Para que haja um sábado novo
pegue a chuva de sexta à noite
e misture com as lágrimas da garota abandonada no ponto de ônibus
junte com o riso de ódio do cansado motorista
e dê uma pitada de mal cheiro do operário
sem higiene, sem revista que mais cega que veja, mas um
corpo sujo, boa imunda. Alma limpa
porque alma é alma...
alva preta mas imune
alma que não precisa de perfume.
Para que haja um novo sábado
pegue cantoras de academia
preconceitos, pernas, coxas, pouca voz
muita gritaria
adicione uma cidade abandona com matel á vontade
e mosquitos da dengue fazendo a dança da pirraça
Não se esqueça de levar ao corno
os maltratos feitos ao idoso
e aos pequeninos.
junte açúcar e sal
álcool à vontade, vá a uma cavalgada antes e depois, sem MEDO
queime tudo, reivente o mundo
E dance um samba antigo de carnaval...
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