Como morrer para renascer em qualquer lugar
e ser a planta que medra sem ser notada
ser o vento que berra imensa janelada
ser de todas as coisas menos que nada
despetalar na estrada sem ninguém ver
viver no húmus do que deixou de ser
partes do corpo voltadas para o chão
ser a terra que lavra a vida e come as carnes do cão
Ser a mão que decepa o tempo
passos caídos na escada
desde que acariciam os degraus do nada
desde que são olhos imensos a segredar a noite
a contar fábulas dos umbrais da corte
a vida carece da morte de outrem
a vida magnifica conta de ninguém
a morte ávida no terreno da inexistência
antes do nascer era a vida em desistência.
subir esse barrancos multicores
descer desses tamancos calores
falar desse silêncio horrores
conhecer a fundo todas as flores
paixões em braços amores
e maior que o mais infindo inseto
a desejar a vida e aceitar da morte o cetro.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
domingo, 26 de outubro de 2014
VIVA O POVO BRASILEIRO
VIVA O POVO BRASILEIRO!
O povo brasileiro precisa aprender a boicotar revistas como a veja, a desligar a tv globo ou mudar de canal quando necessário.Por exemplo,aprender a ler um bom livro e não torcer por duas pessoas que se matam em plena madrugada como se isso fosse esporte, entender sim de política partidária e buscar a reforma desta, separar religião de política, educar melhor seus filhos e conversar com eles sobre respeito ao próximo.
O povo brasileiro precisa aprender que vídeo-game é ficção, a compreender que existem vários pontos de vista acerca de uma mesma questão, a votar consciente de seus direitos, saber a diferença entre carnaval e conversa séria, a ter sensibilidade para com as mulheres brasileiras, a entender que o homem e a mulher negros também fazem parte deste país, a reconhecer que o povo nordestino sempre sofreu com a desleixo de governos a fio, a estender direitos aos casais gays e a quem é diferente de sua tradicional miopia, a não votar no menos ruim dos dois,a não ser coadjuvante de seu próprio destino, receber bem sim os haitianos tanto quanto recebe os europeus, saber que também possui valor e abandonar de vez essa tal síndrome de vira-latas, aprender a entender o que diz a lei
O povo brasileiro precisa sim criticar seus políticos profissionais, mas também precisa não ser o modelo perverso destes. Há quem afirme que só existem representantes do naipe que temos devido a nossa pouca observância à ética e ao respeito cotidianos. O povo brasileiro é muito caridoso e alegre, mas não sabe dizer não, e isso pode ser uma questão complicada, pois mais vale um não bem dado que abaixar a cabeça e dizer muito obrigado a quem sempre quis bater em sua cara e negar-lhe direitos.
O povo brasileiro precisa aprender a ser mais do que simples povo com vida de gado, teleguiado por poucas famílias que detêm a informação a ser consumida por milhões, a cobrar participativamente as ações deste ou daquela candidata eleita, a entender que a democracia é o regime da maioria que elege, mas também é o da proteção aos vulneráveis. O povo brasileiro precisa aprender a respeitar seus idosos, a ver com olhos não preconceituosos seus deficientes mentais e físicos, a não ter vergonha de cobrar e ter uma saúde de qualidade e lutar por ela, mais eficiência na segurança, na educação e transporte público, a não aceitar esta carga de impostos aviltante, a participar de grupos de discussão local, a reconhecer a alteridade como benéfica à vida de todos, a ser povo sem ser humilhado de novo, a ser gente sem ser descrente de seu país.
O sofrido e alegre povo brasileiro merece muito mais que tem recebido, merece muito mais do que tem cobrado e vamos votar com um nó na garganta porque sabemos que vai demorar muito para que tenhamos a ideia de pertencimento tão natural em outras democracias.Mas este é o nosso povo, o Brasil que amamos, o Brasil que é contraditório, mas muito humano . Então viva o povo brasileiro e viva o processo democrático e o futuro como a certeza de que não não vamos repetir o que de errado nos aconteceu em nosso recente e triste passado. Viva o povo brasileiro!
João Monlevade, 26 de outubro de 2014.
O povo brasileiro precisa aprender a boicotar revistas como a veja, a desligar a tv globo ou mudar de canal quando necessário.Por exemplo,aprender a ler um bom livro e não torcer por duas pessoas que se matam em plena madrugada como se isso fosse esporte, entender sim de política partidária e buscar a reforma desta, separar religião de política, educar melhor seus filhos e conversar com eles sobre respeito ao próximo.
O povo brasileiro precisa aprender que vídeo-game é ficção, a compreender que existem vários pontos de vista acerca de uma mesma questão, a votar consciente de seus direitos, saber a diferença entre carnaval e conversa séria, a ter sensibilidade para com as mulheres brasileiras, a entender que o homem e a mulher negros também fazem parte deste país, a reconhecer que o povo nordestino sempre sofreu com a desleixo de governos a fio, a estender direitos aos casais gays e a quem é diferente de sua tradicional miopia, a não votar no menos ruim dos dois,a não ser coadjuvante de seu próprio destino, receber bem sim os haitianos tanto quanto recebe os europeus, saber que também possui valor e abandonar de vez essa tal síndrome de vira-latas, aprender a entender o que diz a lei
O povo brasileiro precisa sim criticar seus políticos profissionais, mas também precisa não ser o modelo perverso destes. Há quem afirme que só existem representantes do naipe que temos devido a nossa pouca observância à ética e ao respeito cotidianos. O povo brasileiro é muito caridoso e alegre, mas não sabe dizer não, e isso pode ser uma questão complicada, pois mais vale um não bem dado que abaixar a cabeça e dizer muito obrigado a quem sempre quis bater em sua cara e negar-lhe direitos.
O povo brasileiro precisa aprender a ser mais do que simples povo com vida de gado, teleguiado por poucas famílias que detêm a informação a ser consumida por milhões, a cobrar participativamente as ações deste ou daquela candidata eleita, a entender que a democracia é o regime da maioria que elege, mas também é o da proteção aos vulneráveis. O povo brasileiro precisa aprender a respeitar seus idosos, a ver com olhos não preconceituosos seus deficientes mentais e físicos, a não ter vergonha de cobrar e ter uma saúde de qualidade e lutar por ela, mais eficiência na segurança, na educação e transporte público, a não aceitar esta carga de impostos aviltante, a participar de grupos de discussão local, a reconhecer a alteridade como benéfica à vida de todos, a ser povo sem ser humilhado de novo, a ser gente sem ser descrente de seu país.
