às vésperas da queda da Bastilha a França não conseguia dormir
às vésperas de começar um grande festival há pessoas que passam mal
ou em um grande ritual da dança do fogo em que iremos nos perder de nós mesmos
mas até este momento chegar fica no peito essa falta de ar
Encontro-me aqui em vésperas de carnaval, serpentinas que não voam e não desafiam o ar quente
triste coração de um camarote cheio de gente, esse aqui meu que bate alegre que não vai pular carnaval e não vai ver o sol nascer na quarta-feira de cinzas
às vésperas de invadir o Brasil os portugueses beberam em cantil e riram a noite toda, alegria, ameça e ansiedade juntas num sujo carnaval de piratas de segunda
o indígena, às vésperas da invasão, via um ponto no mar a crescer em sua direção
indignava-se com seus deuses por ver que aquele ponto trazia deuses novos e maus
às vésperas de morrer como peixes no anzol. arco contra pólvora
quem se habilita, quem se arvora
às véspera de chegar o natal há quem mude o visual no sorriso para construir nova alegria
mas artificial, tal qual presente de grego, tal qual a enganação usual
às vesperas de um carnaval que não exite eu danço e canto triste a falta que nos faz vivos
a falta de carinhos, abraços e soluções à beira do rio
falta de rir, então eu rio, mas sem alegria toda, me carnaval é pequeno, literariamente ansioso
carnaval de uma praça que não é mais do povo
carnaval de um lugar agonizante no final de filas de metálicas criaturas
carnaval deveria ser doçura, não sofrimento ao olhar essa dor em mim e no firmamento
ás vésperas de comer uma nêspera, eu espero o juízo final
eu sou todo fogo e paz
eu sou o carnaval que por sí só se faz e contamina minha alma de alegria e satisfação
carnaval a gente escolhe, meu irmão
carnaval a gente colhe como flor efêmera de três dias e que morre despetalada de suor
carnaval não é carnaval sem porre
sem alguém que quase morre
sem alguém que te namore
sem o novo que se descobre
às vésperas da grande revolução Lenin deveria ter caído no sambão
carnaval de guerra e sangue, e de lantejoulas de arame
ás vésperas de esperar deus, o homem entendeu o valor seu
e caiu no suadouro e sumiu como ouro, para aparecer
novo, de novo, na quarta -feira de cinzas de um humano coração, ou de um triste povo.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
NOITE ADENTRO
Esta noite maior sucessora dos dias de nossas suspiradas obsoletas ave-marias
intercessora dos prazeres mundanos e dos rituais mais santos de purificação da dança e transe
cobre ela toda eu pequeno quebra em mim toda alumbramento
Passo por que não haveria de passar por noite, em janela choro de amor vendo estrelas
maior manto de aprendizagem da nossa própria pequenez diante da rainha do mundo eterno
o piscar de um olho também é noite imensa ainda que por um milímetro de segundo
ou de segunda a sexta feira na imensa vida que nela há, a noite é e esse é se basta
Não há quem não possa adentrar em si por e entender-se inteiro no início da escuridão primordial a todo momento experimentada a noite traiçoeiramente pouco a pouco nos mata
e saltamos rimos na noite e voltamos calçados nas mãos e vazios de nãos
a noite também é solidão
mas nos acompanha essa imensa sombra que nos faz dormentes amantes desses bater de copos de bares
filosóficos suspiros ou de bocas que o beijo realiza na plenitude de toda ela, a noite é bela
Suspiros e depois cochichos e vento das bermudas a despir-nos de toda culpa e amedrontados de todo frio
calculamos o horário da despedida, noturna , imensa, linda, e profunda senhora de véus
a despir-nos em seus vários tons de ausência e eterno sono
o dia amanhece , retornar para o fim do vento , quebra a retina o filrte mais fino de dia
despeço-me da noite e saio contra o vento
intercessora dos prazeres mundanos e dos rituais mais santos de purificação da dança e transe
cobre ela toda eu pequeno quebra em mim toda alumbramento
Passo por que não haveria de passar por noite, em janela choro de amor vendo estrelas
maior manto de aprendizagem da nossa própria pequenez diante da rainha do mundo eterno
o piscar de um olho também é noite imensa ainda que por um milímetro de segundo
ou de segunda a sexta feira na imensa vida que nela há, a noite é e esse é se basta
Não há quem não possa adentrar em si por e entender-se inteiro no início da escuridão primordial a todo momento experimentada a noite traiçoeiramente pouco a pouco nos mata
e saltamos rimos na noite e voltamos calçados nas mãos e vazios de nãos
a noite também é solidão
mas nos acompanha essa imensa sombra que nos faz dormentes amantes desses bater de copos de bares
filosóficos suspiros ou de bocas que o beijo realiza na plenitude de toda ela, a noite é bela
Suspiros e depois cochichos e vento das bermudas a despir-nos de toda culpa e amedrontados de todo frio
calculamos o horário da despedida, noturna , imensa, linda, e profunda senhora de véus
a despir-nos em seus vários tons de ausência e eterno sono
o dia amanhece , retornar para o fim do vento , quebra a retina o filrte mais fino de dia
despeço-me da noite e saio contra o vento
domingo, 23 de fevereiro de 2014
BORGES DA COSTA
lembras quando éramos jovens e corríamos feito loucos em busca de um sonho de nuvem
uma paragem, uma amizade, um conforto que nos reconfortasse
e as flores se misturam com o minério em nosso jardim
e o dia nos acordava docemente para a lida, éramos o coração da cidade
lembras quando o fogo tomou conta de nossa almas
e dançamos na chuva calma a dança do suplício, gargalhada e saudade de tantas bandeiras, tantos ais que não eram nosso mas que se tornaram correntes
estudante precisava ter vida decente
se for para ir para o cassetete, cacetadas vai ter que dar
e dói em nosso coro
televisão e mães em choro e a procissão dos amigos na cadeia
voltas para a faculdade já sem casa e assim mesmo semeias e sai e corre
favela que te soccore nos estudos e trabalho
voltas para o centro e cantas ao vento a vida nova de uma casa, um lar, um sentimento
hoje isso existe graças a nosso sangue
estudante do interior possui casa, quarto, computador e em nosso corpo essa dor
lembras daquela flor que parecia abacar e das flores se tornou rainha
da vida de princesa do século das luzes, belas festas, ceias intelectuais
a união de minha familia em teus ais, corredores, piscna e quintais
a radfiação está em mim que te fui contaminado
mas saber que vive-se diferente do passado
tem de toda forma seus agrados.
uma paragem, uma amizade, um conforto que nos reconfortasse
e as flores se misturam com o minério em nosso jardim
e o dia nos acordava docemente para a lida, éramos o coração da cidade
lembras quando o fogo tomou conta de nossa almas
e dançamos na chuva calma a dança do suplício, gargalhada e saudade de tantas bandeiras, tantos ais que não eram nosso mas que se tornaram correntes
estudante precisava ter vida decente
se for para ir para o cassetete, cacetadas vai ter que dar
e dói em nosso coro
televisão e mães em choro e a procissão dos amigos na cadeia
voltas para a faculdade já sem casa e assim mesmo semeias e sai e corre
favela que te soccore nos estudos e trabalho
voltas para o centro e cantas ao vento a vida nova de uma casa, um lar, um sentimento
hoje isso existe graças a nosso sangue
estudante do interior possui casa, quarto, computador e em nosso corpo essa dor
lembras daquela flor que parecia abacar e das flores se tornou rainha
da vida de princesa do século das luzes, belas festas, ceias intelectuais
a união de minha familia em teus ais, corredores, piscna e quintais
a radfiação está em mim que te fui contaminado
mas saber que vive-se diferente do passado
tem de toda forma seus agrados.
DOMINGO
um aquário gigante a percorrer nosso tempo assim é o domingo
vasto, garboso, familiar, preguiçoso, mentiroso quando união não há
por ter passado por vários domingos em passadas largas
recebo o que de tédio este dia me diz
um indivíduo em um ponto de ônibus sente a conversa da língua do silêncio
este invade o domingo, desde um grito de gol, até o sono mais profundo
o indívíduo não viu quando o trem infantil feito de carreta de pneus irrompeu
pela rua adentro contaminando a solidez do silêncio
passou o trem, passou a garota, passou a familia
passou o dia e vem chegando a hora di grito de gol
todos os esquecimentos necessários problemas no baralho
tudo deixa de existir no momento mágico e trágico do brasileiro ser
se esquece do que sabe que irá acontecer:
trabalhar feito burro, ser infeliz, matar dois leões, não ser dado a invenções
pagar o preço para ter o que pagar
domingo é a plenitude capitalista
o pobre em sua casa torna-se artista e canta, dança como os da tv
e vê a noite chegar, a vinheta do fantástico a alfinetar
o dia que vai raiar
deixa de ser diversão e criva os olhos na obrigação
outro grito rouco, outro soco
só no domingo de novo
só em sua estática imaginação.
domingo não é para amadores.
vasto, garboso, familiar, preguiçoso, mentiroso quando união não há
por ter passado por vários domingos em passadas largas
recebo o que de tédio este dia me diz
um indivíduo em um ponto de ônibus sente a conversa da língua do silêncio
este invade o domingo, desde um grito de gol, até o sono mais profundo
o indívíduo não viu quando o trem infantil feito de carreta de pneus irrompeu
pela rua adentro contaminando a solidez do silêncio
passou o trem, passou a garota, passou a familia
passou o dia e vem chegando a hora di grito de gol
todos os esquecimentos necessários problemas no baralho
tudo deixa de existir no momento mágico e trágico do brasileiro ser
se esquece do que sabe que irá acontecer:
trabalhar feito burro, ser infeliz, matar dois leões, não ser dado a invenções
pagar o preço para ter o que pagar
domingo é a plenitude capitalista
o pobre em sua casa torna-se artista e canta, dança como os da tv
e vê a noite chegar, a vinheta do fantástico a alfinetar
o dia que vai raiar
deixa de ser diversão e criva os olhos na obrigação
outro grito rouco, outro soco
só no domingo de novo
só em sua estática imaginação.
domingo não é para amadores.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
INDEPENDÊNCIA
Eu te perdi no tempo e agora já é tarde demais
todas as caras de amor são inúteis neste tempo opaco
neste frio tempo de tempos frios e caras carrancas
eu sou eu e min ha própria esperança
já não dependo de seus olhares, seu gosto, seu rosto, sua ironia
agora sou eu a toda hora, de noite e na hora mais quente do dia
você perdeu o direito de estar ao meu lado
este laço que envolve a humanidade e faz das pessoas um só coração
esse laço não te prende mais a mim, mesmo que haja amor já passou o meu tempo de amar
agora eu sou o mar de potência, eu sou essa nova essência para não mais ter medo do escuro do dia
em pleno meio-dia não vou mais amar
sou um olhar a engolir as horas e as honras do mundo
eu sou eu pequeno no mundo, eu sou um poço infindo
eu quero criar para mim um novo homem
eu sou este novo nome a descer aos infernos sempre e voltar renovado de tanto ser eu
Eu te pedi que não me olhasse a não ser com vendas
me olhou como antigamente e destruiu o enlace
hoje sozinho me acostumo com minha imensa força de touro
meu coração e peito carregam ouro dos dias que aprendi
a não esquecer de mim.
todas as caras de amor são inúteis neste tempo opaco
neste frio tempo de tempos frios e caras carrancas
eu sou eu e min ha própria esperança
já não dependo de seus olhares, seu gosto, seu rosto, sua ironia
agora sou eu a toda hora, de noite e na hora mais quente do dia
você perdeu o direito de estar ao meu lado
este laço que envolve a humanidade e faz das pessoas um só coração
esse laço não te prende mais a mim, mesmo que haja amor já passou o meu tempo de amar
agora eu sou o mar de potência, eu sou essa nova essência para não mais ter medo do escuro do dia
em pleno meio-dia não vou mais amar
sou um olhar a engolir as horas e as honras do mundo
eu sou eu pequeno no mundo, eu sou um poço infindo
eu quero criar para mim um novo homem
eu sou este novo nome a descer aos infernos sempre e voltar renovado de tanto ser eu
Eu te pedi que não me olhasse a não ser com vendas
me olhou como antigamente e destruiu o enlace
hoje sozinho me acostumo com minha imensa força de touro
meu coração e peito carregam ouro dos dias que aprendi
a não esquecer de mim.
