casaram-se
ele a ler jornal
ela com vômitos no hospital
ele sozinho no apartamento
ela recebendo tratamento
ele aos beijos com uma amiga
ela recebe alta com dores de partida
já conhecia o companheiro
chegando a casa grita
pula da minha cama ,prostituta,!
e para ela diz alumbrada: seu filho aqui rapaz, sangrando e se sangra na minha mão como também sangra na sua paz rapaz. capataz da própria prole.
sai a delirar de loura e vento
o casamento mais uma figura na parede
um equívoco, mais somente ornamento social
belos na fotografia como casal
partida para outros lugares, olhares que lares farão
dormiram-se os tempos e consumidos
hoje só lavam os dentes e creem no que é de se crer
e vive-se na solidão acompanhada por penas se casarem, apenas pelo mesmo nada.
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