O sofrido e alegre povo brasileiro merece muito mais que tem recebido, merece muito mais do que tem cobrado e vamos votar com um nó na garganta porque sabemos que vai demorar muito para que tenhamos a ideia de pertencimento tão natural em outras democracias.Mas este é o nosso povo, o Brasil que amamos, o Brasil que é contraditório, mas muito humano . Então viva o povo brasileiro e viva o processo democrático e o futuro como a certeza de que não não vamos repetir o que de errado nos aconteceu em nosso recente e triste passado. Viva o povo brasileiro!
João Monlevade, 26 de outubro de 2014.
Algumas pessoas podem não conseguir ver esse anexo devido as suas configurações de privacidade.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
NEGRO ODEIA NEGRO, GAY MALTRATA GAY,MULHER DISPUTA COM MULHER E POBRE IMITA RICO
Desde sempre existem frases como estas: " Olha, o pior preconceituoso é o próprio negro" ou então " os gays são muito covardes com outros gays" , sem contar o famoso " mulher odeia mulher". Jargões quase santificados e justificados por todos como uma verdade inquestionável.A opressão existe porque o próprio oprimido a justifica quando se torna covarde para com seu grupo social ou não o reconhece como legítimo e detentor de direitos
Balela desde sempre estas afirmações,pois existem perguntas anteriores a estas distorções da realidade. Questionamentos que podem muito bem explicar a violência que acomete cada um dentro destes grupos por membros deles mesmos, tanto quanto não se pode colocar tudo e todos dentro de uma covarde generalização.
Sim, negros podem odiar outros negros, sim, gays podem ser covardes com outros gays e mulheres também podem ser negativamente competitivas com outras mulheres"! Mas quem e o quê causa isso? Quem sempre se beneficiou destas frases vazias? Quem incentiva este tipo de discurso da autoexclusão? Quem se vale dele? Pois bem, o preconceito existe sim e seu autor histórico não está dentro dos grupos social e historicamente excluídos. Aquela famosa história do português que se torna amigo de um índio e faz deste algoz de todos os outros.
Como um homem ou mulher negros podem se ver positivamente se não estão representados na sociedade. Basta ver os outdoors e perceber que tipo de gente está lá como símbolo de um fria e inquestionável beleza. Como os homens e as mulheres gays podem desenvolver generosidade por seus irmãos se os programas de televisão investem no estereótipo da "bichá má", afeminada, covarde, frustrada e inimiga de todos e todas, como se o gay feminino fosse perverso pela própria natureza. Como as mulheres podem estar juntas numa mesma luta se existe no seio da tradicional família uma necessidade de compará-las, de demostrar quem se cuida mais, quem está sendo criada para deleite dos machos héteros e escravizadores. nada mais triste e real que um homem sorrindo ao ver duas mulheres brigando por ele.
O discurso da opressão ganha novos significados. outrora usado na base do ou você aceita que é inferior ou morre , hoje é usado em um manancial de informações divulgadas pela mídia tradicional castradora e que educa os filhos das classes abastadas e também os filhos dos tradicionalmente miseráveis, bem como há a reprodução de toda esta idiotice que leva as pessoas a insurgirem contra seus semelhantes como forma de dizer que são menos negros, menos gays ou menos mulheres, Ora! ninguém é menos nada e a raça humana é uma só e não se deve de modo algum estabelecer escala de valores entre as pessoas ou orientá-las a acreditar que valem mais ou menos que seus iguais reprimidos.
o homem branco heterossexual e rico se vale deste discurso desde sempre e ri e quer ver o "circo pegar fogo", porque ainda acredita ser superior aos demais e ,portanto,bem nascido. O famoso Homem de bem, o famoso bom cristão, o famoso amigo da família castradora.
É importante, muito importante, que o discurso do opressor acabe ,pois somente pela convergência das ideias do oprimido, o reconhecimento das identidades para além da perversão midiática, pelas associações de resistência, grupos de discussão, pela consciência política , pelo reconhecimento da inexistência do valor positivamente representado, e sobretudo, pela possibilidade de saber que a verdade discursiva é uma construção cultural e pode sim ser invertida, pode se tornar democrática, pois esta existe hoje dentro da ideia de um discurso que legitima a depreciação do mais vulnerável
Evidente que não são todos os homens brancos, héteros e 'bem nascidos" que participam desta perversidade, mas com certeza, a maioria esmagadora sim e bota esmagadora nisso.
Antes de olhar desconfiadamente para um dos seus, pergunte-se " Quem está ganhando com minha ignorância?" " Eu sou realmente o que dizem por aí, ou sou eu quem construo minha representação? " Qual o meu valor como pessoa e como ser social? E depois vá ser feliz sem repetir o que o outro quer que você repita.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
COXINHA DÁ AZIA VERSUS O ESTUDANTE QUE LUTA!
As mudanças estão em curso e todos se perguntam o que acontecerá em nosso país nos próximos anos. Esta é uma questão intrigante,e, ao mesmo tempo, importante, pois o presente é um disparador essencial das possibilidades reais de um futuro de inclusão social e respeito à diversidade ou de exclusão e reafirmação da lógica do mais forte somente economicamente. Neste sentido, há que se verificar o grau de politização em nosso estudantes, o que acreditam, quais ideologias seguem e por que seguem. Qual a ideia de futuro que têm com base nas contradições encontradas do presente.
O estudante coxinha é um cara que gosta que pensem por ele, Ele é o jovem que tem orgulho em ser desinformado e que se conforma com a realidade ruim que cerca da vida dos outros.Nunca a dele. Afinal não é sua vida, nem suas crenças que estão ameaçadas, Mas sendo ruim a vida de outros grupos sociais marginalizados, para ele,então, que se explodam, para ele que inexistam, desde que os direito dele, de sua família e seus amigos coxas sejam garantidos, Em uma nova acepção, pode-se dizer do idiota fundamental que é dono do patrimônio privado e de seu universo egóico , que se distancia das lutas da coletividade, que se refugia em doloroso grito de gol seu e para somente os seus. Esse perfil é triste pois representa boa parte de nossa juventude que frequenta o ensino médio e os cursos superiores. Pessoas que xingam os movimentos sociais, se alegram com a possibilidade de pertencerem a uma direita racista, homofóbica e misógina, criticam os programas sociais de proteção e geração de renda, mas sonham em participar do Ciência sem Fronteiras. Colocam sempre dois pesos e duas medidas. Dizem gostar política e se calam quando o debate é instaurado no centro da cidade, no centro das discussões. Esse estudante coxa , muitas vezes, foi beneficiado por programas sociais, mas disparada seu ódio contra as minorias, sem nem ao menos conhecê-las, se nem ao menos querer compartilhar também suas próprias ideias, por mais conservadoras que possam ser.