NATUREZA DE DIA
O dia pede licença à madrugada que não quer dormir
os pássaros já ensaiam revoada e o cinza da alvorada
estrela a possível manhã aqui , acolá e ali
uma borboleta descobriu-se viva fora do casulo
e voou para cumprir sua lida no intervalo de uma dia
um falcão pousou suas penas em meu medo
o sussurro do vento lhe indica a direção
há vida em toda parte em todos nós e isso me indica luz
sobre a sombra imensa da noite que já se dissolve voa um pássaro com saudades do dia
eu digo-lhe bom-dia logo que este chega e domina
não me vê, não me olha
mas o óleo de pensamento é a marca de minha saudação
mais sol, pássaros, borboletas neste contrário de arrebol
menos festa pessoas suadas, gritarias nulas
quero antes o silêncio e a luz do diia
diuturna em minha companhia
o dia preencheu o meu dia
agora vejo a tarde a lamentar-se por ter sido um dia dia
e a noite vem cobrar o que entregou pela manhã
agora já não pássaro, borboletas e flores
há canos de descarga a incendiar o céu
há gritos de crianças a voltar de escola
há martírios em uma grande fila de asfalto
parece que a natureza morreu e foi enterrada naquela velha estrada
tudo, súbito, fica mais humano, logo mais cruel
hei de esperar o silêncio da noite para reencontrar a vida que ninguém vê mas existe
a vida que ninguém quer, mas insiste
a vida deste mundo, nosso mundo, onde de passagem estamos
e não vimos as pequenas formas que se desenham a toda hora
nosso umbigo é maior que a providência natural
nosso orgulho é foto artificial
a natureza ri do homem e de sua pobreza moral, porque finda
a natureza continua , mesmo depois que sobrou apenas um grito rouco na rua
a natureza não é minha nem sua
ela é dela mesma
assim como você deveria ser seu
assim como começa e termina o dia.
os pássaros já ensaiam revoada e o cinza da alvorada
estrela a possível manhã aqui , acolá e ali
uma borboleta descobriu-se viva fora do casulo
e voou para cumprir sua lida no intervalo de uma dia
um falcão pousou suas penas em meu medo
o sussurro do vento lhe indica a direção
há vida em toda parte em todos nós e isso me indica luz
sobre a sombra imensa da noite que já se dissolve voa um pássaro com saudades do dia
eu digo-lhe bom-dia logo que este chega e domina
não me vê, não me olha
mas o óleo de pensamento é a marca de minha saudação
mais sol, pássaros, borboletas neste contrário de arrebol
menos festa pessoas suadas, gritarias nulas
quero antes o silêncio e a luz do diia
diuturna em minha companhia
o dia preencheu o meu dia
agora vejo a tarde a lamentar-se por ter sido um dia dia
e a noite vem cobrar o que entregou pela manhã
agora já não pássaro, borboletas e flores
há canos de descarga a incendiar o céu
há gritos de crianças a voltar de escola
há martírios em uma grande fila de asfalto
parece que a natureza morreu e foi enterrada naquela velha estrada
tudo, súbito, fica mais humano, logo mais cruel
hei de esperar o silêncio da noite para reencontrar a vida que ninguém vê mas existe
a vida que ninguém quer, mas insiste
a vida deste mundo, nosso mundo, onde de passagem estamos
e não vimos as pequenas formas que se desenham a toda hora
nosso umbigo é maior que a providência natural
nosso orgulho é foto artificial
a natureza ri do homem e de sua pobreza moral, porque finda
a natureza continua , mesmo depois que sobrou apenas um grito rouco na rua
a natureza não é minha nem sua
ela é dela mesma
assim como você deveria ser seu
assim como começa e termina o dia.
O BEIJO GAY 1
Uma criança negra de sete anos espera por adoção
existe fila na padaria que bom, mas descubro que é não para adotar o seu manuel dono da padaria, mas para ver o tal beijo gay
parece final d copa do mundo
todos se abotoam para ver o excêntrico para depois gritarem que foi desnecessário
as pessoas só se convencem daquilo que lhes pode trazer algum benefício
um beijo gay pode trazer qual benefício?
nenhum, porque casais gays sempre se beijaram desde de que o mundo é mundo
uma criança negra de sete anos este ano não terá natal porque há um livro escrito há dois mil anos que diz isso e há pessoas que não se importam com nada mais a não ser construir mansões, prédios, frequentar religiões, discriminar o que já conhecem , mas o fazem por amargura de coração
O beijo gay não foi desnecessário
foi a bofetada que todos nós merecíamos ter, um bom tapa na cara de gente selvagem assim, igual a mim, a você.
e quem não consegue se posicionar
só pensa em comprar, inda que um vazio lhe atormente a alma
inda que veja a seu lado a tristeza que se acaba
não adianta discutir com estes que já escolheram seu próprios escravos
para quem fazer o bem no fim de ano é resultado de toda maldade realizada por eles
como um alívio hipócrita, esse sim desnecessário
essa posição de quem é melhor ou de quem é pior vai acabar
porque de bofetada em bofetada este lugar vai mudar
e veremos a criança negra de sete anos com dois pais ou duas mães e sem precisar de gritar que hoje haverá beijo gay como um animal raro vindo da sibéria, algo que nunca se viu
Se não existirem no futuro crianças negras e órfãs, quem eles irão ajudar
se não há como ajudar, quem antes, então,antes, quem eles iriam maltratar?
todo beijo e beijo antes de ser qualquer adjetivo
toda pessoa tem dignidade seja negro, barno ou albino
o mundo seria melhor se não houvesse tantos assassinatos
e mulheres, mães a chorar
do lado de cá,. ainda vejo a criança negra de sete anos sozinha a desenhar no céu um coraçao de ar
enquanto casais são mortos à luz do dia como um presente para deus
qual deus?
o deus que ajuda as mesmas crianças que durante o ano deixou abandonadas
o deus capitalista não gosta de nada
e criança abandonada precisa ser ajudada
o beijo gay é o início de uma legítima revolução
Quero ver quem eles vão ajudar quando a criança sorridente lhes disser
muito obrigado, eu tenho familia, procure um psicólogo para de seu egosmo te cujrar
existe fila na padaria que bom, mas descubro que é não para adotar o seu manuel dono da padaria, mas para ver o tal beijo gay
parece final d copa do mundo
todos se abotoam para ver o excêntrico para depois gritarem que foi desnecessário
as pessoas só se convencem daquilo que lhes pode trazer algum benefício
um beijo gay pode trazer qual benefício?
nenhum, porque casais gays sempre se beijaram desde de que o mundo é mundo
uma criança negra de sete anos este ano não terá natal porque há um livro escrito há dois mil anos que diz isso e há pessoas que não se importam com nada mais a não ser construir mansões, prédios, frequentar religiões, discriminar o que já conhecem , mas o fazem por amargura de coração
O beijo gay não foi desnecessário
foi a bofetada que todos nós merecíamos ter, um bom tapa na cara de gente selvagem assim, igual a mim, a você.
e quem não consegue se posicionar
só pensa em comprar, inda que um vazio lhe atormente a alma
inda que veja a seu lado a tristeza que se acaba
não adianta discutir com estes que já escolheram seu próprios escravos
para quem fazer o bem no fim de ano é resultado de toda maldade realizada por eles
como um alívio hipócrita, esse sim desnecessário
essa posição de quem é melhor ou de quem é pior vai acabar
porque de bofetada em bofetada este lugar vai mudar
e veremos a criança negra de sete anos com dois pais ou duas mães e sem precisar de gritar que hoje haverá beijo gay como um animal raro vindo da sibéria, algo que nunca se viu
Se não existirem no futuro crianças negras e órfãs, quem eles irão ajudar
se não há como ajudar, quem antes, então,antes, quem eles iriam maltratar?
todo beijo e beijo antes de ser qualquer adjetivo
toda pessoa tem dignidade seja negro, barno ou albino
o mundo seria melhor se não houvesse tantos assassinatos
e mulheres, mães a chorar
do lado de cá,. ainda vejo a criança negra de sete anos sozinha a desenhar no céu um coraçao de ar
enquanto casais são mortos à luz do dia como um presente para deus
qual deus?
o deus que ajuda as mesmas crianças que durante o ano deixou abandonadas
o deus capitalista não gosta de nada
e criança abandonada precisa ser ajudada
o beijo gay é o início de uma legítima revolução
Quero ver quem eles vão ajudar quando a criança sorridente lhes disser
muito obrigado, eu tenho familia, procure um psicólogo para de seu egosmo te cujrar
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
SERÁ QUE ALGUÉM LÊ O QUE ESCREVO ?
Sinceramente não sei se existe alguém que me lê
se existir peço que comente para que eu saiba que sou lido
menos que querido, mais que desejo de leitura
se assim me lês comente abaixo para que eu não sinta que escrevo para nada e ninguém
esta imensa solidão de interior e do meu inteiro inda pode me matar
mas não acontece se você comentar,
pode ser mesmo xingando, aborrecido, a dizer que isto nem poesia é
vou entender, e ficar assim contente por fazer de meu algoz, meu interloescultor
Sinceramente acho esta postagem é inútil pois ninguém nunca me discute, nem mesmo me vê, ouve, quanto mais me lê
queria ser ouvido inda que calado, queria ser lido inda que hermético
Se estas palavras perpassam a tela, ao caderno, a fala
merce um aceno, uma crítica, uma fala
falta sangue em que te diferencia
não sei se devo continuar a escrever e minhas mãos são as do Lázaro em direção a uma nova vida
vindo então do fundo da tristeza
estou quase a pular o muro e reorganizar-me para ser somente feliz
se sente-se acanhado, dê apenas um OK
assim sei que há vida do outro lado a me escutar
esse poema confissão, essas palavras baratas há de apagar se não saber-se ouvida, lida
para a minha lida continuar, min há sina em transformar palavras em ossos e pedras
o poema reclama de ti uma posição, mesmo que seja para defenestrar-me da poesia
e eu não mais compartilharei se não lido , vou apenas escrever para eu ler o que escrevi de mim e do mundo que me circunda e
gira a terra, gira o mundo, gira a saia e meu lábios na boca da flor
eu quero a calmaria da noite e a alucinação dos dias, da dor
eu quero beber gasolina e arrotar diesel
eu quero ser eu, com seu comentário para não me sentir otário
se fosse só isso seria mais que bobo, seria eu mesmo homem novo
as palavras pedem pra virar poema e eu não tenho noção se alguém lê
o poema-desabafo, o poema-faro, o poema-alegria, o poema-tristeza
todos eles estão em mim, , em minha pele e no meu sorriso ou esgar
resta saber se você me lê como te vejo a ti todos os dias sem você me ver
assim espero e compto a sina do cibernético poeta, novo , velho, tudo e nada
nada em mim diz que sou o que escrevo
sou o que sinto e sinto porque existo
sua avalição é meu dliema, mass minha esperança também
melhor ser criticado que não ser visto e passar incólume na multidão sentindo-se um poeta, quando não passo de um bobão pateta
ps. se você tem lido meus textos, peço que dê um ok se não quiser comentar, tanto quanto se quiser, fique à vontade
se existir peço que comente para que eu saiba que sou lido
menos que querido, mais que desejo de leitura
se assim me lês comente abaixo para que eu não sinta que escrevo para nada e ninguém
esta imensa solidão de interior e do meu inteiro inda pode me matar
mas não acontece se você comentar,
pode ser mesmo xingando, aborrecido, a dizer que isto nem poesia é
vou entender, e ficar assim contente por fazer de meu algoz, meu interloescultor
Sinceramente acho esta postagem é inútil pois ninguém nunca me discute, nem mesmo me vê, ouve, quanto mais me lê
queria ser ouvido inda que calado, queria ser lido inda que hermético
Se estas palavras perpassam a tela, ao caderno, a fala
merce um aceno, uma crítica, uma fala
falta sangue em que te diferencia
não sei se devo continuar a escrever e minhas mãos são as do Lázaro em direção a uma nova vida
vindo então do fundo da tristeza
estou quase a pular o muro e reorganizar-me para ser somente feliz
se sente-se acanhado, dê apenas um OK
assim sei que há vida do outro lado a me escutar
esse poema confissão, essas palavras baratas há de apagar se não saber-se ouvida, lida
para a minha lida continuar, min há sina em transformar palavras em ossos e pedras
o poema reclama de ti uma posição, mesmo que seja para defenestrar-me da poesia
e eu não mais compartilharei se não lido , vou apenas escrever para eu ler o que escrevi de mim e do mundo que me circunda e
gira a terra, gira o mundo, gira a saia e meu lábios na boca da flor
eu quero a calmaria da noite e a alucinação dos dias, da dor
eu quero beber gasolina e arrotar diesel
eu quero ser eu, com seu comentário para não me sentir otário
se fosse só isso seria mais que bobo, seria eu mesmo homem novo
as palavras pedem pra virar poema e eu não tenho noção se alguém lê
o poema-desabafo, o poema-faro, o poema-alegria, o poema-tristeza
todos eles estão em mim, , em minha pele e no meu sorriso ou esgar
resta saber se você me lê como te vejo a ti todos os dias sem você me ver
assim espero e compto a sina do cibernético poeta, novo , velho, tudo e nada
nada em mim diz que sou o que escrevo
sou o que sinto e sinto porque existo
sua avalição é meu dliema, mass minha esperança também
melhor ser criticado que não ser visto e passar incólume na multidão sentindo-se um poeta, quando não passo de um bobão pateta
ps. se você tem lido meus textos, peço que dê um ok se não quiser comentar, tanto quanto se quiser, fique à vontade
IMPERATIVO
Observe as pedras em teu caminho e faça uma boa pedreira ou as use como pedrarias
conecte-se a sua na solidão inevitável
viável na confusão dos dias
Conserte as grades que te separam de tua família,
os parentes que nunca tivera e que nunca os saberia se assim os tinha
Quebre o gelo da monotonia e cresça tal qual pássaro pétreo
conserte seu caminho, sua rota, seu itinerário
converse mais consigo, inda que sozinho fale
fale então de outros mundos
Saboreie o desconforto como o mais fino doce
faça dele uma doceria
e saiba quebrar-se no verão para inteiro reconstruir-se no inverno
imenso, criado à luz de novos esparsos versos
Diga não a toda covardia, maldade e simplificação
descuide-se do absoluto em um imenso e relativo não
veja o olho na cobra a cobri todo o chão
pereça de toda verdade para achar-se e perder-se em imenso delicioso esquecimento
todas as tardes feitas de sorrisos de cimento sem unguento, sem pressentimentos mais
fixe-se na falsa alegria de carnaval e no suor imenso que do corpo sai
vigie o dia e se distrai, colora a morte de cores funerais
saiba viver para aprender a morrer sem maiores sinais
faça poesia como quem pega um ônibus lotado
e ve no olhar de si pobre coitado um imenso canal de transformação
pinte o muro, inaugure momentos, seja você o melhor mensageiro do vento
compre a vista tua alegria mas a socialize em prestações
diga ao canto, á lua, ao sol o quanto geme sua liteira de girassol
saiba ser nos lugares e desaparecer quando instares
mereça ser feliz e tire um dia com círculo de giz
caucasiano
este novo olhar, nova ação, sua força em triste ano
comece agora a ser você antes que te inventem um falso ser que te alimentas
pasmo em meio à interna tormenta
não deves nada a ninguém e tua verdade é seguir
ir ao paço e de lá gritar que vida apenas , apenas não há se te tiram o alegre prazer de sonhar,
observe o dia.
