domingo, 2 de novembro de 2014
CAVALEIRO DA TRISTE FIGURA
Céu cor de sangue em desertos mil
Espadas soltas no mundo da cavalaria
que rebentam brasas no escuro e atingem uma mosca do outro lado do muro
Elmo de lata
corpo inocência barata
travar combates em nome de Dulcineia del Toboso
do idealizado amor nunca encontrado gozo
em vertigens, sonhos Rocinante realizado.
Vivente o cavaleiro errante
entre flores e suspiros constante marcantes assim como o jasmim dos ermos fins
a vida é vislumbre do dia que nasce na aurora do bom combate
Sonhar o cotidiano e viver diferente do medíocre humano
ser aventura quando o tédio ronda as jaulas da loucura
Sancho que faz a ponte, que remonta , sangue de governador que monta
Um grupo de bandidos te apedreja, assim fazem do sonho sua peleja
transformam em triste figura a coragem que tanto cura
nosso desejo irrealizado, nossa vida co-cotidiana
nossos moinhos sem vento, nossos leões famintos de grana
nossas esposas semimortas, nossas hortas tortas
nossos cavaleiros da lua branca
que não se cansam de nos mostrar o caminho sem dança
que nos dirigem aos pés da quietude, nos espinhos da lança.
Trouxeste assim a ideia do humano em nós
do que vive em aventura, do que se nega à sepultura
do que atinge o medo em degredo
que trava lutas irreais, que nos mostra a colcha dos ideais
Dorme agora seu sonho eterno longe dos braços de Freston
entre o mundo da covardia dos outros, nesse seu coração de delírios soltos
de estrada, de grito de carruagens ,. dos risos de nossa imensa paisagem
de todas as manchas ,Dom quixote, tu és nossa maior esperança!
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