sábado, 11 de abril de 2015

VÁ, MEU AMIGO!

Vá, meu amigo, crie asas e voe sobre as falsas casas do julgamento
vá com força e sem medo da imensidão da vida.
Teus passos curtos desafiam a ignorância do medo e a violência da lida
As dores da alma são claras perto do arco em que sobrevoas,
tijolos da amargura
feitos da pior cal, uma gota de sal em tuas lágrimas
vá, não desista, por mais que a ignorância insista
por mais que as detestáveis queiram
seja a maior prova da existência primeira da verdadeira beleza.
Quando sentires as imensas pedras da podridão das falas
te calas, por enquanto,e os calos numerosos assemelharem-se à tua sublime existência
Veja então os números soltos de quem nada faz pelo outro e exibe o porte profundo das detestáveis aparências
covardia em forma de equivocada decência.
Cante, meu amigo, à maneira provençal todo o fel que carrega aquele que jamais será teu igual.
Vá, meu amigo, inaugure o mundo com seu sorriso, sua alegria
faça da raiva de outrem um passo para seguires além.

domingo, 5 de abril de 2015

NÃO EXISTE ALMOÇO DE GRAÇA!

NÃO EXISTE ALMOÇO DE GRAÇA
Eis uma frase que ouço bastante em meu cotidiano. Podemos inferir assim: nunca houve nem haverá almoço de graça em nenhuma parte desse mundo tamanha a virulência com que é proferida, quase uma anoréxica sentença de morte. Quer dizer que se eu nunca mais trabalhar eu não nunca mais vou poder me alimentar?.
Já existiram momentos na história, como esse agora pelo qual passamos, em que almoços e jantares eram gratuitos para poucos. Resta saber quem são esse poucos. Existe mesmo o tal almoço de graça?Talvez sim, talvez não .A negativa exposta nos faz logo pensar no contrário dela. Penso logo no que é de graça: injeção na testa, pesar em farmácia, fofoca, o sol, a lua, a noite a vida e morte, a manhã e o dia . Ser é de graça e existir uma pechincha mal paga..
O almoço de graça sempre houve,há e haverá, nesse terrível banquete histórico que seleciona e propõe a grande festa para poucos convidados, os tais magnatas que esqueceram da palavra solidariedade e matam indiretamente quando tiram do povo o direito a outros tipos fundamentais de manjares como educação, saúde e segurança: pilares do sistema que precisam urgente de um alimento rico em fibras e com pessoas donas de fibra juntas a um povo bem alimentado politicamente.
Vou desfilosofar agora sobre a inexistência do tal almoço de graça e voltar a meu cotidiano doxal com bom almoço de minha mãe Graçae minha família que eu tanto amo ,contudo, sempre a me questionar se essa frase não traz um julgamento muito forte, quase uma imposição moral irrefreável. Como se de fato fosse axiomática e os de sempre, os que exploram a miséria de muita gente espalhada pelo mundo afora, se valessem da sentença para escravizar mentalmente bilhões de pessoas. Você acredita que ainda exista almoço de graça?.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

O CHORO DE LUZIA

O CHORO DE LUZIA
Os olhos inchados de tanto chorar
observam a vida que se acaba, o ponto final de todos nós.
Luzia chora verdadeiramente entre outros choros falsos que lençóis histórias por demais.tudo o que já ouvimos e sabemos de cor.
Encharcada de chuva as lágrimas descem de seu rosto e a catarata dança verdadeiramente menor pior da desgostosa flor
a lembrar das festas de família, de um tempo que escorregou pelas calejadas mãos, gritos, risos, palavrões..
Santa Luzia que lagrimeja a essa hora
que nos encerra a tristeza de um funeral
que nos faz pequenos diante do misterioso punhal
Luzia vermelha de tanto rogar por dias melhores
a chuva a cair e comentários outros desnecessários sobre o que vão herdar.
Triste manhã de quinta
a lembrar-nos de toda a nossa limitação
os óleos de Luzia hão de percorrer a ganância tanta
e inaugurar com clareza novo dia sem medo do chão de ser Santa.
O pranto mais que silêncio que canta elegia nova nos diz .
Luzia chorosa como os olhos de um chafariz
A morte nos ensina a gostar da vida, a vida dá um pulo e dança nos pingos de chuva
votemos a casa, voltemos a pensar no triste instante de apenas estar.
a lembrar das festas de família, de um tempo que escorregou pelas calejadas mãos, gritos, risos, palavrões..
Santa Luzia que lagrimeja a essa hora
que nos encerra a tristeza de um funeral
que nos faz pequenos diante do misterioso punhal
Luzia vermelha de tanto rogar por dias melhores
a chuva a cair e comentários outros desnecessários sobre o que vão herdar.
Triste manhã de quinta
a lembrar-nos de toda a nossa limitação
os óleos de Luzia hão de percorrer a ganância tanta
e inaugurar com clareza novo dia sem medo do chão de ser Santa.
O pranto mais que silêncio que canta elegia nova nos diz .
Luzia chorosa como os olhos de um chafariz
A morte nos ensina a gostar da vida, a vida dá um pulo e dança nos pingos de chuva
votemos a casa, voltemos a pensar no triste instante de apenas estar.