Por outro lado, há o estudante politicamente engajado, aquele que conhece e muito sua história e as de sua família. Aquele que sabe que seu pai e sua mãe quiseram, a duras penas, estudar e não puderam por falta de condições. Aquele que reconhece o discurso da maldade e o discurso perverso do camburão repleto de pobres e negros, como se somente esses dois grupos cometessem crimes neste desigual país. Aquele que sabe que o excluído não possui representação nas profissões que ditam a lógica do mercado e da sociedade. Aquele que politicamente não se cala e , deste modo, se vê protagonista de seu tempo. Aquele que questiona e se pergunta a todo momento sobre o porquê da existência de tanta desigualdade. Aquele que não criminaliza, mas legaliza a luta de classe, Aquele que está aqui para modificar o mundo, seu mundo ainda que restrito, mas com base nos possíveis sonhos de um conjunto e que não é , portanto, guiado por uma visão excludente, imperialista e cruel. Aquele que resolveu lutar e não aceitar passivamente a covardia com se esta fosse natural e fizesse parte da paisagem corrente.
Aí está o grande desafio: a questão importante em um país dividido entre os jovem crítico e o alienado, entre o jovem que reconhece seu tempo e é dono de suas ações e pensamentos, e aquele somente que repete todas as imbecilidades ditas a gerações em seu seio familiar e que definitivamente, não quer e não vai pacificamente dividir o bolo de sua própria ignorância.
Metáfora do nosso tempo e desafio, pois a construção da cidadania e das luta democrática somente existe onde há debate e confronto de ideias, Se isso não existe não há mudança. Se não existe o confronto de argumentos,opiniões,. eventos citados, aludidos e fatos, não há novos tempos , muito menos nova política.
Resta saber em que perfil você se enquadra? Que país você pretende construir? Quais as mudanças,que de fato você quer ver? Coxinha calada me dá azia e prefiro lutar junto a todos, até mesmo de quem não participa de minhas opiniões, a somente ser um covarde que repete toda a idiotice propagada a séculos por quem colonizou nosso país e destruiu nossa chama de indignação reflexiva. Viva o debate e o saudável confronto de argumentos e ideias.
O estudante coxinha é um cara que gosta que pensem por ele, Ele é o jovem que tem orgulho em ser desinformado e que se conforma com a realidade ruim que cerca da vida dos outros.Nunca a dele. Afinal não é sua vida, nem suas crenças que estão ameaçadas, Mas sendo ruim a vida de outros grupos sociais marginalizados, para ele,então, que se explodam, para ele que inexistam, desde que os direito dele, de sua família e seus amigos coxas sejam garantidos, Em uma nova acepção, pode-se dizer do idiota fundamental que é dono do patrimônio privado e de seu universo egóico , que se distancia das lutas da coletividade, que se refugia em doloroso grito de gol seu e para somente os seus. Esse perfil é triste pois representa boa parte de nossa juventude que frequenta o ensino médio e os cursos superiores. Pessoas que xingam os movimentos sociais, se alegram com a possibilidade de pertencerem a uma direita racista, homofóbica e misógina, criticam os programas sociais de proteção e geração de renda, mas sonham em participar do Ciência sem Fronteiras. Colocam sempre dois pesos e duas medidas. Dizem gostar política e se calam quando o debate é instaurado no centro da cidade, no centro das discussões. Esse estudante coxa , muitas vezes, foi beneficiado por programas sociais, mas disparada seu ódio contra as minorias, sem nem ao menos conhecê-las, se nem ao menos querer compartilhar também suas próprias ideias, por mais conservadoras que possam ser.
Por outro lado, há o estudante politicamente engajado, aquele que conhece e muito sua história e as de sua família. Aquele que sabe que seu pai e sua mãe quiseram, a duras penas, estudar e não puderam por falta de condições. Aquele que reconhece o discurso da maldade e o discurso perverso do camburão repleto de pobres e negros, como se somente esses dois grupos cometessem crimes neste desigual país. Aquele que sabe que o excluído não possui representação nas profissões que ditam a lógica do mercado e da sociedade. Aquele que politicamente não se cala e , deste modo, se vê protagonista de seu tempo. Aquele que questiona e se pergunta a todo momento sobre o porquê da existência de tanta desigualdade. Aquele que não criminaliza, mas legaliza a luta de classe, Aquele que está aqui para modificar o mundo, seu mundo ainda que restrito, mas com base nos possíveis sonhos de um conjunto e que não é , portanto, guiado por uma visão excludente, imperialista e cruel. Aquele que resolveu lutar e não aceitar passivamente a covardia com se esta fosse natural e fizesse parte da paisagem corrente.
Aí está o grande desafio: a questão importante em um país dividido entre os jovem crítico e o alienado, entre o jovem que reconhece seu tempo e é dono de suas ações e pensamentos, e aquele somente que repete todas as imbecilidades ditas a gerações em seu seio familiar e que definitivamente, não quer e não vai pacificamente dividir o bolo de sua própria ignorância.
Metáfora do nosso tempo e desafio, pois a construção da cidadania e das luta democrática somente existe onde há debate e confronto de ideias, Se isso não existe não há mudança. Se não existe o confronto de argumentos,opiniões,. eventos citados, aludidos e fatos, não há novos tempos , muito menos nova política.
Resta saber em que perfil você se enquadra? Que país você pretende construir? Quais as mudanças,que de fato você quer ver? Coxinha calada me dá azia e prefiro lutar junto a todos, até mesmo de quem não participa de minhas opiniões, a somente ser um covarde que repete toda a idiotice propagada a séculos por quem colonizou nosso país e destruiu nossa chama de indignação reflexiva. Viva o debate e o saudável confronto de argumentos e ideias.
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
HOMEM DE GATINHAS
Ele estava feliz e a família muito mais
queriam-no casado para conserto do rapaz
Ela,para eles, pouco importava quem fosse
desde que de família nobre e com boa pose
casaram-se fria fotografia
casaram-se em um vaporoso dia
casaram-se e casados sem nunca terem estado
ela cuidava das crianças e ele saía quando queria
era o homem de gatinhas, solteiro nas mulheres que tinha
ela a cuidar da casa , casada e revoltada
havia em seu silêncio uma surda morada,
mas a mãe dele lembrava a todo instante que mais valia a esperança
que homem é diferente... logo logo ele se cansa...
e ela nunca creditou seu miado no da gata macho velha que era aquela doninha
E assim os dias marcados em uma folhinha são como voos de triste andorinha
as páginas de um velho livro contém muito mais que rabiscos e testemunhas do além
e assim aconteceu com a mulher de faxina servindo ao homem de gatinha..
