Você me diz que eu sou eu e não passo disso
eu te respondo que você se equivoca
porque eu não sou eu como nunca fui
Eu sou todas aquelas pessoas iguais a mim e que não conseguiram respirar o ar desse dia.
Todos que lutaram e perderam para a covardia estão em mim, aqui.
nos meus olhos, em minha garra
apontada para o sinal dos tempos
Eu não sou eu e tenho a responsabilidade de levar adiante o discurso de milhares que foram assassinados, suicidados pelo sistema, rebaixados da condição humana
Eu sou um mastro que carrega consigo toda a energia divina da bandeira.
Eu caio e levanto na matilha sagrada inteira
eu sou eu e também posso ser mais que nada
Diante da cega covardia eu uso e abuso da dignidade
eu sou um olho que chora, eu sou a chuva dessa cidade
Não paro, não calo, resolvo em mim todos os meus calos
e todos que agora em mim estão passaram por aqui e foram apedrejados,
gritaram e não foram ouvidos, pediram e foram humilhados
Cada um que se foi tentando lutar por ser gente está em mim como um lembrete da vida, como uma breve esperança perdida
Eu me ergo novamente e grito: eu também tenho valor
sou um guerreiro filho da vida, sim senhor!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
CÃES
Vinte minutos para partir e enlouquecer uma rodoviária
seus olhos tristes fitavam o nada debaixo dos olhos pretos que escorriam lágrimas.
gritaria, pessoas, flores, pasteis, zumbidos e toda sorte de tudo criavam uma alegria artificial
somente os cães e ele sentiam o peso da espera, matilha em novo quintal.
Uma bolha de lágrimas podia muito bem ser uma piscina
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no poço
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no imenso poço
Os minutos passavam, lembrava-se da pele de sua amada
ninguém ali o conhecia e ele só sabia do cheio que se perdeu
os olhos verdes que se foram e o deixaram ali
dez minutos para a partida e nada
os cães se enroscaram no chão e a algazarra tomou conta da cidade
Ele parado, escravo de uma sensação , do que mais não existia nele, na epiderme,, no coração.
chorava e suas lágrimas tomaram conta do terminal
os amimais caninos choravam também por ele e pelos minutos que definitivamente os separariam de sua querida
Então entrou no ônibus e estava desconsolado
Um estrondo logo se ouviu
e todos os falsos alegres viventes iludidos sem acreditar, então viram
um ônibus a sair de um lugar ermo
e cães a uivar barbaramente em coro
fazendo valer o amor novo que nascia no desterro
sua amada, mesmo não estando ali era o melhor cheiro que o amor produziu em um dia tarde de Abril.
seus olhos tristes fitavam o nada debaixo dos olhos pretos que escorriam lágrimas.
gritaria, pessoas, flores, pasteis, zumbidos e toda sorte de tudo criavam uma alegria artificial
somente os cães e ele sentiam o peso da espera, matilha em novo quintal.
Uma bolha de lágrimas podia muito bem ser uma piscina
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no poço
os olhos marejados do moço e os cães a chorar no imenso poço
Os minutos passavam, lembrava-se da pele de sua amada
ninguém ali o conhecia e ele só sabia do cheio que se perdeu
os olhos verdes que se foram e o deixaram ali
dez minutos para a partida e nada
os cães se enroscaram no chão e a algazarra tomou conta da cidade
Ele parado, escravo de uma sensação , do que mais não existia nele, na epiderme,, no coração.
chorava e suas lágrimas tomaram conta do terminal
os amimais caninos choravam também por ele e pelos minutos que definitivamente os separariam de sua querida
Então entrou no ônibus e estava desconsolado
Um estrondo logo se ouviu
e todos os falsos alegres viventes iludidos sem acreditar, então viram
um ônibus a sair de um lugar ermo
e cães a uivar barbaramente em coro
fazendo valer o amor novo que nascia no desterro
sua amada, mesmo não estando ali era o melhor cheiro que o amor produziu em um dia tarde de Abril.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
PARA TODOS QUE TÊM CERTEZA DE TUDO O TEMPO TODO
Eu vivo em um mundo em que todos os dias se diz adeus.
Um novo mundo nos espera sem fila de espera
um momento a ser inaugurado em uma justa nova terra.
Um ciclo em que a religião será para unir os irmãos
não para fazê-los entrar em guerra.
Quando a palavra do outro valerá tanto quanto eu a tinha
e conseguirei me colocar no sofrimento alheio e perceber que a verdade não era somente minha
Mas também é reativa para quem veio não somente contemplar, estará de facto a degustar a vida e seus desejos.
Vai estar não para passear, mas para ver o sistema mudar, tornar-se céu de véu, vértice solar.
Minha língua ferina, minha angústia de aguilhão transformar-se ao em pombas o monte imenso das bobagens que ouço sobre o grande aluvião.
