Bela que dançava na noite fria
bela que foi então minha bela primeira companhia.
Rosa reabriu todas as férreas e petrificadas entranhas
de uma gente para nós estranha,
Uma cadente debutante feliz da minha partícula estelar a brilhar por um átimo, um triz , assim tamanho nariz que beija nariz
Dançava o chão no imenso salão do estrangeiro moiro.
Rostos que se cruzaram na noite dançante dos peitos de ouro.
Olhos que se olharam nos beijos que não existiram dantes.
Coloquei assim a realeza de minha fonte presa a teus pés
todos os tons , todos os olhos metálicos nos inexistentes rodapés.
Nada na noite girava em nossa doce companhia, nossos pés.
Toda a festa no mundo para fora de nós gritando e saíamos imensos de nossa terra
e mesmo assim firmes inexatos permanecíamos nela.
O salão se abriu para nossas mãos
abertas caras, o corte de seda da melhor pane francesa rara
você em minha boca, nossos lábios celebravam a beleza de tudo aquilo que se beija
bela que me baton na pista
estrela que me confessava ser também da corte etérea da conquista.
Bebeu tudo o que se bebia enquanto o rito das cores vencia.
Nos lençóis nossos corpos entrecortados sob a meia-luz
o ritmo louco ainda em nossos ouvidos a nos rever enquanto dançantes nus
da semente do calor da estada nascia assim o melhor e mais fino vinho que nos fez despojadamente crus
Bela que gritava de tanto me beijar
me beijava até o suspiro do derradeiro respirar
Parava tudo e assim o mundo inteiro embasbacado nos via sem siso para sempre juntos e fitos, novos e ingênuos a beijar e sorridentes a bailar.
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