Enxutos anos como ferro em roupas passado
ele finalmente resolveu comprar cigarro
ela sabia de sua vontade, pois as marcas de batom, o perfume barato
a foto da loira sapecada em sua carteira, do sexo sem amor, seu fiasco
Ela sorriu de tanto chorar , caiu do penhasco e teve que dos filhos cuidar
Ele saiu por uma porta e desapareceu em uma rua em que o coração entorta
Ela surrou o corpo, lavou toda a suja roupa, não mais viu os parentes.
cuidou de sua prole como cachorro cuida de gente
e os garotos e garotas cresceram e ela viu o tempo varrer a maldade
Quando recebeu sua antiga sogra que agora de remorso arde
a mulher dizia que o câncer batia na aorta do filho
o rapaz agora andava de gatinhas de tanta dor e chorava noite e dia pela loira seu antigo amor
sim, doía na carne do garanhão a doença que não soa com nenhum refrão
e ela para o vazio foi ver o homem que de quatro suava de frio
os filhos o visitaram, ela também
em uma tarde de sol o enterraram em campa de ninguém
ela agora era viúva, ele foi andar de felino em campo de saúva.
homem de gatinhas na juventude, homem de gatinhas carcomido pela dor
ela não cuidou dele porque sua vida mudou quando viu em si melhor amor
quando percebeu que não era gata, era ela mesma mensagem, ela era sua própria namorada.
queriam-no casado para conserto do rapaz
Ela,para eles, pouco importava quem fosse
desde que de família nobre e com boa pose
casaram-se fria fotografia
casaram-se em um vaporoso dia
casaram-se e casados sem nunca terem estado
ela cuidava das crianças e ele saía quando queria
era o homem de gatinhas, solteiro nas mulheres que tinha
ela a cuidar da casa , casada e revoltada
havia em seu silêncio uma surda morada,
mas a mãe dele lembrava a todo instante que mais valia a esperança
que homem é diferente... logo logo ele se cansa...
e ela nunca creditou seu miado no da gata macho velha que era aquela doninha
E assim os dias marcados em uma folhinha são como voos de triste andorinha
as páginas de um velho livro contém muito mais que rabiscos e testemunhas do além
e assim aconteceu com a mulher de faxina servindo ao homem de gatinha..
Enxutos anos como ferro em roupas passado
ele finalmente resolveu comprar cigarro
ela sabia de sua vontade, pois as marcas de batom, o perfume barato
a foto da loira sapecada em sua carteira, do sexo sem amor, seu fiasco
Ela sorriu de tanto chorar , caiu do penhasco e teve que dos filhos cuidar
Ele saiu por uma porta e desapareceu em uma rua em que o coração entorta
Ela surrou o corpo, lavou toda a suja roupa, não mais viu os parentes.
cuidou de sua prole como cachorro cuida de gente
e os garotos e garotas cresceram e ela viu o tempo varrer a maldade
Quando recebeu sua antiga sogra que agora de remorso arde
a mulher dizia que o câncer batia na aorta do filho
o rapaz agora andava de gatinhas de tanta dor e chorava noite e dia pela loira seu antigo amor
sim, doía na carne do garanhão a doença que não soa com nenhum refrão
e ela para o vazio foi ver o homem que de quatro suava de frio
os filhos o visitaram, ela também
em uma tarde de sol o enterraram em campa de ninguém
ela agora era viúva, ele foi andar de felino em campo de saúva.
homem de gatinhas na juventude, homem de gatinhas carcomido pela dor
ela não cuidou dele porque sua vida mudou quando viu em si melhor amor
quando percebeu que não era gata, era ela mesma mensagem, ela era sua própria namorada.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
ESTE TEXTO É PARA TI, AÉCIO NEVES, CARRASCO DOS EDUCADORES EM MINAS GERAIS
ESTE TEXTO É PARA TI, AÉCIO NEVES, CARRASCO DOS EDUCADORES EM MINAS GERAIS.
Hoje é dia do professor e sinto-me extremamente humilhado por ser educador e ainda não ver meus direitos reconhecidos nesse governo tucano que promoveu a covardia institucional e a semiescravidão em nossos quadros.
Em 2007, o então governador Aécio neves sancionou uma arbitrária lei denominada LEI 100. O que significa? Essa lei tornava efetivados todos os servidores que estivessem em exercício nas escolas públicas estaduais no presente dia da publicação do dispositivo. Simplesmente, o então governador passou em cima da prerrogativa da Constituição que estabelece ( a única forma de ingresso permanente no serviço público é via concurso ). O coronel simplesmente entregou uma esmola e um presente de grego a seus subordinados, porque este ano, o STF determinou que todos os que foram efetivados de forma fraudulenta fossem demitidos. Existe aí um grande problema, porque, por um lado, dezenas de milhares de professores perderão seus empregos nas próximas semanas, e por outro, o governo tucano protela em nos nomear.
Estudei com determinação para o concurso em 2012 e fui aprovado. , Mesmo assim, ainda não fui nomeado e empossado devido a esta covardia do nosso ex-governador playboy
Outra questão diz respeito ao status de coronel que foi dado às diretoras de escola que abusaram de sua autoridade,levando professores e serviços gerais a passaram toda forma de humilhação, assim como um salário de fome que não cumpre a determinação do Ministério da Educação, em relação ao piso salarial da categoria.
Poderia ficar longas linhas a dizer de toda covardia que sofremos por aqui, como a tal mentirosa meritocracia, pois este indivíduo acabou com nosso biênio e quinquênio e diz que paga bônus para as escolas que obtiverem êxito em sua provinha de fachada.
Sou professor aprovado dentro do quadro de vagas no último concurso público e exijo meus direitos, exijo que a lei seja cumprida, pois não é pedir favor a ninguém. Se estou aprovado foi por mérito meu e quero ainda fazer minha pós graduação, Mestrado e Doutorado. Mas como posso estudar se sou concursado e ainda vivo de contrato? Se vejo meus colegas que cumprem tripla jornada merendarem as sobras dos alunos, mesmo assim se nenhuma inspetora os vir merendando.
Estou muito triste e dispenso qualquer saudação neste dia. Penso que a melhor maneira de nos respeitar é dizer um grande NÃO a este sujeito, no dia das eleições. Dizer a ele que o Brasil, a duras penas, está mudando e que a Constituição Federal deve ser respeitada.
Deixo aqui meu desabafo como forma de alerta para que não repitamos o erro de votar nesses inimigos da democracia disfarçados de pai dos pobres.
A melhor maneira de uma aluno ou ex aluno me homenagear é não votar nesse escravagista e fazer assim que nossa profissão possa ter reconhecimento e que, então, eu não tenha tanta vergonha de ser professor quando somente tenho lutado por dignidade e melhores dias. Muito triste e espero verdadeiramente que o futuro não repita os erros deste tenebroso passado.
