sábado, 27 de abril de 2013

Lição de vida

Chegou dizendo que já me conhecia
Sentou-se no sofá, tomou do meu chá
detestou o meu pobre olhar
mas não dizia
Falava que precisava de conhecimento
dei-lhe o que queria
sintetizei de todas as metáforas, teorias
mas na hora de pagar...

o bolso sumiu
a pessoa despareceu
e junto com ela fiquei ateu de mim mesmo
porque trabalhei muito
entreguei a porco a pérola que agora escondia
entreguei ao rato o melhor dos queijos que roía
e agora sozinho não  quero o meu prazer do desejo
não há hímen de inocência

sinto-me usado, despejado, jogado aso cães
sinto-me como um ponto luminoso apagado de chão
sinto-me com  que não me sentia há muito
E talvez essa minha revolta o ainiquile
sob fôrma de poema
aquele que trabalha merece o melhor
aquele que desafia o tempo reconhece o  tambor
aquele que desafina não há o que dizer, pois tentou

Nunca mais na casa entrará
aprendi a melhor das lições
e com o coração partido tomo partido e aprendo o novo
se quiser saber terá que pagar
se quiser me ter terá que se cegar
se quiser ser
terá que se abandonar...


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