sábado, 28 de março de 2015

Para mim e Para-ti

PARA MIM E PARATI
Para todos os porcos soltos em derrubadas mandíbulas suíças
a sujeira da linguagem a desmistificar a falsa lealdade da gramática boliça
para todas as cenas súbitas: alcatrão mel com limão e desditosa paciência
para mim, imagens de nosso tempo
para-ti, das cidades uma linda e literária essência
Para todo não na hora da resignação
para o sim essa dúvida imensa que há em mim
para toda guitarra dos mais belos sons de cigarras
para essa cabeça baixa o dia que termina, o amanhã que não tarda.
para todo corpo ruído de costas
as chamas imensas das palavras façanhas postas
para que o medo não mais as demonstrassem novas
em seu olhar no chão ou no mirante
a beleza da captação breve do instante
esse ínterim em mim
esse mistério todo feito de ti

sobre o sábado

Um homem sem caráter é como uma vaca sem mugido
uma vaca sem mugido é como uma pedra sem silêncio
uma pedra sem silêncio é como uma faca sem sua lâmina
uma faca sem sua lâmina é como uma fofoqueira desdentada.
Uma fofoqueira desdentada é a eterna notícia atrasada
uma notícia atrasada é um cavalo empacado
um cavalo empacado somos nós em tamanho natural
ser em tamanho todas as falsas virtudes desse mundo desigual
ser apenas mais um número nessa imensa representação que nos leva à caríssima invenção do nada.
ser generoso por aqui é coisa de bobo, tolo mesmo piada
daqueles que se sentiram retraídos quando o mundo todo aplaudiu a burrice que sai dos tubos de imagem ou nas gargalhadas sem coragem
de tão ridículas cômicas, de tão sórdidas pouco econômicas.
Um homem sem dignidade é como um piada desagradável que invade o dia e toma conta de toda a luz desse dia divino de sábado...

quinta-feira, 19 de março de 2015

DA ÁGUA

DA ÁGUA
Traz quando corre imensos seios amontanhais
a nascente jorrada toda em forma de aquosa progenitora
doirando o mundo , sorriso espelho refletido que nos tostou muito a toda hora, tão quente a mente de forma criadora.
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domingo, 8 de março de 2015

A TUA VIDA É UMA FARSA

A tua vida é uma farsa
brincas de boneca com tua própria desgraça
tua risada amarga,esse teu café de graça
esse seu olhar de quem tem sobrenome
quando de ti a cidade inteira ri, berra calada

A tua vida é uma farsa
desde que nasceste para servir a um asqueroso ingrato
quando seus filhos gritam contigo no fogo do que assas
quando preferes subir a pé a montanha do machismo  enxovalhada

A tua vida é uma farsa porque sabes que és enganada
e dizes absurda, não raro, que isso é coisa de homem
e que homem foi criado  para mandar em tua raça

Para teu macho tua vida não existe
ele faz de ti uma nova moderna eletrônica escrava
carro, pulseiras coloridas, filhos na escola particular
esse seu nojo dos mais fracos é uma nódoa  colocada em teu olhar

A tua  vida é uma farsa
e teu martírio é tua sede, quando és a mais enganada,
 Quando sabes o que acontece
debaixo de tuas pálpebras
Quando debochas do ouro das mulheres que encontraram a liberdade

A tua vida é uma farsa, porque a de tua mãe também assim  foi
a de tua vó de tua bisavó e repetes, estúpida, sua terrível manada

A tua vida é uma farsa, então acorde, corrija sua terrível estrada.
Então grite forte com quem te oprime, passe a ter opinião
és mulher e vieste em uma só encarnação
então transforma em liberdade essa tua triste alegre, fantasiosa prisão..