Beija-me leve-me a ter asas e a sonhar que ainda sou gente
entristeça-me como uma música de soul negligente
seus atrasos, meus fiascos
tua pele, meu vale, todas as tortas caras, os sinais fragmentos surdos do áudio como mármore de carrara
Naquele dia sem telefone, quando eu ainda esquecia teu nome
os voos do seu coração de cigarra em mim pousaram
Na nossa cara
imensas mordidas e bofetadas
na sua pele de voz moscada
minha timidez pensando que não eu não era nada
a porta se abriu, em nossos corpos surgiu uma luta que nos pariu
o dia veio,o sol nos visitou, você se levantou. o lençol voou
nem seu rastro ficou
Beija-me agora imensamente , um outro corpo, outra voz outro telefone, grite no escuro o meu santo nome
não me deixe ser sombra do que fui
minha pernas, seu peito a jorrar em nosso leito espectros
agora corra e me beije todo, para que eu não fique beje
que beco sem baile sem bula e sem remédio.
sábado, 21 de novembro de 2015
sábado, 14 de novembro de 2015
A MORTE DO RIO DOCE
Havia,muitos séculos atrás, um rio que era doce
havia água para beber e peixes de verdade
havia alegria na serenidade.
Nos alfarrábios tecnológicos pode-se ver
como era de sua doçura a extensão que se podia ter.
E ria-se com o rio a cada final de ano, a cada dia de pesca e
a cada vida manifesta que brotava do chão.
A lama destruiu aquele lugar. Um Saara novo, inundou e secou a fonte
E o rio emocionado e triste disse adeus , partiu sem ter onde.
e com ele , a doçura do mundo virou vala, buraco onde não havia quem a valha.
A navalha do tempo não corrigiu e o rio inda menino tão cedo sumiu.
eu seu lugar nasceu o resultado do ódio de uma classe sebosa: poucos ricos e a maioria economicamente escravizada e por eles concebida como leprosa
A doçura do Rio Doce hoje é lenda.
Quem passa por aqueles lugares assiste ao final de uma era de fartura
O sertanejo, por aquele tempo, se desesperou ,pois não cria na morte de sua cria.
O chão líquido sólido ficou sem beira, a terceira margem da lama é cruel ,conclusiva, derradeira.
E do mais alto dos riachos ainda existentes, a ave desconsolada cansada soltou muito triste sua última lágrima de adeus.
Morre um rio em mim,sem pena, e comigo morre sem drena a vida dos filhos teus.
havia água para beber e peixes de verdade
havia alegria na serenidade.
Nos alfarrábios tecnológicos pode-se ver
como era de sua doçura a extensão que se podia ter.
E ria-se com o rio a cada final de ano, a cada dia de pesca e
a cada vida manifesta que brotava do chão.
A lama destruiu aquele lugar. Um Saara novo, inundou e secou a fonte
E o rio emocionado e triste disse adeus , partiu sem ter onde.
e com ele , a doçura do mundo virou vala, buraco onde não havia quem a valha.
A navalha do tempo não corrigiu e o rio inda menino tão cedo sumiu.
eu seu lugar nasceu o resultado do ódio de uma classe sebosa: poucos ricos e a maioria economicamente escravizada e por eles concebida como leprosa
A doçura do Rio Doce hoje é lenda.
Quem passa por aqueles lugares assiste ao final de uma era de fartura
O sertanejo, por aquele tempo, se desesperou ,pois não cria na morte de sua cria.
O chão líquido sólido ficou sem beira, a terceira margem da lama é cruel ,conclusiva, derradeira.
E do mais alto dos riachos ainda existentes, a ave desconsolada cansada soltou muito triste sua última lágrima de adeus.
Morre um rio em mim,sem pena, e comigo morre sem drena a vida dos filhos teus.
domingo, 1 de novembro de 2015
Pé de Mula !
O ponto é a descarga!
Todo homem tem uma embreagem na vida seus interiores pedais
Deve ser por ali... então revoltado, ao vento , o magister substituto desabafou:
pé de mula !!!!!!!!! O aluno que tremia entendeu , yonnnnnnnnnnnnnn ! Em plena rua do rush do lusco-fusco
acontecia e foi assim que o ponto morto desiludido de tanta seta não correspondido,morria!
No aprendiz então cresceram orelhas de ignorância, a couve da ciência dos que nada compreendem
Toda indiferença se tinha, a anti-luz
ultrapassagem do professor sem contorno :
tu vai ser ruim lá na prova que vos pariu!, Na ter a pia da marcha da rebimboca da parafuseta!
Voltava a casa cabisbaixo , á mode de Maria Antonieta
quando à janela sua da plebe o som se ouviu:
cantaram pneus a sua volta , instando-o:
""Pé de mula uma vez , pé de mula para sempre
quem não gapola no galopé tem de aprender a ser gente."
Todo homem tem uma embreagem na vida seus interiores pedais
Deve ser por ali... então revoltado, ao vento , o magister substituto desabafou:
pé de mula !!!!!!!!! O aluno que tremia entendeu , yonnnnnnnnnnnnnn ! Em plena rua do rush do lusco-fusco
acontecia e foi assim que o ponto morto desiludido de tanta seta não correspondido,morria!
