O suspiro último que darias cessa interrompido
o silêncio que fazes agora esmiúça teus segredos
A breve interrupção do fim é a palavra que se perde no desejo
a mosca reviravoltada sobe as escadas do teu tríplice degredo
as hienas mortas de tanto sorrirem sobre o papel conteudista do medo
a vida pouco vivida e vívida de tanto esquecida nos irrealizados meneios
A breve pausa que rola escada abaixo tártara
a pouca flor que da vida nova se cala
O tempo que está na pele da folha ou no filtro de Deus.
lençóis de nuvens a criar em teus dias os sonhos teus
de outros assim pequenos toscos nos desditosos carnavais.
Ser o fim interrompido por decreto
ser o amor misteriosamente incompleto.
Ser um ser que clama por justiça
em um dia em que matas a fala da covardia
O segundo há na plenitude do silêncio
como carne nova, assada com coentro
Não dura porque a vida é dura
não cala porque pouco a pouco de ti fala.
então vives por um átimo da cal imensamente no átomo do sal
em pequenas convulsões seus medos, seus contraditórios pejos
sua via incompleta por um tempo que criaste para ti e em si
a pequena morte diária do que existe e insiste por segundos em não ser
a continuidade morta do inexplicável dever
a vida que vive e morre ti e nos outros
a essência desses versos poucos
a caminhada sob as lamparinas quebradas
a corrida das bicicletas famintas por tigres carregadas
a vida em um segundo para e repara que o tempo jamais se extinguirá
em tua cor, teu amor e na infinita potência de tua dor.
sábado, 7 de março de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
O SORRISO DA FÊNIX
Nunca a maldade humana secará as árvores da estrada
nem mesmo seu sorriso de bichano majestade
Escorregadia certeza do que faz a sombra das copas do campo
estiveste conosco por poucos e intensos meses , no entanto,
A mão da ignorância te levou para além dos muros, dos mimos, dos pulos
para além dos miados de felina criança, minha precária pequena miada minguada esperança
teu coração tremia junto ao meu quando pulsando de medo e corrias das covardias cobertas de certezas vazias.
Vai,minha Fênix pular casas de chuva!
correr e assustar-se com o novo que por aqui já esquecemos por vermos a verdade e por não conhecê-la sem capas,verdadeiramente nua, tal qual tua imagem descascada
Coração com coração, minha canção faz meus dedos te pedirem perdão
porque também sou gente e faço parte desta pestilenta raça
que reza, grita nos falsos púlpitos e depois massacra os mais fracos como uma
descarga das frustrações acumuladas.
O seu dia é novo, minha amiga de bigodes de ouro
seu pulo, seus olhos, seus sagrados óleos, meus passos cansados de tantas falsas verdades
meu primeiro recado na terra, outras eras, outros rios,outros dias a cobrir minha liberdade etérea.
A verdade nos libertará!
Sua mão amiga a encontrar em nosso estranho vocabulário de miados correntezas do amor
Porque um homem não pode ser amigo de uma gata em uma sexta-feira 13 ou quinta ou qualquer dia do ano. Por que tão rude assim encomendada tua morte treme no calendário da parede remota?
Tristeza humana coberta de covardia cria um bolo, redemoinho de cimento
em tua estrada, em tua frágil vida
vieste ao mundo e te agradeço por me fazer menos gente dono das certezas e mais humano de minhas imensas fraquezas
mais sensível em suas asas felinas
Morreste,é verdade, foste assassinada por somente seres gata
mas suas cinzas não serão em vão pois dela nascerão novo dia, novos gatos que arranharão covardias
vá em paz, minha amiga ,e espero que quando reencontramos possamos dizer um ao outro que o amor supera a lógica dos roucos, dos loucos, dos donos dos livros de couro.
O maior amor dos animais a miar em nosso mundo , aqui, ali em todos os verdes quintais.