BELLINI ROSÁRIO FONSECA ( PROFESSOR CONCURSADO, MAS QUE SE ENCONTRA CONTRATADO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DEVIDO AO DESGOVERNO DO PSDB)
PEÇO QUE COMPATILHEM
Hoje é dia do professor e sinto-me extremamente humilhado por ser educador e ainda não ver meus direitos reconhecidos nesse governo tucano que promoveu a covardia institucional e a semiescravidão em nossos quadros.
Em 2007, o então governador Aécio neves sancionou uma arbitrária lei denominada LEI 100. O que significa? Essa lei tornava efetivados todos os servidores que estivessem em exercício nas escolas públicas estaduais no presente dia da publicação do dispositivo. Simplesmente, o então governador passou em cima da prerrogativa da Constituição que estabelece ( a única forma de ingresso permanente no serviço público é via concurso ). O coronel simplesmente entregou uma esmola e um presente de grego a seus subordinados, porque este ano, o STF determinou que todos os que foram efetivados de forma fraudulenta fossem demitidos. Existe aí um grande problema, porque, por um lado, dezenas de milhares de professores perderão seus empregos nas próximas semanas, e por outro, o governo tucano protela em nos nomear.
Estudei com determinação para o concurso em 2012 e fui aprovado. , Mesmo assim, ainda não fui nomeado e empossado devido a esta covardia do nosso ex-governador playboy
Outra questão diz respeito ao status de coronel que foi dado às diretoras de escola que abusaram de sua autoridade,levando professores e serviços gerais a passaram toda forma de humilhação, assim como um salário de fome que não cumpre a determinação do Ministério da Educação, em relação ao piso salarial da categoria.
Poderia ficar longas linhas a dizer de toda covardia que sofremos por aqui, como a tal mentirosa meritocracia, pois este indivíduo acabou com nosso biênio e quinquênio e diz que paga bônus para as escolas que obtiverem êxito em sua provinha de fachada.
Sou professor aprovado dentro do quadro de vagas no último concurso público e exijo meus direitos, exijo que a lei seja cumprida, pois não é pedir favor a ninguém. Se estou aprovado foi por mérito meu e quero ainda fazer minha pós graduação, Mestrado e Doutorado. Mas como posso estudar se sou concursado e ainda vivo de contrato? Se vejo meus colegas que cumprem tripla jornada merendarem as sobras dos alunos, mesmo assim se nenhuma inspetora os vir merendando.
Estou muito triste e dispenso qualquer saudação neste dia. Penso que a melhor maneira de nos respeitar é dizer um grande NÃO a este sujeito, no dia das eleições. Dizer a ele que o Brasil, a duras penas, está mudando e que a Constituição Federal deve ser respeitada.
Deixo aqui meu desabafo como forma de alerta para que não repitamos o erro de votar nesses inimigos da democracia disfarçados de pai dos pobres.
A melhor maneira de uma aluno ou ex aluno me homenagear é não votar nesse escravagista e fazer assim que nossa profissão possa ter reconhecimento e que, então, eu não tenha tanta vergonha de ser professor quando somente tenho lutado por dignidade e melhores dias. Muito triste e espero verdadeiramente que o futuro não repita os erros deste tenebroso passado.
BELLINI ROSÁRIO FONSECA ( PROFESSOR CONCURSADO, MAS QUE SE ENCONTRA CONTRATADO EM UMA ESCOLA PÚBLICA DEVIDO AO DESGOVERNO DO PSDB)
PEÇO QUE COMPATILHEM
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
A MULHER QUE CANTAVA
Suspensas todas as roupas no varal o sol a queimar a esfera
ela cantava a canção da invenção de todas as eras
em belos tons que melodiavam azul
faziam das lágrimas nuvens da América do Sul..
Quando irromperam em sua casa os cães
buzina burra de latido em seu ouvido
seus petrificados olhos nunca queriam ter ido
gritos se ouviram ao longe em sua casa alarido.
Ela chamava pela celeste chama de deus
marcas imensas aladas todas no corpo céu.
Os cães não queriam música, latiam ferozes na rua e subiram a rosnar no patamar
destroçaram-lhe as carnes e ela continuou a cantar
surtaram--lhe a mente e ela em agudo estridente fez a terra corar
as pedras dela tinham pena, o possível cantar de seus poemas
arrastaram-na, berraram que valia nada
mesmo assim a queriam viva e calada
poderia viver o quanto quisesse desde que não mais cantasse.
Puseram-na em um carro frio ela cantou seus tristes calafrios
irritaram-se assim e lutaram entre si para ver quem a calava
com argumentos tentaram silenciá-la
subiam com ela e desciam em tortas escadas e ela maior que todos cantava
seu canto se ouvia ao longe e se misturava com o cantar dos sinos roucos
em uma cela escura por ter ousado cantar a óde de todos os cantos loucos
a mulher sofria pela saudades dos tons corretos,
gritava a matilha dia e noite para que se calasse concreto
seu umbigo em notas desfibrou
parte do seu violão empenou
mas a mulher cantava sussurros
e irritava os donos do lugar nela murros
um dia de torturas e privações para tentar ensurdecê-la
quando viram finalmente que seu canto se calou
conseguiram o que queriam, ela era mármore calado
quando do alto de um jacarandá cantou o seu imenso recado
um canário ela se tornou e cantou em flor, desafinou o ódio com melodias de amor.
ela cantava a canção da invenção de todas as eras
em belos tons que melodiavam azul
faziam das lágrimas nuvens da América do Sul..
Quando irromperam em sua casa os cães
buzina burra de latido em seu ouvido
seus petrificados olhos nunca queriam ter ido
gritos se ouviram ao longe em sua casa alarido.
Ela chamava pela celeste chama de deus
marcas imensas aladas todas no corpo céu.
Os cães não queriam música, latiam ferozes na rua e subiram a rosnar no patamar
destroçaram-lhe as carnes e ela continuou a cantar
surtaram--lhe a mente e ela em agudo estridente fez a terra corar
as pedras dela tinham pena, o possível cantar de seus poemas
arrastaram-na, berraram que valia nada
mesmo assim a queriam viva e calada
poderia viver o quanto quisesse desde que não mais cantasse.
Puseram-na em um carro frio ela cantou seus tristes calafrios
irritaram-se assim e lutaram entre si para ver quem a calava
com argumentos tentaram silenciá-la
subiam com ela e desciam em tortas escadas e ela maior que todos cantava
seu canto se ouvia ao longe e se misturava com o cantar dos sinos roucos
em uma cela escura por ter ousado cantar a óde de todos os cantos loucos
a mulher sofria pela saudades dos tons corretos,
gritava a matilha dia e noite para que se calasse concreto
seu umbigo em notas desfibrou
parte do seu violão empenou
mas a mulher cantava sussurros
e irritava os donos do lugar nela murros
um dia de torturas e privações para tentar ensurdecê-la
quando viram finalmente que seu canto se calou
conseguiram o que queriam, ela era mármore calado
quando do alto de um jacarandá cantou o seu imenso recado
um canário ela se tornou e cantou em flor, desafinou o ódio com melodias de amor.
terça-feira, 7 de outubro de 2014
DESDÊMONA E OTHELO
Estudavam na mesma sala
ela branca rica, pai dono de mercearia , ele um simples empregado a cortar carne
E também Yago de todos já reprodutor.