No aprendiz então cresceram orelhas de ignorância, a couve da ciência dos que nada compreendem
Toda indiferença se tinha, a anti-luz
ultrapassagem do professor sem contorno :
tu vai ser ruim lá na prova que vos pariu!, Na ter a pia da marcha da rebimboca da parafuseta!
Voltava a casa cabisbaixo , á mode de Maria Antonieta
quando à janela sua da plebe o som se ouviu:
cantaram pneus a sua volta , instando-o:
""Pé de mula uma vez , pé de mula para sempre
quem não gapola no galopé tem de aprender a ser gente."
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Para Ana
Beijava a terra a nuvem rara de si cheia
gorda então voltava e calma chorava sobre a serra
a formiga agradecida a nova folha do quintal
meu coração viu sua sombra nova fugidia nos umbrais
gorda então voltava e calma chorava sobre a serra
a formiga agradecida a nova folha do quintal
meu coração viu sua sombra nova fugidia nos umbrais
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Barro
Agora não vale a voz do vácuo sem a vala que a valha
sem a pena do perdão que penhora a dor dessa antiga Penha
desce desditosa e desalmada de danças em d'ânforas danadas
coração sem cór, coração sem dor na terra junto a serra do aluvião, antigo braço da noite a dormir no colchão de chão.
sem a pena do perdão que penhora a dor dessa antiga Penha
desce desditosa e desalmada de danças em d'ânforas danadas
coração sem cór, coração sem dor na terra junto a serra do aluvião, antigo braço da noite a dormir no colchão de chão.
domingo, 11 de outubro de 2015
O POLIGLOTA
Pode ser que eu pese,pode ser que eu pense, pode ser que eu passe.
Pode ser que eu grite para que me cale
Podem assim ser todos os danosos espinhos do calo.
Pode ser então o valor que merece a calha quando bebe o cavalo na velha montanha do Saara.
Pode ser manhã, pode ser explosão, lavas no sopro de um enfurecido bretão.
Pode ser caneta , pode não ser milico
pode ser o meu olhar porto-seguro da linha de pouso do mosquito..
Pode ser eu rico , pode ser eu nobre, pode ser eu pobre de tanto querer, de tanto não me perceber no riso que me cobre.
Pode ser este dia .
pode ser Ares ou Gaia em silenciosa companhia
O sorriso , potente arma de uma estranha fidalguia..
Pode ser íris de sol a nos olhar em nova era, passos de caminhante sobre brilhante rua etérea.
Pode ser tão triste, pode ser mente um instante.
Pode ser esse dia que inaugura a vontade do caminhante
Pode ser clara a nuvem de gelo que não late...
Pode ser o som do faminto prato quando na comida bate.
Pode ser futuro, pode ser passado, pode ser depois.
Pode ser amor diante do ato de morar um em dois.
Pode ser essa vontade de voar e voraz vociferar anedota
para que nunca mais se perca o poder na boca grande do formidável poliglota.
Pode ser que eu grite para que me cale
Podem assim ser todos os danosos espinhos do calo.
Pode ser então o valor que merece a calha quando bebe o cavalo na velha montanha do Saara.
Pode ser manhã, pode ser explosão, lavas no sopro de um enfurecido bretão.
Pode ser caneta , pode não ser milico
pode ser o meu olhar porto-seguro da linha de pouso do mosquito..
Pode ser eu rico , pode ser eu nobre, pode ser eu pobre de tanto querer, de tanto não me perceber no riso que me cobre.
Pode ser este dia .
pode ser Ares ou Gaia em silenciosa companhia
O sorriso , potente arma de uma estranha fidalguia..
Pode ser íris de sol a nos olhar em nova era, passos de caminhante sobre brilhante rua etérea.
Pode ser tão triste, pode ser mente um instante.
Pode ser esse dia que inaugura a vontade do caminhante
Pode ser clara a nuvem de gelo que não late...
Pode ser o som do faminto prato quando na comida bate.
Pode ser futuro, pode ser passado, pode ser depois.
Pode ser amor diante do ato de morar um em dois.
Pode ser essa vontade de voar e voraz vociferar anedota
para que nunca mais se perca o poder na boca grande do formidável poliglota.
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Sonhava mundos novos impossíveis para ele
Sonhar. Ser aviador e voar sobre telhados.
Foi quando viu o pequenino ser. Ela mesma que o olhava e lhe dizia bom dia.
No primeiro dia a joaninha sorria e ele a pegou por entre os dedos.
Primavera castiga gente. O indivíduo e o bichinho fugiam por instantes do mundo dos seres inexistentes.
Pequenina todos os dias lutava mais que ele. Do vidro cá pessoas amarguradas pelo cansaço
Lá , turbulenta floresta a reclamar espaço.
Ele que pensava ser um lutador sentiu-se nada perto da fragilidade em coragem de sua pequena amiga em flores fechada..
Hoje o banco está vazio. Nem ele está nem ela desafiando o ar.
No dia anterior resoluto abriu a boca e bocejou. Na glote a joaninha entrou
E o que apenas namoro era agora tornou-se Amor.
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