O que não me mata me fortalece, minha irmã felina, minha alegria campestre
já não quero poetizar, quero calado lembrar de nosso recado, nosso imenso amor censurado, por ora calado, mas que jamais acabará!
nem mesmo seu sorriso de bichano majestade
Escorregadia certeza do que faz a sombra das copas do campo
estiveste conosco por poucos e intensos meses , no entanto,
A mão da ignorância te levou para além dos muros, dos mimos, dos pulos
para além dos miados de felina criança, minha precária pequena miada minguada esperança
teu coração tremia junto ao meu quando pulsando de medo e corrias das covardias cobertas de certezas vazias.
Vai,minha Fênix pular casas de chuva!
correr e assustar-se com o novo que por aqui já esquecemos por vermos a verdade e por não conhecê-la sem capas,verdadeiramente nua, tal qual tua imagem descascada
Coração com coração, minha canção faz meus dedos te pedirem perdão
porque também sou gente e faço parte desta pestilenta raça
que reza, grita nos falsos púlpitos e depois massacra os mais fracos como uma
descarga das frustrações acumuladas.
O seu dia é novo, minha amiga de bigodes de ouro
seu pulo, seus olhos, seus sagrados óleos, meus passos cansados de tantas falsas verdades
meu primeiro recado na terra, outras eras, outros rios,outros dias a cobrir minha liberdade etérea.
A verdade nos libertará!
Sua mão amiga a encontrar em nosso estranho vocabulário de miados correntezas do amor
Porque um homem não pode ser amigo de uma gata em uma sexta-feira 13 ou quinta ou qualquer dia do ano. Por que tão rude assim encomendada tua morte treme no calendário da parede remota?
Tristeza humana coberta de covardia cria um bolo, redemoinho de cimento
em tua estrada, em tua frágil vida
vieste ao mundo e te agradeço por me fazer menos gente dono das certezas e mais humano de minhas imensas fraquezas
mais sensível em suas asas felinas
Morreste,é verdade, foste assassinada por somente seres gata
mas suas cinzas não serão em vão pois dela nascerão novo dia, novos gatos que arranharão covardias
vá em paz, minha amiga ,e espero que quando reencontramos possamos dizer um ao outro que o amor supera a lógica dos roucos, dos loucos, dos donos dos livros de couro.
O maior amor dos animais a miar em nosso mundo , aqui, ali em todos os verdes quintais.
O que não me mata me fortalece, minha irmã felina, minha alegria campestre
já não quero poetizar, quero calado lembrar de nosso recado, nosso imenso amor censurado, por ora calado, mas que jamais acabará!
domingo, 11 de janeiro de 2015
POEMINHA DA MATEMÁTICA
37 por cento ficaram em mim do seu existir, seu cheiro chamado noite
1/3 de mim quer água e você liquefeito em meus solares solilóquios perfeitos
17 por cento de minhas lágrimas choram secas por nossos aguados gritos
meia dúzia de hienas berram famintas na madrugada sobram líquidos
A matemática do amor é tão inexata quanto a mais forte pisada
a matemática do amor está no mundo, na caos,em mim e em você e em tudo o que sabe estar e não ser..
200 por cento de todas as nuvens reclamam sol
1 por cento de você é disposição para sair na auréola divina do arrebol
e 5 cento de você quer atenção dada aos seres secos inexistidos de raios solares
porque em sombras risos ignorantes libertados
99 quer sair e ter saudade, reinventando a possibilidade de 1 por cento querer nada
50 por certo mais um de você são olhos baixos diante de mim
Quarenta e nove por centro menos um de mim estão presentes no muro mudo
nos olhos, nas frases soltas e caladas para se ter mais coragem e nada
Nos domingos feitos de solidão, berros de gol e velha paisagem, estão assim
todas as passagens para outro mundo, sendo este agora Matematicamante urgente.
Ser gente no mundo e saber nada por cento dele!
A matemática do amor é um pote imundo rio fundo
a matemática do amor é maior que o desejo quando rio
uma dúzia de mim quer andar perto do abismo
meia duzia de mim quer os dias com segurança
somados então à inocência dos sorrisos
subtraídas incoerências
multiplicadas nossas ignorâncias
divididos nossos segredos sem noves fora veleidades
Com dezdentro de todas as essências, coerências, resiliências covardes
uma vontade de lidar,coexistir, levada à décima porção da coragem de amar
Quando há números em nós e em tudo submergimos imensos do fim do mundo!
quando há motivos em nós logo há o máximo denominador de minha santa investida
então há o mínimo denominador de nossas incoerências vidas
quando o logaritmo do dia é a trigonometria das frases tão caladas porque silêncio.
