Vá, meu amigo, crie asas e voe sobre as falsas casas do julgamento
vá com força e sem medo da imensidão da vida.
Teus passos curtos desafiam a ignorância do medo e a violência da lida
As dores da alma são claras perto do arco em que sobrevoas,
tijolos da amargura
feitos da pior cal, uma gota de sal em tuas lágrimas
vá, não desista, por mais que a ignorância insista
por mais que as detestáveis queiram
seja a maior prova da existência primeira da verdadeira beleza.
Quando sentires as imensas pedras da podridão das falas
te calas, por enquanto,e os calos numerosos assemelharem-se à tua sublime existência
Veja então os números soltos de quem nada faz pelo outro e exibe o porte profundo das detestáveis aparências
covardia em forma de equivocada decência.
Cante, meu amigo, à maneira provençal todo o fel que carrega aquele que jamais será teu igual.
Vá, meu amigo, inaugure o mundo com seu sorriso, sua alegria
faça da raiva de outrem um passo para seguires além.
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