terça-feira, 8 de dezembro de 2015

sara

Dentro de mim dói um dente
dentro de mim outro ser existente
dentro de mim asneiras de criança
quando era eu a estourar em riso e grito, este siso agora tarde faz de mim pista em outra dança que arde
para quem tem carinho para quem sabe do amor
esse dente lascivo é da prova dos nove, o pior ,sim senhor!
Fico triste por perceber que algo em mim grita e no dia não ouço porque não me vem esse aviso a calo
parado, varado de tanto chorar,preso a uma vontade de em mim não mais estar, ouço o outro como flor no calabouço
quero viver sem saber dele,
essa dor corrói o corpo
esse osso aberto, esse branco castelo medieval na infinita boca
a beleza desaparece em tudo porque o todo dói
prefiro a dó do violão
ao dó das gentes, essa dor não é dor, assim já é indecente.

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