quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

AMANHÃ JÁ É ANO QUE VEM!

Amanhã já é ano que vem!
Este ano passou voando e pousou não sei onde
se esqueceu dos próprios filhos brasileiros
que vagaram por 365 dias inteiros desempregados
chorosos, com medo, com sede, com raiva
desamparados, revoltados, injustiçados e ainda tentando superar o medo.
E o ano voando por outras bandas sem ligar, diante de todo o aflito olho de seus filhos a marejar
mais rapidamente sobre a humildes casas.
Esqueceu-se também de valorizar sua gente
suas cores, seus desejos, suas asas
Esse ano foi amigo e cúmplice da madrasta má
correu muito e se esqueceu de dignificar sua gente
este ano foi menor do que palma da mão e maior que a flor da semente
nunca vi um povo sofrer tanto nas mãos de seus dias e semanas
nunca vi tamanha covardia dos donos da capital da grana
Esse ano vai tarde embrulhado no jornal
tanta tristeza de um pais inda rascunho, sem moral.
esse ano fez do coelho de Alice uma tartaruguinha sem punho
Passou com corcel vermelho e fez corar a pele ígnea, testemunho.
Definitivamente não foi bom,.Mas quando sair, tenho certeza, de que mais uma vez esquecerá a esperança para amanhã e
seus rebentos recomeçarão qual fênix incrédulas
a passagem de um novo ano de novas cobras e velhas cabras-cegas.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

sara

Dentro de mim dói um dente
dentro de mim outro ser existente
dentro de mim asneiras de criança
quando era eu a estourar em riso e grito, este siso agora tarde faz de mim pista em outra dança que arde
para quem tem carinho para quem sabe do amor
esse dente lascivo é da prova dos nove, o pior ,sim senhor!
Fico triste por perceber que algo em mim grita e no dia não ouço porque não me vem esse aviso a calo
parado, varado de tanto chorar,preso a uma vontade de em mim não mais estar, ouço o outro como flor no calabouço
quero viver sem saber dele,
essa dor corrói o corpo
esse osso aberto, esse branco castelo medieval na infinita boca
a beleza desaparece em tudo porque o todo dói
prefiro a dó do violão
ao dó das gentes, essa dor não é dor, assim já é indecente.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Prazer Pérola

trovões rondam os céus
soltam raios novos
lá petit noir do bravo mundo
penso em você, relembro 
os gozos dos feitos de nossos gritos imensos por um milésimo de segundo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

cem

Ninguém merece a prova de 100.
Se o aluno soubesse o tanto de trabalho extra e sem resultados que essa bendita prova nos acarreta em pleno final de ano, faria de tudo para passar de etapa. Não funciona mesmo e torna-se um faz-de-contas absurdo. Há a evidência do problema desse tipo de "progressão" , no que diz respeito às competências firmadas no cbc e que precisariam ser atribuídas a esse aluno "estudioso" , mas não são contempladas, pois o que acontece é um resultado quase sempre ruim, fraco desempenho do mesmo em leitura e interpretação de texto. Isso ainda assusta muito !
. Essa invenção de" rotor ruter "de final de ano definitivamente não funciona e deveria ser trocada o mais rápido. E há, em muitos casos, até quase ter de implorar para que o sujeito possa assinar a avaliação e fazê-la, ou seja, tentar realizar tudo aquilo que deveria ter sido feito e não foi. Nesse sentido, alguma coisa de podre sempre rondou a educação brasileira e os poderosos nunca quiseram resolver a questão, então existe uma saudação ao fracasso escolar e todos perdem ; pois vamos décadas a fio pagando por um estado irresponsável para com seu povo, sobretudo em relação aos mais simples economicamente.
Muitas pessoas que leem e não compreendem o que as palavras querem dizer não escapam da alineação social e não conseguem entender o mundo por outros pontos de vista. Essa noção da própria responsabilidade nesse plano e na compressão dos significados existentes, tanto quanto a necessária alteridade decodificada podem ser sim possibilidades para evitar a intolerância social, e por outro lado e trazer o acesso a uma relação ensino-aprendizagem com mais qualidade, pois é desse esse bem tão precioso que se conhece direitos e mudanças acontecem. Não há por agora a proliferação de uma saudável e eficiente estrutura educacional que elabore uma natural decodificação dos signos, símbolos e estruturas discursivas. Isso é importante e fundamental e previsto na Constituição Federal , o direito ao lazer, e à informação. Muitos tentam, somente quem souber se adaptar ficará
A quem estiver na prova de cem, façam-na com respeito e entendam que estudar é processo, independência é consequência.