E voarão sobre a mediocridade imposta por quem se diz irmão e te trai com um sorriso nas costas ..., que não entende que você é o mesmo mas também é o outro que não olha somente , mas observa tudo durante uma fala torta.
Minha vida imensa de futuro, minha sede de justiça aqui ora posta
Se tornarão um novo tempo justo e que valerá para os viventes, dementes, indecentes, pouco crentes, mas todos verdadeiramente formados de carne, gente.
Janelas e portas abertas para uma nova seara com menos ódio dogmas, menos togas e menos crentes em si mesmos e torturadores de sua gente , então escravizada por tudo o que o sujeito pequeno sente.
Irmão não mais mata irmão, mas coroam a vida como obra da
terra, como algo bom que advirá..
Da mãe Gaia e de seus filhos novos, que nos abrigarão, que não quererão mais ver briga por própria estúpida briga
que entenderão que gente também respeita os demais seres existentes
que inaugurarão assim nova semente que contaminará e matará em todos nós o preconceito das pequenas gentes.
Um novo mundo nos espera sem fila de espera
um momento a ser inaugurado em uma justa nova terra.
Um ciclo em que a religião será para unir os irmãos
não para fazê-los entrar em guerra.
Quando a palavra do outro valerá tanto quanto eu a tinha
e conseguirei me colocar no sofrimento alheio e perceber que a verdade não era somente minha
Mas também é reativa para quem veio não somente contemplar, estará de facto a degustar a vida e seus desejos.
Vai estar não para passear, mas para ver o sistema mudar, tornar-se céu de véu, vértice solar.
Minha língua ferina, minha angústia de aguilhão transformar-se ao em pombas o monte imenso das bobagens que ouço sobre o grande aluvião.
E voarão sobre a mediocridade imposta por quem se diz irmão e te trai com um sorriso nas costas ..., que não entende que você é o mesmo mas também é o outro que não olha somente , mas observa tudo durante uma fala torta.
Minha vida imensa de futuro, minha sede de justiça aqui ora posta
Se tornarão um novo tempo justo e que valerá para os viventes, dementes, indecentes, pouco crentes, mas todos verdadeiramente formados de carne, gente.
Janelas e portas abertas para uma nova seara com menos ódio dogmas, menos togas e menos crentes em si mesmos e torturadores de sua gente , então escravizada por tudo o que o sujeito pequeno sente.
Irmão não mais mata irmão, mas coroam a vida como obra da
terra, como algo bom que advirá..
Da mãe Gaia e de seus filhos novos, que nos abrigarão, que não quererão mais ver briga por própria estúpida briga
que entenderão que gente também respeita os demais seres existentes
que inaugurarão assim nova semente que contaminará e matará em todos nós o preconceito das pequenas gentes.
domingo, 3 de janeiro de 2016
CHATICE
tempos difíceis
Se você fica quieto, é arrogante
se fala, é inconveniente,
se você sorri, tira sarro
se você ficar mal com o mundo, é intolerante
se você anda de bike, deve correr
se você toca violão, melhor calar-se
se você ouve um mantra, é macumbeiro
se você quer namorar, é viado
se você não quer namorar, tiram onda
se você não vai à igreja,. é demônio
se você vai à igreja, só olha etiqueta
se você se casar, choca uma cidade
se você não se casar, te arranjam por aí um filho
Se você pega ônibus, falso pobre
se você não pega ônibus, polui o mundo
se você gritar, é louco
se você não gritar, é rouco
se você maldizer, é capeta
se você não maldizer, é sem opinião
se você fizer as pazes, é frouxo
se você for pra guerra, é bala de canhão.
se você apenas respirar, irão reclamar do ar respirado e vão te pedir para economizar
Então, eu mando um belo de um foda-se a todos que cuidam da vida do outro e se esquecem de limpar a própria vidraça.
Sou o que quiser ser, grito o que quiser gritar, beijo a boca que eu quiser beijar
Existo e definitivamente acostumem-se com isso!
Se você fica quieto, é arrogante
se fala, é inconveniente,
se você sorri, tira sarro
se você ficar mal com o mundo, é intolerante
se você anda de bike, deve correr
se você toca violão, melhor calar-se
se você ouve um mantra, é macumbeiro
se você quer namorar, é viado
se você não quer namorar, tiram onda
se você não vai à igreja,. é demônio
se você vai à igreja, só olha etiqueta
se você se casar, choca uma cidade
se você não se casar, te arranjam por aí um filho
Se você pega ônibus, falso pobre
se você não pega ônibus, polui o mundo
se você gritar, é louco
se você não gritar, é rouco
se você maldizer, é capeta
se você não maldizer, é sem opinião
se você fizer as pazes, é frouxo
se você for pra guerra, é bala de canhão.
se você apenas respirar, irão reclamar do ar respirado e vão te pedir para economizar
Então, eu mando um belo de um foda-se a todos que cuidam da vida do outro e se esquecem de limpar a própria vidraça.
