o planeta
para que ter filho se não sabe como educá-los
se delega à escola um dever que seria de casa
um dever maior, de amar sua família, seus amigos, respeitar seus inimigos
não, na tela do computador só há sofrimento e dor
para quem não sabe de limites
A sua libertarde, caro colega adolescente termina quando começa a de seu colega
isso o GTA não ensina
para que investir em alguém que nem contigo conversa, nem te olha, pois os olhos agora só miram a estética do crime do videocrime.
ser pai e mãe é ter responsabilidade e dizer um não grande e solene quando há uma quebra dos acordos feitos, quando feitos
ensinar a admirar o trabalho, a respeitar os mais velhos, a não agredir os gays, a não querer bater em negro...a não achar-se melhor que a companheira, ver respeito nela e a admirá-la por isso
isso tudo a escola ajuda mas não explica por completo
pecar por omissão não deve ser um parto discreto, antes de ser exceção, virou regra.
eu daqui leio, corro, toco violão e não vou criar alguém que pode se virar contra quem o ajudaria em sau caminhada.
filho bom é filho que ama, cuida sem palavrão, que ouve , fala ,ou quando errado,se cala.
filho bom é aquele que navega , mas respeita a lei do grupo e sabe que internet somada a tudo que sabe se transforma então em um grande nada ou em um grande não social
a vida volta ao normal quando da luz cortada
luz apagada, mas não se apaga pura e simplesmente uma relação de amizade
afeto é matéria de conhecimento. na tela não há afeto
na academia não há afeto
na pútrida madrugada só agressão
para que criar um monstro em seu barracão ou mansão?
filhos, melhor não tê-los ,e nos lugar da concepção compre uma passagem com seu amor e vá curtir as férias do próximo verão.
esqueça de quem quer a todo custo te esquecer
filhos, melhor não ter.
então mal-educados que são, enlouquecem os pais e exigem deles aquilo que nem mesmo eles sabem que existe
os pais os mimam e dão tudo o que querem, só não dão limites
isso parece que nem a vida mais pode fazer,ao mestre , um saco de pancadas
porque a tela do videogame virou o verdadeiro professor
e os pais, infantis, tanto quanto o adolescentes, se maravilham com as descobertas eletrônica
filhos, para que tê-los, sem que haja segurança de respeito
há que se considerar que não estamos em extinção, muito pelo contrário emporcalhamos nossa casa maior, o planeta
para que ter filho se não sabe como educá-los
se delega à escola um dever que seria de casa
um dever maior, de amar sua família, seus amigos, respeitar seus inimigos
não, na tela do computador só há sofrimento e dor
para quem não sabe de limites
A sua libertarde, caro colega adolescente termina quando começa a de seu colega
isso o GTA não ensina
para que investir em alguém que nem contigo conversa, nem te olha, pois os olhos agora só miram a estética do crime do videocrime.
ser pai e mãe é ter responsabilidade e dizer um não grande e solene quando há uma quebra dos acordos feitos, quando feitos
ensinar a admirar o trabalho, a respeitar os mais velhos, a não agredir os gays, a não querer bater em negro...a não achar-se melhor que a companheira, ver respeito nela e a admirá-la por isso
isso tudo a escola ajuda mas não explica por completo
pecar por omissão não deve ser um parto discreto, antes de ser exceção, virou regra.
eu daqui leio, corro, toco violão e não vou criar alguém que pode se virar contra quem o ajudaria em sau caminhada.
filho bom é filho que ama, cuida sem palavrão, que ouve , fala ,ou quando errado,se cala.
filho bom é aquele que navega , mas respeita a lei do grupo e sabe que internet somada a tudo que sabe se transforma então em um grande nada ou em um grande não social
a vida volta ao normal quando da luz cortada
luz apagada, mas não se apaga pura e simplesmente uma relação de amizade
afeto é matéria de conhecimento. na tela não há afeto
na academia não há afeto
na pútrida madrugada só agressão
para que criar um monstro em seu barracão ou mansão?
filhos, melhor não tê-los ,e nos lugar da concepção compre uma passagem com seu amor e vá curtir as férias do próximo verão.
esqueça de quem quer a todo custo te esquecer
filhos, melhor não ter.
O TRIBUNAL DO PONTO DE ÔNIBUS
O sino da igreja marca a derradeira de hora em hora
me irrita toda batida, que me lembra de nossa vida e morte
por aqui você é praticamente obrigado a gostar do que te oprime
por aqui vale mais um esgar nojento à passagem de um desconfiado amigo
do que a sinceridade desprovida das falsas carnes da aparência
por aqui só se fala em morte aos montes
como a pessoa morreu, a que horas irá enterrar?... o que disseram o vizinhos?... havia muita gente chorando?
o ponto de ônibus,lugar ideal para isso dada a eficiência do serviço de transporte, nele horas seguidas a ouvir o desnecessário do outro
passa a ser o lugar dos relatos e das sórdidas confidências daquilo que nunca se soube e não se sabe
A ideia de morte e de tragédia acompanha este lugar
por onde se vá só se ouve assunto assim, como se aqui o mundo tivesse acabado primeiro
havendo um insistência para também o resto do mundo acabar
Mórbida insistência de um povo infeliz, sem lazer, sem querer ter lazer, sem saber o que de qualidade é lazer
torna-se então escravo do sofrimento,
e um sofrimento individual torna-se municipal porque a única moeda trocada é a moeda de quem diz asneiras com cara de verdade
Existe esse "dizem que",proferido e que faz referência a alguém que ninguém conhece e que foi motivo de toda a centopeia de impropérios que também ninguém conhece, ninguém viu,pois que daqui saiu, ou por aqui nunca esteve, ou se esteve , deixou choro, lágfrima e no final apenas vento.