sábado, 21 de novembro de 2015

BEIJE-ME

Beija-me leve-me a ter asas e a sonhar que ainda sou gente
entristeça-me como uma música de soul negligente
seus atrasos, meus fiascos
tua pele, meu vale, todas as tortas caras, os sinais fragmentos surdos do áudio como mármore de carrara
Naquele dia sem telefone, quando eu ainda esquecia teu nome
os voos do seu coração de cigarra em mim pousaram
Na nossa cara
imensas mordidas e bofetadas
na sua pele de voz moscada
minha timidez pensando que não eu não era nada
a porta se abriu, em nossos corpos surgiu uma luta que nos pariu
o dia veio,o sol nos visitou, você se levantou. o lençol voou
nem seu rastro ficou
Beija-me agora imensamente , um outro corpo, outra voz outro telefone, grite no escuro o meu santo nome
não me deixe ser sombra do que fui
minha pernas, seu peito a jorrar em nosso leito espectros
agora corra e me beije todo, para que eu não fique beje
que beco sem baile sem bula e sem remédio.

sábado, 14 de novembro de 2015

A MORTE DO RIO DOCE

Havia,muitos séculos atrás, um rio que era doce
havia água para beber e peixes de verdade
havia alegria na serenidade.
Nos alfarrábios tecnológicos pode-se ver
como era de sua doçura a extensão que se podia ter.
E ria-se com o rio a cada final de ano, a cada dia de pesca e
a cada vida manifesta que brotava do chão.
A lama destruiu aquele lugar. Um Saara novo, inundou e secou a fonte
E o rio emocionado e triste disse adeus , partiu sem ter onde.
e com ele , a doçura do mundo virou vala, buraco onde não havia quem a valha.
A navalha do tempo não corrigiu e o rio inda menino tão cedo sumiu.
eu seu lugar nasceu o resultado do ódio de uma classe sebosa: poucos ricos e a maioria economicamente escravizada e por eles concebida como leprosa
A doçura do Rio Doce hoje é lenda.
Quem passa por aqueles lugares assiste ao final de uma era de fartura
O sertanejo, por aquele tempo, se desesperou ,pois não cria na morte de sua cria.
O chão líquido sólido ficou sem beira, a terceira margem da lama é cruel ,conclusiva, derradeira.
E do mais alto dos riachos ainda existentes, a ave desconsolada cansada soltou muito triste sua última lágrima de adeus.
Morre um rio em mim,sem pena, e comigo morre sem drena a vida dos filhos teus.

domingo, 1 de novembro de 2015

Pé de Mula !



O ponto é a descarga!
Todo homem tem uma embreagem na vida seus interiores pedais
Deve ser por ali... então revoltado, ao vento , o magister substituto desabafou:
pé de mula !!!!!!!!! O aluno que tremia entendeu , yonnnnnnnnnnnnnn ! Em plena rua do rush do lusco-fusco
acontecia e foi assim que o ponto morto desiludido de tanta seta não correspondido,morria!
No aprendiz então cresceram orelhas de ignorância, a couve da ciência dos que nada compreendem
Toda indiferença se tinha, a anti-luz
ultrapassagem do professor sem contorno :
tu vai ser ruim lá na prova que vos pariu!, Na ter a pia da marcha da rebimboca da parafuseta!
Voltava a casa cabisbaixo , á mode de Maria Antonieta
quando à janela sua da plebe o som se ouviu:
cantaram pneus a sua volta , instando-o:
""Pé de mula uma vez , pé de mula para sempre
quem não gapola no galopé tem de aprender a ser gente."
quem não gapola no galopé tem de aprender a ser gente."