conecte-se a sua na solidão inevitável
viável na confusão dos dias
Conserte as grades que te separam de tua família,
os parentes que nunca tivera e que nunca os saberia se assim os tinha
Quebre o gelo da monotonia e cresça tal qual pássaro pétreo
conserte seu caminho, sua rota, seu itinerário
converse mais consigo, inda que sozinho fale
fale então de outros mundos
Saboreie o desconforto como o mais fino doce
faça dele uma doceria
e saiba quebrar-se no verão para inteiro reconstruir-se no inverno
imenso, criado à luz de novos esparsos versos
Diga não a toda covardia, maldade e simplificação
descuide-se do absoluto em um imenso e relativo não
veja o olho na cobra a cobri todo o chão
pereça de toda verdade para achar-se e perder-se em imenso delicioso esquecimento
todas as tardes feitas de sorrisos de cimento sem unguento, sem pressentimentos mais
fixe-se na falsa alegria de carnaval e no suor imenso que do corpo sai
vigie o dia e se distrai, colora a morte de cores funerais
saiba viver para aprender a morrer sem maiores sinais
faça poesia como quem pega um ônibus lotado
e ve no olhar de si pobre coitado um imenso canal de transformação
pinte o muro, inaugure momentos, seja você o melhor mensageiro do vento
compre a vista tua alegria mas a socialize em prestações
diga ao canto, á lua, ao sol o quanto geme sua liteira de girassol
saiba ser nos lugares e desaparecer quando instares
mereça ser feliz e tire um dia com círculo de giz
caucasiano
este novo olhar, nova ação, sua força em triste ano
comece agora a ser você antes que te inventem um falso ser que te alimentas
pasmo em meio à interna tormenta
não deves nada a ninguém e tua verdade é seguir
ir ao paço e de lá gritar que vida apenas , apenas não há se te tiram o alegre prazer de sonhar,
observe o dia.
PÃO COM MOLHO
O suplício se chamava quarta-feira e toda semana eu o criava
dono de uma baixa autoestima eu não relutava no ato
a cantineira entregava-me o pão com molho e eu ao garoto branco, lhe dava
durante muito tempo não soube por que assim o fazia
mas ele sempre me agradecia e embora ia
ele não era meu colega, quase nunca o via
mas via outra coisa que só depois descobriria
via a pele dele e da irmã dele e achava linda
não gostava da minha, então o pão que me satisfaria, satisfaria a pele que naturalmente devia
a branca pele tal qual o nascer do dia
Oterror se chamava sexta-feira quando não havia ninguém, nem mesmo alguém que me pedisse um pão, nem mesmo aquela cor branca não minha mas que me dava alento a comer o pão que eu devia
e as cores do céu e o cantar dos pássaros e dos dias fez-me ver o quanto eu valia
valia como flor no vale valia como grito de ja vali.
valia o que de melhor vale em mim
e então não mais os via
o pão com molho que nunca saboreei, era saboreado por duas crianças brancas e também pobres
eu poderia passar fome, a min ha cor devia
a deles não , gente branca não devia, assim eu acreditava, achava-me inferior
e aquele gesto dizia-me de minha inferioridade.
hoje somos os tr~es amigos, visito-os e sempre ouço a história da cessão da comida
ele s riem como se de mim fosse bobeira e eu aqui, no fundo de mim, sei o que era.
Se hoje houvesse quartas-feiras de pão com molho, com a intensidade de minha vida, os olharia, e nova ação faria.
hoje se posso como tudo o que me vem a boca de pão com molho e outros melhores molhos
se pedirem-me um pão com molho, eu olho para o lado
e como esganado sem nem mesmo olhar quem me pedia
nada como viver um dia cada dia e renovar sua mente, sua pele, seu dia
eu sou o mistério da noite, a cor mais linda, meu dentes a aurora do dia
a maiorcomida eu como todo dia, eu devoro incansavelmente todo o sabor da vida.
essa não entrego a ninguém, nem de noite nem de dia.
HOMOPHOBIA 1
Eu sorria sempre quando ao longe a via e ríamos a tarde inteira
quando então surge a derradeira hora e meu sorriso já iria, embora ainda ria
Como que tudo o que eu fizesse , falasse, risse, tudo
a partir de agora e ali , naquele lugar,estaria errado, tudo, mesmo em silêncio profundo estaria eu errado
não foi dela este olhar e julgo, mas de seu namorado.
Ríamos, ela e eu sempre a mesma hora e das mesmas besteiras de meninos
mas a partir de agora eu não deveria rir, chorar, lembrar ou esquecer
para aquele cara eu devia não ser
e ele disse-lhe isto
liguei para ela que já não me ligava há dias e perguntei-lhe de nossa alegria
ela disse que eu não era pessoa para se andar, não entendi e tornei a perguntar
ela somente disse que não mais me queria, pois eu não era digno de sua companhia
fui à casa dela e novamente e ela disse-me tudo e eu ouvia sem acreditar
de tão amigos que éramos ficamos então desconhecidos
e ela disse que eu atrapalhava seu namoro e que seu namorado lhe dissera para comigo não mais andar
eu, que por estes tempos, conhecia-me menos do conheço-me hoje continuei sem entender
não sabia o porquê de o rapaz de mim não gostar, de desprezo por mim ter
ela então explode e diz; não vês que gente como você não merece ser feliz...
como assim gente como eu, o que eu era afinal eu que nem sabia o que era ser
e quanto mais eu queria saber, ela tentava se esconder
quando de um susto voltei a dizer, o que eu era que com ele não poderia ser
ela olhou-me bem no fundo dos olhos e disse-me com a sinceridade de outrora
-- eu não sei, acho que ele não gosta do seu jeito
aquilo acabou comigo e não mais os vi durante bom tempo
quase morri, parecia estar seguido por alguém, eu nada valia na vida e sem saber qual crime cometi
fiquei sozinho sem amigos, sem ti, sem mim
tempo passa tornei-me homem e hoje a vejo de lenço escuro na rua e sem graça
o cara anda na frente e depois ela tal qual boi e vaca
e ela não olha para os lados com medo da vergonha de seu antigo namorado, agora dono de fato
Eu homem novo amigo da solidão, dono de mim, analisado, escolado, hoje sei qual foi o meu pecado
o pecado de ser feliz, gargalhar, sorrir e fazer sorrir,
esse era meu pecado; a inocência de ser diferente
Agradeço a esse cara porque se hoje sei de meu valor e dignidade
foi através de sua primeira bofetada social
seu primeiro julgamento de homem de verdade, macho de zoológico... macho que não acaba mais
hoje eu estou lindo aos 42 do terceiro tempo e os dois pobres coitados criam filhos infames para depois abandoná-los.
Muito obrigado senhor lixo homofobia, se acordo de manhã e se danço carnaval é em favor da minha vida
não da sua triste lida
o tempo te mostrou com quem se anda, e me mostrou o jeito maior
esse meu modelo de não seguir modelos de cor
eu grito, sorrio, penso e me calo, não deixo mais o outro me dizer o que penso e falo
posso ouvir, mas dono de mim, sou eu quem decido
triste mulher escrava de um verme, de um traste,de um lixo, de um fedorento Falo.
O DESAPARECIMENTO DA AMIGA ALEGRIA
Minha alegria está desaparecida
peço a gentileza de, se alguém a vir, diga que não mais durmo
a minha coragem ficou estática diante de sua inesperada fuga
e meus imensos dentes sorriso agora calados pelo cinza das horas da vida
A minha alegria foi vista pela última vez na rodoviária
pedi insistente ao imenso medo que a fosse buscar
este disse corajoso que a inimiga partira sem alça. bagagem, asas
partiu para nunca mais voltar.
A rosa amiga de minha alegria já não abre suas pétalas
a esperança disse que também embora irá
a coragem agora se enconde em bunnkers, já não é coragem, já não está.
os pássaros barulhentos tentaram lhe convencer
a ficar mais um pouquinho
diziam eles da existência minha como a existência do lugar
a alegria disse que estava cansada e e queria descansar desintristecer-se já
a alegria é a mão do amor como onda no mar
o bálsamo da dor, o calor quando apenas frio há
quem a vir diga que vou cuidar dela como se cuida de uma bonsay
que a levarei para tomar ar com novas gargalhadas de palhaço
e piadas filosóficas prontas de alarido do bar
minha alegria deve retornar.
eu sou pouco, quase nada, sou o pó da estrada, a primeira estrela a desafinar
o pouco violão a brilhar em mim alegria ainda está, mesmo não estando, me ensinou a tentar ser alegre
mesmo com toda dor na alma, mesmo culpado por não ter calma
mesmo desesperado daquilo que outros ririam
gargalhada de esgar
sobrou-me coragem, barulho e fúria
assim reinvento o mundo pois nele todo sequestraram a alma genuína da alegria
seu verdadeiro estar e colocaram-na artificial prima de sorrisos apenas
ocos sorrisos tolo de desespero, sem desejo, sem pejo, sem ar
Acabo de receber das pedras a maior notícia
a notícia de que minha alegria vai voltar, choro e caio nos braços do golpe de ar
e ele me confidencializa que a alegria lhe disse que esteve décadas fora para me testar
e agora que de longe observa minha queda já está a caminho
sexta sozinho, sábado sozinho domingo dormindo, segunda comigo estará
devolve o ser ao ser minha alegria para juntos fazer valer a pena o dia
para fazer valer a pena existir e estar
minha alegria vai voltar.
peço a gentileza de, se alguém a vir, diga que não mais durmo
a minha coragem ficou estática diante de sua inesperada fuga
e meus imensos dentes sorriso agora calados pelo cinza das horas da vida
A minha alegria foi vista pela última vez na rodoviária
pedi insistente ao imenso medo que a fosse buscar
este disse corajoso que a inimiga partira sem alça. bagagem, asas
partiu para nunca mais voltar.
A rosa amiga de minha alegria já não abre suas pétalas
a esperança disse que também embora irá
a coragem agora se enconde em bunnkers, já não é coragem, já não está.
os pássaros barulhentos tentaram lhe convencer
a ficar mais um pouquinho
diziam eles da existência minha como a existência do lugar
a alegria disse que estava cansada e e queria descansar desintristecer-se já
a alegria é a mão do amor como onda no mar
o bálsamo da dor, o calor quando apenas frio há
quem a vir diga que vou cuidar dela como se cuida de uma bonsay
que a levarei para tomar ar com novas gargalhadas de palhaço
e piadas filosóficas prontas de alarido do bar
minha alegria deve retornar.
eu sou pouco, quase nada, sou o pó da estrada, a primeira estrela a desafinar
o pouco violão a brilhar em mim alegria ainda está, mesmo não estando, me ensinou a tentar ser alegre
mesmo com toda dor na alma, mesmo culpado por não ter calma
mesmo desesperado daquilo que outros ririam
gargalhada de esgar
sobrou-me coragem, barulho e fúria
assim reinvento o mundo pois nele todo sequestraram a alma genuína da alegria
seu verdadeiro estar e colocaram-na artificial prima de sorrisos apenas
ocos sorrisos tolo de desespero, sem desejo, sem pejo, sem ar
Acabo de receber das pedras a maior notícia
a notícia de que minha alegria vai voltar, choro e caio nos braços do golpe de ar
e ele me confidencializa que a alegria lhe disse que esteve décadas fora para me testar
e agora que de longe observa minha queda já está a caminho
sexta sozinho, sábado sozinho domingo dormindo, segunda comigo estará
devolve o ser ao ser minha alegria para juntos fazer valer a pena o dia
para fazer valer a pena existir e estar
minha alegria vai voltar.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
ANSIEDADE
Porque não faço como a borboleta que não se preocupa em viver
não sente dor por existir
a lagartixa que sobe a parede como um ato de seriedade
Porque não me abandono um pouco
retiro do meu peito esta ansiedade
Porque preocupo-me como se fosse prazer preocupar-se
quando a vida a ser vivida é um tarefa árdua
porque sinto tanta dor
mesmo com as águas e as flores que em mim são jogadas nesse batismo de amor
continuo e sofro.