A matemática do amor é o segredo de nossas palavras esquecidas no tempo.
a matemática do amor não admite meras fantasias
A matemática do mar, do lar, do vale e do ar vale mais que seu finito sonhar
a matemática e os números do amor nos falam mas nossos sorrisos caretas diante deles se calam.
1/3 de mim quer água e você liquefeito em meus solares solilóquios perfeitos
17 por cento de minhas lágrimas choram secas por nossos aguados gritos
meia dúzia de hienas berram famintas na madrugada sobram líquidos
A matemática do amor é tão inexata quanto a mais forte pisada
a matemática do amor está no mundo, na caos,em mim e em você e em tudo o que sabe estar e não ser..
200 por cento de todas as nuvens reclamam sol
1 por cento de você é disposição para sair na auréola divina do arrebol
e 5 cento de você quer atenção dada aos seres secos inexistidos de raios solares
porque em sombras risos ignorantes libertados
99 quer sair e ter saudade, reinventando a possibilidade de 1 por cento querer nada
50 por certo mais um de você são olhos baixos diante de mim
Quarenta e nove por centro menos um de mim estão presentes no muro mudo
nos olhos, nas frases soltas e caladas para se ter mais coragem e nada
Nos domingos feitos de solidão, berros de gol e velha paisagem, estão assim
todas as passagens para outro mundo, sendo este agora Matematicamante urgente.
Ser gente no mundo e saber nada por cento dele!
A matemática do amor é um pote imundo rio fundo
a matemática do amor é maior que o desejo quando rio
uma dúzia de mim quer andar perto do abismo
meia duzia de mim quer os dias com segurança
somados então à inocência dos sorrisos
subtraídas incoerências
multiplicadas nossas ignorâncias
divididos nossos segredos sem noves fora veleidades
Com dezdentro de todas as essências, coerências, resiliências covardes
uma vontade de lidar,coexistir, levada à décima porção da coragem de amar
Quando há números em nós e em tudo submergimos imensos do fim do mundo!
quando há motivos em nós logo há o máximo denominador de minha santa investida
então há o mínimo denominador de nossas incoerências vidas
quando o logaritmo do dia é a trigonometria das frases tão caladas porque silêncio.
A matemática do amor é o segredo de nossas palavras esquecidas no tempo.
a matemática do amor não admite meras fantasias
A matemática do mar, do lar, do vale e do ar vale mais que seu finito sonhar
a matemática e os números do amor nos falam mas nossos sorrisos caretas diante deles se calam.
sábado, 10 de janeiro de 2015
eu sou eu uai
EU SOU CHARLIE
EU NÃO SOU CHARLIE
EU SOU UMA CHARGE
EU NÃO SOU UMA ARMA
EU SOU UM CALIBRE DE NADA
EU NÃO SOU UMA PRONTA PIADA
EU NÃO SOU CHARLIE
EU SOU APENAS MAIS UM LATINOAMERICANO QUASE
EU SOU ESSA LIBERDADE QUE INVENTOU A TARDE
EU NÃO SOU UMA CAÇADA COVARDE
EU SOU O CORAÇÃO QUE BATE
EU NÃO SOU MAOMÉ, BUDA OU O FRADE
EU SOU MINHA PEQUENA CIDADE
EU SOU MINHA BIKE
EU SOU O VENTO QUE ARDE
EU SOU TÃO CHARLIE QUANDO TIÃO DA ESQUINA
EU TODOS OS CORAÇÕES QUE AMAM A VIDA E ODEIAM A CARNIFICINA
EM TODOS OS CORAÇÕES QUE DIZEM DE UMA NOVA VIDA
EU SOU MAIS EU, EU SOU PAZ COM OU SEM CHARLIE.