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Para Ana

Beijava a terra a nuvem rara de si cheia
gorda então voltava e calma chorava sobre a serra
a formiga agradecida a nova folha do quintal
meu coração viu sua sombra nova fugidia nos umbrais

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Barro

Agora não vale a voz do vácuo sem a vala que a valha
sem a pena do perdão que penhora a dor dessa antiga Penha
desce desditosa e desalmada de danças em d'ânforas danadas
coração sem cór, coração sem dor na terra junto a serra do aluvião, antigo braço da noite a dormir no colchão de chão.

domingo, 11 de outubro de 2015

O POLIGLOTA

Pode ser que eu pese,pode ser que eu pense, pode ser que eu passe.
Pode ser que eu grite para que me cale
Podem assim ser todos os danosos espinhos do calo.
Pode ser então o valor que merece a calha quando bebe o cavalo na velha montanha do Saara.
Pode ser manhã, pode ser explosão, lavas no sopro de um enfurecido bretão.
Pode ser caneta , pode não ser milico
pode ser o meu olhar porto-seguro da linha de pouso do mosquito..
Pode ser eu rico , pode ser eu nobre, pode ser eu pobre de tanto querer, de tanto não me perceber no riso que me cobre.
Pode ser este dia .
pode ser Ares ou Gaia em silenciosa companhia
O sorriso , potente arma de uma estranha fidalguia..
Pode ser íris de sol a nos olhar em nova era, passos de caminhante sobre brilhante rua etérea.
Pode ser tão triste, pode ser mente um instante.
Pode ser esse dia que inaugura a vontade do caminhante
Pode ser clara a nuvem de gelo que não late...
Pode ser o som do faminto prato quando na comida bate.
Pode ser futuro, pode ser passado, pode ser depois.
Pode ser amor diante do ato de morar um em dois.
Pode ser essa vontade de voar e voraz vociferar anedota
para que nunca mais se perca o poder na boca grande do formidável poliglota.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015


Sonhava mundos novos impossíveis para ele
Sonhar. Ser aviador e voar sobre telhados.
Foi quando viu o pequenino ser. Ela mesma que o olhava e lhe dizia bom dia.
No primeiro dia a joaninha sorria e ele a pegou por entre os dedos.
Primavera castiga gente. O indivíduo e o bichinho fugiam por instantes do mundo dos seres inexistentes.
Pequenina todos os dias lutava mais que ele. Do vidro cá pessoas amarguradas pelo cansaço
Lá , turbulenta floresta a reclamar espaço.
Ele que pensava ser um lutador sentiu-se nada perto da fragilidade em coragem de sua pequena amiga em flores fechada..
Hoje o banco está vazio. Nem ele está nem ela desafiando o ar.
No dia anterior resoluto abriu a boca e bocejou. Na glote a joaninha entrou
E o que apenas namoro era agora tornou-se Amor.

A JOANINHA

A joaninha
Sempre que se sentava no banco do ônibus, humanos se levantavam.
Às vezes, veículo lotado ,a seu lado totalmente nada .
O sol inclemente sambava na tela de ar ,Infinita bola sem ventos, estranhamente bela. Governava o dia e 
a terra. Sozinho o ditador batia o martelo em sua mágica estratosfera de cor.
o rapaz sonhava em seu banco, amor tecedores
Sonhava mundos novos impossíveis para ele
Sonhar. Ser aviador e voar sobre telhados.
Foi quando viu o pequenino ser. Ela mesma que o olhava e lhe dizia bom dia.
No primeiro dia a joaninha sorria e ele a pegou por entre os dedos.
Primavera castiga gente. O indivíduo e o bichinho fugiam por instantes do mundo dos seres inexistentes.
Pequenina todos os dias lutava mais que ele. Do vidro cá pessoas amarguradas pelo cansaço
Lá , turbulenta floresta a reclamar espaço.
Ele que pensava ser um lutador sentiu-se nada perto da fragilidade em coragem de sua pequena amiga em flores fechada..
Hoje o banco está vazio. Nem ele está nem ela desafiando o ar.
No dia anterior resoluto abriu a boca e bocejou. Na glote a joaninha entrou
E o que apenas namoro era agora tornou-se Amor.

mimimi

Eu sou o sol e você a lua
Eu sou um surdo a soar no meio da rua
Eu sou o lobo e você minha chapeuzinho 
Eu sou a boca e você, meu vinho.

domingo, 13 de setembro de 2015

Esquecimento nos versos



Meus versos sobrevivem e ditam novo tempo
mesmo que não exista quem os leia
meus versos são cores de uma lancinante alma
repleta de dores e longe de amarguras calmas
minha pena cibernética
minha gargalhada no teatro
meu fato novo de festa
minha palavra feito nuvem descoberta
minha gratidão à vida
meu surdo grito em mar revolto
meus olhos, meus ouvidos lexicalmente expostos
Escrevo para esquecer essa fome de vida
redondilho para subir no mastro e não descer ao tombadilho.
escrevo para saber menos de mim
escrevo para fugir da falsa paz que nos rodeia
as palavras antes feitas de ar, grassam no poema
na escritura, na pena, na carta e no papel
meu coração é tinta antiga em escriturra de cordel.

angústia numero 1



Essa angústia quando ouço o futebol no rádio
isso me faz lembrar de um país que esqueceu o seu próprio nome
e vive nas chuteiras o que poderia ter vivido em dignidade.
Bom final de domingo a todas as pessoas que lutam por um Brasil com B maiúsculo.

domingo, 26 de julho de 2015

O QUARTO

Teu quarto tal qual tua vida
Desarrumado perdes tudo o que fores capaz e desenha-te à sombra das peças esquecidas nos retratos de família
Arrumado encontras no coração a paz larga do dia lindo que sobre ti jazz. Tua tez, tua paz.
Abre tuas janelas e verá  primaverar
Sente o frio do chão nadar contra cordas de um desafinado violão
Encontre o novelo de linha de sua seta-canção
não caia debaixo das tuas velhas cobertas
Abre a porta  e cuide do teu sol
para que o amanhã estelar venha colorir-te em raios de caracol
Não se isole do desejo da convivência
nasce assim da experiência do gostar-se
e do espelho de gente, você no meio de todas as pessoas que são carentes incompletas, todas são e também
 cantam, olham, choram, debocham, agradam e principalmente limpam  todas seus respectivos quartos.
inventariaste todos os defeitos para melhor corrigi-los
listaste os melhores e os mais frívolos  fantasmas
subiste caíste e no limbo aconchegante  explodiste em  um novo mundo, inda que retangulado.
Abrir a porta  gsnhar o mundo voltando e dormiundo em um quanto iberiado do sefredo gruardado.

sábado, 18 de julho de 2015

COMPANHIA DO GRITO



COMPANHIA DO GRITO
QUANDO ABRIRES A PORTA VERÁS ENTÃO QUE O DIA PASSOU E DEIXOU AMONTOADOS SONS NAS ANTIQUADAS JANELAS
QUANDO ROMPERES A NOITE, PERCEBERÁS O QUÃO SÓ ESTAVAS SENDO SÉRIO, O QUÃO TRISTE ÉS DO PÓ E DO TEMPO CARCOMIDO
DOS DIAS RISONHOS E TÃO POUCO VIVIDOS
QUANDO CHEGARES, O MUNDO JÁ SE DESPEDIU, QUANDO GRITARES, O GRITO, ESSE, JÁ NÃO TE OUVIU.

ILUMINURA

LUMINURA
Durante séculos eu guardei para mim todos os orvalhados mistérios da escuridão
Eu, espectro que dança na noite fria, destituído de mim e de minha antiga fisionomia.
O grito rompe a canção do tempo e faz da monotonia um correr de praças, sons e abraços, as horas que compõem a imensidão do dia
eu sou o verbo colhido sem asco e que pousou na janela das piruetas toscas do teu divino telhado
eu sou pingo do sereno, o homem moreno pequeno diante do degredo da vida.
Diante de uma página amareladamente esquecida
eu sou a letra torta que ninguém repara
eu sou asas novas para essa vida rara, que tenho de engolir como rum... amargamente entristecida, ,aqui ali e em lugar algum...,
eu sou sozinho mesmo de mim a melhor das enfibraturas
as piores verdades contidas nos versos pospostos da melhor das iluminuras.