Porque não imito o silêncio da folha de papel
ou do arvoredo que soa quando recebe o beijo do vento de braços abertos
tudo no mundo pulsa, menos esta ansiedade, estática e
elétrica, eclética e filha de um mente preocupada
Porque sou este vulcão de conhecimento se viver não posso
não devo somente existir como os demais dementes
preciso viver com liberdade, antes que esta ansiedade a torne tarde
arde em mim a vida imensa e quero contar isso
nem que seja a um irmão caído na rua
e que me ouça e que me diga da importância maior
que é o segredo da vida
basta viver, sem dor, sem se preocupar
basta fazer como todas as criaturas simples
cumprir sua meta no mundo e desaparece e tornar-se terra
Até lá vendo-me no espelho na autocomiseração
a desafiar minha ansiedade
a transformá-la em pequenos momento de felicidade.
inda pequenos os chamarei assim
ansiedade não é amor
ansiedade é falta de felicidade.
não sente dor por existir
a lagartixa que sobe a parede como um ato de seriedade
Porque não me abandono um pouco
retiro do meu peito esta ansiedade
Porque preocupo-me como se fosse prazer preocupar-se
quando a vida a ser vivida é um tarefa árdua
porque sinto tanta dor
mesmo com as águas e as flores que em mim são jogadas nesse batismo de amor
continuo e sofro.
Porque não imito o silêncio da folha de papel
ou do arvoredo que soa quando recebe o beijo do vento de braços abertos
tudo no mundo pulsa, menos esta ansiedade, estática e
elétrica, eclética e filha de um mente preocupada
Porque sou este vulcão de conhecimento se viver não posso
não devo somente existir como os demais dementes
preciso viver com liberdade, antes que esta ansiedade a torne tarde
arde em mim a vida imensa e quero contar isso
nem que seja a um irmão caído na rua
e que me ouça e que me diga da importância maior
que é o segredo da vida
basta viver, sem dor, sem se preocupar
basta fazer como todas as criaturas simples
cumprir sua meta no mundo e desaparece e tornar-se terra
Até lá vendo-me no espelho na autocomiseração
a desafiar minha ansiedade
a transformá-la em pequenos momento de felicidade.
inda pequenos os chamarei assim
ansiedade não é amor
ansiedade é falta de felicidade.
AMOR X APEGO
Queres ser o hálito da madrugada e velar meu sono
pousar tua cabeça e observar meu abandono nas mãos de Morpheu.
eu sou eu, não sou teu.
queres que eu te acompanhe até a terra dos demônios e de lá
voltemos de mãos dadas , como dois seres que acreditam no divino, no ser e na estrada
de flores regadas.
Queres ser meia- noite quando o dia imita seu sorriso de açoite
e as papeladas de outrora estão nas gavetas
já não choro lágrimas de cebolas,nem jogo leite nas escadas
não imito a cor da papoula por saber-me mais lindo
e mais eu, diferentemente eu
eu sei que a vida me reservou o fel dos dias
mas tua companhia agrada o vento e os pássaros
e faz-me pensar em nós
nos nós da vida a enlaçar-nos e a ensinar-nos o prazer da existência
do alto do vale eu berro paciência
e começamos novamente a falar de nossas inocências
chegaste tarde, agora há a grande vontade de outono
e de velho o coração já não mais renova
vê o brilho novo que o devora
o da indiferença
queres ser meu tambor no peito,coração que erra pelo mundo
mas sabes que a vida é maior
apego é coisa de gente sem coragem
que não tem vintém e não respeita a vontade de outrem
apego é coisa de gente estúpida
daria um minuto de minha vida vida por amor
daria séculos de meu mundo para não sentir apego
minha cabeça doirada dança em uma bacia de corais
estou enternecido na noite
e o manto do amor me faz maior
mesmo sabendo que nunca visitará meu dias
deixarei então em meu epitáfio
aqui jaz aquele que viveu e não amou, por que não sabia.
apenas vivia, mesmo sem saber que viver também é amor.
amor deve ser bom,
apego eu garanto que não quero
quero o apego longe de mim, no chão da existência
amor não é carêcia, amor é solução.
pousar tua cabeça e observar meu abandono nas mãos de Morpheu.
eu sou eu, não sou teu.
queres que eu te acompanhe até a terra dos demônios e de lá
voltemos de mãos dadas , como dois seres que acreditam no divino, no ser e na estrada
de flores regadas.
Queres ser meia- noite quando o dia imita seu sorriso de açoite
e as papeladas de outrora estão nas gavetas
já não choro lágrimas de cebolas,nem jogo leite nas escadas
não imito a cor da papoula por saber-me mais lindo
e mais eu, diferentemente eu
eu sei que a vida me reservou o fel dos dias
mas tua companhia agrada o vento e os pássaros
e faz-me pensar em nós
nos nós da vida a enlaçar-nos e a ensinar-nos o prazer da existência
do alto do vale eu berro paciência
e começamos novamente a falar de nossas inocências
chegaste tarde, agora há a grande vontade de outono
e de velho o coração já não mais renova
vê o brilho novo que o devora
o da indiferença
queres ser meu tambor no peito,coração que erra pelo mundo
mas sabes que a vida é maior
apego é coisa de gente sem coragem
que não tem vintém e não respeita a vontade de outrem
apego é coisa de gente estúpida
daria um minuto de minha vida vida por amor
daria séculos de meu mundo para não sentir apego
minha cabeça doirada dança em uma bacia de corais
estou enternecido na noite
e o manto do amor me faz maior
mesmo sabendo que nunca visitará meu dias
deixarei então em meu epitáfio
aqui jaz aquele que viveu e não amou, por que não sabia.
apenas vivia, mesmo sem saber que viver também é amor.
amor deve ser bom,
apego eu garanto que não quero
quero o apego longe de mim, no chão da existência
amor não é carêcia, amor é solução.
IDIOMA
eu sou seu tema fático, seu soneto, cantiga, caso fixo...linfático
tudo o que é mas que seria poema e solto cisco do amor
eu sou seu radical
mais queria ser apenas um bom e calado fonema de quintal
a gritar em seu silêncio.
Prosopopeias interditam a noite e metáforas adagas me perseguem
os pleonasmos já os ouço e não os repito
sou eu mesmo o paradoxo de minha existência
elíptica
Orações coordenadas marcham odientas
as subordinadas se calam por medo de não se entregarem
os conectores já são doutores na arte de mediar
os advérbios colocaram medo porque se juntaram à crase em segredo
e fazem uma cacofonia, interferências do medo
onomatopeias do sono
afixos soltos tal qual bumerangues
os textos a dizerem novas boas de bodas de sangue
e o mundo gira em nosso inocente e maltratado idioma.
tudo o que é mas que seria poema e solto cisco do amor
eu sou seu radical
mais queria ser apenas um bom e calado fonema de quintal
a gritar em seu silêncio.
Prosopopeias interditam a noite e metáforas adagas me perseguem
os pleonasmos já os ouço e não os repito
sou eu mesmo o paradoxo de minha existência
elíptica
Orações coordenadas marcham odientas
as subordinadas se calam por medo de não se entregarem
os conectores já são doutores na arte de mediar
os advérbios colocaram medo porque se juntaram à crase em segredo
e fazem uma cacofonia, interferências do medo
onomatopeias do sono
afixos soltos tal qual bumerangues
os textos a dizerem novas boas de bodas de sangue
e o mundo gira em nosso inocente e maltratado idioma.
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
LIÇÃO DE FALSIDADE 1
vou dizer-te para que não te esqueças
a falsidade dói de aprender
Roubam-te, sequestram tua alegria, pisam em tuas rosas
e o que fica de ti somente um sorriso a ter que sorrir
sorrir de quem , para quem, por quem, para que
sorrir para a paisagem e cumprimentar
a arte da falsidade é ensinada desde cedo
para que não tenhas medo do trato socil
para ser falso é preciso muito estudo , tomar lições cotidianas
ouvir um amigo trair o próprio irmão e depois dar-lhe um amoroso abraço
ver o que de plástico costuma ficar onde falta talento
o talentoso não precisa puxar saco
ele é
porque sabe de seu diamante e não inventa para agradar
mas o falso precisa do recurso da dissimulação
como se isso não fosse notado por todos
sua maior admiração é admirar ou não
mas sempre com um idiota olhar de aprovação
o falso sempre te encorajará a fazer aquilo que secretamente ele gostaria
porque se você se der bem, ele faz-se dono da experiência
se se der mal, ele ainda diz que te avisou do perigo.
irrita-me o riso pretensamente sem pretensão
aquele riso pronto para ajudar e que ri das piadas que ninguém ri
esse riso acredita ser o certo
ou odeia o teu
mas dissimula porque é a única coisa que direito faz
paúra do que tens
ele imagina no espelho da casa como se você fosse
mas o brilho já lhe deixou a tempo
brilho ailás que nunca teve
e se um dia brilhou foi com luz alheia
um parasita social que se esconde nas etiquetas de marca
na falsa palavra palavreada
e quando recebe um grandioso não
chorai internamente de ódio, mas sorri de satisfação
o falso no fundo, nem tão fundo assim, é um triste incompetente
que precisa cheirar peido de gente estúpida para se achar gente
a falsidade dói de aprender
Roubam-te, sequestram tua alegria, pisam em tuas rosas
e o que fica de ti somente um sorriso a ter que sorrir
sorrir de quem , para quem, por quem, para que
sorrir para a paisagem e cumprimentar
a arte da falsidade é ensinada desde cedo
para que não tenhas medo do trato socil
para ser falso é preciso muito estudo , tomar lições cotidianas
ouvir um amigo trair o próprio irmão e depois dar-lhe um amoroso abraço
ver o que de plástico costuma ficar onde falta talento
o talentoso não precisa puxar saco
ele é
porque sabe de seu diamante e não inventa para agradar
mas o falso precisa do recurso da dissimulação
como se isso não fosse notado por todos
sua maior admiração é admirar ou não
mas sempre com um idiota olhar de aprovação
o falso sempre te encorajará a fazer aquilo que secretamente ele gostaria
porque se você se der bem, ele faz-se dono da experiência
se se der mal, ele ainda diz que te avisou do perigo.
irrita-me o riso pretensamente sem pretensão
aquele riso pronto para ajudar e que ri das piadas que ninguém ri
esse riso acredita ser o certo
ou odeia o teu
mas dissimula porque é a única coisa que direito faz
paúra do que tens
ele imagina no espelho da casa como se você fosse
mas o brilho já lhe deixou a tempo
brilho ailás que nunca teve
e se um dia brilhou foi com luz alheia
um parasita social que se esconde nas etiquetas de marca
na falsa palavra palavreada
e quando recebe um grandioso não
chorai internamente de ódio, mas sorri de satisfação
o falso no fundo, nem tão fundo assim, é um triste incompetente
que precisa cheirar peido de gente estúpida para se achar gente
domingo, 16 de fevereiro de 2014
haicai da injustiça
nada mais injusto
do que o vento a atrapalhar
o gesto de um sabiá
que queria abocanhar no arr panhar plena borboleta
do que o vento a atrapalhar
o gesto de um sabiá
que queria abocanhar no arr panhar plena borboleta
sábado, 15 de fevereiro de 2014
CASAMENTO
eu sou seu amado no ninho do dia
e na ternura de tua cama vazia, portas batidas quando fores trabalhar..
eu sou um pássaro que voa em tua direção todas a noites
que traz a mensagem de novo pouso
que pousa todo, sonoro em tua mão
eu sou somente um amor no mundo
amo porque sinto
sinto muito quando já não sinto e tenho que para ti rir,
quero rir antes apenas das horas que existo
sinto uma vontade de nova primavera
em um verão estafante passa ligeiro o dia e nos vemos como antes
tristes amantes de uma improvável nova era
eu sou fogo que arde e desafia o escuro
eu sou ouro negro a cintilar estrelas, boca que beija, olho que olha
eu sou você
eu sou nada sou um click na alma do mundo
dono de minha vulnerabilidade
amo e o amor me traz a vontade de vida infinda
eu sou você em mim por toda a estrada
a rir de nós mesmos em nossa caminhada
caminhemos juntos bem amada
e na ternura de tua cama vazia, portas batidas quando fores trabalhar..
eu sou um pássaro que voa em tua direção todas a noites
que traz a mensagem de novo pouso
que pousa todo, sonoro em tua mão
eu sou somente um amor no mundo
amo porque sinto
sinto muito quando já não sinto e tenho que para ti rir,
quero rir antes apenas das horas que existo
sinto uma vontade de nova primavera
em um verão estafante passa ligeiro o dia e nos vemos como antes
tristes amantes de uma improvável nova era
eu sou fogo que arde e desafia o escuro
eu sou ouro negro a cintilar estrelas, boca que beija, olho que olha
eu sou você
eu sou nada sou um click na alma do mundo
dono de minha vulnerabilidade
amo e o amor me traz a vontade de vida infinda
eu sou você em mim por toda a estrada
a rir de nós mesmos em nossa caminhada
caminhemos juntos bem amada
post
eu não posto
eu já diqque não poço
eu não posso eu já disse que não passo.
