sexta-feira, 22 de julho de 2016

ar

Eu sou você, ar que da vaporosa manhã é o
doce estar sem ir , ser sem se notar
o peso do espectro das sombras esféricas
aprendiz do nada, corredor do vento
me abre e fecha nas artérias asas internas
passa em mim sem me notar!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

vento

Redemoinhos ao vento
Para teres, para melhor enlaçar-te em teus saberes
nas luzes a no girar da roda humana
da fortuna o melhor dos objetos signatários do tempo
Que há no vale do vaso vazado não me kalo como em caracóis de palavras gritadas no fonema, telas novas de cinema,
o corpo a girar a montanha da vida
numa inversão divina das carapuças das sedas
a volta dos que se fossem iriam, a retrogradar o tempo
desde o primeiro instante
do primeiro brilho em círculo do primeiro ser vivo que brotou na terra do primeiro espirro em forma de luz giroflex a dançar e que nos criou a melhor das eras.