domingo, 31 de março de 2013

sem amor
sem dor
cem dólares é pouco para tanta dor...

sem calor
sem fome sem cobertor de pele de urso
cem anos para poucos felicianus

sem contrato
sem minha dívida de facto
sem pasto
cem brigões no  fundo da noite sem saber por que brigam, o motivo do que o fazem

cem pessoas num ônibus só...
sem marias da lavagem
sem comida boa e pão de ló

cem vacas pastam e pré-hambúrgeres
cem mulheres lutam sem sutiens que as ajustem
sem problemas de ordem ou conduta
sem mundo novo
sem mundo
cem de novo
sem ovo
ovo ov
 sem povo.


sábado, 30 de março de 2013

to mal

sinto dor quando vejo tanto horror
pessoas brigando pelo direito de agredir que procura ser feliz
há flores agora oisadas porque desprezadas
hám um risco tosco de toda a rapazada do bairro

sinto dor como de cabeça
sinto que se não tivesse sido e sabendo que fui
 sinto alegria quando vejo um pequenito desafdiando gigantes
girassóis despreocupasdos em existir
sinto calor quando sinto meus lábios tocaremm outros masculinos lábios

sinto frio quando pressinto  o ódio de um ex amigo
só porque soul, só porque estoul

sinto dor, mas alegria por ser quem eu sou
sou o grito na passarela
aquela que só a camareira ouviu em meio a pal,as surdas nervosas

sinto dor porque sangro sente este ou aquele
mas acordo, olho pro lado, levanto-me e saio pra lutar

sinto do por exirtir por isso não desito
hesito, mas permaneço
sou um rouxinol pelo avesso
sou o avesso do começo
sou o fim do triste desepero

na contramão so surto
eu furto o ar
eu sou um pássaro ferido por você

eu sinto dor porque vivo estou
eu sinto frio porque abri mão do claro calor
eu sinto dor por me pôr...
eu sinto que estou vivo e isso me deixa muito feliz
apesar da ferida, da invisível dívida
apesar deste começo de flor
apesar desse começo do fim
apesar de dor ser meu primiero amor

sinto dor e serei espuma que aprende a desaparecer
no rio das existência
sou dor, sou sangue vivo , que pusa e chora..
mas ama e que aprende agora a arte que adora
a si mesmo...
eu sinto uma vontade de não exitir
mesmo sentindo calor
mesmo a prosopopeia da dor

domingo, 24 de março de 2013

se 2

se você parar de ver o próprio umbigo
vai perceber que  tudo muda
tudo muda com a flor que já foi muda
como o grito que já foi surdo
como o surdo que já foi prefeito
como o prefeito que nunca deu as caras
como as caras  camisas de malhas
como o rio  que mais parece fedida desgarga
como empresa que polui e nada paga
como povo cretino que não busaca seus direitos
como ovo de serpente feito com jeito
como clara em neve , assim desse jeito
como ficar calado e ter medo e respeito
como sr anjo e saber-se demônio de algo mal feito

Se você parar de observar o gol
verá que a rosa foresce
verá que o amor acontece mesmo que se diga não
verá a velha senhpora desrespeitada no  busão
verá seu filho pregado na cruz da solidão
verá a verdadeira revolução

se você parar de beber gasolina
perceberá que andando se quima caloria
se vc, mas vc não quer, não é?

poema descolorido

a situação do gay no brasil atual
é parecida com a dos escravos do século dezenove
menos se move
menos se fala
mais se comove
a situação de pessoas como eu
é a mesma de milhares que trabalham , mas não são cidadãos de direito
pessoas que lutam e sofrem por não ter os mesmos direitos
 a situação do gay no brasil é um arco-íris sem cor
pois não há direito ao amor
marcha de jesus
marcha para ofender o outro
marcha para gritar palavrão em nome de quem nunca discriminou

a situação do gay latioamericano
é mesma do suburbano africano
apredejado por ser diferente
e quando precisam dele
esquecem dos sinsultos
eo chamam de diferente

a situação de 2013 é essa
nunca mudou, não muda , nem mujdará
um páis que não se educa
continuará matar
sem pena
porque pena não ha

b

biriba é pau
para fazer berimbau
aú que salta
aú que falta
berimbauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
sem som sobrenatural
minha voz , sua nota, seu dom
meu canto em seu redor
capoeira chegou
capoeira se for
berimbau
mistura de samba, carimbo de nau
berimbau
o seu sonho chegado em varau
berimbau
pedra bruta feita de cal
berimbau
minha luta, jornal matinal
berimbau
já canseim de rodar a seu som
a ser grande pequeno
a ser de pastinha filho veio
a ser de biriba
minha  fonte natural
berimbau, berimbau, berimnbbau
o seu som vai ganhar o meu sal
sua espoleta sonoroa que vai
minha vontade de ser outro igual
berimbau
feito de beriba que é pau
o aú desce a ladeira da nau...


ladainha

braços abertos de Cristo na cruz
não consigo perdoar meu pai
por mais que tente
por todas as chagas de deus vivo
por mais que tente
por todas as marias concebidas
por mais que tente
não contente
por todos os serafins e anjos decadentes
por mais que tente
por todo grito de gol e aguardente
por mais que tente
por todo suadouro em si, a semente
por mais que tente
por todo domingo velho novo diferente
pelas chagas abertas em meu peito demente
por suas lágrimas de rosas na via cruzis
por todas as gengivas e dentes permanentes
por você, por mim, pela folr do dia nscente
pela cachoeira de sangue quente
por minha blusa aberta no calor dormente
não vou te perdoar
por mais que tente

som

o cravo brigou com o som
debaixo dos pés do tenor
o cravo desafinou
o tenor despetalou

o cravo retumbou na janela
o tenor desiludiu-se
o cravo saiu ferido
o tenor ai que se riu-se.