lembras quando éramos jovens e corríamos feito loucos em busca de um sonho de nuvem
uma paragem, uma amizade, um conforto que nos reconfortasse
e as flores se misturam com o minério em nosso jardim
e o dia nos acordava docemente para a lida, éramos o coração da cidade
lembras quando o fogo tomou conta de nossa almas
e dançamos na chuva calma a dança do suplício, gargalhada e saudade de tantas bandeiras, tantos ais que não eram nosso mas que se tornaram correntes
estudante precisava ter vida decente
se for para ir para o cassetete, cacetadas vai ter que dar
e dói em nosso coro
televisão e mães em choro e a procissão dos amigos na cadeia
voltas para a faculdade já sem casa e assim mesmo semeias e sai e corre
favela que te soccore nos estudos e trabalho
voltas para o centro e cantas ao vento a vida nova de uma casa, um lar, um sentimento
hoje isso existe graças a nosso sangue
estudante do interior possui casa, quarto, computador e em nosso corpo essa dor
lembras daquela flor que parecia abacar e das flores se tornou rainha
da vida de princesa do século das luzes, belas festas, ceias intelectuais
a união de minha familia em teus ais, corredores, piscna e quintais
a radfiação está em mim que te fui contaminado
mas saber que vive-se diferente do passado
tem de toda forma seus agrados.
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