Teu quarto tal qual tua vida
Desarrumado perdes tudo o que fores capaz e desenha-te à sombra das peças esquecidas nos retratos de família
Arrumado encontras no coração a paz larga do dia lindo que sobre ti jazz. Tua tez, tua paz.
Abre tuas janelas e verá primaverar
Sente o frio do chão nadar contra cordas de um desafinado violão
Encontre o novelo de linha de sua seta-canção
não caia debaixo das tuas velhas cobertas
Abre a porta e cuide do teu sol
para que o amanhã estelar venha colorir-te em raios de caracol
Não se isole do desejo da convivência
nasce assim da experiência do gostar-se
e do espelho de gente, você no meio de todas as pessoas que são carentes incompletas, todas são e também
cantam, olham, choram, debocham, agradam e principalmente limpam todas seus respectivos quartos.
inventariaste todos os defeitos para melhor corrigi-los
listaste os melhores e os mais frívolos fantasmas
subiste caíste e no limbo aconchegante explodiste em um novo mundo, inda que retangulado.
Abrir a porta gsnhar o mundo voltando e dormiundo em um quanto iberiado do sefredo gruardado.
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