sábado, 5 de janeiro de 2013

sei lá

Hoje meu grito é silêncio revoltado
meus joelhos que doem gritam na subida
sua fala engole a minha goela abaixo
sou rato e rato de tempo me calo

Sou a planície inexistente
sou a verdade em sua cara incoerente
sou verdadeiramente semente
sou palavra de água
sou vento de sua anágua

Meu silêncio é grito acomodado
queria não mais ser de tanto chocado
com o que não sei dizer
não me falta nda, mas tudo  do nada me falta
asfalto quebrado
gelo derretido
ema que grita no suspiro do espaço

hoje eu sinto que a morte é bem vinda
com sua chegada estrelada
e aprender a morrer e ser
nada
e nada contra a correnteza das certezas
e nada contra o sufoco grito gritado
e no momento silenciado espasmo.

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