Sou o que quiser ser, grito o que quiser gritar, beijo a boca que eu quiser beijar
Existo e definitivamente acostumem-se com isso!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
AMANHÃ JÁ É ANO QUE VEM!
Amanhã já é ano que vem!
Este ano passou voando e pousou não sei onde
se esqueceu dos próprios filhos brasileiros
que vagaram por 365 dias inteiros desempregados
chorosos, com medo, com sede, com raiva
desamparados, revoltados, injustiçados e ainda tentando superar o medo.
E o ano voando por outras bandas sem ligar, diante de todo o aflito olho de seus filhos a marejar
mais rapidamente sobre a humildes casas.
Esqueceu-se também de valorizar sua gente
suas cores, seus desejos, suas asas
Esse ano foi amigo e cúmplice da madrasta má
correu muito e se esqueceu de dignificar sua gente
este ano foi menor do que palma da mão e maior que a flor da semente
nunca vi um povo sofrer tanto nas mãos de seus dias e semanas
nunca vi tamanha covardia dos donos da capital da grana
Esse ano vai tarde embrulhado no jornal
tanta tristeza de um pais inda rascunho, sem moral.
esse ano fez do coelho de Alice uma tartaruguinha sem punho
Passou com corcel vermelho e fez corar a pele ígnea, testemunho.
Definitivamente não foi bom,.Mas quando sair, tenho certeza, de que mais uma vez esquecerá a esperança para amanhã e
seus rebentos recomeçarão qual fênix incrédulas
a passagem de um novo ano de novas cobras e velhas cabras-cegas.
Este ano passou voando e pousou não sei onde
se esqueceu dos próprios filhos brasileiros
que vagaram por 365 dias inteiros desempregados
chorosos, com medo, com sede, com raiva
desamparados, revoltados, injustiçados e ainda tentando superar o medo.
E o ano voando por outras bandas sem ligar, diante de todo o aflito olho de seus filhos a marejar
mais rapidamente sobre a humildes casas.
Esqueceu-se também de valorizar sua gente
suas cores, seus desejos, suas asas
Esse ano foi amigo e cúmplice da madrasta má
correu muito e se esqueceu de dignificar sua gente
este ano foi menor do que palma da mão e maior que a flor da semente
nunca vi um povo sofrer tanto nas mãos de seus dias e semanas
nunca vi tamanha covardia dos donos da capital da grana
Esse ano vai tarde embrulhado no jornal
tanta tristeza de um pais inda rascunho, sem moral.
esse ano fez do coelho de Alice uma tartaruguinha sem punho
Passou com corcel vermelho e fez corar a pele ígnea, testemunho.
Definitivamente não foi bom,.Mas quando sair, tenho certeza, de que mais uma vez esquecerá a esperança para amanhã e
seus rebentos recomeçarão qual fênix incrédulas
a passagem de um novo ano de novas cobras e velhas cabras-cegas.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
sara
Dentro de mim dói um dente
dentro de mim outro ser existente
dentro de mim asneiras de criança
quando era eu a estourar em riso e grito, este siso agora tarde faz de mim pista em outra dança que arde
para quem tem carinho para quem sabe do amor
esse dente lascivo é da prova dos nove, o pior ,sim senhor!
Fico triste por perceber que algo em mim grita e no dia não ouço porque não me vem esse aviso a calo
parado, varado de tanto chorar,preso a uma vontade de em mim não mais estar, ouço o outro como flor no calabouço
quero viver sem saber dele,
essa dor corrói o corpo
esse osso aberto, esse branco castelo medieval na infinita boca
a beleza desaparece em tudo porque o todo dói
prefiro a dó do violão
ao dó das gentes, essa dor não é dor, assim já é indecente.
dentro de mim outro ser existente
dentro de mim asneiras de criança
quando era eu a estourar em riso e grito, este siso agora tarde faz de mim pista em outra dança que arde
para quem tem carinho para quem sabe do amor
esse dente lascivo é da prova dos nove, o pior ,sim senhor!
Fico triste por perceber que algo em mim grita e no dia não ouço porque não me vem esse aviso a calo
parado, varado de tanto chorar,preso a uma vontade de em mim não mais estar, ouço o outro como flor no calabouço
quero viver sem saber dele,
essa dor corrói o corpo
esse osso aberto, esse branco castelo medieval na infinita boca
a beleza desaparece em tudo porque o todo dói
prefiro a dó do violão
ao dó das gentes, essa dor não é dor, assim já é indecente.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Prazer Pérola
trovões rondam os céus
soltam raios novos
lá petit noir do bravo mundo
penso em você, relembro
os gozos dos feitos de nossos gritos imensos por um milésimo de segundo.
soltam raios novos
lá petit noir do bravo mundo
penso em você, relembro
os gozos dos feitos de nossos gritos imensos por um milésimo de segundo.
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