Porque falar somente de morte se tudo insiste em viver?
se a flor ao lado do senhor que destila sua desgraça alheia, porque da própria não fala em seus lábios rachados
insiste, essa pequena frágil forma, em viver e dizer que a vida merece ser um banquete
repleto de jardins
Aos urubus do ponto de ônibus há uma nova legenda:
Aprendam que viver é um eterno ato de morrer
basta observar as flores e os insetos em sua luta constante por estar aqui e em pouco desparecem silenciosamente,
E não dão lugar a esse choro chato, essa lamentação cotidiana, essa chatice coletiva, essas lamúrias de quem não fez nada para melhorar a própria vida, então se vê no direito de profanar a morte alheia, dizendo então dos detalhes de que não conhece, histórias que nunca ouviu falar; mas conta como se ali estivesse no momento e no lugar ; e como se o morto fosse quem contasse da morte do outro
ponto de ônibus como caricatura da desgraça alheia, sendo então a maior desgraça a incompetência
de quem não enxerga a esperança nos olhos do irmão trabalhador, de quem não trabalha a própria dor
então só resta do outro a morte e o desconhecimento da vida que este levou
simplesmente ficou súbitobom ou não prestava no julgamento do tribunal do ponto de ônibus
maldita gente que não enxerga
maldita gente que, somente tal qual gado ,espera o juízo final
e acreditam e flores de plásticos e objetos imagina´rios e se esquecem da vida que pulsa, inda que pequena, ou sob um zumbido, um latido, um pedido de trégua
um choro convulso há de despertar o urubus do ponto de ônibus, irá faz~elos entender que também são gente e direitos também têm
e que falar da tragédia dos outro de tarefa de ninguém, tarefa que se perderá quando este lugar mudar.
me irrita toda batida, que me lembra de nossa vida e morte
por aqui você é praticamente obrigado a gostar do que te oprime
por aqui vale mais um esgar nojento à passagem de um desconfiado amigo
do que a sinceridade desprovida das falsas carnes da aparência
por aqui só se fala em morte aos montes
como a pessoa morreu, a que horas irá enterrar?... o que disseram o vizinhos?... havia muita gente chorando?
o ponto de ônibus,lugar ideal para isso dada a eficiência do serviço de transporte, nele horas seguidas a ouvir o desnecessário do outro
passa a ser o lugar dos relatos e das sórdidas confidências daquilo que nunca se soube e não se sabe
A ideia de morte e de tragédia acompanha este lugar
por onde se vá só se ouve assunto assim, como se aqui o mundo tivesse acabado primeiro
havendo um insistência para também o resto do mundo acabar
Mórbida insistência de um povo infeliz, sem lazer, sem querer ter lazer, sem saber o que de qualidade é lazer
torna-se então escravo do sofrimento,
e um sofrimento individual torna-se municipal porque a única moeda trocada é a moeda de quem diz asneiras com cara de verdade
Existe esse "dizem que",proferido e que faz referência a alguém que ninguém conhece e que foi motivo de toda a centopeia de impropérios que também ninguém conhece, ninguém viu,pois que daqui saiu, ou por aqui nunca esteve, ou se esteve , deixou choro, lágfrima e no final apenas vento.
Porque falar somente de morte se tudo insiste em viver?
se a flor ao lado do senhor que destila sua desgraça alheia, porque da própria não fala em seus lábios rachados
insiste, essa pequena frágil forma, em viver e dizer que a vida merece ser um banquete
repleto de jardins
Aos urubus do ponto de ônibus há uma nova legenda:
Aprendam que viver é um eterno ato de morrer
basta observar as flores e os insetos em sua luta constante por estar aqui e em pouco desparecem silenciosamente,
E não dão lugar a esse choro chato, essa lamentação cotidiana, essa chatice coletiva, essas lamúrias de quem não fez nada para melhorar a própria vida, então se vê no direito de profanar a morte alheia, dizendo então dos detalhes de que não conhece, histórias que nunca ouviu falar; mas conta como se ali estivesse no momento e no lugar ; e como se o morto fosse quem contasse da morte do outro
ponto de ônibus como caricatura da desgraça alheia, sendo então a maior desgraça a incompetência
de quem não enxerga a esperança nos olhos do irmão trabalhador, de quem não trabalha a própria dor
então só resta do outro a morte e o desconhecimento da vida que este levou
simplesmente ficou súbitobom ou não prestava no julgamento do tribunal do ponto de ônibus
maldita gente que não enxerga
maldita gente que, somente tal qual gado ,espera o juízo final
e acreditam e flores de plásticos e objetos imagina´rios e se esquecem da vida que pulsa, inda que pequena, ou sob um zumbido, um latido, um pedido de trégua
um choro convulso há de despertar o urubus do ponto de ônibus, irá faz~elos entender que também são gente e direitos também têm
e que falar da tragédia dos outro de tarefa de ninguém, tarefa que se perderá quando este lugar mudar.
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