tenho medo de teu olhar a despir-me inteiro
tenho medo de passarela à noite te segredo
eu sou um pequeno grão diante de minha aterradora força
que força que força a forca
que dentes a quebrar patentes
que pombas ao voo evidente
que esgar que de novo é somente
eu sou fraco somente por não saber-me
eu sou um passo desajeitado
um laço em seu sapato
uma pedra em seu arroz
mesmo caminhando sozinho
onde se encontra a estradada seta
meu laço, braço conserta
minha estreiteza dormente
cansado de ir contra-corrente
saber-se menos animal diferente
semelhança nova em um mísero espelho
garra mesmo com que inda há medo
com o dedo tremendo
me arrisco e me remendo
para finalmente sair do casulo
não negligenciando o medo da noite
esse medo, meu velho companheiro
é a força que respeito
é meu grito abafado por décadas no peito
esse sussurro abafado, pouco ouvido, vai criar um imenso cercado e transformar o meu brado pura em força.
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