domingo, 2 de dezembro de 2012

caminhoneiro

roda a roda meu amor
viajo porque preciso
voltei porque a cama é macia

não há na estrada poesia
se poeira voasse volante
seria eu um cavaleiro errante de metal cavalo

corrigindo placas, asfálticas, nevráujicas
serpente que tenho que o  corpo percorrer...
no meio dela o signo em branco
ora presente, ora falho gancho

se viajo no seu carro ou se viaja em meu bagajeiro
só sei que já li de tudo, letreiro
arreebite,
já com Deus estou quite
e com são cristiovam limite

estrada velha, vida velha, correria sempre
mulher que não é nova
de singular somente aurora
o resto br de vitória
grito de gol
o volantre preso ao pescoço
minha profissão é meu gosto
subir pélo pais, descer nos seus quadris

caminhoneiro, viajo porque quero
não volto mais por que não te espero.

Nenhum comentário: