A EDUCAÇÃO BRASILEIRA E O FAZ-DE-CONTA DAS ESCOLAS
Que já faz um tempo que quase ninguém consegue ensinar ou aprender em nosso país é uma obviedade. Mas o que assusta no momento é a alienação crescente dos jovens estudantes, o descaso de muitos professores e um sistema excludente que privilegia as relações covardes de imposição do poder do mais forte. leia-se do que tem mais dinheiro. A escola vive um faz-de conta em que o professor finge que ensina, o aluno que aprende e todos acabam vítimas de uma apartheid social que durará décadas se nenhuma ação efetiva for realizada agora.
O número de alunos evadidos logo no final do nono ano, tanto quanto no final do terceiro médio é assustador.A sedução por bens eletrônicos em uma sociedade da falsa novidade os leva a abandonarem um espaço ruim, sim péssimo, porque a escola é vista como o lugar da obrigatoriedade, o lugar da lição e o professor como uma pessoa que definitivamente não venceu na vida, porque se tivesse vencido não seria lente, não lecionaria. A evasão ocorre porque a imagem da sedução do consumismo imediato se impõe, então é mais fácil ter o Tênis da moda, ouvir o funk da moda, do que entrar em um local anacrônico, caindo aos pedações, com gente que diz a mesma velha história há muito.
Não são em todos os lugares e nem em todos os casos, mas via de regra, o lugar idílico, platonizado,cinderelizado, este definitivamente está na mente do professor demodê, aquele que ainda acredita que salvará a humanidade, nem salvando a própria pele, e do aluno relapso, parafrástico, que não quer pensar quando provocado e que considera estranho quando outro raciocina sobre um determinado assunto.
Outra questão relevante diz respeito ao ensino nas escolas particulares, que muitos consideram melhor do que o da escola pública. Pesquisas e apontamentos já provaram que não é bem assim, pois a educação e o seu inevitável colapso estão presentes tanto em uma esfera quanto na outra. Todos fingem e ai de quem se aventura a errar, o erro é coisa de gente fraca.A história do erro na educação também é a história da exclusão.
Ademais, percebe-se que este teatro da maldade sempre foi o decodificador das relações sociais de imposição do medo ao mais fraco e, portanto diferente ,bem como da reafirmação da lógica perversa de quem sempre esteve, e provavelmente sempre estará no poder.
Logo, uma escola renovada deve caminhar não pelo caminho da repetição burra (paráfrase) nem pelo estereótipo da salvação de ninguém. Por outro lado deve defenestrar disciplinas dogmáticas e incluir no currículo o ensino da arte-educação via música, teatro, dança em diálogo permanente com o conteúdo ministrado. Outro diferencial pode acontecer se a aula se tornar mais interessante com o ingresso eficiente das novas mídias e democratização da informação. Mas,para que tudo isso aconteça, é importante estar aberto à novidade, e, principalmente, deixar de analisar o erro como defeito, mas vê-lo como possibilidade real de acerto. Enquanto isso não acontece, vale eternamente o perverso faz-de conta.
Que já faz um tempo que quase ninguém consegue ensinar ou aprender em nosso país é uma obviedade. Mas o que assusta no momento é a alienação crescente dos jovens estudantes, o descaso de muitos professores e um sistema excludente que privilegia as relações covardes de imposição do poder do mais forte. leia-se do que tem mais dinheiro. A escola vive um faz-de conta em que o professor finge que ensina, o aluno que aprende e todos acabam vítimas de uma apartheid social que durará décadas se nenhuma ação efetiva for realizada agora.
O número de alunos evadidos logo no final do nono ano, tanto quanto no final do terceiro médio é assustador.A sedução por bens eletrônicos em uma sociedade da falsa novidade os leva a abandonarem um espaço ruim, sim péssimo, porque a escola é vista como o lugar da obrigatoriedade, o lugar da lição e o professor como uma pessoa que definitivamente não venceu na vida, porque se tivesse vencido não seria lente, não lecionaria. A evasão ocorre porque a imagem da sedução do consumismo imediato se impõe, então é mais fácil ter o Tênis da moda, ouvir o funk da moda, do que entrar em um local anacrônico, caindo aos pedações, com gente que diz a mesma velha história há muito.
Não são em todos os lugares e nem em todos os casos, mas via de regra, o lugar idílico, platonizado,cinderelizado, este definitivamente está na mente do professor demodê, aquele que ainda acredita que salvará a humanidade, nem salvando a própria pele, e do aluno relapso, parafrástico, que não quer pensar quando provocado e que considera estranho quando outro raciocina sobre um determinado assunto.
Outra questão relevante diz respeito ao ensino nas escolas particulares, que muitos consideram melhor do que o da escola pública. Pesquisas e apontamentos já provaram que não é bem assim, pois a educação e o seu inevitável colapso estão presentes tanto em uma esfera quanto na outra. Todos fingem e ai de quem se aventura a errar, o erro é coisa de gente fraca.A história do erro na educação também é a história da exclusão.
Ademais, percebe-se que este teatro da maldade sempre foi o decodificador das relações sociais de imposição do medo ao mais fraco e, portanto diferente ,bem como da reafirmação da lógica perversa de quem sempre esteve, e provavelmente sempre estará no poder.
Logo, uma escola renovada deve caminhar não pelo caminho da repetição burra (paráfrase) nem pelo estereótipo da salvação de ninguém. Por outro lado deve defenestrar disciplinas dogmáticas e incluir no currículo o ensino da arte-educação via música, teatro, dança em diálogo permanente com o conteúdo ministrado. Outro diferencial pode acontecer se a aula se tornar mais interessante com o ingresso eficiente das novas mídias e democratização da informação. Mas,para que tudo isso aconteça, é importante estar aberto à novidade, e, principalmente, deixar de analisar o erro como defeito, mas vê-lo como possibilidade real de acerto. Enquanto isso não acontece, vale eternamente o perverso faz-de conta.
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