haverá carnaval em nossa escola professor?
O sujeito quarentão que ali estava desde a manhã e sabia que carnaval vespertinho não haveria
porque disciplina lhes faltava, o professor sabia que era aquela uma decisão correta, acordada.
Respondeu: não sei, meu filho, tudo pode acontecer
e foi à sua superiora pedir-lhe conselhos para ligar o som e fazer uma hora dançante
não há ter arte quando a barbárie invade
som desligado, justo recado para respeito ao próximo
já no quinto horário, fantasia rasgada, o garoto entra assustado
pois da festa não se veria resultado, ficou triste, abaixou a cabeça
o professor lhe falou de outros contentamentos: aviões, médicos ,mundos sem fronteiras, medo nas estribeiras
e no desenvolver de si para protagonizar o devir luzir
Então a velha canção de carnaval virou vento e saiu pelo quintal
onde poderia haver som e soul, há silêncio de final em pássaro voador
Os justos pagam pelos pecadores, assim tem sido desde que o homem é lobo do homem
desde sempre.
Um texto trabalhado em forma de máscara de carnaval revela a briga de ideias, atitudes comportamentais
uma segunda festa
Tudo por estas bandas fala, fala roça, fala moço, vento, casa ,fala temporal
só não fala em guerra boba, terrível guerra mamonal.
os dias são a sucessão do que faz o professor em seu lampejos de gênio
e os alunos e alunas neste fiat lux do conhecimento.
e da escala já se vê a máscara a derreter na pia, o vermelho, verde, azul invadem o dia
e ali da escola se vê o espetáculo do qual não vê a maioria
a vida se transformando em grandes reações químicas ou na busca do domínio da linguagem como arma contra a falta de dignidade e maldição da desigualdade
de esperança os coração são invadidos, uma terra nova, um verdadeiro carnaval,
em uma nova escola, escola nova com muitas festas e estudo
a representação do mundo e suas bondades e sutilezas.
quem n~qa
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