domingo, 30 de dezembro de 2012

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

ano novo

todos riem e saudam o velho ano que quase morre
todos choram e reivindicam o que podem  desejar
mendigo velho observa  sapato novo

o novo, meu filho, cai da árvore sem vontrade divina
o novo, neste ano, de tão novo não mais nos ilumina
o novo é mais velho que as páginas de um livro de sebo
o novo chegou tarde quando chegaria cedo

o novo ano é mais velho que a mais velha das tecnologias
fobias de verão, vocês varreraõ a materia viva  do kaos
serãosemente do novo incapaz
de resolver um equação fugaz
o novo cai de novo
e o velho então revisitado nos olha desconfiado
o que é novo diante de tanta repetição?
fagulhas dfa macdonadls, um mendigo a revirar o mais  novo sanduiche
um cantor a cantar a plenos pulmões
que já naão basta rir das coisas, mas repetir o que já se rriu noutro rosto
o novo, meu filho, agora é mais velho que meu tetrravô bicentenário


natal

as coisas vivem sem você
sem seu sorriso, sem seu grito
as coisas são as coisas e você não é mais você...

você muda todo ano e incapaz de olhar a lua, o sol as estrelas
a princesa que abre tua marmita de manhã
você sonha em ser principe de um pais de milhoes de fantasmans
que rondam os pontos em que te encontras
você é mais um e é o heroi de tua casa, tua brasa envole tua
esposa em pernas quentes, charutos em leite
és o heroi de teu lar e para lá da porta, nada mais és , menos que nada
sombra jogada ao léu
és o própriio papel em branco
passas em branco e seu sorriso não já é notado
certificado de velho e  a ninguem  encantas

posuis uma famíla que te  ama q devagar você a abandona
fere, e humilha aos que te amam
espera calafdo o bero da sirena
espara enfastiado na fila do cinema
sozinho...
porque te envergonha os seus que te amam

porque não te reconheces neles
porque és apagado e da borracha da vida pulara para o nada
apagado seus amores apaga
e qual cigarro velho tua  familia se cala
vc é o maior ou seja , vc é nada.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

pedagogia

Não vou mais te ouvir
vou falar e falar sem parar de falar
rainha da noite e  língua de acoite
não vou mais ouvir você quaro o solilóquio
falar, falar, e falar...

Taquicarida nos dentes
semente na ´lingua que não para
parar de falar para ouvir um grande para.
pare no pará que no pará que lá não pare...

Pare já e agora para
Papagaia pedagógica que não respeita a quem te peita
e sempre que profeir verdades já que mais pensadas
Dizer a ti que falas, falas, e não dizes nada...
falar um dizer novo como retatro-estante
andando sonãmbulo pela noite e pela casa
bêbada do Léxico da longas digressões disparatadas
das tétricas informações que no tempo para
já que o tempo da escuta  morreu e precisa desabrochar novamente
na rede social ou no muro de chuchu do quintal


Para de falar e vai o mundo riventar com sua falta de fala.