não à desgradável gritaria pela manhã ou qualquer hora do dia
posto gritaria,selvageria nossa de cada dia
não ao fedor de seu suvaco, meu amor
aproveite, ainda temos água
cheiro de suor na anágua
ou na calça rasgada na limpeza
esse seu fedor e aspereza me invadem
eu já disse que vou voraz
eu não capataz das palavras, antes elas minha amigas e confidentes
elas me falam do mau cheiro tão rente
eu posto tudo menos cheito
suave cantiga de rodas e terreiros
músicas que o tempo se esqueceu de encontrar
fedor não se postou porwque tal post não há
esse, esse é do mundo real fedorentemente suportável
a lembrar nossa animalidade
isso é por causa do do outro, incômodo de convivência
E o poste da clarividência, à noite, com sua luz maior
a nos mostrar qul o post maior, meu amor
eu já disse que embolaria
eu sou kako, filho de kakamaria, todas as casas de meu caco
caca aqui caca de dia.
eu posto o post fedorento eu sou o mote do vento
eu posto do posto do outro que postsa da sua falta de bom-senso.
eu já diqque não poço
eu não posso eu já disse que não passo.
não à desgradável gritaria pela manhã ou qualquer hora do dia
posto gritaria,selvageria nossa de cada dia
não ao fedor de seu suvaco, meu amor
aproveite, ainda temos água
cheiro de suor na anágua
ou na calça rasgada na limpeza
esse seu fedor e aspereza me invadem
eu já disse que vou voraz
eu não capataz das palavras, antes elas minha amigas e confidentes
elas me falam do mau cheiro tão rente
eu posto tudo menos cheito
suave cantiga de rodas e terreiros
músicas que o tempo se esqueceu de encontrar
fedor não se postou porwque tal post não há
esse, esse é do mundo real fedorentemente suportável
a lembrar nossa animalidade
isso é por causa do do outro, incômodo de convivência
E o poste da clarividência, à noite, com sua luz maior
a nos mostrar qul o post maior, meu amor
eu já disse que embolaria
eu sou kako, filho de kakamaria, todas as casas de meu caco
caca aqui caca de dia.
eu posto o post fedorento eu sou o mote do vento
eu posto do posto do outro que postsa da sua falta de bom-senso.
VERÃO 1
quem eu amo vem me ver
quem eu amo vem me ver na brisa da noite
na folha calada, na última pétala da magrudada
seus bens, seu olhos, quando veem querem ir
derrubando as cinzas do arrebol
lua cheia pousa em mim e repousa na mais agradável paisagem noite
fim de tarde mesmo em pleno inferno de fogo
agradeço
quem partiu chorando a última carta de amor há de ver o verão
intenso, primeiro, a pintar o chão das novas estrelas recém-descobertas
há de ver no amor a fórmula mágica secreta
dos beijos imensos trocados sob o olhar lunar do carinho
qual anjo abraça o mendigo, dizendo
de outros amores
hei de levar-te a pisar nos rancores maiores construídos por suas próprias dores
na varanda da vida a percorrer
a varanda é você, beijos imensos da tv, risos roucos só pelo ser
vida infindas por segundos, filmes lindos felinis...
mosaico maior
nossa existência, amor em pedaços em uma louca conferência
abre-te na calorosa madrugada, meu mango azul e voamos
mais que amor,mesmo que dor, menos que nada.
quem eu amo vem me ver na brisa da noite
na folha calada, na última pétala da magrudada
seus bens, seu olhos, quando veem querem ir
derrubando as cinzas do arrebol
lua cheia pousa em mim e repousa na mais agradável paisagem noite
fim de tarde mesmo em pleno inferno de fogo
agradeço
quem partiu chorando a última carta de amor há de ver o verão
intenso, primeiro, a pintar o chão das novas estrelas recém-descobertas
há de ver no amor a fórmula mágica secreta
dos beijos imensos trocados sob o olhar lunar do carinho
qual anjo abraça o mendigo, dizendo
de outros amores
hei de levar-te a pisar nos rancores maiores construídos por suas próprias dores
na varanda da vida a percorrer
a varanda é você, beijos imensos da tv, risos roucos só pelo ser
vida infindas por segundos, filmes lindos felinis...
mosaico maior
nossa existência, amor em pedaços em uma louca conferência
abre-te na calorosa madrugada, meu mango azul e voamos
mais que amor,mesmo que dor, menos que nada.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
DE TANTO NÃO ME VER
subo a noite eterna em direção a casa
já com sono olhos cor de areia
quando te vejo entre névoas e fumaça
a acarinhar o fragor da noite
linda mulher, peito gentil, dama da noite que me acompanha
subimos a ladeira juntos e
pergunto por seu corpo tão bonito
diz-me de outros mundos e ela sorri
e cobre com véu o segredo da madrugada
corre na frente e não o nome
eu corro também porque quero telefone
como uma joia dessas anda sozinha em meio a tantos perigos, tantas músicas baratas
tantas joias de lata estragadas pelo tempo e carcomidas em jardins
tanto tempo sem te ver em mim
saio em busca dela
que para e olha-me dentro de minha alma
eu digo que sou dela
ela me diz que já era casada e infeliz também era
e que de surra em surra sumiria dali
um dia pegou a foice e fez o que devia
cravou no peito do cruel marido
mas depois arrependida,
saiu e nunca mais se viu a sua figura
beijamo-nos
ela agora minha, eu todo dela
quando o dia engatinha
quero pagar um café
ela se vira e nada vira
me deixou sozinho na escada e voou
num sei mas vi algo maior subir igual pomba de ar
ela me disse
naquela noite jurei me matar
e pulei no rio
minha pele se abre toda e digo
como falas comigo
ela responde
porque és tu a encarnação de meu marido,
manhã. volto para casa tonto e sedento de cama
vejo um cortejo, sigo-o
na porta do cemitério o caixão é aberto
e qual minha surpresa diante do defunto mulher
era ela, que em sono existia
chego-me perto e alguém diz
conheces a moça?
eu digo só de vista por que
a pessoa responde
morreu há dois dias e trazia na mão nome que ninguém conhecia
abaixei-me e peguei em suas mãos um papel
ela escrito Gabriel, era eu que ela nunca vira
era eu a sua alegria
não tivera marido ou filhos
sonhara comigo a noite toda
e mesmo depois de morta
levava consigo minha identidade
sorri de medo e sai tresloucado
dormi
e hoje ando na rua a procura da flor
que me conhecia sem me conhecer
que morreu e de tanto não me ver
que morreu de amor sem ter tido
que poderia ter morrido de tifo
mas escolheu morrer de não conhecer.
já com sono olhos cor de areia
quando te vejo entre névoas e fumaça
a acarinhar o fragor da noite
linda mulher, peito gentil, dama da noite que me acompanha
subimos a ladeira juntos e
pergunto por seu corpo tão bonito
diz-me de outros mundos e ela sorri
e cobre com véu o segredo da madrugada
corre na frente e não o nome
eu corro também porque quero telefone
como uma joia dessas anda sozinha em meio a tantos perigos, tantas músicas baratas
tantas joias de lata estragadas pelo tempo e carcomidas em jardins
tanto tempo sem te ver em mim
saio em busca dela
que para e olha-me dentro de minha alma
eu digo que sou dela
ela me diz que já era casada e infeliz também era
e que de surra em surra sumiria dali
um dia pegou a foice e fez o que devia
cravou no peito do cruel marido
mas depois arrependida,
saiu e nunca mais se viu a sua figura
beijamo-nos
ela agora minha, eu todo dela
quando o dia engatinha
quero pagar um café
ela se vira e nada vira
me deixou sozinho na escada e voou
num sei mas vi algo maior subir igual pomba de ar
ela me disse
naquela noite jurei me matar
e pulei no rio
minha pele se abre toda e digo
como falas comigo
ela responde
porque és tu a encarnação de meu marido,
manhã. volto para casa tonto e sedento de cama
vejo um cortejo, sigo-o
na porta do cemitério o caixão é aberto
e qual minha surpresa diante do defunto mulher
era ela, que em sono existia
chego-me perto e alguém diz
conheces a moça?
eu digo só de vista por que
a pessoa responde
morreu há dois dias e trazia na mão nome que ninguém conhecia
abaixei-me e peguei em suas mãos um papel
ela escrito Gabriel, era eu que ela nunca vira
era eu a sua alegria
não tivera marido ou filhos
sonhara comigo a noite toda
e mesmo depois de morta
levava consigo minha identidade
sorri de medo e sai tresloucado
dormi
e hoje ando na rua a procura da flor
que me conhecia sem me conhecer
que morreu e de tanto não me ver
que morreu de amor sem ter tido
que poderia ter morrido de tifo
mas escolheu morrer de não conhecer.
TORTURA CHINESA
Posso te jogar na cara todo o mal que fazes
suas fezes já são tão podres em seu corpo velho e inchado
menos que palavras sabes cagar pela boca, ah bem isso o bem fazes
sua imensa barriga velha desafina o bom senso
esse cabelo não lhe cai bem nem aqui nem no gerundismo a que te acostumas
suas pata de pata morta passa pelos salões
que não são seus
de uma tarde que não é sua
usurpastes o que não te cabe e pagará por isso
nada como o tempo novo que sucede o tempo
e a justiça que não mais divina
são as mãos mesmo que a fazem
tanta intransigência já tem hora marcada
a sua hora chega, se não chega a faremos chegar
aqui mesmo hás de aprender a respeitar vossos colegas
e saber que poder é para quem tem
não para quem deseja sem saber porquê.
as pessoas se esquecem que o rempo passa
e a vingança é das frias a melhor taça
faço questão de bebê-la em sua podre presença
te adianto, não percas tempo, porque o tempo passa
e você também passa ou passa logo ou passa por bem
mas garanto-te que passa
dói essa maldita raiva hoje em meu peito
o que me alegra e saber que receberás todo meu ódio na mesma moeda
e não demorará
A melhor das torturas, a Chinesa
essa te farei eu já
só um minutinho, só um pouquinho já para antecipar
para dizer-te que o que tens não te pertence
nem ontem, nem hoje, nem amanhã,. nem sempre
saberás, nossa, como saberás
o verdadeiro gosto do desprezo que hoje cultivas despreocupada
será então isso sua cruz, sua encruzilhada nefasta
para ti
justiça para todos que desde já te odeiam
verás dois mil e dezessete chegar, nossa, como veráS.
suas fezes já são tão podres em seu corpo velho e inchado
menos que palavras sabes cagar pela boca, ah bem isso o bem fazes
sua imensa barriga velha desafina o bom senso
esse cabelo não lhe cai bem nem aqui nem no gerundismo a que te acostumas
suas pata de pata morta passa pelos salões
que não são seus
de uma tarde que não é sua
usurpastes o que não te cabe e pagará por isso
nada como o tempo novo que sucede o tempo
e a justiça que não mais divina
são as mãos mesmo que a fazem
tanta intransigência já tem hora marcada
a sua hora chega, se não chega a faremos chegar
aqui mesmo hás de aprender a respeitar vossos colegas
e saber que poder é para quem tem
não para quem deseja sem saber porquê.
as pessoas se esquecem que o rempo passa
e a vingança é das frias a melhor taça
faço questão de bebê-la em sua podre presença
te adianto, não percas tempo, porque o tempo passa
e você também passa ou passa logo ou passa por bem
mas garanto-te que passa
dói essa maldita raiva hoje em meu peito
o que me alegra e saber que receberás todo meu ódio na mesma moeda
e não demorará
A melhor das torturas, a Chinesa
essa te farei eu já
só um minutinho, só um pouquinho já para antecipar
para dizer-te que o que tens não te pertence
nem ontem, nem hoje, nem amanhã,. nem sempre
saberás, nossa, como saberás
o verdadeiro gosto do desprezo que hoje cultivas despreocupada
será então isso sua cruz, sua encruzilhada nefasta
para ti
justiça para todos que desde já te odeiam
verás dois mil e dezessete chegar, nossa, como veráS.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
MINHA NOVA NAMORADA
eu quero ser uma mosca para voar perto de seus cabelos
eu quero ser um pássaro novo a voar perto de seus medos
eu quero ser um prato a voar para se quebrar no mundo inteiro
eu dizia que seria isso tudo
hoje me vejo novamente no mundo, obscuro
hoje assim, melhor mesmo este escuro
que toda falsa claridade
eu quero você de verdade, não pela minha,nossa, sua metade
eu quero ser um cachorro chutado
para me ver assim, abandonado por seu capricho
eu sou um riso no dia
na noite eu sou um rio de lágrimas a molhar meu lençol
queria ser argentino, português, espanhol para te ver diferente amada minha!
que quero estar a seu lado quando o grito vier
quero pedir para que grite muito mais alto, grito de mulher
quero você como quero o dia, minha amada
quero saber-te minha nova namorada
estrela que não me ofusca
Palas Atenas que se busca
mulher forte a inverter músculos
hoje eu quero estar no seu sorriso
no seu cheiro de manhã
eu quero ser seu sol, e você minha lua
doce namorada do meio do mundo do dia, do medo do fim do medo da rua
você eu, quem diria
agora juntos na memória
agora soltos no espaço
quero por que quero ser você
porque já não me basto
quero sua mãos em meus cabelos
quero você, seus beijos
quero a noite de gargarejo
quero ser um ser que ama e é amado sem pejo.
