domingo, 26 de julho de 2015

O QUARTO

Teu quarto tal qual tua vida
Desarrumado perdes tudo o que fores capaz e desenha-te à sombra das peças esquecidas nos retratos de família
Arrumado encontras no coração a paz larga do dia lindo que sobre ti jazz. Tua tez, tua paz.
Abre tuas janelas e verá  primaverar
Sente o frio do chão nadar contra cordas de um desafinado violão
Encontre o novelo de linha de sua seta-canção
não caia debaixo das tuas velhas cobertas
Abre a porta  e cuide do teu sol
para que o amanhã estelar venha colorir-te em raios de caracol
Não se isole do desejo da convivência
nasce assim da experiência do gostar-se
e do espelho de gente, você no meio de todas as pessoas que são carentes incompletas, todas são e também
 cantam, olham, choram, debocham, agradam e principalmente limpam  todas seus respectivos quartos.
inventariaste todos os defeitos para melhor corrigi-los
listaste os melhores e os mais frívolos  fantasmas
subiste caíste e no limbo aconchegante  explodiste em  um novo mundo, inda que retangulado.
Abrir a porta  gsnhar o mundo voltando e dormiundo em um quanto iberiado do sefredo gruardado.

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