Mas este Othelo era diferente, queriam gostar dele, pois queria também ser gente
era o troféu que exibiam para dizerem que não tinham nojo deste povo contente.
A história é dos três; Desdêmona ,Yago e Othelo que subiram ao castelo dos falsos reis.
Um dia, à mesa da casa o negro rapaz mais uma vez convidado
ele de família muito pobre subiu os degraus do patrão comprado
acreditou então por um segundo que era um deles, e se ria! Pura alegria!
e naquele dia foi que Yago viu os olhares entre os dois adolescentes
logo conversaram, jogaram, nadaram, ouviram música.
Yago fazia natação, Alvo acéfalo, carrasco da cidade
era o galã subnadado das vontades
das moças de família o pior vilão.
O branco podia tudo, roubar, bater, matar
que o tio acodia e nada lhe acontecia
essa é a história de três amores irmãos
do mouro de Veneza sua própria perdição
Os dois dever de Yago faziam
para que a maldita companhia não ali estivesse
e pudessem simplesmente conversar de estudos o que quisessem
Surpresa de todos os presentes, Yago notou...
o amor no coração da flor nasceu como também no do rapaz ancorou
Mas lá estava Yago que babou de Caim um bocado
a querer de tudo no trio o triste fim.
Um sábado de estudos para Othelo ficou ruim
porque chamou ao interfone e nada ouviu
na escola Desdêmona não viu.
Ao sair do colégio um carro para perto de si
Yago a sorrir, o pai da colega em cólera, grita... não te enxergas imundo! Saia já de nosso mundo.
Yago sai e dá-lhe um soco
o pai grita... estás despedido!, Ficaste louco?
Othelo sangue no rosto, lágrimas nos olhos
ontem mesmo todos eram seus amigos, para que tanto ódio?
Desdêmona vai para outra escola
chora dia e noite pelo amigo, Yago conseguiu o que queria
Agora era o mais famoso da cidade, em carros desfilou muitas companhias
e também sua esposa Desdêmona caída, sozinha, outra.
Décadas são como dedos que surrupiam a exatidão do tempo
desenhos do longe a redescobrir segredos...
Um dia como este, chuvoso e triste
Othelo já quarentão passa em um posto para abastecer.
Sua família, sua mulher, estão no carro, todos felizes, independente de matizes
quando então vai a uma bodega suja comprar cigarros
uma boneca imunda sem dentes o reconhece
os dois novamente se encontram
choro nos olhos , as mãos finas e fortes pela primeira vez
e pela última se se notam.
ela garota dançarina de beira de estrada, velha carcomida pela covardia dos parentes
ele agora de sucesso empresário surpreso pergunta por Yago
ela responde que o primo era brisa e número de cemitério vago
Em um final de semana bebeu todo o uísque Paraguai do tio
saiu a rua e gritou que odiava negro, que mataria nordestino tal qual seu antigo brio
seu carro caiu sua ultima maldade nadava agora nas águas de um rio,
sua inveja também ficou no lugar onde ficam os peixes frios.
Othelo pela última vez vê seu amor adolescente
toca então uma nova música na vitrola reluzente
ele volta ao carro e família segue seu destino
ela a dançar um bolero em angústias desatino.
Quantos Othelos e Desdêmonas a raiva sem sentido separou
nas pedras do asfalto e no garbo dos imbecilizados Yagos
pessoas como nuvens de poeira refletem a história que a dor da cor , maldita flor, despetalou.
ela branca rica, pai dono de mercearia , ele um simples empregado a cortar carne
E também Yago de todos já reprodutor.
Mas este Othelo era diferente, queriam gostar dele, pois queria também ser gente
era o troféu que exibiam para dizerem que não tinham nojo deste povo contente.
A história é dos três; Desdêmona ,Yago e Othelo que subiram ao castelo dos falsos reis.
Um dia, à mesa da casa o negro rapaz mais uma vez convidado
ele de família muito pobre subiu os degraus do patrão comprado
acreditou então por um segundo que era um deles, e se ria! Pura alegria!
e naquele dia foi que Yago viu os olhares entre os dois adolescentes
logo conversaram, jogaram, nadaram, ouviram música.
Yago fazia natação, Alvo acéfalo, carrasco da cidade
era o galã subnadado das vontades
das moças de família o pior vilão.
O branco podia tudo, roubar, bater, matar
que o tio acodia e nada lhe acontecia
essa é a história de três amores irmãos
do mouro de Veneza sua própria perdição
Os dois dever de Yago faziam
para que a maldita companhia não ali estivesse
e pudessem simplesmente conversar de estudos o que quisessem
Surpresa de todos os presentes, Yago notou...
o amor no coração da flor nasceu como também no do rapaz ancorou
Mas lá estava Yago que babou de Caim um bocado
a querer de tudo no trio o triste fim.
Um sábado de estudos para Othelo ficou ruim
porque chamou ao interfone e nada ouviu
na escola Desdêmona não viu.
Ao sair do colégio um carro para perto de si
Yago a sorrir, o pai da colega em cólera, grita... não te enxergas imundo! Saia já de nosso mundo.
Yago sai e dá-lhe um soco
o pai grita... estás despedido!, Ficaste louco?
Othelo sangue no rosto, lágrimas nos olhos
ontem mesmo todos eram seus amigos, para que tanto ódio?
Desdêmona vai para outra escola
chora dia e noite pelo amigo, Yago conseguiu o que queria
Agora era o mais famoso da cidade, em carros desfilou muitas companhias
e também sua esposa Desdêmona caída, sozinha, outra.
Décadas são como dedos que surrupiam a exatidão do tempo
desenhos do longe a redescobrir segredos...
Um dia como este, chuvoso e triste
Othelo já quarentão passa em um posto para abastecer.
Sua família, sua mulher, estão no carro, todos felizes, independente de matizes
quando então vai a uma bodega suja comprar cigarros
uma boneca imunda sem dentes o reconhece
os dois novamente se encontram
choro nos olhos , as mãos finas e fortes pela primeira vez
e pela última se se notam.
ela garota dançarina de beira de estrada, velha carcomida pela covardia dos parentes
ele agora de sucesso empresário surpreso pergunta por Yago
ela responde que o primo era brisa e número de cemitério vago
Em um final de semana bebeu todo o uísque Paraguai do tio
saiu a rua e gritou que odiava negro, que mataria nordestino tal qual seu antigo brio
seu carro caiu sua ultima maldade nadava agora nas águas de um rio,
sua inveja também ficou no lugar onde ficam os peixes frios.
