sexta-feira, 30 de maio de 2014

Das Messes

Maria de todas as messes era uma prostituta famosa no seu tempo
rainha do baixo-belô
princesa da garganta da onça  toda sua vestimenta é metal da noite
dos horrores e das dores de  todas as lamentações de esquina de velhos amores
em chocolate, que te invade, em cachaça e borracha e crack
vai mais uma maria em busca do que se pede
inda tem as carnes  novas, daqui a pouco terá de abaixar o preço
ficar mais a cara da severa paisagem
seu olhos olham a cidade que não a perdoa
mas também não se lamenta e sai em busca do seu sustento
jogada na praça, na lataria de fogo do cimento dos dias e noites sem alegria, pura maria.
Estupenda Maria, nas coxas dos clientes tem-se um charuto diferente e quente
apagada em sua nádegas  a mulher depois divaga e vaga como as ondas da parias
Quando então amanhece o dia, pega o ônibus essa outra maria
é dona de casa, coloca os  filhos para a escola
chora, ri e desmaia de tanto gritar num grito de gol  como se naquele momento é pertence a outro cimento
cheia de amor derrama na cama ácida sua despedida do descanso dos dias e das horas paradas no instante em que é
E sai em sua nova óbvia estrada de velha enseada, porque o dia é nada, mas a noite muda, com o tempo que a acompanha em véu
maria é a rainha do povaréu, jenny recordista deste tempo, traz nas pernas a maior das sementes
secular, até namorado já teve, e hoje seu amante de horas, que traz nas pernas o desejo verdadeiro, porque de resto é trabalho árduo como qualquer trsabalho se resultado de escolha
e maria trabalha e vive como muitas  outras mulheres que se dão cobrando ou se que dão de graça
maria é toda todo mundo e ninguém na praça, e sente prazer além do ófício que já conhece
sai, grita: sai da frente mol.eque.








sábado, 24 de maio de 2014

INVERNO

trovões de dia e de noite sepultaram o verão
e agora , depois que as folhas despencaram qual lágrimas desbotadas de todas as árvores outonais
em todos nós inaugura soberbo o inverno,
este estado dos que já viveram sua vida inteira e repletos de senilidade voltam ao próprio aconchego
Este frio que corrói a madrugada e em nós nos faz estátua, miniatura, diminuímos no inverno.

A lua se sente aconchegada pelos cachecóis de nuvens e estrelas a lhe mostrar estrada
os passos agora devagar já não furam o barro simplesmente, eles imprimem sua maior marca ao tempo e diz de sua nova pisada, nova morada em pés calçados, em suspiros de lado, em cansaço.

Este fogo maior quase feito de gelo também queima  minha cabeça, órgãos e mente
o gelo é a lâmina  do descontente, gelo imenso, presente do deus da frieza
essas noites de fria beleza em mim recordado de maior tristeza

Um pássaro transcendeu o céu e não teve medo de flutuar no ar, em suas gélidas asas, em seu quente sangue a lhe sussurrar de uma novidade: está só na noite a vorar, a noite que voa porque parado no ar está
um pássaro que passa e diz em seus bicos do infinito, de um lugar longínquo, de uma certeza primeira, cai de lado e pousa na derradeira macieira, o observo peeplexo pousar
É o fim de tudo e o recomeço da fênix, fica azul o céu depois some em cinzas novas que tremem
o inverno nos deixa elegantes na noite, com frio de instantes, com medo como dantes
correndo estáticos como gigantes, presas duras de elefantes de asas e correntes alvas
como de manhã sua inchada cara lavada tremendo de frio, do rio, do nilo que há em ti, em mim, em todos os viventes
Nada de sazonal, já te esperamos em pleno calor e suor de carnaval
estamos agora histos, folgadamente frios, temperadamente trilhos
esperamos que nossas raízes criem força em seiva nova
e em setembro, agora calor, possamos vencer a própria dor e renascer na primavera
ser então a estrela maior, a que se espera, não mais estrela polar, agora estrela do mar
brevemente estrela de ar, estrela sublime do ato de amar.






