Havia,muitos séculos atrás, um rio que era doce
havia água para beber e peixes de verdade
havia alegria na serenidade.
Nos alfarrábios tecnológicos pode-se ver
como era de sua doçura a extensão que se podia ter.
E ria-se com o rio a cada final de ano, a cada dia de pesca e
a cada vida manifesta que brotava do chão.
A lama destruiu aquele lugar. Um Saara novo, inundou e secou a fonte
E o rio emocionado e triste disse adeus , partiu sem ter onde.
e com ele , a doçura do mundo virou vala, buraco onde não havia quem a valha.
A navalha do tempo não corrigiu e o rio inda menino tão cedo sumiu.
eu seu lugar nasceu o resultado do ódio de uma classe sebosa: poucos ricos e a maioria economicamente escravizada e por eles concebida como leprosa
A doçura do Rio Doce hoje é lenda.
Quem passa por aqueles lugares assiste ao final de uma era de fartura
O sertanejo, por aquele tempo, se desesperou ,pois não cria na morte de sua cria.
O chão líquido sólido ficou sem beira, a terceira margem da lama é cruel ,conclusiva, derradeira.
E do mais alto dos riachos ainda existentes, a ave desconsolada cansada soltou muito triste sua última lágrima de adeus.
Morre um rio em mim,sem pena, e comigo morre sem drena a vida dos filhos teus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário