sem dor , sem dó no pobre coração
sem flor que se abra e acabe com toda timidez
cabeça baixa pela sala já não se diz nada
calado, parado, estático, mudo, somente as mãos
as mães, os sofimento e o mundo
ganhar a cidade sem jamis tê-la tido
sofrer a dor do próprio latido na travesseiro
saber-se pequeno na pretensão divina
suspira a vida de cercas postas
nas tigelas ligeiramente paradas mortas
e o cansaço de minhas botas
apagarão um futuro incerto
já não choro porque não há desertos
já sorrio só rio
e percorro os dias e as horas em mim frio
assim desolado, ermo do ermo
assim solidão, acompanhar-me tão somente
para que dá consciência nasça a semente
que transformará minha alma
restituirá minha calma
que clama para também ser alma.
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