segunda-feira, 19 de maio de 2014

FLORES DE MAIO 2

As flores de maio requerem uma nova vida e novas pétalas jogadas ao rio
e esse suspiro feito da mais fina consciência nasce em nós como o broto da revolução
Essas mesmas diáfanas inundam o céu em nuvens de formas diferentes
traduz sentimentos os mais diversos
coloca novos desenhos na lousa de Deus.
As flores de maio  são ilusão de uma moça triste no ponto de ônibus
E essas pétalas imensas solteiras que jamais serão visitada pelo beija-flor
olham o dia nascer do dia e se conformam com uma vida sem voo
uma vida sem asas, uma vida de espinhos e caules secos
As flores de maio costumizam meu bairro
as recargas d água em que se vê boiarem murchas as utopias de outrora
as pessoas cansadas de tanto sofrimento e oprimem-se assim mesmo e seguem na vida apenas para o sustento
 Suas almas tão carneiramente calmas, sujas e abandonadas são a expressão de uma vida não vivida nem sentida, muito menos tida, apenas número de carteira, e no futuro, número de sepultura
ser número a vida inteira, então para que ser, se é apenas para existir?
As flores de maio são viciadas em trabalho e em cansaço ,e sobem no jardim imenso da vida pensando em prestações , em comprar seus novos carros, mas andam em charretes antigas de aço e não percebem a violência que existe na falta de senso, neste imenso, estapafúrdio deslocar-se, e recomeçam a cada manhã
pensando na vitória de depois de amanhã, e assim, covardemente, sonham com o que jamais virá.
Não desconfiam, as flores de maio, que a vitória pode vir como não pode
que o que se espera de uma nova flor, de um novo fato, é este imenso laço de aurora a cobrir-lhe todas as seivas, a buscar no seu íntimo sua raiz primeira
As flores de maio não se percebem gente, não se veem como semente de um futuro real
apenas desfrutam, quando podem, música barata de carnaval
e comem batata como caviar e sangram tanto de não mais poder sangrar
As flores de maio somos nós todos quando  menos corajoso, imensamente covardes.





sábado, 17 de maio de 2014

RESSURREIÇÃO

O que ontem era palavra agora é barro que se pisa
O que ontem era grito agora é silêncioo que ontem era tristeza agora é luta
Oque ontem era dia agora é noite e amanhã será dia novamente
O que gritava no berço agora grita com subalternos
O que contava piada agora observa o silêncio de um corredor
O que ontem era terrível hoje é deglutível
o que ontem era samba hoje é rock in roll
o que ontem era desespero agora e silêncio
o que ontem era pizza hoje é rocambole
o que era riso agora é esgar
o que era pra ser sincero agora é medo de cemitério
o que ontem era filme agora é realidade
o que ontem era piso agora é teto
o que antes me irritava agora já esytá quieto
somos todos uma revolução, somos todos nós mesmos em qualquer tempo, cidade ou nação ressurgindo...
o que ontem era crinça agora é senil
o que ontem era perseguição agora é luta
o que ontem erea guerra agora é autorrendição
o que ontem era sopa agora é solapa
o qiue ontem era latido agora é rosnar
o que ontem era físico agora é linguagem
o que ontem era linguagem agora é solução
o que ontem era segredo agora é dignidade
o que ontem era decepção agora é orgulho
o que ontem era semente agora é colhido fruto
o que ontem era rido enorme agora é reflexão
O passário de ontem é comida de formigas
a rainh das formigas também virrará chão
o que ontem era impressão afpra é certeza
o que ontem era qualquer coisa agora é consciência.


quarta-feira, 14 de maio de 2014

#

Renascer no barro novamente e assim até o primeiro barro e até primeiro homem protótipo de cultura
Infindar-se em uma incessante Sansara até a gênese dos milênios e mil e tantos séculos transmutados no fogo de minha pele e em olhar citadinos
Na lima da limeira ou no caroço do juá, estar
a primeira estada no mundo aqui já estava e agora passageiro que estamos nesta estranha morada dada como vida
, transição não deve e não vai ficar trancafiado em si, mas sair e ver outro pontos de convergência
Renascer e ver o que de novo há , e se novo não houver, criar.




