sábado, 27 de abril de 2013

Por quê?

Por que comemorar  aniversário sem lugar?
Por que sorrir, dançar e esbravejar se o aniversariante não está?
Por que dizer besteiras, tomar coca cola, pílula, tomar partido
sem sentido aos gritos
se o aniversariante está na UTI

Por que desafiar a noite, o vento, a lua, o olhar?
se não mais está aqui?
Porque rir, por que chorar lágrimas de gasolina?
por que beijar por beijar
por que apenas dançar?
por que o porque de há
por que sinestesias dançam de tato
se o ano novo não começou de fato
Po que então vestir-se deste fato?

Por que pergunto por quê?
se não me sei onde e quando
se não me troco por novo conde
se não há aniversário de cidade
se não tem banda e calor que me cale
se não há ninguém na cabe
se eu mesmo não me caibo.

Por que fazer cara de paisagem e fingir não ver?
porque tanto mato na rua a crescer?
por que não deveria eu perguntar?
se o meu peito aberto de ferida trágica
assim o pede
se o meu remédio é a pegunta quer não encontrou sua cara resposta?
porque, por que, por que até o o nfinito
 Indignei-me de por quês, poooooor mim, por ti, por você.
por quê? Para quê? por que isso? pro que aquilo?
na dança do fogo danço
no canto do povo canto no canto
nos por ques berro em esperanto.



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