terça-feira, 21 de abril de 2015

não sei

maisplay, não sei
de todo esse amor que em mim fez de ti fugaz
a luz em nós transforma o dia em cores
nosso amor, junto, nunca sairá em cartas ou em cartazes abismais
a vida a dois, dois sonhos , retrato dos dias festivos
das intermináveis risadas, da lua generosa face à nossa divina nova futura madrugada
um tempo em que o amor floresceu em nossa alma
palma na calma
Um medo que nos acometeu
choros sem turno
o vetor maior de todo o nosso destino em piadas desconversas
me dizendo que toda a vida presta, e que o tudo o que não pode acabar com a inveja
as brigas, a irá, , acabaram com nossos costumes
play, nos demovem por ato de nosso desidrato
sozinho olho para ti que reinventa a beleza das frases
ser amiga desse outro tipo de ficares
o que em nós passou frio agora de fraterno é o sentimento que une o divino ao eterno.
a vida a dois, dois sonhos , retrato dos dias festivos
das intermináveis risadas, da lua generosa face à nossa divina nova futura madrugada
um tempo em que o amor floresceu em nossa alma
palma na calma
Um medo que nos acometeu
choros sem turno
o vetor maior de todo o nosso destino em piadas desconversas
me dizendo que toda a vida presta, e que o tudo o que não pode acabar com a inveja
as brigas, a irá, , acabaram com nossos costumes
play, nos demovem por ato de nosso desidrato
sozinho olho para ti que reinventa a beleza das frases
ser amiga desse outro tipo de ficares
o que em nós passou frio agora de fraterno é o sentimento que une o divino ao eterno.

sábado, 11 de abril de 2015

TEM DÓ DE MIM

Reconheço: não sei tocar violão. Desde já, peço desculpas a todos que já meu ouviram, ouvem e ouvirão. Porque, pelo simples fato de eu não saber tocar, não ser um superstar, não quer dizer que eu não vá tentar kkkkkkkkkk. Se me fosse permitido contar de uma inveja, digo essa me assola . Isso me faz ensaiar e errar e, raramente, acertar. Poucas vezes me autoelogio, noutras me digladio no desafino, pois ver alguém dedilhar com destreza o instrumento trovador é lindo e chocante ao mesmo tempo.
Se eu revolvesse participar de um show pediria a todos que não comparecessem, porque ainda acredito que tocar,esse negócio de Orpheu com ph, é coisa fácil de se imaginar e difícil no concretizar.Arranho mesmo, toco profundo, como o ditado shakespeariano de que a longa noite parece infinda, mas ao final entrega-se à harmonia do dia, nesse caso, ao silêncio . Como se algo maior na alma, por instantes menores ou em outros sem calma , quase que não se acabasse e roubasse a eufonia do silêncio e a devolvesse ao bom ouvido atento no pós-treino .
Tento sempre que posso por estar também noutros projetos de vida .Então, no instante do labor simbolista a cacofonia instaurada doí nos dedos, dói no brio, dói na vontade interrompida tantas vezes em uma corda que se arrebenta ou no apelo de um colega ou de um parente kkkkkkkkkkkk
Continuar desde Madonna até Elomar, irritando o vivente aqui, acertando no tom acolá , cultuando as aulas virtuais com enorme prazer e aprendendo com os amigos e suas valiosas dicas .Mesmo assim, adivirto a vocês que me me leem: não me ouçam tocar, corram, corram, e pulem o tanto que puderem pular e digam a todos que o lema desse pobre ensaiador é o contínuo ensaiar para diminuir da dó a dor da existência sua, um alívio nesse sopro de vida, intervalo da existência no silêncio do nada. Não destoo do desafinador de plantão arranhando as belezas da vida e as mazelas do coração

VÁ, MEU AMIGO!

Vá, meu amigo, crie asas e voe sobre as falsas casas do julgamento
vá com força e sem medo da imensidão da vida.
Teus passos curtos desafiam a ignorância do medo e a violência da lida
As dores da alma são claras perto do arco em que sobrevoas,
tijolos da amargura
feitos da pior cal, uma gota de sal em tuas lágrimas
vá, não desista, por mais que a ignorância insista
por mais que as detestáveis queiram
seja a maior prova da existência primeira da verdadeira beleza.
Quando sentires as imensas pedras da podridão das falas
te calas, por enquanto,e os calos numerosos assemelharem-se à tua sublime existência
Veja então os números soltos de quem nada faz pelo outro e exibe o porte profundo das detestáveis aparências
covardia em forma de equivocada decência.
Cante, meu amigo, à maneira provençal todo o fel que carrega aquele que jamais será teu igual.
Vá, meu amigo, inaugure o mundo com seu sorriso, sua alegria
faça da raiva de outrem um passo para seguires além.

domingo, 5 de abril de 2015

NÃO EXISTE ALMOÇO DE GRAÇA!

NÃO EXISTE ALMOÇO DE GRAÇA
Eis uma frase que ouço bastante em meu cotidiano. Podemos inferir assim: nunca houve nem haverá almoço de graça em nenhuma parte desse mundo tamanha a virulência com que é proferida, quase uma anoréxica sentença de morte. Quer dizer que se eu nunca mais trabalhar eu não nunca mais vou poder me alimentar?.
Já existiram momentos na história, como esse agora pelo qual passamos, em que almoços e jantares eram gratuitos para poucos. Resta saber quem são esse poucos. Existe mesmo o tal almoço de graça?Talvez sim, talvez não .A negativa exposta nos faz logo pensar no contrário dela. Penso logo no que é de graça: injeção na testa, pesar em farmácia, fofoca, o sol, a lua, a noite a vida e morte, a manhã e o dia . Ser é de graça e existir uma pechincha mal paga..
O almoço de graça sempre houve,há e haverá, nesse terrível banquete histórico que seleciona e propõe a grande festa para poucos convidados, os tais magnatas que esqueceram da palavra solidariedade e matam indiretamente quando tiram do povo o direito a outros tipos fundamentais de manjares como educação, saúde e segurança: pilares do sistema que precisam urgente de um alimento rico em fibras e com pessoas donas de fibra juntas a um povo bem alimentado politicamente.
Vou desfilosofar agora sobre a inexistência do tal almoço de graça e voltar a meu cotidiano doxal com bom almoço de minha mãe Graçae minha família que eu tanto amo ,contudo, sempre a me questionar se essa frase não traz um julgamento muito forte, quase uma imposição moral irrefreável. Como se de fato fosse axiomática e os de sempre, os que exploram a miséria de muita gente espalhada pelo mundo afora, se valessem da sentença para escravizar mentalmente bilhões de pessoas. Você acredita que ainda exista almoço de graça?.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O CHORO DE LUZIA

O CHORO DE LUZIA
Os olhos inchados de tanto chorar
observam a vida que se acaba, o ponto final de todos nós.
Luzia chora verdadeiramente entre outros choros falsos que lençóis histórias por demais.tudo o que já ouvimos e sabemos de cor.
Encharcada de chuva as lágrimas descem de seu rosto e a catarata dança verdadeiramente menor pior da desgostosa flor
a lembrar das festas de família, de um tempo que escorregou pelas calejadas mãos, gritos, risos, palavrões..
Santa Luzia que lagrimeja a essa hora
que nos encerra a tristeza de um funeral
que nos faz pequenos diante do misterioso punhal
Luzia vermelha de tanto rogar por dias melhores
a chuva a cair e comentários outros desnecessários sobre o que vão herdar.
Triste manhã de quinta
a lembrar-nos de toda a nossa limitação
os óleos de Luzia hão de percorrer a ganância tanta
e inaugurar com clareza novo dia sem medo do chão de ser Santa.
O pranto mais que silêncio que canta elegia nova nos diz .
Luzia chorosa como os olhos de um chafariz
A morte nos ensina a gostar da vida, a vida dá um pulo e dança nos pingos de chuva
votemos a casa, voltemos a pensar no triste instante de apenas estar.
a lembrar das festas de família, de um tempo que escorregou pelas calejadas mãos, gritos, risos, palavrões..
Santa Luzia que lagrimeja a essa hora
que nos encerra a tristeza de um funeral
que nos faz pequenos diante do misterioso punhal
Luzia vermelha de tanto rogar por dias melhores
a chuva a cair e comentários outros desnecessários sobre o que vão herdar.
Triste manhã de quinta
a lembrar-nos de toda a nossa limitação
os óleos de Luzia hão de percorrer a ganância tanta
e inaugurar com clareza novo dia sem medo do chão de ser Santa.
O pranto mais que silêncio que canta elegia nova nos diz .
Luzia chorosa como os olhos de um chafariz
A morte nos ensina a gostar da vida, a vida dá um pulo e dança nos pingos de chuva
votemos a casa, voltemos a pensar no triste instante de apenas estar.