quinta-feira, 1 de maio de 2014

GERAÇÃO FESTA E FODE

Essa geração festa e fode já chega à festa como que em outros planetas
música barata e pessoas baratas, num quadro expressionista em desmanche
sãom menos pessoas que números, são  somente estatísitcias a circularem pela noite, porque somente existem
a geração do fest quer sempre estar na moda, com calça, tênis, academia, mas  o que não se vê é um ser interessante a te contar de uma ideia singular
não leem, não querem ler e querem ser os primeiros no vestibular  sem  ao menos estudar, gente burra igual a água deste lugar
parece que a água envenena as mentes e as faz limitadas e presas ao inútil como uma gosma de que não se livra
lixo de boate, lixo de comentário, lixo de ônibus que todo mundo comenta, lixo de vida mal vivida, apenas sobrevivida, assim que eles gostam, de serem ninguém e assim o serão
a geração do fode já se encontra mais tarde, porque deixa as namoradas em casa, meminas de famiília, e dormem nos braços do melhor amigos, essa é a melhor das vinganças, em um lugar majoritariamente homofóbico que é descoberto pela família.
essa geração curte agressão de videogame e mal sabe dizer bom dia
aprenderam  a conversar somente o que não entendem e a não cumprimentar ningém que  tambpém não entenda daquilo que eles definitivamente não entendem, isso pe coisa de gente velha
neste sentido, vou morrer secular porque ainda acredito na boa educação, mas sem hipocrisia
Querem uma namorada burra e gostosa, para trai-la à vontade e depois ainda ter sexo e escravidão de graça, enquanto o seu amor continua a sere compartilhado entre os amigos de pelada
a mulher de pelada já nem se despe, amor assim preferível não ter
ser de alguém e ser também do resto da cidade
cidade de gente hipócrita, falsamente puritana
tomara que do céu venha uma anjo da verdade e em plena praça do povo, mostre de todos todos os podres, que essa é a maior vingança para uma gente com a qual  não se pode ter alguma confiança
a parte isso,  amo o lugar e as pessoas solares, íntegras, para essas poucas e fiéis, meu abraço e vamos mudar esse triste buraco.
a geração fest não pensa porque só fode, fode a dinheiro suado do pai, fode as amizades, fode muito o amigo e não faz amor, fode as esperanças de uma falsa namorada, eles têm presssa em conversar, deverão então frequentar sub-empregos, porque para quem não quer ser gente, existem milhares que agora se preparam , para estes meu carinhos e todo o carinho da dignidade
para a geração fest e foda eu vou ficar muito feliz em poder mandar em vocês. Gente burra nasceu para ser empregado
quem nasceu para canjiquinha jamais será caviar. triste cidade de pessoas de plástico e relações com datas vencidas ainda que por ora, não se acabem
prefiro a solidão a vomitar na cara desta gente.



ANGÚSTIA DE VIVER PERTO DE GENTE BURRA

Deixe-me em paz
 inquietude, vá para os lados de quem deve muito por ter falado demais
deixe-me aproveitar esse feriado como a última chance de uma civilização inteira, brasileira
colho agora as cinzas de sua investida no mundo, a inquietação não me deixa descansar

Esse não é mais do quem um tempo de desesperança, tal qual quando tira de uma criança o doce
mas como todas as coisas que acabam, acabará, e euma enorme torrente vinda do povo há de restituir a esse lugar a dignidade que dele foi roubada, isso questão de tempo

Mas essa dor de não saber o porque sofroe corrói, me destrói, me deixa inseguro, como se valesse menos que o restante da humanidade
como se eu fosse menos quando faço mais
quero me livrar daquilo que não me deixa em paz, eu quero a verdade da paz
subir com os outrso para além desta imensa e burra manada, inventar novos planetas feitos de cartolina e água
Agora que escrevo , sinto que passa um pouco esta angístia,esse sofrimento sem motivo
eu queria a morte para não mais sofrer
quero este direiro para poder não ser porwue sendo eu sofro
e sofrer não é matéria para gente não, sofrer não deveria pertencer a ninguém, nem nenhuma coisa ou fato
fato de festa ou de trabalho
se for para continar a sofrer prefiro não mais viver, viver em um local em que somente uma classe tem direito ao amor, que somos tratados como se f\õseemos ciddadãos de quianta categoria
de um povo sem educação, uma cidade sem inteligencia, um povo demente
esvravo de gente incpompetente
me doi a burriice alheia
[me doi a homofobia de monlevade, o racismo, o machismo, a pedofilia, tudo isso me doí
mas prefiro ficar calado, prefiro ser tratrado como viado, nem gente posso ser
aqui
sinto que meus dias se findam, estou a escolher meu destino
queri aser amado, mas como sou chuatdo irei valorixar o chute.
2016 me aguardem!