Eu declinei da esteira e fui até onde mora o ódio
eu o vi como velho companheiro nos olhos de um que me insultava
agora representado por uma birrenta criança
quer destruir a ventura do conhecimento quer nos matar de barulho
que nado no fundo do silêncio e requeiro silêncio
Em sua vida de pobre amargura todo insultado quer ver o sofrimento de seu docente, mas se engana quando escolhe
nem todos se curvam e são ratos covardes
a vida do contato com a raiva do outro já premeditada do outro triste do outro
o dia se mostra sol e clarividente desejo o melhor para esta semente ingrata
ignara e destituída de carinho
tem que se saber quando tem de ser gente para não sofrer de inocência
mas cansa e muito, penso em abandonar maldito trabalho
ser mais eu e mandar tudo ao caralho
e viver somente viajar, ver novas versões do vento e saber -se em outros ambientes[
sinto que este enforcar cotidiano pode me levar ao absurdo do grito
o grito do inaudito
o grito que se possa gritar
o grito no ato de amar e de ver novos mundos em sonhos
livre da tristeza, livre destes demônios de amoníaco
livre de você, na paz, na raiz de cal, no momento fatal
em mim mesmo genjial por sinal
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