Todos os dias, recebia ameaças de surra
O pequeno fazia por onde e já sabia que a chinela cantaria
Então fez o que não podia: quebrou todos os vidros da vidraçaria da esquina.
A hora do golpe inevitável do pai, a hora do golpe
Preparou-se o pupilo para o pior, afinal merecia
O golpe não veio, seu herói abaixou a cabeça e chorou copiosamente, largou o prato na mesa e pranteou sem segredos
lágrimas de vidro caíram no chão, as do pai e as do menino.
Ali nascia a esperança, o senhor fez homem de verdade aquele que antes só era criança.
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