EU NÃO SOU CHARLIE
EU SOU UMA CHARGE
EU NÃO SOU UMA ARMA
EU SOU UM CALIBRE DE NADA
EU NÃO SOU UMA PRONTA PIADA
EU NÃO SOU CHARLIE
EU SOU APENAS MAIS UM LATINOAMERICANO QUASE
EU SOU ESSA LIBERDADE QUE INVENTOU A TARDE
EU NÃO SOU UMA CAÇADA COVARDE
EU SOU O CORAÇÃO QUE BATE
EU NÃO SOU MAOMÉ, BUDA OU O FRADE
EU SOU MINHA PEQUENA CIDADE
EU SOU MINHA BIKE
EU SOU O VENTO QUE ARDE
EU SOU TÃO CHARLIE QUANDO TIÃO DA ESQUINA
EU TODOS OS CORAÇÕES QUE AMAM A VIDA E ODEIAM A CARNIFICINA
EM TODOS OS CORAÇÕES QUE DIZEM DE UMA NOVA VIDA
EU SOU MAIS EU, EU SOU PAZ COM OU SEM CHARLIE.
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Bellini Rosário Fonseca Fonseca
Bellini Rosário Fonseca Fonseca
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
TODAS AS PEQUENAS MORTES COTIDIANAS
O abrir novo da rosa em beijos sopros despetala as raízes arrancadas da semente
todas as gloriosas mortes ora de punho ora de punhais
o cair do dia reeduca o corpo cansado das dores fatais
o maior espaço da terra é um átimo perto do bocejo das nuvens feitas de calor
e hinos e cânticos celebram as pequenas mortes do cotidiano em surdos tons naturais
hienas a pisar formigas do que se quis dizer e do que se fez da imagem dos aniquilados florais
a formiga que corre em busca do alimento mudo
a coorte dos vegetais a ensinar as pedras a cantar com os que voam
o passar das horas escrito no verso das verdes folhas que redesenham o mundo, Assim...
as cascatas de poemas velhos criam derradeira enxurrada
a interrupção de todas as coisas nos diz da vida e nos diz do nada
a menina dos cabelos e flores que caíram no poço das pequenas dores da solidão
a ciranda que de tão antiga nunca mais existiu e partiu seu coração
o circo , os volumes todos lidos e relidos à luz da madrugada pungente
o dia que se glorifica de tão quente
olhar para o céu é ver a morte das estrelas
o que vemos é o cemitério das luzes de outrora e aqui em nosso chão de urros
o cão a gritar de veneno
o sopro a solapar o tempo e as ilusões fechadas em muros sedentos
o medo do escuro, o medo do medo
e depois de todos os medos a das vidas sem segredo
degredo dos que não se fizeram amar
o mar canta e evapora sua morte em chuva nova que cairá
no continente imenso ou no mínimo espaço do beijar
a flor que marcou a ferida do tempo
agora marca a passagem dos minutos que também sabem morrer
matei aula, matei o dia, matei em mim a sua triste companhia
matei a vontade de estar, matei o voo daquele pássaro de ar
matei a covardia do silêncio aquilo que não fala porque não quer falar
matei a cal tostada em sua sala cara de estar
matei em mim um ano de alegrias,matei em minha vida a passagem da ervas daninhas
escondi a esperança porque esta ninguém queria
se você tentar matar esta vem uma irmã e não quebra pois adivinha
a esperança tal qual a menina, grita da janela para anunciar a vida
a morte de tudo o que existe é a preparação do devir
e o devir é este movimento repetido da pedra, do grito, de você, do suspirosos
lamentos impulsos do que tenho em mim., em ti e no que for
morrer todo dia e nascer pura fênix das cinzas, erguida do fogo
nascer de tudo provisoriamente novo entre as pedras do caminho, dos sabores dos velhos vinhos
renascer e fazer de sua vida notada um imenso e confortável ninho.
para não não mais por instantes morrer sozinho....
para não não mais por instantes morrer sozinho....
ANO-NOVO E CONTINUAMOS VELHOS
ANO-NOVO E CONTINUAMOS VELHOS
Um ano-novo existente só pra dizer que trocamos as datas do calendário da parede serve para tudo menos para crescermos como pessoas. Uma sociedade que valoriza o espetáculo e a aparência que este provoca não há de se redimir, de se entregar ao espanto que a novidade da simples existência traz e como essa simplicidade nos muda, como nos restabelece. Não deveria haver ano-novo, mas poderíamos festejar sem medo o dia da Pessoa-nova, da pessoa reinventada para além dos desejos do seu núcleo familiar ou do que a sociedade hipócrita espera dela, uma pessoa dona de suas decisões e que se compadece com o sofrimento do outro, que sabe que todos, em maior ou menor grau passam por dificuldades e experimentam também o brilho e coexistem no mesmo planeta que o dela.