no bico do pássaro do realejo.
eu quero ser um pássaro novo a voar perto de seus medos
eu quero ser um prato a voar para se quebrar no mundo inteiro
eu dizia que seria isso tudo
hoje me vejo novamente no mundo, obscuro
hoje assim, melhor mesmo este escuro
que toda falsa claridade
eu quero você de verdade, não pela minha,nossa, sua metade
eu quero ser um cachorro chutado
para me ver assim, abandonado por seu capricho
eu sou um riso no dia
na noite eu sou um rio de lágrimas a molhar meu lençol
queria ser argentino, português, espanhol para te ver diferente amada minha!
que quero estar a seu lado quando o grito vier
quero pedir para que grite muito mais alto, grito de mulher
quero você como quero o dia, minha amada
quero saber-te minha nova namorada
estrela que não me ofusca
Palas Atenas que se busca
mulher forte a inverter músculos
hoje eu quero estar no seu sorriso
no seu cheiro de manhã
eu quero ser seu sol, e você minha lua
doce namorada do meio do mundo do dia, do medo do fim do medo da rua
você eu, quem diria
agora juntos na memória
agora soltos no espaço
quero por que quero ser você
porque já não me basto
quero sua mãos em meus cabelos
quero você, seus beijos
quero a noite de gargarejo
quero ser um ser que ama e é amado sem pejo.
no bico do pássaro do realejo.
bel de bellini
O ônibus se atrasa e eu fico pensando em nada
vejo diante de mim minha dor de existir
ali parado, estático, a observar meu medo
meu medo que voa nas asas das pombas da praça
Chega o carrossel do trabalho imenso e lotado
entro nele com cara de desesperança
o tempo passa , nada muda, nem a cor da água
nem a voz da muda
tudo é igual como quando eu era genial
a cigarra hoje cantou, isso quer dizer que ainda há vida
volto, trabalho, compartilho meus sonhos e ouço sonhos também
na volta a fila dos engarrafados precisa de carinhos , de cuidados
sacolejo por aqui e por lá
minha tristeza é maior porque não há como nada mudar
me mudo, mudo mudo de lugar
esperando que a máquina ande
sei que é somente mais um dia de vida
mas como dói existir em meio a tanta dúvida, tanta covardia
Chego a casa e penso nada
quero não mais ser
somente estar aqui e acolá
a olhar a imensidão do dia, a passagem das horas
o rosto canino que de dor por dentro chora
esta é a minha sina: alegrar os outros e saudades
corroer-me dentro
aprendo desde já a dor de um lamento
o grito de uma angústia
o sabor de uma bofetada
a vida por instantes não vale nada
mas insisto: como é belo viver!
e entro para a eternidade
durmo agora sem ansiedades nem mesmo saudades de outro tempo
outros olhares a me olhar
sorrio para mim mesmo
mesmo então com tanta dor desafio o dia a vencer o calor
e digo a mim mesmo: vivo porque vivo estou.
vejo diante de mim minha dor de existir
ali parado, estático, a observar meu medo
meu medo que voa nas asas das pombas da praça
Chega o carrossel do trabalho imenso e lotado
entro nele com cara de desesperança
o tempo passa , nada muda, nem a cor da água
nem a voz da muda
tudo é igual como quando eu era genial
a cigarra hoje cantou, isso quer dizer que ainda há vida
volto, trabalho, compartilho meus sonhos e ouço sonhos também
na volta a fila dos engarrafados precisa de carinhos , de cuidados
sacolejo por aqui e por lá
minha tristeza é maior porque não há como nada mudar
me mudo, mudo mudo de lugar
esperando que a máquina ande
sei que é somente mais um dia de vida
mas como dói existir em meio a tanta dúvida, tanta covardia
Chego a casa e penso nada
quero não mais ser
somente estar aqui e acolá
a olhar a imensidão do dia, a passagem das horas
o rosto canino que de dor por dentro chora
esta é a minha sina: alegrar os outros e saudades
corroer-me dentro
aprendo desde já a dor de um lamento
o grito de uma angústia
o sabor de uma bofetada
a vida por instantes não vale nada
mas insisto: como é belo viver!
e entro para a eternidade
durmo agora sem ansiedades nem mesmo saudades de outro tempo
outros olhares a me olhar
sorrio para mim mesmo
mesmo então com tanta dor desafio o dia a vencer o calor
e digo a mim mesmo: vivo porque vivo estou.
ESCRAVIDÃO HOJE
No sol de chumbo da tarde eles se viram pela primeira vez
apaixonaram-se de imediato
ela , filha do senhor de escravos,
ele, escravo do senhor de bens escravos
as rosas falam de um amor impossível
no negrume da noite a preta velha acalma o coração negro em chamas
fio , essa mulher não é para voçuncê
mas maiínha, ela me olha como se quisesse eternamente ficar a meu lado
a mulher responde:
-- gente igual a gente pra eles num presta, meu menino!
olhos cor de jabuticaba choram no colo da velha mulher que canta
--dorme, menino...
as lágrimas formaram um poça no chão, daí nasceria um flor se pudesse nascer, mas flores não nascem da torturante escravidão
e os dias difíceis aumentam o trabalho, a força e o amor
Sinhazinha chega a porta da senzala para ver o seu brinquedo...
mãos que se tocam, olhos que se beijam, bocas que se olham
e o dia raia, e o encontro entre os dois esteve então marcado.
os olhos do rapaz brilhavam e a mulher, sentada no escuro, já não sabia como convencê-lo a não amar
a igreja não te quer amando
a sociedade também não
só se contentam com seu corpo coberto de sangue, sangue das falsas promessas, sangue podre da escravidão
--- vamos fugir amanha--- dizia contente.
acorda então pronto para o amor
e para os filhos que com ela teria
e também com o tempo o coração do coroné acalmaria
e quem sabe não reconheceria os netos
Um dia há de os reconhecer---- pensava improváveis projetos
a mulher olha para o lado, diz baixinho--- coitado!
rapaz inocente é rapaz pela vida desgraçado
o momento vai chegar:
meu momento vai chegar, dizia o rapaz a sonhar com um mundo diferente
no dia seguinte , a hora do encontro
a preta diz-lhe--- vai não fio, tem umas sensação estranha aqui em mim
--- vou sim, minha mãe, e voltarei a noite e assim todos os dias até fugirmos, ela, eu e a sinhora.....
a mulher ri da mocidade frágil
dia outro, hora marcada
são duas horas de silêncio no canavial
um berro agride o dia e o vento-------------- Paiiiiiiiii................. SOCORRO!
todos descem para ver o acontecido
a menina aponta o rapaz;
É esse papai, é esse que queria fazer-me mal, abusar de mim.
o rapaz a observa assustado-- mas minha flor...toda branca, neve do dia, só queria te ver!
--- cala-te imundo, pensaste mesmo que seria do meu mundo?
levam o pobre rapaz
a mulher mãe chora porque não consegue mais ver o que já via sem ter o amor que o gajo tinha
o momento chegou
na manhã seguinte: todos em silêncio a trabalhar, e no meio do canavial, um corpo negro sangra pendurado em caibros, corpo de sangue de ar
ninguém nada diz e da sala da Casa Grande ouve-se um som de piano e risaria geral
A donzelinha há muito estava entregue a um general
ele morta por vendida, ele morto na estaca
assim é o amor sem liberdade
assim é a covardia que se destaca
muito tempo passou, e daquele corpo que ali amofinou
nasceu uma flor plural, a dizer de um amor maior, inteiro, desconhecido, escravizado
um amor marginal
cinzas de um improvável carnaval
apaixonaram-se de imediato
ela , filha do senhor de escravos,
ele, escravo do senhor de bens escravos
as rosas falam de um amor impossível
no negrume da noite a preta velha acalma o coração negro em chamas
fio , essa mulher não é para voçuncê
mas maiínha, ela me olha como se quisesse eternamente ficar a meu lado
a mulher responde:
-- gente igual a gente pra eles num presta, meu menino!
olhos cor de jabuticaba choram no colo da velha mulher que canta
--dorme, menino...
as lágrimas formaram um poça no chão, daí nasceria um flor se pudesse nascer, mas flores não nascem da torturante escravidão
e os dias difíceis aumentam o trabalho, a força e o amor
Sinhazinha chega a porta da senzala para ver o seu brinquedo...
mãos que se tocam, olhos que se beijam, bocas que se olham
e o dia raia, e o encontro entre os dois esteve então marcado.
os olhos do rapaz brilhavam e a mulher, sentada no escuro, já não sabia como convencê-lo a não amar
a igreja não te quer amando
a sociedade também não
só se contentam com seu corpo coberto de sangue, sangue das falsas promessas, sangue podre da escravidão
--- vamos fugir amanha--- dizia contente.
acorda então pronto para o amor
e para os filhos que com ela teria
e também com o tempo o coração do coroné acalmaria
e quem sabe não reconheceria os netos
Um dia há de os reconhecer---- pensava improváveis projetos
a mulher olha para o lado, diz baixinho--- coitado!
rapaz inocente é rapaz pela vida desgraçado
o momento vai chegar:
meu momento vai chegar, dizia o rapaz a sonhar com um mundo diferente
no dia seguinte , a hora do encontro
a preta diz-lhe--- vai não fio, tem umas sensação estranha aqui em mim
--- vou sim, minha mãe, e voltarei a noite e assim todos os dias até fugirmos, ela, eu e a sinhora.....
a mulher ri da mocidade frágil
dia outro, hora marcada
são duas horas de silêncio no canavial
um berro agride o dia e o vento-------------- Paiiiiiiiii................. SOCORRO!
todos descem para ver o acontecido
a menina aponta o rapaz;
É esse papai, é esse que queria fazer-me mal, abusar de mim.
o rapaz a observa assustado-- mas minha flor...toda branca, neve do dia, só queria te ver!
--- cala-te imundo, pensaste mesmo que seria do meu mundo?
levam o pobre rapaz
a mulher mãe chora porque não consegue mais ver o que já via sem ter o amor que o gajo tinha
o momento chegou
na manhã seguinte: todos em silêncio a trabalhar, e no meio do canavial, um corpo negro sangra pendurado em caibros, corpo de sangue de ar
ninguém nada diz e da sala da Casa Grande ouve-se um som de piano e risaria geral
A donzelinha há muito estava entregue a um general
ele morta por vendida, ele morto na estaca
assim é o amor sem liberdade
assim é a covardia que se destaca
muito tempo passou, e daquele corpo que ali amofinou
nasceu uma flor plural, a dizer de um amor maior, inteiro, desconhecido, escravizado
um amor marginal
cinzas de um improvável carnaval
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
DOR.
se eu não mais querer, me ampare
se eu resolver enlouquecer, me cure
se não mais beijar a neve, me diga
do esquecimento
se eu desistir, você não me julgue
tenho encontrado com minha dor
e ela precisa que eu a reconheça
minha filha, tantos anos a fingir que não estava aqui em mim
antes tarde do que sempre eu te adiciono no meus dias ó dor corrosiva, invasiva.
e antes não revelada
agora dói em mim mais , muito mais que nada
e sinto o pulsar da vida como aquelas flor que desabrochou e saber-se
agora sabe que é dor fulminante.
e desde este instante alegria deixa ser palavra solta
a dor está solta em mim e faz-me vivo por isso
e agradeço por sentir pena, desconforto
melhor assim do que estar vivoe morto com a idiota ilusão de conforto.
minha alma não quer mais despejo
quero a dor, o suor do choro
quero eu mesmo de novo
com meus fantasmas, com você, parceria de concreto.a
verdadeira paz está em admitir que há muita dor
lembrar então da urgência de nosso tempo
a esquecer pequenas atribulações
a admitir aqui dói, pois dois em mim
e me faz levantar para que a dor não mais cesse
e doa até que meus olhos fechem
admito você para que não desespere
não à autodestruição.
não, a essa corrosão que antrs não verificava
agora é o que me dá força para continuar
essa dor que não para para pensar
eleva-me todo no vento, eu quero a vida inteira
mesma que da maçã doida doída,venha
antes mesmo o melhor sabor do saber
o sabor primeiro da VIDA.
se eu resolver enlouquecer, me cure
se não mais beijar a neve, me diga
do esquecimento
se eu desistir, você não me julgue
tenho encontrado com minha dor
e ela precisa que eu a reconheça
minha filha, tantos anos a fingir que não estava aqui em mim
antes tarde do que sempre eu te adiciono no meus dias ó dor corrosiva, invasiva.
e antes não revelada
agora dói em mim mais , muito mais que nada
e sinto o pulsar da vida como aquelas flor que desabrochou e saber-se
agora sabe que é dor fulminante.
e desde este instante alegria deixa ser palavra solta
a dor está solta em mim e faz-me vivo por isso
e agradeço por sentir pena, desconforto
melhor assim do que estar vivoe morto com a idiota ilusão de conforto.
minha alma não quer mais despejo
quero a dor, o suor do choro
quero eu mesmo de novo
com meus fantasmas, com você, parceria de concreto.a
verdadeira paz está em admitir que há muita dor
lembrar então da urgência de nosso tempo
a esquecer pequenas atribulações
a admitir aqui dói, pois dois em mim
e me faz levantar para que a dor não mais cesse
e doa até que meus olhos fechem
admito você para que não desespere
não à autodestruição.
não, a essa corrosão que antrs não verificava
agora é o que me dá força para continuar
essa dor que não para para pensar
eleva-me todo no vento, eu quero a vida inteira
mesma que da maçã doida doída,venha
antes mesmo o melhor sabor do saber
o sabor primeiro da VIDA.
