ANO-NOVO E CONTINUAMOS VELHOS
Um ano-novo existente só pra dizer que trocamos as datas do calendário da parede serve para tudo menos para crescermos como pessoas. Uma sociedade que valoriza o espetáculo e a aparência que este provoca não há de se redimir, de se entregar ao espanto que a novidade da simples existência traz e como essa simplicidade nos muda, como nos restabelece. Não deveria haver ano-novo, mas poderíamos festejar sem medo o dia da Pessoa-nova, da pessoa reinventada para além dos desejos do seu núcleo familiar ou do que a sociedade hipócrita espera dela, uma pessoa dona de suas decisões e que se compadece com o sofrimento do outro, que sabe que todos, em maior ou menor grau passam por dificuldades e experimentam também o brilho e coexistem no mesmo planeta que o dela.
Pergunte sem medo à lagarta o que ela acha deste ano-novo,.Para ela todo dia é novo, toda hora é surpresa porque cumpre o natural existir sobre as pedras e não sob os desígnios de uma cultura imposta. Do que adianta gritar de alegria, comer como se o mundo já tivesse acabado, beber e rir se não há uma modificação da pessoa, do que sai de sua boca, das atitudes no que fere e se refere ao outro e ainda ri-se da banalização do mal e do enaltecimento do ego.
O homem Velho que celebra o ano novo é filho sem prodígios da vaidade das massas, do consumismo, do vazio do consumismo, das etiquetas que compra e cumpre sem nem ao menos conhecê-las e questioná-las, O homem velho bate em mendigo, surra empregada doméstica, fala mal de nordestino, mata gays e mulheres, diz ser superior ao homens e mulheres negros, porque simplesmente aprendeu assim, e assim irá reproduzir isso tudo para seus filhos e netos. Este homem velho não inaugura nada nem é inaugurado. Este homem representa nossa miséria cotidiana, nosso egoísmo desregrado, nossa hipocrisia celebrada, nossa tristeza por sermos limitados e pouco humanos, que somos pobres de espíritos e, mesmo assim, refazemos o que nos dizem que podem nos trazer sorte, nos trazer como que por espanto o que nunca construímos, porque não quisemos, não podemos.
Somos todos o homem velho que deliberadamente esquece que viver é uma sucessão de dias e que mudar, fazer aquele regime. tratar melhor a diferença, respeitar o vulnerável ,. nada disso é coisa de marte, mas daqui mesmo da esquina de sua casa, no mundo dos aparentemente felizes, no mundo caduco que construímos parar celebrar um ano que começa e que nunca conheceremos.
A todos , desejo um feliz dia da pessoa nova, construída com a base no princípio ético-moral do reconhecimento que vivemos em sociedade e não num grupo de plaboys desregrados., de filhos mal agradecidos, de pobres com soberba, de negros racistas, de gays homofóbicos, mulheres machistas, pessoas classistas, de ricos escravagistas..... e o que mais dói em nós todos: o silêncio tradicional do que sofre enxovalho e se cala.
Se quisermos mudar todos os dias em nós sem querer mudar o outro ou escravizá-lo, me chamem... 31/12/14.
Um ano-novo existente só pra dizer que trocamos as datas do calendário da parede serve para tudo menos para crescermos como pessoas. Uma sociedade que valoriza o espetáculo e a aparência que este provoca não há de se redimir, de se entregar ao espanto que a novidade da simples existência traz e como essa simplicidade nos muda, como nos restabelece. Não deveria haver ano-novo, mas poderíamos festejar sem medo o dia da Pessoa-nova, da pessoa reinventada para além dos desejos do seu núcleo familiar ou do que a sociedade hipócrita espera dela, uma pessoa dona de suas decisões e que se compadece com o sofrimento do outro, que sabe que todos, em maior ou menor grau passam por dificuldades e experimentam também o brilho e coexistem no mesmo planeta que o dela.
Pergunte sem medo à lagarta o que ela acha deste ano-novo,.Para ela todo dia é novo, toda hora é surpresa porque cumpre o natural existir sobre as pedras e não sob os desígnios de uma cultura imposta. Do que adianta gritar de alegria, comer como se o mundo já tivesse acabado, beber e rir se não há uma modificação da pessoa, do que sai de sua boca, das atitudes no que fere e se refere ao outro e ainda ri-se da banalização do mal e do enaltecimento do ego.
O homem Velho que celebra o ano novo é filho sem prodígios da vaidade das massas, do consumismo, do vazio do consumismo, das etiquetas que compra e cumpre sem nem ao menos conhecê-las e questioná-las, O homem velho bate em mendigo, surra empregada doméstica, fala mal de nordestino, mata gays e mulheres, diz ser superior ao homens e mulheres negros, porque simplesmente aprendeu assim, e assim irá reproduzir isso tudo para seus filhos e netos. Este homem velho não inaugura nada nem é inaugurado. Este homem representa nossa miséria cotidiana, nosso egoísmo desregrado, nossa hipocrisia celebrada, nossa tristeza por sermos limitados e pouco humanos, que somos pobres de espíritos e, mesmo assim, refazemos o que nos dizem que podem nos trazer sorte, nos trazer como que por espanto o que nunca construímos, porque não quisemos, não podemos.
Somos todos o homem velho que deliberadamente esquece que viver é uma sucessão de dias e que mudar, fazer aquele regime. tratar melhor a diferença, respeitar o vulnerável ,. nada disso é coisa de marte, mas daqui mesmo da esquina de sua casa, no mundo dos aparentemente felizes, no mundo caduco que construímos parar celebrar um ano que começa e que nunca conheceremos.
A todos , desejo um feliz dia da pessoa nova, construída com a base no princípio ético-moral do reconhecimento que vivemos em sociedade e não num grupo de plaboys desregrados., de filhos mal agradecidos, de pobres com soberba, de negros racistas, de gays homofóbicos, mulheres machistas, pessoas classistas, de ricos escravagistas..... e o que mais dói em nós todos: o silêncio tradicional do que sofre enxovalho e se cala.
Se quisermos mudar todos os dias em nós sem querer mudar o outro ou escravizá-lo, me chamem... 31/12/14.
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