Pergunte sem medo à lagarta o que ela acha deste ano-novo,.Para ela todo dia é novo, toda hora é surpresa porque cumpre o natural existir sobre as pedras e não sob os desígnios de uma cultura imposta. Do que adianta gritar de alegria, comer como se o mundo já tivesse acabado, beber e rir se não há uma modificação da pessoa, do que sai de sua boca, das atitudes no que fere e se refere ao outro e ainda ri-se da banalização do mal e do enaltecimento do ego.
O homem Velho que celebra o ano novo é filho sem prodígios da vaidade das massas, do consumismo, do vazio do consumismo, das etiquetas que compra e cumpre sem nem ao menos conhecê-las e questioná-las, O homem velho bate em mendigo, surra empregada doméstica, fala mal de nordestino, mata gays e mulheres, diz ser superior ao homens e mulheres negros, porque simplesmente aprendeu assim, e assim irá reproduzir isso tudo para seus filhos e netos. Este homem velho não inaugura nada nem é inaugurado. Este homem representa nossa miséria cotidiana, nosso egoísmo desregrado, nossa hipocrisia celebrada, nossa tristeza por sermos limitados e pouco humanos, que somos pobres de espíritos e, mesmo assim, refazemos o que nos dizem que podem nos trazer sorte, nos trazer como que por espanto o que nunca construímos, porque não quisemos, não podemos.
Somos todos o homem velho que deliberadamente esquece que viver é uma sucessão de dias e que mudar, fazer aquele regime. tratar melhor a diferença, respeitar o vulnerável ,. nada disso é coisa de marte, mas daqui mesmo da esquina de sua casa, no mundo dos aparentemente felizes, no mundo caduco que construímos parar celebrar um ano que começa e que nunca conheceremos.
A todos , desejo um feliz dia da pessoa nova, construída com a base no princípio ético-moral do reconhecimento que vivemos em sociedade e não num grupo de plaboys desregrados., de filhos mal agradecidos, de pobres com soberba, de negros racistas, de gays homofóbicos, mulheres machistas, pessoas classistas, de ricos escravagistas..... e o que mais dói em nós todos: o silêncio tradicional do que sofre enxovalho e se cala.
Se quisermos mudar todos os dias em nós sem querer mudar o outro ou escravizá-lo, me chamem... 31/12/14.
Um ano-novo existente só pra dizer que trocamos as datas do calendário da parede serve para tudo menos para crescermos como pessoas. Uma sociedade que valoriza o espetáculo e a aparência que este provoca não há de se redimir, de se entregar ao espanto que a novidade da simples existência traz e como essa simplicidade nos muda, como nos restabelece. Não deveria haver ano-novo, mas poderíamos festejar sem medo o dia da Pessoa-nova, da pessoa reinventada para além dos desejos do seu núcleo familiar ou do que a sociedade hipócrita espera dela, uma pessoa dona de suas decisões e que se compadece com o sofrimento do outro, que sabe que todos, em maior ou menor grau passam por dificuldades e experimentam também o brilho e coexistem no mesmo planeta que o dela.
Pergunte sem medo à lagarta o que ela acha deste ano-novo,.Para ela todo dia é novo, toda hora é surpresa porque cumpre o natural existir sobre as pedras e não sob os desígnios de uma cultura imposta. Do que adianta gritar de alegria, comer como se o mundo já tivesse acabado, beber e rir se não há uma modificação da pessoa, do que sai de sua boca, das atitudes no que fere e se refere ao outro e ainda ri-se da banalização do mal e do enaltecimento do ego.