O SÓ RISO
eu sou um poço de alegria
eu vejo o sol e o saúdo todo dia
meu irmão de ouro nunca me deixou
amo a rua e suas marcas deixadas nos dias passados
pretéritos imperfeitos recentes,marcados
cores casas e pessoas todas dançam em meus lábios imensos sorridentes
eu quero sorrir mas nunca artificial
sorriso de quem não venceu na vida, de fracasso mesmo
mas que venceu as pequenas mortes de todos as horas e da alma
as pequenas despedidas de si mesmo
as pequenas ilusões agora enterradas
agora somente a derradeira gargalhada que enche meu dia e revolta quem está aprisionado nas etiquetas
nas convenções, nas normatizações sugeridas
ou impostas pela manada
Paga-se para viver deste ou daquele modo
a janela do metal tartarugeante me mostra o dia, que é meu amigo
o sol, meu camarada, a lua, nova imensa namorada
eu sinto-me dono de meus passos
meus gritos, angústias, ais
o ego quer finalmente dissolve-se nos dias
e essa profunda imensa danada alegria
toma conta de mim, me faz caminhar
sorrir, sem nada pedir em troca, sem precisar de sua toga
sem ser o outro que me olha, mas eu mesmo reinventado em mim de mim mesmo em outrora retirado
agora dono do discurso
sigo meu intenso curso de alegria
a sorrir com ou sem sua companhia
a brilhar mesmo que sem querer, imitar, meu irmão dono do céu do dia
não ser, quando o principal é somente ser o ser
somente um riso,um risco de rosto, uma Metonímia
a aquecer a indiferença dos meus dias.
sorria, você está na alegria predestinado
que vem e que enlaça
doce , imensa alegria bárbara
que sacode a poeira de todos os lamentos
e discussões
que revolve o baú das inocentes ilusões
que faz do susto a imensa descoberta
envolve-me em sua aura pouco deserta
coberta de dignidade na flor da mocidade
o riso, meu filho, esse não tem idade.
eu vejo o sol e o saúdo todo dia
meu irmão de ouro nunca me deixou
amo a rua e suas marcas deixadas nos dias passados
pretéritos imperfeitos recentes,marcados
cores casas e pessoas todas dançam em meus lábios imensos sorridentes
eu quero sorrir mas nunca artificial
sorriso de quem não venceu na vida, de fracasso mesmo
mas que venceu as pequenas mortes de todos as horas e da alma
as pequenas despedidas de si mesmo
as pequenas ilusões agora enterradas
agora somente a derradeira gargalhada que enche meu dia e revolta quem está aprisionado nas etiquetas
nas convenções, nas normatizações sugeridas
ou impostas pela manada
Paga-se para viver deste ou daquele modo
a janela do metal tartarugeante me mostra o dia, que é meu amigo
o sol, meu camarada, a lua, nova imensa namorada
eu sinto-me dono de meus passos
meus gritos, angústias, ais
o ego quer finalmente dissolve-se nos dias
e essa profunda imensa danada alegria
toma conta de mim, me faz caminhar
sorrir, sem nada pedir em troca, sem precisar de sua toga
sem ser o outro que me olha, mas eu mesmo reinventado em mim de mim mesmo em outrora retirado
agora dono do discurso
sigo meu intenso curso de alegria
a sorrir com ou sem sua companhia
a brilhar mesmo que sem querer, imitar, meu irmão dono do céu do dia
não ser, quando o principal é somente ser o ser
somente um riso,um risco de rosto, uma Metonímia
a aquecer a indiferença dos meus dias.
sorria, você está na alegria predestinado
que vem e que enlaça
doce , imensa alegria bárbara
que sacode a poeira de todos os lamentos
e discussões
que revolve o baú das inocentes ilusões
que faz do susto a imensa descoberta
envolve-me em sua aura pouco deserta
coberta de dignidade na flor da mocidade
o riso, meu filho, esse não tem idade.
VIDA DE CACHORRO
Preta, fala para mim como se falasse
meu olhos de água se enchem vendo seus gemidos abandonados
um dono, um cru, um vil leproso moral te deixou em uma esquina, minha pretinha
te abandonou ao próprio azar
Corro e corres comigo, xingo-te para que aprendas que não sou seu dono
foste então abandonada em um quintal com uma ninhada de oito filhotes
o mundo não te quer, preta
o mundo também não me quer, irmã de abandono
olho em seu olhos caninos e vejo minha solidão reproduzida em dor
Penso nos dias que passam e nos passos de suas patas quando passas
já quando a noite tarda e vou ao ponto da dor, trabalhar? para quê? Para me sentir menos culpado de nada fazer, enquanto brincas com um pedaço de mato, eu me mato devagar por ser covarde.
Levar saber e sabor ao mundo e reconhecer-me nisto faz de mim homem das letras, homem
mesmo besta, sem eira, nem bobeira.
Por não saber como cuidar de um cachorro
me sinto um lixo em uma cidade abandonada que abandona seus animais a um azar terrível
Queria ser um grande osso
um osso para fazer-te esquecer das tristezas e humilhações
minha preta, perdoe-me, por não ser forte
perdoe-me por Nada ser
sem mesmo um osso que dribla a morte
nem mesmo um abraço em ti acalorado
nem mesmo em meu egoísmo...repensado
penso que também sou abandonado
que existem pequenas rupturas chamadas aqui de morte
a dona que desce o morro da vida é puro abandono
o dia está abandonado a seu próprio sol
não posso pedir nada para ti
não temos salvação
somos órfãos soltos de uma vida que insiste em nos dizer não..
Preta, fala pra mim enquanto ainda puderes
Eu continuo aqui, medroso , covarde , em assumir-me seu dono
tu continuas na rua, livre, desafiando o medo , o dia
a covardia dos semelhantes racionais
espero que consigas um abrigo
ou um dia de paz
meu coração está corroído de dó
e remorso
sou também sozinho, sem casa, sem lar meu
Desculpe-me por não ser eu.
Desculpe-me por não poder te adotar
Desculpe-me se sou humano podre
Desculpe-me se minha vida é muito ruim
A minha vida, Preta, é que é de cachorro
nós somos os cães
que te abandonamos
que te evitamos
que te chamamos chata
que não ouvimos mais latido algum
que não mais queremos perturbação
Preta, ninguém nos protege...
preta, minha órfã irmã
ninguém nos merece
caninamente falando, racionalmente te espero
para juntos corrermos nuvens e o olhar a baixar e a sorrir
pularemos céus para um novo dia de osso e riso
um novo dia sem ficar à margem
sem ser uma miragem de dor.
Preta, fala pra mim...
tira de mim essa dor.
meu olhos de água se enchem vendo seus gemidos abandonados
um dono, um cru, um vil leproso moral te deixou em uma esquina, minha pretinha
te abandonou ao próprio azar
Corro e corres comigo, xingo-te para que aprendas que não sou seu dono
foste então abandonada em um quintal com uma ninhada de oito filhotes
o mundo não te quer, preta
o mundo também não me quer, irmã de abandono
olho em seu olhos caninos e vejo minha solidão reproduzida em dor
Penso nos dias que passam e nos passos de suas patas quando passas
já quando a noite tarda e vou ao ponto da dor, trabalhar? para quê? Para me sentir menos culpado de nada fazer, enquanto brincas com um pedaço de mato, eu me mato devagar por ser covarde.
Levar saber e sabor ao mundo e reconhecer-me nisto faz de mim homem das letras, homem
mesmo besta, sem eira, nem bobeira.
Por não saber como cuidar de um cachorro
me sinto um lixo em uma cidade abandonada que abandona seus animais a um azar terrível
Queria ser um grande osso
um osso para fazer-te esquecer das tristezas e humilhações
minha preta, perdoe-me, por não ser forte
perdoe-me por Nada ser
sem mesmo um osso que dribla a morte
nem mesmo um abraço em ti acalorado
nem mesmo em meu egoísmo...repensado
penso que também sou abandonado
que existem pequenas rupturas chamadas aqui de morte
a dona que desce o morro da vida é puro abandono
o dia está abandonado a seu próprio sol
não posso pedir nada para ti
não temos salvação
somos órfãos soltos de uma vida que insiste em nos dizer não..
Preta, fala pra mim enquanto ainda puderes
Eu continuo aqui, medroso , covarde , em assumir-me seu dono
tu continuas na rua, livre, desafiando o medo , o dia
a covardia dos semelhantes racionais
espero que consigas um abrigo
ou um dia de paz
meu coração está corroído de dó
e remorso
sou também sozinho, sem casa, sem lar meu
Desculpe-me por não ser eu.
Desculpe-me por não poder te adotar
Desculpe-me se sou humano podre
Desculpe-me se minha vida é muito ruim
A minha vida, Preta, é que é de cachorro
nós somos os cães
que te abandonamos
que te evitamos
que te chamamos chata
que não ouvimos mais latido algum
que não mais queremos perturbação
Preta, ninguém nos protege...
preta, minha órfã irmã
ninguém nos merece
caninamente falando, racionalmente te espero
para juntos corrermos nuvens e o olhar a baixar e a sorrir
pularemos céus para um novo dia de osso e riso
um novo dia sem ficar à margem
sem ser uma miragem de dor.
Preta, fala pra mim...
tira de mim essa dor.
domingo, 9 de fevereiro de 2014
cooper
vontade de nadar em nada que confirme o ar
sair, olhar, caminhar, ver você a nunca me esperar
ver a mim corpo suado correndo de par sozinho de sozinho só caminhar.
eu fiz do vento ventre do meu beabá
do sofrimento suprimento para ser e estar aqui acolá
do desconforto uma vontade de ver de novo
esse lugar em que corro, em que morro para renascer de novo, touro forte
novo como folha rasgada no sopro de ouro.
antigo como beijo de escaravelho
escancara o velho em mim
e mostra que o novo não é idade, mas possibilidade do idoso.
por isso, dono de mim, coro e corro
por isso quase água em mim
descoloro mesmo sem pode ser e usar o verbo
a boca fala
a perna corre, meu irmão canino late e corremos juntos
ser cachorro e ser liberdade, mesmo sendo escravo do que mais se ama
corre comigo pequena latida fama
não se engana quem gosta de ti.
no bosque da imperatriz há quem tire caca do nariz
famílias amontoam-se para ver a falta de novidade
com seu cães adestrados em suas limítrofes verdades.
na coroa da imperatriz dança-se feliz
na porta de sua coroa
pessoa e mosca voam correndo como jato
o inseto a explicar o polem do ato
flor original amiga da brevidade do tempo
a confundir borboletas pássaros cães e sementes dementes de calor
como nos n os pés verdadeira flor de ferida
caca então legítima
inda que de lamento
corre meu corpo, limpa minha alma, dança nas flores novamente
para retornar a casa calma.
para saber-se em corpo e n'alma.
sair, olhar, caminhar, ver você a nunca me esperar
ver a mim corpo suado correndo de par sozinho de sozinho só caminhar.
eu fiz do vento ventre do meu beabá
do sofrimento suprimento para ser e estar aqui acolá
do desconforto uma vontade de ver de novo
esse lugar em que corro, em que morro para renascer de novo, touro forte
novo como folha rasgada no sopro de ouro.
antigo como beijo de escaravelho
escancara o velho em mim
e mostra que o novo não é idade, mas possibilidade do idoso.
por isso, dono de mim, coro e corro
por isso quase água em mim
descoloro mesmo sem pode ser e usar o verbo
a boca fala
a perna corre, meu irmão canino late e corremos juntos
ser cachorro e ser liberdade, mesmo sendo escravo do que mais se ama
corre comigo pequena latida fama
não se engana quem gosta de ti.
no bosque da imperatriz há quem tire caca do nariz
famílias amontoam-se para ver a falta de novidade
com seu cães adestrados em suas limítrofes verdades.
na coroa da imperatriz dança-se feliz
na porta de sua coroa
pessoa e mosca voam correndo como jato
o inseto a explicar o polem do ato
flor original amiga da brevidade do tempo
a confundir borboletas pássaros cães e sementes dementes de calor
como nos n os pés verdadeira flor de ferida
caca então legítima
inda que de lamento
corre meu corpo, limpa minha alma, dança nas flores novamente
para retornar a casa calma.
para saber-se em corpo e n'alma.
poça que possa
A poça d'água treme à vista do olhar
sua composição incolor fala de outros mundos
outono chão de puros fundos
e esse calor abrasador
o vento tenta dançar com a poça
mas esta por ser moça
não arreda de sua condição de pequeno lago
mini algo , mini alguma coisa de fato
a evaporar por isso treme
a esbravejar no cortume do silêncio.
a poça é pura dignidade por ser formada
em uma borrifada de balde
a poça possa ser enquanto não evapora ter
a poça dorme em lago imenso aos olhos das formigas amigas que de tudo entendem
a poça é poça porque não,pode mover-se, se não seria poça nômade
escorreria pelo ralo
entenderia o caminho do gargalo
se juntaria, agora não mais evaporada
a outras poças também libertadas
e se transformariam em de riso aquático enchente
que leve em si e para o mar as dores dementes que dormem contentes nesse fingir do que é gente
que traga de si, nova terra, poças novas, novas sementes
a poça que trem sob o evaporar
essa há se subir como anjo
e voltar como chuva de março que nos redima, que nos faça mais gente.
sua composição incolor fala de outros mundos
outono chão de puros fundos
e esse calor abrasador
o vento tenta dançar com a poça
mas esta por ser moça
não arreda de sua condição de pequeno lago
mini algo , mini alguma coisa de fato
a evaporar por isso treme
a esbravejar no cortume do silêncio.
a poça é pura dignidade por ser formada
em uma borrifada de balde
a poça possa ser enquanto não evapora ter
a poça dorme em lago imenso aos olhos das formigas amigas que de tudo entendem
a poça é poça porque não,pode mover-se, se não seria poça nômade
escorreria pelo ralo
entenderia o caminho do gargalo
se juntaria, agora não mais evaporada
a outras poças também libertadas
e se transformariam em de riso aquático enchente
que leve em si e para o mar as dores dementes que dormem contentes nesse fingir do que é gente
que traga de si, nova terra, poças novas, novas sementes
a poça que trem sob o evaporar
essa há se subir como anjo
e voltar como chuva de março que nos redima, que nos faça mais gente.