Othelo pela última vez vê seu amor adolescente
toca então uma nova música na vitrola reluzente
ele volta ao carro e família segue seu destino
ela a dançar um bolero em angústias desatino.
Quantos Othelos e Desdêmonas a raiva sem sentido separou
nas pedras do asfalto e no garbo dos imbecilizados Yagos
pessoas como nuvens de poeira refletem a história que a dor da cor , maldita flor, despetalou.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
NÓS QUE NUNCA SOUBEMOS VOTAR OU A SÍNDROME DO BOI MANSO
Aquele famoso jogador de futebol que nunca teve a probidade de reconhecer a própria filha e os netos disse décadas atrás que o brasileiro não sabia votar. Não sabia e não sabe. O movimentos sociais assistiram estarrecidos mais uma vez à subida no poder de gente que odeia pobre, negro, homossexual, mulher e índios. Gente que daria tudo para que esses grupos sociais desaparecem instantaneamente da face do globo.O brasileiro é um boi manso que nunca teve coragem de correr valente e destruir a cerca do apartheid construído historicamente por si mesmo e por aqueles que ditam o que correto ou não nesse estábulo chamado sociedade. Sim, o povo brasileiro gosta de ser mandado, gosta de ser humilhado em praça pública, venera a dor do machismo, da homofobia e da misoginia,.do sexismo, do classismo. Quer ficar atrelado a esta cerca colocada por alguém sei lá quando na era colonial e se sente então confortável dentro dela , falando mal dos políticos da longínqua Brasília e se esquecendo da real participação em sua rua, em seu bairro, sua comunidade. Reclama, grita que os políticos profissionais nãos prestam ,mas deposita o voto em que o detesta. vai entender povo assim, vai!
Fazer política definitivamente não é ir de dois em dois anos votar em alguém e esperar o baú da felicidade. Fazer política você faz em conversas de bar, na esquina de sua casa, nos grupos de caminhada, de oração, nas oficinas literárias, em sua família, nos movimentos contestatórios. Fazer política cansa. Então, faz-se política de xingamento à toa e a todo momento e permanece somente na reclamologia. Fala-se mal de todos e tudo e novamente é dada a cara para mais um vez baterem. Que país masoquista, triste, com Síndrome de Estocolmo, que pensa que seu agressor é seu melhor amigo?
A eleição presidencial mostra claramente esta baixa autoestima. Candidatos comprometidos de fato com a transformação das estruturas tradicionais de dominação não chegaram juntos a dois por cento dos votos computados. É assombroso. Mas o que mais assusta é a Assembleia legislativa e o Congresso Nacional agora como sempre estiveram: eleitos tradicionalmente corruptos, racistas, machistas, homofóbicos e fundamentalistas entre os mais votados e outros que receberam a herança moral e sobrenome da covardia de suas tradicionais corruptas famílias . O boi manso, o povo brasileiro, espera calmo a hora do matadouro. Espera e confia naqueles que o detestam, já dizia o grande Cazuza. Triste sina de uma população que adquiriu poder de compra mas é comprado por meia dúzia de palavras prontas e mais uma vez vota nos inúteis parasitários do poder, que sugam impiedosamente a verdade e a manipulam para quase todos dentro do tubo de imagem.
Junho, As manifestações de 2013 nada mais foram que um passeio dentro do próprio curral, dentro da cerca e uma ameaça de sair dela, mas só ameaça, como se todos pedissem para eternamente lá ficar e aceitarem assim toda sorte de maus tratos. O povo aprendeu a sofrer e não quer saber desta tal liberdade.e protagonismo social.Isso é coisa de gente de esquerda,como dizem os que odeiam as cotas, o bolsa-família, mas querem que seus filhos estudem nos Ciência sem Fronteiras.
Que povo é este que fala mal de seus políticos como diversão diária, mas vota na mesma canalhada que deixou de cuidar de sua praça, que deixou de fazer o bem a todos, à coletividade. Abaixa então a bovina cabeça para seu dominador tradicional. A tristeza agora toma conta de quem acreditou por momentos que haveria em curso uma mudança. Nada há que fazer a não ser sorrir e aplaudir a festa deles e esperar o que jamais virá. Você ri de sua própria tragédia. de sua própria falta de escola, de sua moral, sua imensa miséria.
logo, não há o que fazer, a não ser continuar o trabalho de formiguinha na construção da consciência coletiva, para que daqui a décadas, não aquelas do racista negro jogador negador de sua descendência, mas décadas futuras em que haja consciência real dos impostos que se paga e que não voltam em forma de serviços de qualidade. Consciência de que não somente se deve garantir a sobrevivência da própria prole. O ser humano deixará então de ser rebanho, manada. Isso irá demorar muito, mas não há motivos para desistir,mesmo porque nossa realidade já foi bem pior .
A educação política é a solução para nossas mazelas sociais. A educação para o exercício do direito do jovem, da dona de casa, do senhor aposentado. Aprender a discutir nossos problemas e ir para as urnas conscientes de que aquele indivíduo escolhido não é nenhum deus, mas um servidor que deve cumprir a Constituição e legislar para todos ou governar para todos. Aos movimentos sociais eterna gratidão porque são persistentes, mas o povo gado manso está de novo quietinho em seu cercado, sem participação, porque elegeu alguém que não conhece ou que irá que irá fazer o dever de casa somente para o seus.
Há que se odiar hoje a frase do tal jogador, até que seja rompida esta cerca-problema e este povo seja dono se seu próprio destino e terreno, não mais prazeirosamente manipulado, mas sabedor de seu caminho na projeção de novos tempos, sem este hábito de gostar e legitimar a mesma escravidão escrota perpetuada por esta imensa covardia moral..
Fazer política definitivamente não é ir de dois em dois anos votar em alguém e esperar o baú da felicidade. Fazer política você faz em conversas de bar, na esquina de sua casa, nos grupos de caminhada, de oração, nas oficinas literárias, em sua família, nos movimentos contestatórios. Fazer política cansa. Então, faz-se política de xingamento à toa e a todo momento e permanece somente na reclamologia. Fala-se mal de todos e tudo e novamente é dada a cara para mais um vez baterem. Que país masoquista, triste, com Síndrome de Estocolmo, que pensa que seu agressor é seu melhor amigo?