O homem Velho que celebra o ano novo é filho sem prodígios da vaidade das massas, do consumismo, do vazio do consumismo, das etiquetas que compra e cumpre sem nem ao menos conhecê-las e questioná-las, O homem velho bate em mendigo, surra empregada doméstica, fala mal de nordestino, mata gays e mulheres, diz ser superior ao homens e mulheres negros, porque simplesmente aprendeu assim, e assim irá reproduzir isso tudo para seus filhos e netos. Este homem velho não inaugura nada nem é inaugurado. Este homem representa nossa miséria cotidiana, nosso egoísmo desregrado, nossa hipocrisia celebrada, nossa tristeza por sermos limitados e pouco humanos, que somos pobres de espíritos e, mesmo assim, refazemos o que nos dizem que podem nos trazer sorte, nos trazer como que por espanto o que nunca construímos, porque não quisemos, não podemos.
Somos todos o homem velho que deliberadamente esquece que viver é uma sucessão de dias e que mudar, fazer aquele regime. tratar melhor a diferença, respeitar o vulnerável ,. nada disso é coisa de marte, mas daqui mesmo da esquina de sua casa, no mundo dos aparentemente felizes, no mundo caduco que construímos parar celebrar um ano que começa e que nunca conheceremos.
A todos , desejo um feliz dia da pessoa nova, construída com a base no princípio ético-moral do reconhecimento que vivemos em sociedade e não num grupo de plaboys desregrados., de filhos mal agradecidos, de pobres com soberba, de negros racistas, de gays homofóbicos, mulheres machistas, pessoas classistas, de ricos escravagistas..... e o que mais dói em nós todos: o silêncio tradicional do que sofre enxovalho e se cala.
Se quisermos mudar todos os dias em nós sem querer mudar o outro ou escravizá-lo, me chamem... 31/12/14.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
TODAS
todas as bytes, todas as nights
todos os que não são campeões da desejosa artilharia humana
todas as viagens e todos os programas
todos os engarrafados dramas
todas as vontades que no escuro clamam
todos os silêncios ditos na cama
todas as mágoas de um fim de semana
todos os corredores comas
todas as bandeiras cômicas
todos os sinos que as horas trâmulas
todas as vilezas reclamam
todos os grandes poemas
todas as fracas certezas
todos os mínimos segundos de grandeza
todas as viagens questionáveis declaradas certezas
todos os momentos desesquecíveis
todas as meninas empoadas feito barrocas mulheres
todos os dias passados e os dos passados talheres
todas as convenções decifradas como pergaminhos
todos os horrores da guerra em artilharias de sal
todas as novas monogamias e as que sempre monologaram
todos o muros, prédios e educandários
todas as infinitudes liquefeitas
todos os versos ridículos de imperfeitos
todas as manias de amar
todas as estrelas pós cataclismo primeiro
todas as criaturas que são somente
todos os máximos verbos orgulhosos da palavra-corrente
todas a nossa fraquezas coradas entre nossos dentes
todos os grandes clarões que se fazem no trovão o momento
todas as coisas que podem ser ditas ou inauditas ao som do golpe do amor e do vento..
todos os que não são campeões da desejosa artilharia humana
todas as viagens e todos os programas
todos os engarrafados dramas
todas as vontades que no escuro clamam
todos os silêncios ditos na cama
todas as mágoas de um fim de semana
todos os corredores comas
todas as bandeiras cômicas
todos os sinos que as horas trâmulas
todas as vilezas reclamam
todos os grandes poemas
todas as fracas certezas
todos os mínimos segundos de grandeza
todas as viagens questionáveis declaradas certezas
todos os momentos desesquecíveis
todas as meninas empoadas feito barrocas mulheres
todos os dias passados e os dos passados talheres
todas as convenções decifradas como pergaminhos
todos os horrores da guerra em artilharias de sal
todas as novas monogamias e as que sempre monologaram
todos o muros, prédios e educandários
todas as infinitudes liquefeitas
todos os versos ridículos de imperfeitos
todas as manias de amar
todas as estrelas pós cataclismo primeiro
todas as criaturas que são somente
todos os máximos verbos orgulhosos da palavra-corrente
todas a nossa fraquezas coradas entre nossos dentes
todos os grandes clarões que se fazem no trovão o momento
todas as coisas que podem ser ditas ou inauditas ao som do golpe do amor e do vento..
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