domingo, 2 de março de 2014

PASSAGEIROS DA ILUSÃO

tarde nublada, invento da tarde de sóis tímidos e nuvens escancaradas
a folha perto de meus olhos recorta em ti o segredo do efêmero, porque inesgotável enquanto ali
o azul convulso perde espaço para o cinza metal noite em  alta  tarde sem  arrebol predecessor dos mares maiores, furta do conde no pé e a certeza que há no nublado uma beleza que nos invade ou  que nos resvala à ilusão.

meus olhos estão comovidos pois viram nuvens de tanto construir desenhos outros e que já se estão
 desconstroem-se por serem parte o segredo da vida que arde em nós como nuvens que recortam o sol
aliviamo-nos em doces eternos passageiros, gastronômicos, econômicos amorosos e sexuais.
uma alienação de nossa dor diária comum opinião ou descarga da ilusão do facto direito concertada. vida feito piada. Besteira ou ilusão.

Tarde nova em Nova União e a vida ensina a folha que dormita no asfalto tão quente do chão
 a receber em si a árvore que a habitava, vida feito fotografia de cinema de verão, flores da estação
rebuscadas maquiagens de televisão e outros  ais que feito florais nos dizem do ser em meio ao jogo voraz da vida que nos ensina muito mais que tela a ser cidade em cada um de nós , de passagem, passageiros de nossa ilusão.

retornar  em uma improvável tarde nublada, para casa das  dúvidas a dar facadas em minha alma que se destaca na multidão,
enviar torpedos para o céu no negrume da estrada, essa possibilidade de não ser você, logo ,  nada, me anima
enviar mil beijos para o céu, se  dono de sua liberdade em uma tarde de estrada, eterno corcel
meu coração explode como as britas pelo chão, minha alegria condutora do meu não
minhas alegrias, tristezas, novelas novas e antigas páginas, retratos de um dia de ilusão.




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