Somente o som dos meus pés batendo no chão e que procuram a melhor pisada: isso era o que eu queria. Estava há duas horas e corria contra mim mesmo, e enlouquecia endorfinamente e sarava e me sarava nos saltos, que saltos e suor do salto. Borboletas me viam e eu me desviava delas. então, formávamos um estranho bailado não combinado, e tudo era silêncio e tudo era minha pura respiração e ainda o olhar doce dos caes que compunham o Jardim da Imperatriz,assim como eu batizei o lugar queeu corria, os caes olhavam-se e olhavam-me com os olhos intensos de uma tarde , e eu corria, corria, corria de mim. Foi quando eu vi o conflito pela primeira vez.
Estavam os dois de mãos dadas: uma moca branca e um rapaz negro. se olhavam profundamente como as cores da juvenude amada se olham ela, de cabeça baixa chorava baixinho e ele, com os ombros pousados no dela, dizia... calma,meu amor, isso passa, parecia isso e tudo parece ser alguma coisa e eu passei coreendo, imaginei, já em minha cabeça estética elétrica Otelo e desdemona, se,m ciúmes, mas vexados de algo, talvez a baba de iago já os contaminava. lindo casal de um sábado à tarde, numa pista de corrida e meus passos me diziam muito. A melhor corrida, a corrrida do amor maior, a maior e melhor e ainda ahvia meu corpo que reclamava maiores suores, e aí corri mais e mais e esqueci-me do casal, porque lemnbrei-me . lembrei dos canos de descarga dos carros, das mulheres louras que andavamn com os namorados e do dia na pista de corrida.
passei na segunda volta e vi a repetição da cena e da imagem, já os pássaros voavam baixinho perto deles, porque estavam quase parados. marionetes de Kantor. Continuei, corria . A cura da alma está nas flores
e na alma das flores, em nós também, quando deparados com o susto original da vida em movimento, o primeiro susto em percdeber o amor imenso era que um mantinha pelo outro. Beijam-se eameçam despedida, quando percebo um olhar imenso entre os dois, ele vira , me vê e faz cara de pessoa ruim, sei que nao o é, passo e refaço o caminho da volta, solto no espaço.
Agora os músculos pedem mais do meu corpo e na subida sinto a reação dos movimentos, desço até perto da praça, lá,evangélicos oram na igreja e seus cantos preenchem a tarde, faço a meia volta , viro-me e já vejo, ao longe, um carro parado e uma senhora aparentada dos quarenta anos , nossa desdemona nos braçoos dela a soluçãr, a mulher que a encoraja a encoroja... vamos lá, vai passar, e lá em cima pra cima da coroa da imperatriz, eu vejo o mancebo a descer a rua, a garotsa, muito antes disso disso a m moça entra no carro, abraçam-se novamente , as duas,a mulher liga o carro e vão-se.
passei correndo e pelo rapaz lancei oilhar que parece que não se está olhando e olhei nas faces dele que chorava e ria ao memso tempo. não entendi a expressão do meninote
Ah, conjurações das palavras que me faz contar tais impressoes. desço veloz, já sinto menos dor.
ai, as ultimas voltas são de puro suor no corpo e velocidade, e já me preparo para ir-me quando vejo
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