A eleição presidencial mostra claramente esta baixa autoestima. Candidatos comprometidos de fato com a transformação das estruturas tradicionais de dominação não chegaram juntos a dois por cento dos votos computados. É assombroso. Mas o que mais assusta é a Assembleia legislativa e o Congresso Nacional agora como sempre estiveram: eleitos tradicionalmente corruptos, racistas, machistas, homofóbicos e fundamentalistas entre os mais votados e outros que receberam a herança moral e sobrenome da covardia de suas tradicionais corruptas famílias . O boi manso, o povo brasileiro, espera calmo a hora do matadouro. Espera e confia naqueles que o detestam, já dizia o grande Cazuza. Triste sina de uma população que adquiriu poder de compra mas é comprado por meia dúzia de palavras prontas e mais uma vez vota nos inúteis parasitários do poder, que sugam impiedosamente a verdade e a manipulam para quase todos dentro do tubo de imagem.
Junho, As manifestações de 2013 nada mais foram que um passeio dentro do próprio curral, dentro da cerca e uma ameaça de sair dela, mas só ameaça, como se todos pedissem para eternamente lá ficar e aceitarem assim toda sorte de maus tratos. O povo aprendeu a sofrer e não quer saber desta tal liberdade.e protagonismo social.Isso é coisa de gente de esquerda,como dizem os que odeiam as cotas, o bolsa-família, mas querem que seus filhos estudem nos Ciência sem Fronteiras.
Que povo é este que fala mal de seus políticos como diversão diária, mas vota na mesma canalhada que deixou de cuidar de sua praça, que deixou de fazer o bem a todos, à coletividade. Abaixa então a bovina cabeça para seu dominador tradicional. A tristeza agora toma conta de quem acreditou por momentos que haveria em curso uma mudança. Nada há que fazer a não ser sorrir e aplaudir a festa deles e esperar o que jamais virá. Você ri de sua própria tragédia. de sua própria falta de escola, de sua moral, sua imensa miséria.
logo, não há o que fazer, a não ser continuar o trabalho de formiguinha na construção da consciência coletiva, para que daqui a décadas, não aquelas do racista negro jogador negador de sua descendência, mas décadas futuras em que haja consciência real dos impostos que se paga e que não voltam em forma de serviços de qualidade. Consciência de que não somente se deve garantir a sobrevivência da própria prole. O ser humano deixará então de ser rebanho, manada. Isso irá demorar muito, mas não há motivos para desistir,mesmo porque nossa realidade já foi bem pior .
A educação política é a solução para nossas mazelas sociais. A educação para o exercício do direito do jovem, da dona de casa, do senhor aposentado. Aprender a discutir nossos problemas e ir para as urnas conscientes de que aquele indivíduo escolhido não é nenhum deus, mas um servidor que deve cumprir a Constituição e legislar para todos ou governar para todos. Aos movimentos sociais eterna gratidão porque são persistentes, mas o povo gado manso está de novo quietinho em seu cercado, sem participação, porque elegeu alguém que não conhece ou que irá que irá fazer o dever de casa somente para o seus.
Há que se odiar hoje a frase do tal jogador, até que seja rompida esta cerca-problema e este povo seja dono se seu próprio destino e terreno, não mais prazeirosamente manipulado, mas sabedor de seu caminho na projeção de novos tempos, sem este hábito de gostar e legitimar a mesma escravidão escrota perpetuada por esta imensa covardia moral..
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
COMO PROPAGAR A IGNORÂNCIA
Primeiro faça cara de inteligente preocupado
remexa no baú de teus preconceitos e escolha o pior
coloque teus filhos em um educandário melhor
distribua gritos como se fossem sorriso trocado
não se esqueça de falar mal de quem te compra a comida a falta de trato
invente nomes enciclopédicos de pouca lida
faça de sua vida monotonia
chegue, berre, saia da sintonia
Coloque uma pitada de leitura no manual dos palavões
atribua ao outro tua incompetência sem noção
diga que são deles sua falta de coerência
corra e repita trezentos anos que faz toda proficiência
sinta pena do outro e não se orgulhe, não chore
acredite que são a sua caricatura do medo, não melhore
invente viagens, lugares que nunca esteve, inimagináveis segredos
fofocas que nunca soube sabatine o novo
crie raiva à toa, deseduque não querendo educar
diga que precisa de jardineiro para ignorância plantar
compre um apartamento na planta
seja ela mesma covardia em fôrma em forma da ignorância
trate seu semelhante como índio a catequizar
dê uma rasteira em seu modo de falar
como judas novo de um discurso antigo
compre água e beba na frente de teus infelizes
pense que é melhor que todos os que maldizes
não reinvente o dia, mate-o em hipóteses ruins
seja voraz covarde, o hipócrita que nasceu tarde
gargalhe muito depois de toda a maldade propagada
corra dos seus e se tranque em sua sala
sirva morto a ignorância do outro
reze, emocione-se com os seus
passe na rua e diga que fez os melhor que pôde
sinta-se dono de escravos, senhores
vá a uma padaria, compre papo
deixe muito de sua infelicidade no prato
vire cidadão otário de um lugar plebeu
seja a própria ignorância dos filhos teus.
remexa no baú de teus preconceitos e escolha o pior
coloque teus filhos em um educandário melhor
distribua gritos como se fossem sorriso trocado
não se esqueça de falar mal de quem te compra a comida a falta de trato
invente nomes enciclopédicos de pouca lida
faça de sua vida monotonia
chegue, berre, saia da sintonia
Coloque uma pitada de leitura no manual dos palavões
atribua ao outro tua incompetência sem noção
diga que são deles sua falta de coerência
corra e repita trezentos anos que faz toda proficiência
sinta pena do outro e não se orgulhe, não chore
acredite que são a sua caricatura do medo, não melhore
invente viagens, lugares que nunca esteve, inimagináveis segredos
fofocas que nunca soube sabatine o novo
crie raiva à toa, deseduque não querendo educar
diga que precisa de jardineiro para ignorância plantar
compre um apartamento na planta
seja ela mesma covardia em fôrma em forma da ignorância
trate seu semelhante como índio a catequizar
dê uma rasteira em seu modo de falar
como judas novo de um discurso antigo
compre água e beba na frente de teus infelizes
pense que é melhor que todos os que maldizes
não reinvente o dia, mate-o em hipóteses ruins
seja voraz covarde, o hipócrita que nasceu tarde
gargalhe muito depois de toda a maldade propagada
corra dos seus e se tranque em sua sala
sirva morto a ignorância do outro
reze, emocione-se com os seus
passe na rua e diga que fez os melhor que pôde
sinta-se dono de escravos, senhores
vá a uma padaria, compre papo
deixe muito de sua infelicidade no prato
vire cidadão otário de um lugar plebeu
seja a própria ignorância dos filhos teus.
Assinar:
Postagens (Atom)