Moema poema
não há esperanças sob o sol
gritou o jornal cor de sangue do meio-dia
há novas anáguas feitas d águas
feitos heroicos mesozoicos de novas velhas gangues sadias
a lua nova cheira mangue o sol e sua despedida desdita
a lua nova já não serve para poema
a moeda da vida encarcera a liberdade e a normatiza
veja você os olhos de Moema poema
com tons, refrões de música barata a incendiar
novelas velhas de velhas caras novas talhas.
que se falham
Na encomenda do futuro existe o novo taciturno
em machado era a égua
em nós quem sabe a trégua
no ano do cavalo vindouro
minha esperança de touro
Moema poema novo, olhos abertos do novo povo
sabias em teu tempo mais sobre a escravidão e ensinaste ao vento
hoje sabemos mais sobre nada saber
e nos esquecemos em ser ignorantes como dantes ou dentes de puro cavalo
morrer de calor às duas da tarde,me calo, reclamar desta dor que invade coração
caminhar a sua lado, doce caprina, e saltar obstáculos em sua baba divina
ano de Moema
ano de dor e salvação no poema
ano que circulação do ar da contenda
dor que se entenda debaixo do sol
como a raiva que cresce na parece fria da casca do caracol.
Moema, faz de meu ano uma surpresa
faz de mim, semente gentileza nova
para que agora possa
reverenciar seu doce movimento.
Moema é o meu lamento.
gritou o jornal cor de sangue do meio-dia
há novas anáguas feitas d águas
feitos heroicos mesozoicos de novas velhas gangues sadias
a lua nova cheira mangue o sol e sua despedida desdita
a lua nova já não serve para poema
a moeda da vida encarcera a liberdade e a normatiza
veja você os olhos de Moema poema
com tons, refrões de música barata a incendiar
novelas velhas de velhas caras novas talhas.
que se falham
Na encomenda do futuro existe o novo taciturno
em machado era a égua
em nós quem sabe a trégua
no ano do cavalo vindouro
minha esperança de touro
Moema poema novo, olhos abertos do novo povo
sabias em teu tempo mais sobre a escravidão e ensinaste ao vento
hoje sabemos mais sobre nada saber
e nos esquecemos em ser ignorantes como dantes ou dentes de puro cavalo
morrer de calor às duas da tarde,me calo, reclamar desta dor que invade coração
caminhar a sua lado, doce caprina, e saltar obstáculos em sua baba divina
ano de Moema
ano de dor e salvação no poema
ano que circulação do ar da contenda
dor que se entenda debaixo do sol
como a raiva que cresce na parece fria da casca do caracol.
Moema, faz de meu ano uma surpresa
faz de mim, semente gentileza nova
para que agora possa
reverenciar seu doce movimento.
Moema é o meu lamento.
Deus
Aqueles olhos tornaram-se coração
em uma tarde tumulto
foquei meu lado humano à vista do asfalto, do fato
à vista da prestação, meus óleos não mais me veem
aqueles olhos outros pediam mais que uma guarita de fim de marte
pediam sede de justiça no coração de súplicas de arde tal qual tarde
me olharam, quando no ônibus fiquei pasmo
esperava a dor engarrafada da afonso que dá pena
em seu corpo talhado de chagas metálicas em movimentos de cena
e meu entendimento tosco que entende nada
eu conheço esses olhos
estão em mim como marcas de meu amor e ódio
a garota magrela e suja olhava-me
e eu olhava-me também mais uma vez
não havia ódio em sua expressão
nem mesmo pena de sua condição
havia a verdade maior e dominadora do capital
havia a certeza de outro carnaval do bem e do mal
fiquei com vergonha de não mais me pertencer
queria sair, fugir, correr...
os olhos infantis olhavam-me e soltaram em minha direção um grito novo
um grito no centro do coração do povo
do banco do ônibus meus olhos choveram
e sorri por sentir pena de mim
ela sorriu para mim, acenou um adeus e olhou para o firmamento
a cara da pobreza é a cara da inocência.
Tomate de rodas também anda e saímos do ponto
agora eu aliviado, mas sem saber porque e nem para que
me sentia emocionadamente nada
ao vir no ponto a figura de uma esperança faminta, menina esquisita, e nova como eu
que via
via num ponto de ônibus a figura reinventada de Deus..
em uma tarde tumulto
foquei meu lado humano à vista do asfalto, do fato
à vista da prestação, meus óleos não mais me veem
aqueles olhos outros pediam mais que uma guarita de fim de marte
pediam sede de justiça no coração de súplicas de arde tal qual tarde
me olharam, quando no ônibus fiquei pasmo
esperava a dor engarrafada da afonso que dá pena
em seu corpo talhado de chagas metálicas em movimentos de cena
e meu entendimento tosco que entende nada
eu conheço esses olhos
estão em mim como marcas de meu amor e ódio
a garota magrela e suja olhava-me
e eu olhava-me também mais uma vez
não havia ódio em sua expressão
nem mesmo pena de sua condição
havia a verdade maior e dominadora do capital
havia a certeza de outro carnaval do bem e do mal
fiquei com vergonha de não mais me pertencer
queria sair, fugir, correr...
os olhos infantis olhavam-me e soltaram em minha direção um grito novo
um grito no centro do coração do povo
do banco do ônibus meus olhos choveram
e sorri por sentir pena de mim
ela sorriu para mim, acenou um adeus e olhou para o firmamento
a cara da pobreza é a cara da inocência.
Tomate de rodas também anda e saímos do ponto
agora eu aliviado, mas sem saber porque e nem para que
me sentia emocionadamente nada
ao vir no ponto a figura de uma esperança faminta, menina esquisita, e nova como eu
que via
via num ponto de ônibus a figura reinventada de Deus..
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
silêncio
Nos diversos momentos do dia
há furor e grito e quem não ouve o outro
ouve o silêncio agora desta manhã
um silêncio quase em extinção
a noite desceu ao mar em uma carruagem de negro ouro
e o silêncio deste momento que acorda a vida
dá corda na alma, coloca tinta no dia
renova as esperanças de que já ão tenho
por isso mágica
por isso feita de ar e assombro
a receita que me deram de vida
veio vencida
não dá para pagar daquilo que ão se faz uso
eu tenho medo de que até mesmo este silêncio
seja invadido por um gospel baiano
axé bíblico
gritaria infernal como se a deidade fosse surda
berro clerical
a morte deste momento não pode acontecer
acordo só para ouvir-te
meu silêncio tão povoado e provocado
por gritaria suada inútil
de gente que mal sabe ler.
viva o silêncio do alvorecer do dia
nas anáguas de Maria e no cantar do passarinho.
para poder gritar parem de falar e ada dizer
e deixem eu ouvir este parco silêncio.
há furor e grito e quem não ouve o outro
ouve o silêncio agora desta manhã
um silêncio quase em extinção
a noite desceu ao mar em uma carruagem de negro ouro
e o silêncio deste momento que acorda a vida
dá corda na alma, coloca tinta no dia
renova as esperanças de que já ão tenho
por isso mágica
por isso feita de ar e assombro
a receita que me deram de vida
veio vencida
não dá para pagar daquilo que ão se faz uso
eu tenho medo de que até mesmo este silêncio
seja invadido por um gospel baiano
axé bíblico
gritaria infernal como se a deidade fosse surda
berro clerical
a morte deste momento não pode acontecer
acordo só para ouvir-te
meu silêncio tão povoado e provocado
por gritaria suada inútil
de gente que mal sabe ler.
viva o silêncio do alvorecer do dia
nas anáguas de Maria e no cantar do passarinho.
para poder gritar parem de falar e ada dizer
e deixem eu ouvir este parco silêncio.
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
despedida
Perguntaram-me se houvesse escolha
eu respondi que preferiria um grande amor ao teatro
fizeram rosto de quem se engana
amor sublime em sórdidas camas
ou a luz aberta da cena
ou as pernas que se entrecruzam
fiquei com as pernas e abandonei o teatro
sumi de cena como quem súbito decide ir a fortaleza
fui e vi-me então fraco
saco jogado no asfalto por ter abandonado teatro
doce vida artificial
verdadeiramente mais real que essa falsa verdade
essa incoerente alegria passageira da vida
não mais me perguntarão
é chegado o tempo da partida
se me fosse dado escolher
teatro, me perdoe, por fraqueza e medo de fome
deixei-te
e meu peito dói porque sinto a pior das fomes
fome de viver
nada no mundo é maior que o teatro, nem a vida
mudo de calor não viverei um grande amor
o teatro não me perdoa
espero a hora que soa
e as luzes se apagarão
meu amor se consumará no infinito
e o que sobrar será apenas grito
porque Amor não há.
só pedras
escolhi errado mas sei da imensidão da vida
te encontro minha maior encenação
muito obrigado por teres me dado a mão.
eu respondi que preferiria um grande amor ao teatro
fizeram rosto de quem se engana
amor sublime em sórdidas camas
ou a luz aberta da cena
ou as pernas que se entrecruzam
fiquei com as pernas e abandonei o teatro
sumi de cena como quem súbito decide ir a fortaleza
fui e vi-me então fraco
saco jogado no asfalto por ter abandonado teatro
doce vida artificial
verdadeiramente mais real que essa falsa verdade
essa incoerente alegria passageira da vida
não mais me perguntarão
é chegado o tempo da partida
se me fosse dado escolher
teatro, me perdoe, por fraqueza e medo de fome
deixei-te
e meu peito dói porque sinto a pior das fomes
fome de viver
nada no mundo é maior que o teatro, nem a vida
mudo de calor não viverei um grande amor
o teatro não me perdoa
espero a hora que soa
e as luzes se apagarão
meu amor se consumará no infinito
e o que sobrar será apenas grito
porque Amor não há.
só pedras
escolhi errado mas sei da imensidão da vida
te encontro minha maior encenação
muito obrigado por teres me dado a mão.
sábado, 1 de fevereiro de 2014
enamorados
Dorme dia nos braços da Ave-Maria
pontes,estradas,canais
tudo dorme,todo o sentimento
só não alivia o som interno tormento por estar em casa
estando em casa penso na balada
estando na balada penso na madrugada de folhas e ramagens
este estar aqui e não estar em cada
despertecimento percebido em casa
dorme joão nos olhos de sangue de São Sebastião
formam novos estandartes para a festa anual
dorme passarinhos
dorme que o dia já vem
e dançando ao som do brilho dos olhos do novo menino
adormeço mais que o dia
esqueço do tormento e descubro o movimento
das coisas e dos beijos estelares
de suas flores saudade suadas e manjares
e o grito abafado escala a escala
e dorme seus silêncios, movimentos de nada
noite imensa que clareia lua nova
faz de mim enamorado da felicidade
escravo da docilidade própria.
pontes,estradas,canais
tudo dorme,todo o sentimento
só não alivia o som interno tormento por estar em casa
estando em casa penso na balada
estando na balada penso na madrugada de folhas e ramagens
este estar aqui e não estar em cada
despertecimento percebido em casa
dorme joão nos olhos de sangue de São Sebastião
formam novos estandartes para a festa anual
dorme passarinhos
dorme que o dia já vem
e dançando ao som do brilho dos olhos do novo menino
adormeço mais que o dia
esqueço do tormento e descubro o movimento
das coisas e dos beijos estelares
de suas flores saudade suadas e manjares
e o grito abafado escala a escala
e dorme seus silêncios, movimentos de nada
noite imensa que clareia lua nova
faz de mim enamorado da felicidade
escravo da docilidade própria.
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